Lista de Poemas

🔴 Agrixô

Não satisfeito em invadir propriedades rurais, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) resolveu invadir o setor. O governo, provavelmente com a “faca (ou foice) no pescoço, assumiu a briga dos invasores. Foi obrigado a comprar uma briga que vai lhe custar muito caro.




Isso que dá querer agradar dois lados (agronegócio e invasores de terras) de uma briga, vez ou outra veste um boné do MST, outro com a sigla CPX... “Quando cê vai vê, tá acendendo vela pro cão”.




Anos atrás, um quadro do programa Pânico constrangia subcelebridades a segurar uma peça do fictício “Presunto Garcia”. Na feira do MST, fizeram o mesmo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Confeccionaram um “banner” com o ministro segurando um pacote de fubá. Com uma cara de galã de quermesse e indicando que o produto é confiável. Sem saída, Haddad foi constrangido a bancar o garoto-propaganda, segurando o “Presunto Garcia” do MST. É difícil escolher o que foi pior: a ideia ou o resultado?




A presença do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, revelou três problemas: como Alckmin é péssimo no papel de esquerdista, é incrível como ele enganou o paulista tanto tempo e o chuchu estava no lugar de onde nunca deveria ter saído. Um puxa-saco tentou reverberar um grito: “ Alckmin, guerreiro do povo brasileiro”. Porém, sem conseguir contagiar a massa com a mentira, desistiu da infeliz ideia. O fato de aceitá-lo como vice-presidente já é o bastante.




A Feira da Reforma Agrária, no Parque da Água Branca, parecia uma festinha caipira, entretanto foi o definitivo aceno desse governo em favor do grupo. Esse apoio seria considerado um suicídio político, porém a coerência e a sanidade petista inexiste há tempos. Esse governo é um “barata voa”.




O PT (Partido dos Trabalhadores) ganhou um país para governar. No entanto, como não existe almoço grátis, a conta está vindo. Ou a ‘BOLSA Família’ ou a ‘Minha casa, minha VIDA’.







A frase abaixo resume o que penso:




A causa aparente nunca deve ser alcançada na sua totalidade sob pena de comprometer os objetivos da causa Revolucionária 

(Saul Alinsky)
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🔵 O ancião japonês

O imóvel era um completo mistério. Certamente, aquele amontoado de móveis só podia ser um comércio. Um comércio de móveis, era isso que eu precisava. No entanto, aquilo parecia um cômodo da casa de um acumulador compulsivo. A disposição de cadeiras, estantes, camas etc era impressionante.

Precisando de uma estante boa e barata, arrisquei entrar naquele lugar misterioso. Eu parecia ser o único cliente em anos, de modo que ninguém apareceu para me atender. Insisti, fazendo barulho para que eu fosse notado. Contudo, não obtive resposta. A quantidade de móveis amontoados dificultavam minha procura por algum atendente e, sinceramente, davam a impressão de que eu estava sozinho. Todo o cenário e a situação começavam a dar medo.

Com uma aproximação cautelosa, cheguei ao fundo da lojinha. Quando algo se moveu, tive um misto de susto e alívio. Um ancião japonês (com uns 80 anos) saiu do  que parecia um estado meditativo. Escondido entre os produtos de madeira, aquele senhor parecia fazer parte da decoração. 

Ele parecia surpreendido com a presença de um cliente. Embora aquilo fosse uma loja de móveis, não me senti um cliente, porque parecia que eu estava interrompendo algo. Dentro do seu tempo e velocidade, aquele senhor tentou me ajudar. Mas, vendo a dificuldade de resgatar algum objeto daquele emaranhado, fui agradecendo e saindo do ambiente claustrofóbico. O senhor nipônico pareceu esperar a minha atitude e, resignado, aquiesceu.

Quando entrei naquela lojinha, foi como se eu adentrasse um portal, passasse para um universo paralelo ou acessasse uma outra dimensão. O barulho de trânsito, sirenes e buzinas haviam cessado. O pequeno comércio de bairro escondia um panorama improvável e um silêncio absoluto. Isso explicava porque a meditação era mais exercitada que a transação comercial.

Saí de lá com a impressão de que eu era aguardado. Mais que isso, aquele velho oriental poderia esconder que foi um samurai do exército japonês ou se revelar um mestre carateca, ao dar uma surra numa gangue urbana. 



Isso foi há muito tempo, portanto ele deve ter falecido. Ou, o que mais me apavora, quando eu entrei naquela lojinha, o ancião japonês já estava morto.
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🔵 That 70s show




Aquele show era uma farsa, começando pelo nome da turnê: “Fithy Lucre” (lucro sujo). Assim, fomos assistir a uma banda de punk rock uns 20 anos após o movimento jovem. 




