Lista de Poemas

🔴 Lula deixou os brasileiros a ver navios

Tarde demais, mas eu descobri que havia uma alternativa à Praça da Sê para eu conseguir um Atestado de Saúde. Nunca fiz essa manobra, mas já acordei indisposto para empregar a minha força de trabalho numa firma. O general Gonçalves Dias foi muito mais ligeiro e conseguiu o documento com um médico amigo e faltou a um compromisso comprometedor.




A invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos, guarda algumas semelhanças com a invasão da Praça dos Três Poderes. A semelhança foi maior quando as imagens foram divulgadas. Como eu já havia escrito, o acontecimento não passou de uma “false flag”, revelando que o episódio seguiu um método. Traduzindo: o governo federal estimulou a destruição e atribuiu à oposição, de modo a tirar proveito disso.




Em 1933, o Reichstag (prédio do parlamento alemão) foi incendiado. O recém-empossado chanceler Hitler reagiu ao atentado cometendo diversas arbitrariedades contra inimigos (“caça às bruxas”). Entretanto, tudo foi planejado. Foi, literalmente, fogo amigo. Esse método é conhecido como “false flag” (bandeira falsa). No caso da Alemanha, o beneficiário era Hitler e seu nazismo; no Brasil, quem estava colhendo os frutos da ação de “terroristas” era Lula. Coincidência?




O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) organizou uma verdadeira visita monitorada. Cumprimentaram, ofereceram e serviram água aos vândalos de estimação, ciceroneando ‘black blocks’ fantasiados de bolsonaristas. Como de costume, tiveram o beneplácito para destruir. O resultado não poderia ser outro: escombros. 




As cenas que vimos foram um portfólio da prevaricação do GSI. Qualquer guardinha de supermercado poderia neutralizar a ação. Faltou o ministro e sua turma dizerem: Desculpem o transtorno. Estamos em reforma para melhor atendê-los. Se o museu do Louvre dependesse dessa segurança do GSI, a Mona Lisa não sairia sem bigode e pintinhas.




Lula adiantou sua viagem para Portugal, mas, covarde que é, fugiu do País num momento crítico, no entanto, ele leva a crise na bagagem. Se ele fosse o capitão de um navio, não tenho dúvida que seria um dos primeiros a abandonar o barco.




Justiça seja feita: Lula foi para Portugal para, acostumado a reparações históricas, virar motivo de piada.
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🔴 Grande inauguração

O símbolo de administrações sem realizações é a inauguração de obras e objetos que nem sequer foram construídas e/ou entregues. Exemplos disso são: “outdoos”, siglas e pedras fundamentais. No entanto, o governo federal do PT (Partido dos Trabalhadores), que sempre utilizou este subterfúgio de propaganda, abusou, inaugurando a letra “A”.




Teve festinha de inauguração do letreiro do Ministério da Cultura. Como não havia outra intenção, o evento foi carregado de um simbolismo provocador. Sim, uma resposta a quem não quer corrupção e privilégios. É um recado simbólico de reconstrução da cultura; porém, a realidade é a volta da boquinha. Exemplo: direcionamentos da Lei Rouanet aos artistas amigos (petistas). No fim, tudo fica parecendo o que realmente é: a celebração da sinecura, do refestelar-se do Poder, de ociosos nada criativos. 




A oposição, os maldosos e zombeteiros dizem que o PT, ao instalar a letra “A”, inaugurou sua 1ª obra; entretanto, eu corriijo: essa foi a 19ª obra desse governo.




A inauguração foi pensada para simbolizar uma reconstrução, com a estética dos soldados norte-americanos levantando a bandeira dos Estados Unidos em Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial, em icônica fotografia. Assim como o hasteamento da bandeira norte-americana pelos fuzileiros navais, os petistas sabiam do impacto populista da cena. Mas, aqui no Brasil, a história se repetiu como farsa. O resultado: virou piada.




Na falta de uma agenda positiva, a cerimônia dá a impressão que algo está sendo feito. De fato, algo está sendo feito, mas não beneficia ninguém. Só faz espuma. Num governo movido a impedimentos (CPMI), revogações, proibições, suspensões e todo tipo de destruição, precisa-se acender os holofotes sobre... a letra “A”. 




A solenidade de colocação do letreiro é como a picanha, o café da manhã, a refeição, uma representação, um teatrinho, uma simples figura de linguagem. Os convidados foram brindados por um sambinha esperto. Afinal, já temos o circo, só falta o pão.




