Lista de Poemas
DE FRENTE AO MAR
Quando dela
o fogo liberta a língua,
não há mais autocontrole
ou misericódia:
ou ela sobrepõe-me
os lábios em beijos quentes
e molhados,
ou ela me beija
e me chupa peitos, pernas
e a hígida haste,
ou, se nublada,
ela me chove com o verbo ácido
deixando-me semimorto
e alagado!
o fogo liberta a língua,
não há mais autocontrole
ou misericódia:
ou ela sobrepõe-me
os lábios em beijos quentes
e molhados,
ou ela me beija
e me chupa peitos, pernas
e a hígida haste,
ou, se nublada,
ela me chove com o verbo ácido
deixando-me semimorto
e alagado!
106
MORTE SÚBITA
Sem súbito
sentido, o cão morre à beira
do precipício,
sem ter conseguido
contemplar e nem amar
as belíssimas cifras de teus
abismos.
137
OBESIDADES
... quando as chuvas
se transformaram em chuviscos
fracos e flácidos de gotas
tangentes;
foi que pude perceber,
naquele sincero estio de insanidades,
que todo amor que outrora nos perjuramos
com o verbo volátil
nada mais era que o reverso
vazio de nossas interiores e efêmeras fomes
por imagens, devaneios
e ilusões.
se transformaram em chuviscos
fracos e flácidos de gotas
tangentes;
foi que pude perceber,
naquele sincero estio de insanidades,
que todo amor que outrora nos perjuramos
com o verbo volátil
nada mais era que o reverso
vazio de nossas interiores e efêmeras fomes
por imagens, devaneios
e ilusões.
140
FRUTOS DO SOL
Sob os raios
intensos do sol,
lentros,
estúpidamente enganados
e soberbos
andam os homens
com suas senciências, com seus desejos,
com seus impulsos e com suas
pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras?
qnde já se achou alguma beldade
que de fato supere a fragmentação
sapiens?
E eu aqui,
distante de tudo e preso em mim,
vendo céus figurados e planícies devastadas,
sem poder fazer absolutamente
nada!
intensos do sol,
lentros,
estúpidamente enganados
e soberbos
andam os homens
com suas senciências, com seus desejos,
com seus impulsos e com suas
pseudovastidões.
Onde já se viu a real sabedoria das pedras?
qnde já se achou alguma beldade
que de fato supere a fragmentação
sapiens?
E eu aqui,
distante de tudo e preso em mim,
vendo céus figurados e planícies devastadas,
sem poder fazer absolutamente
nada!
166
DE QUE SÃO FEITAS NOSSAS ASAS?
As imagens
que o ser contempla
e cria com suas sencientes
e poderosas retinas
são um mal
conquistador em um cosmo onde
havia infinitas possibilidades
virgens!
219
HIATO
Eram dois,
que se diziam um
em sempiterno
amor:
ao fim,
em doloroso hiato
sobre pedras
e abismos
que se lhes formaram,
em desalinho à mente, ao coração
e à alma:
um e outro se foram
a se acharem, em si, vítimas
do enlace incauto;
um e outro se foram,
com severos julgos e açoites,
a elegerem o comparsa
como canalha.
que se diziam um
em sempiterno
amor:
ao fim,
em doloroso hiato
sobre pedras
e abismos
que se lhes formaram,
em desalinho à mente, ao coração
e à alma:
um e outro se foram
a se acharem, em si, vítimas
do enlace incauto;
um e outro se foram,
com severos julgos e açoites,
a elegerem o comparsa
como canalha.
199
ABOMINADOR
... odiosas
chuvas minhas, delas correm
todos os anjos
e todos
os puritanos, com a discreta
tração das palavras,
sempre
bem pontuadas com flores,
luzes e amarras;
eu temo
os subterrâneos refúgios
destes pássaros,
e me ando,
assim, derrocado abaixo,
com meu sudário
desértico!
chuvas minhas, delas correm
todos os anjos
e todos
os puritanos, com a discreta
tração das palavras,
sempre
bem pontuadas com flores,
luzes e amarras;
eu temo
os subterrâneos refúgios
destes pássaros,
e me ando,
assim, derrocado abaixo,
com meu sudário
desértico!
164
VERSOS QUE NÃO SE SABEM
Escrevi
dezenove mil poemas
entre coisas
de amor, de desejo, de erotismo,
de paixão e de loucura;
e até hoje
sinto que nada fiz e que tudo
e qualquer coisa fica sempre em meu poema
não escrito!
dezenove mil poemas
entre coisas
de amor, de desejo, de erotismo,
de paixão e de loucura;
e até hoje
sinto que nada fiz e que tudo
e qualquer coisa fica sempre em meu poema
não escrito!
184
EU PENSEI QUE ESTÁVAMOS EM UMA AVENIDA DE MÃO DUPLA
... se dizes que
me ama, quem sou eu para
duvidar do que tu escolhes
e dizes,
mas se digo
que te amo, por que achas
que podes de mim
duvidar,
como
se eu andasse com máscaras sempre postas,
com esplêndias e falsas cores
e com um inválido
par de asas pregados no corpo,
no coração e na alma?
me ama, quem sou eu para
duvidar do que tu escolhes
e dizes,
mas se digo
que te amo, por que achas
que podes de mim
duvidar,
como
se eu andasse com máscaras sempre postas,
com esplêndias e falsas cores
e com um inválido
par de asas pregados no corpo,
no coração e na alma?
141
À BORDA DA EXISTÊNCIA
Vede-vos, irmãos,
os reflexos perante
o espelho,
fazei a barba
aos cuidados da lâmina,
vesti o melhor terno,
arrumai o cabelo
e maqueai-vos, a rímeis,
as máscaras;
e, a rimas,
o regozijo da palavra
para vos irdes ao esplende baile
na grande jaula circular
da vida.
Lá,
estarei vos esperando,
irmãos meus, juntamente com toda
nossa família
sapiens.
os reflexos perante
o espelho,
fazei a barba
aos cuidados da lâmina,
vesti o melhor terno,
arrumai o cabelo
e maqueai-vos, a rímeis,
as máscaras;
e, a rimas,
o regozijo da palavra
para vos irdes ao esplende baile
na grande jaula circular
da vida.
Lá,
estarei vos esperando,
irmãos meus, juntamente com toda
nossa família
sapiens.
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*