Queríamos emular a rebeldia dos operários britânicos nos anos 90, embalados numa música caótica, no ritmo de uma dança autodestrutiva. Não vivíamos numa soturna cidade inglesa como Manchester e não éramos súditos da rainha. É lógico, toda essa fraude nunca poderia dar certo. Mesmo assim, nós cinco fomos brincar de rebelde sem causa.




O Estádio do Ibirapuera ainda lembrava o Parque da Mônica, devido o clima de convescote. Mas era muito cedo, e o show do Sex Pistols atraía uma geração que foi jovem nos anos 70. Superado o choque de gerações e o impacto do movimento punk estar anacrônico, fomos andar pelo estádio.




A fileira de banheiros químicos sugeria uma gincana na qual torcíamos para não abrir a porta de um “box” com estado de onde foi cenário de um exorcismo escatológico. Cerveja quente e cachorro-quente miserável e caros já eram esperados. Passada a frustrante circulação, começamos a ver os shows secundários.




Como em todos os festivais, naquele circo chamado ‘Close-up Planet’ as bandas de abertura foram melhores que a “headliner”. Além disso, mangueira d’água do palco e a dança à base de socos e chutes eram praxe em megaproduções.




O título da apresentação do ‘Sex Pistols’ sugeria a rebeldia juvenil dos punks: “Filthy Lucre”. Entretanto, na prática, foi o “baile da saudade”, tamanha a quantidade de saudosos dos 70s. O show foi fraco. Como prometido, o lucro foi sujo, já que “nossos dinheiros” não obtiveram uma troca justa. De certo, John Lydon, Glen Matlock, Paul Cook  e Steve Jones vislumbraram a oportunidade de pagar algumas contas e gastar no supermercado. Essa seria a nova realidade de quem confrontava a Rainha-mãe.




Sei que participei de um fingimento de insatisfação com o “status quo”. Nós todos e, incrivelmente, a banda éramos uma multidão de “punks de butique” saudosos de uma música e um comportamento que não tinham a ver com aquele conjunto de “tiozinhos” se esforçando para “balançar a massa e sacudir a pança”.
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🔵 A revolução dos bichanos




Tocamos a campainha do apartamento. Quando a porta abriu, fomos recebidos por um gato que, sinuosamente, contornou a porta, o batente e fugiu, ansioso.




Entrando no apartamento, o cenário chamou a atenção: uns 20 gatos. Mesa, estante, sofá, chão etc. O imóvel estava tomado pelos felinos. Tive a oportunidade de conhecer a personalidade de um exemplar, portanto, tenho certeza, os animais autorizara aquele cara,  que se dizia proprietário, a morar com a turminha.




O amigo do amigo, que habitava o apartamento, devia estar acostumado com o cheiro, porém nós não. O cheiro era mortificante, então, foi um convite a fugir dali como se o prédio estivesse em chamas.




Aquele movimento, o cheiro e os miados roubavam minha atenção. Inclusive, bem sei, se o IBAMA “estourasse” o imóvel, os gatos seriam recolhidos e todos nós sairíamos presos. Entretanto, o pior não aconteceu, portanto bastou suportar aquilo.




Os minutos pareciam horas, os segundos pareciam minutos, e a conversa estava animada. Aquele pesadelo já estava indo longe demais. Se fosse hoje, tenho certeza, aquele comportamento seria facilmente classificado como distúrbio de acumulação mórbida.




Havia algo muito errado com aquela habitação. Porém, a movimentação não dava sinal de acabar. Foi quando tive um “insight”: diante da condescendência do, digamos, dono, os animais é que mandavam naquele imóvel. Sim, o que um único gato sempre tentou, uma “manada” de gatos colocou em prática: dominar o ambiente e fazer o ser humano recolher-se a sua insignificância.




Depois da descoberta, coincidentemente escapei daquilo antes que um felino resolvesse me escravizar também. Lógico que fiquei nos dias seguintes pensando no que eu havia visto. A conclusão a que cheguei, foi que a sociedade utópica estabelecida pelos animais, significava uma distopia para aquele pobre coitado. Agora ele teria que suportar o maldito modelo de governo. Sei que aquilo só pode dar errado. Já começou errado.




Parecia que eu havia deixado aquele problema para trás, porém fiquei com a impressão de que um outro grupo de gatunos poderia querer fazer o mesmo. A gatunagem não conhece limites.
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🔴 A capivara soberba Filó

Sábado, 29, fui surpreendido com algo que parecia mais importante que a PL 2630, que as CPIs, que os pedidos de impeachment etc: o caso da capivara Filó. Não tenho expertise para opinar em nenhum caso, muito menos em questões ambientais. A Luisa Mell e o IBAMA já se deram muito mal, portanto eu não vou me arriscar.