Agora vai!







Obs: no site “Gazeta Explosiva”, com imagens.
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🔴 !




Muito se diz quando ocorre um ataque como o da creche em Blumenau, portanto eu não quero ser mais um a falar, transformando minha opinião em mero “barulho”. Entretanto, a quantidade de falácia oportunista me estimulou a arriscar rabiscar o que vi dos hipócritas que emergiram do pântano ideológico e ocuparam um lugarzinho de destaque num palanque cheio de holofotes, microfones e câmeras.




Justiceiros de gabinete, especialistas feitos sob medida e políticos coalharam telas, alto-falantes, redes sociais etc com teses que só existem em mentes contaminadas por um discurso pré-fabricado. A conclusão, aplicando um “duplo twist carpado” argumentativo, eles “explicam” o comportamento individual, como o resultado de uma causa coletiva. Sempre tentando ajustar o ocorrido aos seus interesses, como quem “puxa a brasa pra sua sardinha”. Ignorando o freio moral, atribui-se a iniciativa a filmes, jogos de videogame, internet etc.




Adaptando o acontecimento à sua agenda, a GloboNews selecionou um jornalista e um “especialista” que se superaram no contorcionismo retórico para ajustar a tragédia de Blumenau à sua pauta pessoal. Segundo o “quanto pior, melhor”, ambos atribuíram o ataque ao discurso de ódio (bolsonarismo) e à falta de diversidade, respectivamente. Quando flagrarmos essa modalidade de desonestidade intelectual, o melhor a se fazer é perguntar aos mais antigos o que aconteceu, de preferência à sua avó. Eles provavelmente responderão a hipótese mais simples, honesta, lógica e real: um ensandecido invadiu uma creche.




Fatos assim sempre aconteceram, independentemente dos governos e dos discursos. O que estimulou os “malucos” foram as facilidades. “Eu escrevi “maluco” entre aspas porque os advogados geralmente justificam os ataques devido a um surto psicótico, porém, quando o surto ocorre, esses “doentes se armam e se dirigem a locais, aparentemente, indefesos: creches, escolas infantis, “Gun free zones” (regiões livres de armas) etc. Contudo, embora, supostamente, nesses casos haja um surto psicótico, esses “malucos” não pisam sequer na calçada de um quartel. 




Discutiu-se, para ambos os lados políticos, como sempre, a questão das armas. No entanto, embora pouco plausível, sob pena de ser acusado de pregar o extermínio de parte da espécie humana, acho que inclusive eu, ou defender a eugenia,  pode-se discutir a proibição de loucos.




O motivo do atentado: não sei.
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🔵 Fotografou?




Acordei de madrugada, a mochila já estava carregada desde a noite anterior. Banho e café, tudo em ordem. Coloquei a mochila nas costas e saí em silêncio para não acordar ninguém. Ainda estava escuro e silencioso, a cidade terminando seu descanso para iniciar mais um dia frenético. Abri e fechei o barulhento portãozinho de trinco, bem lentamente para não acordar meus pais, mesmo sabendo que essa atitude seria inócua, porque, provavelmente, eles estavam acordados.




Ali começava um “mochilão” nacional. A viagem seria sem destino preestabelecido e com pouco dinheiro. Portanto, eu não poderia ir muito longe, nem ficar fora muitos dias. 




Acredito que entrei no primeiro ônibus até o Terminal Rodoviário Tietê. Chegando lá, corri para comprar o bilhete para o “double deck” que me aguardava para partir para o Rio de Janeiro.  Pronto, o primeiro destino já estava definido. Eu tinha que aproveitar bem o serviço de bordo para economizar algumas notas. 




Fora de temporada, consegui negociar alguns preços. Como foco central, boas fotografias, que somente poderiam ser clicadas, na época, com a minha câmera ‘Nikon’ antiga, mas profissional.




Por segurança e uma mania de desconfiança paulista comecei a viagem como uma experiência contemplativa. No entanto, logo eu começaria meus cliques. Visitei e fotografei cidades, paisagens, construções, monumentos, estátuas e igrejas.




Guarapari, Espírito Santo. Não é todo dia que se volta para casa de escuna em vez de sacolejar pendurado num ônibus. Uma mesa de frutas permanecia intocada. Aquela cenografia parecia me encarar. Não me fiz de rogado e aproveitei para  atacar as frutas tropicais que enfeitavam a embarcação. Sei que agi como um náufrago, mas a vergonhosa atitude tornou o meu “mochilão” muito mais saudável e econômico.




