Lista de Poemas
A FLOR PÚRPURA
Já é demasiado tarde,
não quero anjos vomitando meu terreiro
em noites de luz cheia,
não quero mais
por rio, mares, oceanos e seus mitos
suliminares ser admoestado,
não quero mais
que sóis de retinas sapiens
me tatuem a seus modos de pensar
e de acharam que entendem
a algo,
não quero mais liliths,
não quero mais nuvens,
não quero mais sonhos, ilusões,
não quero mais nada de aqui:
eu vou seguir
simplesmente, mesmo que não consiga,
tentando manter o mouco eco de sua voz (Ana)
em meio ao breve e infecundo
infinito em que
ainda vivo!
131
JUNTOS AO PIOR DOS INVERNOS
Porque te amar
foi tão estranhamento louco
e mágico
que, quando acordei
do sonho, foi que percebi
que eu já tinha cavado
meu abismo!
133
NÃO HÁ MAIS SO, NEM SONHOS À DEFINITIVA NOITE
Quando,
a uma fria madrugada,
ouvires-me
me passer em tua lembrança,
pisares
a terra encharcas por minhas
ainda outrora chuvas
de fogo
ou sentires
o o cheiro de meus bafechos
soberbos,,
não tenhas dúvida,
sou eu depois de morto, que terei
vindo para, fantasmagoricamente,
agradecer-te
pela perjuras que me
fizeste, pelos cânticos e pelo encanto
com que me hipnotizaste
e pela
principal marca tua: a covardia
e a ingratidão com que me presenteaste
nos meus últimos dias
de vida!
112
CURVADO
Tenho sempre
fome e sede daquele tempo
que não volta mais,
daquela
casa em que nos fomos
mútuos espelhos,
dos mares,
das árvores,
dos céus,
dos sonhos,
das fantasias
e dos infinitos que juntos
povoamos;
tenho saudade
de tudo, até das chuvas de fogo
e das afiadas pedras que
nos jogávamos
num círculo
louco de amor, de ciúme,
de possessividade, de ódio e de loucura
incontrolados!
fome e sede daquele tempo
que não volta mais,
daquela
casa em que nos fomos
mútuos espelhos,
dos mares,
das árvores,
dos céus,
dos sonhos,
das fantasias
e dos infinitos que juntos
povoamos;
tenho saudade
de tudo, até das chuvas de fogo
e das afiadas pedras que
nos jogávamos
num círculo
louco de amor, de ciúme,
de possessividade, de ódio e de loucura
incontrolados!
188
TÚMULOS NÃO ESQUECIDOS
Eu, particularmente
gosto muito quando escreves
poesias com teor filosófico e gótico,
The Flower of Desert.
Abrem ares imprevistos
e vastos. E tua imaginação atravessa
barreiras convencionais e novos mundos
mágicos são pintados em teus
versos.
Sobre cemitérios,
conheci uma pessoa,
em vida, que me pedia para
fazer enterros.
Enterrei
tantos fantasmas por amor,
tão somente porque a amava
absurdamente demasiado,
que me adoeci
em minha própria casa.
Por isso digo
que moradores de cemitérios só fazem
algum mal na mente dos que
ainda vivem,
perdidos neste fantástico
mundo de imagens, antes de seus destinos
serem também selados
com o nada!
gosto muito quando escreves
poesias com teor filosófico e gótico,
The Flower of Desert.
Abrem ares imprevistos
e vastos. E tua imaginação atravessa
barreiras convencionais e novos mundos
mágicos são pintados em teus
versos.
Sobre cemitérios,
conheci uma pessoa,
em vida, que me pedia para
fazer enterros.
Enterrei
tantos fantasmas por amor,
tão somente porque a amava
absurdamente demasiado,
que me adoeci
em minha própria casa.
Por isso digo
que moradores de cemitérios só fazem
algum mal na mente dos que
ainda vivem,
perdidos neste fantástico
mundo de imagens, antes de seus destinos
serem também selados
com o nada!