Esse exemplar do mamífero foi adotado pelo ribeirinho Agenor. A partir daí, a vida do simpático bichinho, que ganhou o nome de Filó, mudou: Filó nadava com seu melhor amigo, Agenor; Filó era vestida; se alimentava na mamadeira; era acariciada; etc. O bicho não demonstrava reação alguma, entretanto os inúmeros seguidores interpretaram sua fisionomia irônica como algo positivo.




Agenor Tupinambá é influenciador digital. Agora ele é um “influencer” com uma capivara de estimação. Isso rende audiência. Isso rende cliques. Isso rende dinheiro. Isso rende “atenções”. Isso rende sanções. Tudo isso rende repercussão. Tudo isso desemboca na imprensa.




Filó era uma estrela involuntária da internet;

Filó foi recolhida pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis);

Filó passeou de avião;

Filó foi trancafiada numa jaula;

O caso ganhou relevância nas redes sociais;

Filó voltou para seu antigo dono; e

em todo esse périplo, o bicho manteve a expressão de quem não está nem aí.




Existem famílias do animal silvestre vivendo nas marginais Tietê e Pinheiros. Os animais disputam a paisagem urbana com pneus, garrafas pet, móveis velhos, esgoto e, às vezes, cadáveres. Acredito que o IBAMA já presenciou essa cena e nada fez.




Os gatos sempre levaram a fama de arrogantes, no entanto com meia dúzia de truques garantiam um prato de comida e um pires de leite. Por outro lado, a capivara conserva aquela imagem bucólica de, literalmente, bicho do mato. Entretanto, o roedor facilmente atropelado em avenidas da cidade, com sua inexpressiva fisionomia conquistou a audiência digital.




A capivara passa bem..., mas mantém a expressão “blasé”. 









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🔴 O poder das palavras

O Projeto de Lei 2630, chamado de PL das “Fake News”, regula as redes sociais, proibindo as “fake news”, o discurso de ódio e os discursos extremistas. Posto assim, parece até bom. No entanto, o intuito não é bom como parece. O relator da lei (deputado Orlando Silva - PC do B) revela as reais intenções e quem vai decidir o que é “fake news”, discurso de ódio e discursos extremistas. 




Atitudes de ditador vêm em suaves prestações, e é isso o que está acontecendo. Não podendo ser algo ruim, a palavra “democracia”, quando utilizada, antecede (ou acompanha) uma arbitrariedade.




As Organizações Globo “deram uma força” e comemoraram a chegada de Lula ao poder. Como parecia óbvio, a Globo é uma entusiasta da regulação, como ficou evidente no editorial do jornal ‘O Globo’. Como em 1964, novamente, eles estão do lado errado.




Estão apoiando novamente interesses ditatoriais por interesses práticos: financeiros, comerciais e trabalhistas. O governo federal, deixando tudo bom para ambas as partes, despejou uma “grana socialista” na imprensa. Enquanto isso, ninguém quer estrelar o “passaralho” global e que as propagandas, que correram para a internet, sumam.




O apelido “Fake News” (notícias falsas) atribui ao projeto um valor positivo, afinal, ninguém deve ser favorável às notícias falsas. Quando você ouve, assiste e lê que essa lei será votada com urgência, sem informação não há como ser contra. Porém, a internet veio anular essa “Espiral do Silêncio”, mostrando que a opinião da imprensa não é a maioria nem hegemônica. E que as manchetes ou chamadas atendem a interesses particulares.

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Democracia, ninguém é contra; “fake news”, mesmo não sabendo o significado, ninguém é a favor (ao menos em público). Essas expressões são utilizadas, como coringas, para defender interesses inconfessáveis.




Exemplo 1: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, protelou a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro. Para tornar as escusas palatáveis, ele disfarçou tudo com a palavra “democracia”. 




Exemplo 2: defendendo interesses muito particulares, usa-se a imprensa para manipular a opinião pública (engenharia social). Todo e qualquer veículo de mídia visa ao lucro e poder. A internet transferiu esses ativos ao indivíduo.  Restou à imprensa disseminar o medo.  A “fake news”, o “discurso de ódio” e os “discursos extremistas” cumprem esse papel.