Decidindo o itinerário nos guichês, letreiros e quartos de hotel, percorri 4 estados e 8 cidades em 15 dias. Sempre, claro, testando e treinando meus modestos conhecimentos e badulaques fotográficos. Esse tipo de viagem tem que ser antiturística, econômica, sobrenatural e de autoconhecimento. Fora acontecimentos esotéricos, o “pé-na-estrada” foi bem sucedido. A coisa mais estranha que vi, foi um “punk” caipira equipado com garrafinha de pinga e cigarros de palha.




Depois de avistar um punk mineiro, achei que já tinha presenciado o suficiente e entrei num “busão”, saindo logo pela manhã. Rumo: minha aldeia.




A falta de perícia como fotógrafo não perdoou, portanto descobri que o filme não rodou. Pelo menos tive um olhar mais, digamos, atento para as paisagens, monumentos e igrejas. Eu já estava ciente de que as melhores lembranças nunca são registradas. 




Sem as fotografias e sem acontecimentos inexplicáveis, o que sobrou não foi pouco: boas lembranças substituindo as fotos, a sensação de liberdade que só o “mochilão” proporciona e o planejamento da próxima viagem.




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🔵 Spectreman, um herói artesanal




Entre o National Kid e o  Jaspion, o Japão dominou o planeta infantil com o Spectreman. O boneco, digo, o herói salvava o Mundo, mais uma vez, a cada episódio. Mesmo que a produção de cada capitulo custasse muito fio de cobre, papelão e isopor, além de monstros inspirados em insetos e répteis.




Essa era a tecnologia japonesa dos anos 80. Fios telefônicos, papelão e um pouco de isopor eram fulminados para eu acreditar que Tóquio estava sendo destruída, e Guarulhos seria a próxima cidade aniquilada. É claro que eu só era convencido disso depois do surgimento de um lagarto ensandecido. Mesmo sendo interpretados por bonecos, os vilões emprestavam credibilidade e causavam algum medo.




Eu nunca soube que substância. Suspeito que era “catchup” ou algum extrato de tomate, mas qualquer líquido vermelho dramatizou o seriado nipônico e enganou milhares, ou milhões, de criancinhas pelo Mundo.




Dois vilões fixos, eram os macacos Doutor Gori e seu assistente, Karas. Dentro do universo infantil, era aceitável a ideia de dois gorilas pilotarem uma nave espacial e falarem, mas um macaco loiro era demais. Isso só poderia ser efeito de drops de hortelã ou overdose de mastiguinhas.




A abertura de cada episódio convocava o japonês Kenji a salvar Tóquio da poluição. O medo da poluição era tanto, que causava pavor passar por Cubatão. Entretanto, apesar do pioneirismo, a pauta “lacradora” do meio ambiente não era modinha, então a série parecia condenada ao fracasso.




O grande diferencial desta produção era a música de abertura. Um rock alucinante enchia de esperança que Spectreman salvaria o mundo mais uma vez, mesmo que, para isso, fosse preciso destruir uma cidade inteira.




O filminho permanece obscuro. Meus contemporâneos simplesmente ignoram a saga do herói tosco, porém clássico. Nem sequer tenho o prazer de gritar “não perdia um!”. Quando o assunto é herói japonês, a memória afetiva televisiva é representada pelos oitentistas ‘Ultraman’ e ‘Ultraseven’.




De qualquer maneira, Spectreman não deixou de me traumatizar. Porém, com um pacote de Biscoitos Vitaminados São Luíz sabor chocolate eu não me importava se Tóquio estava sendo destruída por uma iguana gigante e nervosa.
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🔴 Cisternas e abóboras




O que esperavam? A transposição do rio São Francisco e a picanha viraram cisternas e abóboras, respectivamente. É o governo da escassez e da gambiarra. Pior, a institucionalização do jeitinho brasileiro no seu péssimo significado.




Pois bem, semana passada assistimos a uma sucessão de “jeitinhos” que saíram pela culatra. Lula sentiu-se à vontade, entre a imprensa vassala, e falou mais do que deveria, porém tudo o que sentia. Após a promessa de vingança ao Sérgio Moro, os “aspones” correram para proteger o ídolo; no dia seguinte, a PF (Polícia Federal) descobriu um plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para sequestrar Moro; Lula insinuou que era armação de Moro, contrariando os sabujos; vendo que tudo isso pegou muito mal, informou que estava ruim de saúde, embarcou para o hospital e saiu de cena.