166
OS PREVISÍVEIS
O ser,
quando faz sexo, cospe
elogios, gemidos, sêmens e outras
obscenidades;
quando
se encontras distante dos demais,
dos amigos e em companhia de um só
semelhante,
cospe
obscuridades referindo-se aos outros
aquilo que deles mesmo é;
quando
falam de amor fingem flutuar na luz
e dissimulam-se em esplêndidas atuação aos leitos
e aos espetáculos
e quando
cospem chuvas de fogo
e obscuridades em relação ao ser amado,
marcam inexoravelmente o fim de um antes
considerado eterno caso!
quando faz sexo, cospe
elogios, gemidos, sêmens e outras
obscenidades;
quando
se encontras distante dos demais,
dos amigos e em companhia de um só
semelhante,
cospe
obscuridades referindo-se aos outros
aquilo que deles mesmo é;
quando
falam de amor fingem flutuar na luz
e dissimulam-se em esplêndidas atuação aos leitos
e aos espetáculos
e quando
cospem chuvas de fogo
e obscuridades em relação ao ser amado,
marcam inexoravelmente o fim de um antes
considerado eterno caso!
160
MARÍTIMA
Explusamos
de nosso santuário
todos os anjos,
todos os heróis,
todas as lendas,
todos os mitos e deuses;
porém comentemos
um gravíssimo e fatal erro:
ao não percebermos que os expulsando
de nosso temple,
estávamos
nos fragmentando, escondidamente
junto a eles, de nós
mesmos!
245
VOCÊ FOI
O maior amor
de minha sinuosa vida,
a mulher
que inspirou-me a ser
póeta e niilista,
a mão branda,
a boca mais linda,
o sexo mais ardente,
o sonho mais lindo,
a fantasia mais louca
e a navalha mais afiada
que me abriu uma ferida tão grande
e doída,
que fez
com que eu me transformasse
em uma terrível fera
noturna!
de minha sinuosa vida,
a mulher
que inspirou-me a ser
póeta e niilista,
a mão branda,
a boca mais linda,
o sexo mais ardente,
o sonho mais lindo,
a fantasia mais louca
e a navalha mais afiada
que me abriu uma ferida tão grande
e doída,
que fez
com que eu me transformasse
em uma terrível fera
noturna!
145
ANGÚSTIA E DOR
... imensa
a dor de alguns de meus
___ versos,
às vezes,
chovo mares
___ e enegreço céus;
em outras vezes,
pulso despercebido
e alguma estrela chora
___ escondida:
é imensa
a dor de alguns de meus
___ versos,
às vezes,
brotam de uma alma perdida,
que simplesmente também
___ chora!
a dor de alguns de meus
___ versos,
às vezes,
chovo mares
___ e enegreço céus;
em outras vezes,
pulso despercebido
e alguma estrela chora
___ escondida:
é imensa
a dor de alguns de meus
___ versos,
às vezes,
brotam de uma alma perdida,
que simplesmente também
___ chora!
165
O VENENO DE ANA
Quando dizia
(e aplicava) que me envenenava
aos poucos, o suficiente para
não matar,
tomou-se-me
contra um assombramento
que deveras antes nunca havia
sentido:
então,
tu nos submeteste ao rigor
do inverno na cabana que fiz
para nossa morada
e, súbitamente,
foi enchendo-a com seus venenos
fantasmagórios, até chegar ao ponto
em que, quase perdendo
a salidade,
eu não sabia
se me entregava a uma morte em paz
maravilhosa ou se eu continuava
a viver nosso inferno!
(e aplicava) que me envenenava
aos poucos, o suficiente para
não matar,
tomou-se-me
contra um assombramento
que deveras antes nunca havia
sentido:
então,
tu nos submeteste ao rigor
do inverno na cabana que fiz
para nossa morada
e, súbitamente,
foi enchendo-a com seus venenos
fantasmagórios, até chegar ao ponto
em que, quase perdendo
a salidade,
eu não sabia
se me entregava a uma morte em paz
maravilhosa ou se eu continuava
a viver nosso inferno!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*