Palavras ganharam um novo significado (genocida, fascista, golpe, terrorista, extremista, democracia), subestimando a inteligência da massa. O pior é que funciona! Tem método.
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🔴 O maior do mundo

Logo no início da guerra da Rússia e Ucrânia, uma vítima, embora não a pior, materializou o desastre mundial. O Antonov An-225, maior avião do mundo, foi destruído pela Rússia. Quem gosta de aviação ficou com vontade de pegar algumas pedras, o estilingue e se juntar ao bravo exército ucraniano; recompostas as faculdades mentais, a infeliz ideia foi arquivada. Enfim, o único exemplar da aeronave fantástica estava destruído.




Passado mais de 1 ano de guerra, a empresa estatal ucraniana estava disposta a instalar duas fábricas no Brasil.




Não satisfeito em espalhar suas bravatas aqui, Lula profissionalizou e industrializou a falácia e saiu em turnê internacional: a turnê da mentira. O que era um problema caseiro passava a afetar o mundo. No entanto, num raro momento de sinceridade, Lula, com sua visão ingênua de geopolítica, sinalizou sua posição pró-Rússia. A partir daí, o que parecia só o vovô que fugiu sem tomar os remédios virou um problema diplomático. Em Portugal, Lula ainda fingiu não entender... a língua e tentou desdizer (mentir) o apoio contrário à União Europeia, mas o “Conto da Picanha” só funciona por aqui.




A Antonov, depois das desastrosas falas do petista, desistiu da ideia de produzir aviões no Brasil. Conclusão: com uma fala ruinosa, Lula pulverizou R$ 50 bilhões de investimento e 10 mil empregos diretos e indiretos 




O ex-presidiário está encontrando o que jamais esperou: protestos internacionais. Aqui no Brasil, caixas com pão e mortadela, suquinho, ônibus e cachê eram suficientes para cultivar uma plateia amestrada disposta a aplaudir qualquer coisa.




Pelo mundo, nem um cordão de puxa-sacos fazendo claque (disfarçados de comitiva presidencial) foi suficiente para neutralizar as besteiras lulistas e abafar as vaias. As viagens da trupe estão se revelando um fracasso. 




Lula, como uma candidata ao ‘Miss Universo’, quer a paz mundial. Com um discurso vazio, ele sempre dá um jeito de embutir a palavra “paz” no seu palavrório. Como já ficou claro, as autoridades europeias são facilmente seduzidas por uma figura exótica que controla um país africano ou latino-americano. Sabendo disso, Lula diz: “Paz, paz, paz”.




 É mesmo o maior do mundo.







Com imagens, no site “Gazeta Explosiva”


















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🔴 Fardo tropical




A sina de Portugal foi ter “descoberto” o Brasil. Durante muitos anos, existia um gênero de piada: piada de português. Em filmes, inclusive na escola, tratamos a Descoberta como um acidente e D. João VI como um trapalhão comedor compulsivo de engorduradas coxinhas de frango. 




No entanto, a terrinha de além-mar trata Lula como o que ele é: uma piada de brasileiro. Mais que isso, ele é o mentiroso que tomou o poder dando o golpe da picanha e, na China, não ficou sequer ruborizado ao afirmar que assiste ao campeonato chinês de futebol. Tá.




Pois, os jornalistas portugueses tiveram coragem de fazer perguntas embaraçosas, coisa que nossos repórteres não ousam tentar, pois Lula repreende-os com arrogância. Em Portugal, ele só encontrou um subterfúgio para fugir das perguntas incômodas: não compreender... a língua!




Fuga, compras, a enorme comitiva presidencial (Carreta Furacão), um mandatário que se faz de sonso e protestos. Sim, houve protestos. Os lusitanos, sempre literais, chamaram Lula do que ele realmente é: ladrão; e lembraram-no qual é o seu lugar: na prisão. Portugal extraiu pau-brasil e enviou náufragos, traficantes e degredados, mas não aceitam o maior cara de pau do Brasil. Desconfio, apenas com o périplo petista pelo mundo, nosso superávit primário de corrupção está garantido.




Um capítulo dessa ópera bufa foi a deslumbrada com o poder, que atende por Janja, fazendo  compras na loja classe A da grife ‘Ermenegildo Zegna’. Esse é o exemplo da “esquerda caviar” que odeia a classe média. Bonnie & Clyde atacam em Portugal. Infelizmente, receberemos essa devolução indesejada. A vanguarda do atraso, o principal mantenedor do atraso brasileiro quer continuar a destruição enquanto a Janja esbanja. Será que o País suposta até 2026?




Com as imagens “vazadas” relativas ao 8 de Janeiro, vimos o repórter fotográfico da agência internacional de notícias, ‘Reuters’, “trabalhando” e produzindo as imagens que contam a nossa história. O fotógrafo picareta deu uma aula de como manipular fatos de modo a criar a narrativa que interessa ao mundo.