A turma do PT e seus satélites caíram numa contradição constrangedora, dessas que vemos, em filmes, quando uma quadrilha é interrogada sem combinação. Duas coisas ficaram evidentes: pressa e mentira.




A doença contradiz o candidato com “tesão de 20 (anos)” e a “coxa sarada”, segundo um jornalista. Se for verdade, a doença coincide com uma sequência incrível de “abobrinhas” que o presidente de honra do PT (Partido dos Trabalhadores) e sua turma dizem e cometem. Sendo coerente com o estelionato eleitoral, o PT prometeu amor, entregou ódio; prometeu picanha, entregou abóbora; prometeu a democracia, entregou a cleptocracia; e prometeu um presidente saudável, ele foi parar no hospital.




A operação “Cavalo de Troia” pode surtir o efeito esperado mais cedo do que Geraldo Alckmin imaginava e por meios diferentes. Para quem acha que Alckmin e Lula são novos melhores amigos de infância, é só recordar as acusações. Quem não se lembra do que Alckmin disse: “Ele (Lula) quer voltar à cena do crime”. Pois é, voltou.




Lula foi o remédio amargo a que muitos recorreram para eliminar Bolsonaro. Embora a opção fosse compatível com a “venda da alma ao diabo”, essa foi a única alternativa para aqueles que não conseguiram empurrar uma terceira via.




Os alckmistas estão chegando.
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🔴 Prendam Bolsonaro




A literatura e a psicologia explicam como a vida é insuportável para quem odeia alguém. Odiar  Jair Bolsonaro deve ser insuportável. Prometo que não vou aprofundar minha análise, por falta de capacidade, pois isso caracterizaria mero chute ou análise de boteco; também para não despertar verdades inconvenientes.




Pois bem, Bolsonaro desembarcou e automaticamente despertou o antibolsonarismo psicótico, aquele mau sentimento que aciona a sanha exterminadora e a atribuição dos acontecimentos mais absurdos ao ex-presidente. Os Bolsonaristas também pagam por sua predileção, despertando espíritos ditadores e censores. Acredito que até para mim sobra: onde já se viu, escrever estas coisas! 




O “viés de confirmação” não foi confirmado. Fascista e nazista são acusações que não param em pé e só denunciam o desconhecimento histórico de quem diz. O que deixa os detratores mais desesperados é que para cada desaforo surgem vários memes, piadas, tuítes etc.




É difícil destruir alguém tão popular. Resta boicotar, excluir, estigmatizar e/ou cancelar os bolsonaristas. Eles (a situação) necessitam desesperadamente sinalizar alguma virtude. O “pedágio ideológico” é a falta de autonomia do personagem que abre mão da personalidade para pertencer a um grupo profissional, agrupamento social, região, turminha ou patota. 




Voltando, é muito insuportável, sobretudo para jornalistas, tentar ir contra o fenômeno popular que é o bolsonaristmo. Como alternativa suicida, os jornalistas estão atacando seu próprio cliente, o leitor. O pior, para os jornalistas, é que o público não se importa. Lógico, a ausência de resposta irrita mais. Os jornais, revistas e a televisão veem o reflexo do comportamento insano na queda de vendas e da audiência.




O “vingancinha” tentou demonizar o neologismo “motociata”. Não deu. O “vingancinha” também tentou demonizar o termo “mito”. Não deu. O jeito foi governar o Brasil. Não deu. O “vingancinha” iria pedir ajuda aos chineses. Não deu. 




Hoje, Jair Bolsonaro desembarcou sob uma popularidade explícita. Mesmo com a “Operação Recalque”, ficou evidente quem não é, mas deveria ter sido. 




Com a volta, o presidente das urnas eletrônicas ficou próximo de uma sombra, porém também de um “bode expiatório” a quem culpar pela própria incompetência. E a imprensa poderá esgotar seu estoque de conjunções adversativas.




Prendê-lo e/ou torná-lo inelegível só aumentará sua (Lula)  popularidade. O jeito é desqualificá-lo (Bolsonaro).
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🔴 “A marvada pinga é que me atrapaia”

O significado de “pária internacional” foi atualizado. O vassalo-mor da China (Lula), num café da manhã, redefiniu todo o conceito da palavra “paria”. Arriscando soluções simples para questões complicadas, Lula, mais uma vez, deu a receita de como acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Sim, o sujeito que elogiou a política econômica da Argentina e quis interromper a eterna guerra entre árabes e judeus, acha que sabe gerir o planeta.




