Lista de Poemas
A MULHER DO PRÓXIMO
De frente de minha casa,
mora uma mulher que, toda tardinha,
senta-se na beira do passeio
da casa dela;
e eu, mais ou menos
no mesmo horário, sento-me
no passeio de minha casa de frente
para a casa dela.
Como somos ambos
casados, temos muita discrição e cuidado,
deixantudo tudo ao acaso
dos olhares;
vez em quando um sorriso,
vez em quando uma cruzada de pernas,
vez em quando um pedaço da calcinha,
vez em quando um sonho molhado,
vez em quando uma esperança que jamais
será frutificada,
vez em quando
uma escondida e excitante punheta
espumada!
mora uma mulher que, toda tardinha,
senta-se na beira do passeio
da casa dela;
e eu, mais ou menos
no mesmo horário, sento-me
no passeio de minha casa de frente
para a casa dela.
Como somos ambos
casados, temos muita discrição e cuidado,
deixantudo tudo ao acaso
dos olhares;
vez em quando um sorriso,
vez em quando uma cruzada de pernas,
vez em quando um pedaço da calcinha,
vez em quando um sonho molhado,
vez em quando uma esperança que jamais
será frutificada,
vez em quando
uma escondida e excitante punheta
espumada!
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MARCAS DO QUE SE FOI
Vou agora às mesmas
planícies que guardam os segredos
e as magias de minha tenra
infância perdida;
tentando deixar-me,
às costas - por exíguo destempo
possível - o desalinho das feras
sapiens.
E lá,
mesmo que caiam fortes chuvas
sobre a terra, as matas
e os arbustos,
vou ruflar as pequenas
asas azuis, libertar a indecifrável alquimia
dos sonhos pueris e permitir que minha
alma vazia se colora, libertamente,
com lápis-cera.
planícies que guardam os segredos
e as magias de minha tenra
infância perdida;
tentando deixar-me,
às costas - por exíguo destempo
possível - o desalinho das feras
sapiens.
E lá,
mesmo que caiam fortes chuvas
sobre a terra, as matas
e os arbustos,
vou ruflar as pequenas
asas azuis, libertar a indecifrável alquimia
dos sonhos pueris e permitir que minha
alma vazia se colora, libertamente,
com lápis-cera.
155
FLOR DE INVERNO
... era aquela
flor, em forma angelical,
que nos distinguia
dos demais humanos, imaginando
que pudéssemos conquistar infinitos
e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer
amá-la tanto e depois partir para a fria
e infinita hospedagem
da morte,
deixou-me sozinho
a carregar ilusões e pesos humanos
neste mundo de figuração
junto ao lamaçal!
flor, em forma angelical,
que nos distinguia
dos demais humanos, imaginando
que pudéssemos conquistar infinitos
e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer
amá-la tanto e depois partir para a fria
e infinita hospedagem
da morte,
deixou-me sozinho
a carregar ilusões e pesos humanos
neste mundo de figuração
junto ao lamaçal!
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A MULHER DO PRÓXIMO
De frente de minha casa,
mora uma mulher que, toda tardinha,
senta-se na beira do passeio
da casa dela;
e eu, mais ou menos
no mesmo horário, sento-me
no passeio de minha casa de frente
para a casa dela.
Como somos ambos
casados, temos muita discrição e cuidado,
deixantudo tudo ao acaso
dos olhares;
vez em quando um sorriso,
vez em quando uma cruzada de pernas,
vez em quando um pedaço da calcinha,
vez em quando um sonho molhado,
vez em quando uma esperança que jamais
será frutificada,
vez em quando
uma escondida e excitante punheta
espumada!
mora uma mulher que, toda tardinha,
senta-se na beira do passeio
da casa dela;
e eu, mais ou menos
no mesmo horário, sento-me
no passeio de minha casa de frente
para a casa dela.
Como somos ambos
casados, temos muita discrição e cuidado,
deixantudo tudo ao acaso
dos olhares;
vez em quando um sorriso,
vez em quando uma cruzada de pernas,
vez em quando um pedaço da calcinha,
vez em quando um sonho molhado,
vez em quando uma esperança que jamais
será frutificada,
vez em quando
uma escondida e excitante punheta
espumada!
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SEM ESPERANÇAS NO AMANHÃ
Ausentes nas novas auroras,
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
111
SÓ AS SOMBRAS AINDA SÃO VIRGENS!
Se a luz
realmente soubesse da beleza,
da natureza e da sublimidade
das sombras,
certamente
nunca lhes violariam
com suas brancas e pálicas
opacidades!
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SÓ AS SOMBRAS AINDA SÃO VIRGENS!
Se a luz
realmente soubesse da beleza,
da natureza e da sublimidade
das sombras,
certamente
nunca lhes violariam
com suas brancas e pálicas
opacidades!
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FLOR DE INVERNO
... era aquela
flor, em forma angelical,
que nos distinguia
dos demais humanos, imaginando
que pudéssemos conquistar infinitos
e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer
amá-la tanto e depois partir para a fria
e infinita hospedagem
da morte,
deixou-me sozinho
a carregar ilusões e pesos humanos
neste mundo de figuração
junto ao lamaçal!
flor, em forma angelical,
que nos distinguia
dos demais humanos, imaginando
que pudéssemos conquistar infinitos
e sublimidades sem iguais
e que, por me fazer
amá-la tanto e depois partir para a fria
e infinita hospedagem
da morte,
deixou-me sozinho
a carregar ilusões e pesos humanos
neste mundo de figuração
junto ao lamaçal!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*