Os versos do Chico Buarque devem ser repetidos, porém, agora, sem ironia:




“Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 

Ainda vai tornar-se um imenso Portugal”
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🔴 Negócios da China




O chanceler russo, Sergey Lavrov, desembarcou aqui, para um périplo que inclui a Venezuela, Nicarágua e Cuba.  Demonstrando o total desprestígio pelo sujeito que tomou o poder em Brasília, o chanceler saiu do avião trajando uma roupa de quem vai correr no Ibirapuera. Realmente, a autoridade internacional dava a entender que receberia uma tocha olímpica e sairia trotando.




O papagaio do Putin, digo, Lula está mostrando ao mundo como age um legítimo pária internacional: tenta agradar a “todes”, digo, todos, mas desagrada a todo mundo. Essa tática funciona aqui, quando ele consegue enganar trabalhadores e empresários falando o que querem ouvir.




Mais uma vez, Lula falou da guerra entre Rússia e Ucrânia com uma simplicidade constrangedora. Entretanto, o que me chamou a atenção foi a insistência que repetiu a palavra “paz”. Saindo de sua boca, o termo é, já conhecemos bem, vazio. No entanto, isso é um claro aceno à ONU (Organização das Nações Unidas), que contempla gestos, ao invés de ações.




Em mais um jeito simplificado de enxergar o mundo, Lula sugeriu trocar a “moeda mundial”: por que o dólar? Rapidamente, eu lamentei não possuir mais meu dinheirinho do ‘Banco Imobiliário”. Eu sempre desconfiei que meus esforços em cada notinha de 100 e 500 que furtei não seria em vão. Contudo (ou com nada), não disponho mais daquele terreno na avenida Faria Lima, das casinhas do Brooklin, do hotel em Copacabana e da companhia de táxi aéreo. 




Estaleca, cartoleta, bitcoin, raspadinha, Carnê do Baú, cartelas do Papa Tudo e Tele Sena vencidas, com o raciocínio tacanho do sindicalista, faz sentido juntar todas as modalidades de tranqueiras monetárias. Ao menos a carta “saída livre da prisão” poderá ser muito útil. Por enquanto, acho que a carta é “revés”.




As declarações de Lula deram uma espécie de “start” para um rearranjo geopolítico. O chanceler russo correu para sua turnê sul e centro-americana. Ele desembarcou vestido duma maneira que eu não teria coragem de viajar até Campinas. No entanto, parece que alguém o encontrou num boteco e chamou para “dar um pulo” no Brasil. Essa pressa pode revelar muito.
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🔵 Programa infantil para criança “de menor”

Curiosamente, se espera de um programa infantil que ele seja para crianças. No entanto, os anos 80, com reflexo nos 90, foram recheados com garotas de programas infantis que pareciam retiradas de um filme para adultos. Os programas, apesar de infantis, deveriam ser proibidos para menores de 18 anos.




O artista plástico, compositor, desenhista, escritor, educador e apresentador de televisão, Daniel Azulay, foi substituído por um punhado de loirinhas com shortinhos minúsculos e um “cardume” de ‘paquitas’. Assistir a programas infantis educativos contribuiu para que eu fosse uma criança normal, não um maníaco sexual. 




O programinha educativo do artista era daquele tipo que ensina a pintar, recortar e colar. Tudo isso, reciclando embalagens. Apesar de exibir desenhos animados, ainda eram tempos de programas feitos a mão.




Entretanto, com minha incipiente formação cognitiva, eu não estava preocupado em selecionar uma programação de boa qualidade, ou seja, programas infantis educativos. Pouco me importava aprender a construir robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’. Os desenhos já cumpriam a tarefa de me manter entretido.




Um dia qualquer, ouvi uma notícia protocolar. A nota informava: morreu, de COVID-19, Daniel Azulay. As pessoas da minha idade só citavam a Xuxa (que era conhecida como a Rainha dos Baixinhos) e outros programas infantis para adultos. Confesso que me sentia “cult” por assistir a algo tão alternativo. 




É um mistério como minha televisão conseguiu sintonizar o programinha carioca “underground”. Durante muito tempo, achei que só eu dava audiência para o desenhista e sua Turma do Lambe Lambe. A surpresa veio com sua morte. Aproximadamente, 40 anos depois de acompanhar à obscura atração vespertina, fiquei espantado com a considerável comoção pela sua morte. Descobri que pessoas famosas assistiam à atração e a consideravam um clássico.




Demorou, mas descobri como era grande o número de pessoas que aprenderam a fazer robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’.



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