ANTES DA PRÓXIMA NOITE FRIA
Hoje me amanheci um pouco feliz, e confesso que nem sei por quê. Talvez se soubesse, já não me sentiria assim tão imbecilmente radiante (e provavelmente esses versos não seriam assim tão idiotamente pífios), porque de outra coisa sei (e com absoluta convicção): toda emoção alvamente esfuziante costuma terminar (às sombras) em rápida extinção.
QUANDO TUDO SE TORNA ETERNAMENTE PERDIDO!
Quando nos colapsamos
ao teatro ou ao interior de nós
mesmos,
e a noite
vem nos abraçar com seus
frios braços,
não há tempo
para novos sonhos, nem novos amores,
nem novas esperanças,
nem para mais
nada!
APENAS UM ESTRANHO NESTE NINHO
Ausentes nas novas auroras, na chuva que cai ou no vento que entoa a penumbra: bocas, mãos, corpos e inválidas asas em desvelos: ama-me assim (se é que me amas) em silente e sagrado segredo, em mares altos ou em baldios terreiros. Mas sem a palavra volátil, porque meus portos estão todos alagados, e meus guarda-chuvas estão todos quebrados: sente apenas (e escolhe), que posso ser teu, renascido e intacto, ou apenas (e novamente) um futuro pássaro angustiadamente prostrado.
SEM ESPERANÇAS NO AMANHÃ
Ausentes nas novas auroras, na chuva que cai ou no vento que entoa a penumbra: bocas, mãos, corpos e inválidas asas em desvelos: ama-me assim (se é que me amas) em silente e sagrado segredo, em mares altos ou em baldios terreiros. Mas sem a palavra volátil, porque meus portos estão todos alagados, e meus guarda-chuvas estão todos quebrados: sente apenas (e escolhe), que posso ser teu, renascido e intacto, ou apenas (e novamente) um futuro pássaro angustiadamente prostrado.
JUNTOS AO PIOR DOS INVERNOS
Porque te amar
foi tão estranhamento louco
e mágico
que, quando acordei
do sonho, foi que percebi
que eu já tinha cavado
meu abismo!
POR MINHA ESPOSA E POR MEUS FILHOS. FOR A ISSO EU JÁ NÃO ESTARIA AQUI
Seu eu desistisse como Ana fez, tão cansada que estava de viver no meio das coisas junto com os demais humanos, certamente também já teria ultrapassado a frágil fronteira final (do que para mim é uma abnormidade) da vida! vida!
JUNTOS AO PIOR DOS INVERNOS
Porque te amar
foi tão estranhamento louco
e mágico
que, quando acordei
do sonho, foi que percebi
que eu já tinha cavado
meu abismo!
INFINITUM
Em universos infinitos que inventamos para amarmos a deuses, lendas e mitos, costumamos ser muito mais frios e cruéis do que nossos semelhante pares que escondem as asas dos sonhos, para se foderem aos falesiosos e obscuros chãos.
O VENENO DE ANA
Quando dizia (e aplicava) que me envenenava aos poucos, o suficiente para não matar, tomou-se-me contra um assombramento que deveras antes nunca havia sentido: então, tu nos submeteste ao rigor do inverno na cabana que fiz para nossa morada e, súbitamente, foi enchendo-a com seus venenos fantasmagórios, até chegar ao ponto em que, quase perdendo a salidade, eu não sabia se me entregava a uma morte em paz maravilhosa ou se eu continuava a viver nosso inferno!
QUANDO SE APROXIMA A MORTE AO DESERTO
... imprevista, iminente, descompassada travessia se aproxima, só saberei quando termina da vida os amores cintilantes e as contendas entenebrecidas, quando minha mente não mais procurar contornos que supõe existir, meus olhos não inaugurarem cenários vitrais por esta final estrada e minhas mãos não mais passearem aos fremidos corpos dos anjos despudorados!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*