Lula, em campanha, prometeu acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia reunindo Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, respectivamente, numa mesinha de boteco, tomando uma cervejinha (olha ela aí). Vendo que seria tão fácil, concluí que sempre esvaziei garrafas em vão, sendo que meu vício podia ser convertido pela nobre função de neutralizar pessoas embriagadas de ódio. 




O ex-presidiário tentou se intrometer na questão. Porém, como os europeus estiveram imunes às bravatas eleitoreiras, não levaram a sério a jactância. Lula, equipado com um raciocínio rasteiro, está encarando essa contenda como uma invasão de fazenda pelo MST ou uma briga, por um terreno, entre vizinhos.




No entanto, essa categoria de fanfarronice megalomaníaca soa como a ‘5ª Sinfonia’ de ‘Beethoven’ aos ouvidos da ONU (Organização das Nações Unidas). A ONU, e seus asseclas têm um fetiche com ditadores de países pouco conhecidos. Com essa estética, Lula, com sua falsa simplicidade, é um forte candidato a secretário-geral da organização.




Num café da manhã com jornalistas, o eterno sindicalista voltou a sinalizar virtude ao exigir o cessar-fogo no Hemisfério Norte. Os alto-falantes denunciaram, mais uma vez, a tacanhez do raciocínio lulista. Seu conhecimento de geopolítica foi construído com o jogo de tabuleiro ‘War’ e no ‘Globo Repórter. A visão estreita é até comovente.




O estelionatário, que aplicou o “Conto da Picanha”, acredita que sua falácia tem alcance mundial. Contudo, obedecendo a rapidez de tuítes, Lula descobriu que os “gringos” não caíram no palavrório lulista. 















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🔴 Audiência fora do ar

Segundo William Bonner, o brasileiro médio é o “Homer Simpson”. Com esta afirmação, ele não quis dizer que o brasileiro é simpático, divertido e legal. Não, o personagem de desenho animado traduz o cidadão destituído de raciocínio minimamente privilegiado. Eu abusei de termos moderadores de impacto. Igualmente, o jornalista usa um simpático e inofensivo personagem como eufemismo para chamar sua audiência média de idiota.




Sim, quem conhece um pouquinho do Homer Simpson, sabe que o personagem é uma sátira e uma crítica do sujeito que aceita como verdadeiro tudo o que vem da televisão. O patriarca da família Simpsons é um arquétipo. Estudando esse comportamento, os entusiastas da ‘Globo’ replicam  sua “verdade”: se não passar no Jornal Nacional, não aconteceu. Para alguém crer numa besteira destas, tem que sofrer uma manipulação televisiva intensa. Ou seja, ao invés de consumir, ele é consumido pela televisão. Aí já era. Essa pessoa compra, sem precisar, aqueles produtos de televendas (com nomes em inglês); seguem modas impostas por novelas; e assistem aos “reality shows” achando que aquilo é a vida real.




Os nomes ‘Globo’ e ‘Jornal Nacional’ são usados porque a emissora líder é, mais que usada como inspiração, copiada. O Homer Simpson foi escolhido como exemplo perfeito para avisar aos bons entendedores para quem é feito o noticiário.




Aspectos que provam a imbecilização, causada por alguns vícios televisivos, eram os excelentes números que a ‘Globo’ registrava fora do ar. Refutando aqueles que acham que este panorama reflete o que eram os anos 80, saibam que em 2016 a ‘Globo’ repetiu a façanha. Na verdade, a emissora carioca pode ter se superado, pois, mesmo com o controle remoto, fora do ar, igualou a ‘Record’.




Com essa força persuasiva, as ‘Organizações Globo’ fazem o que querem com o “Homer Simpson”. A notícia pode ser “positiva” ou “negativa”, depende da doutrinação, do humor ou do bolso dos editores. 




Sem dúvida, a internet vem diminuindo o estoque de “Homer Simpson” das emissoras. Isto explica a queda de audiência, bem como, o silêncio (a torcida?) da imprensa para a “regulação das mídias digitais”. É a censura “do bem”.




Bom dia, boa tarde ou boa noite.
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🔴 Macron à francesa

Abusando da tática do “nada nas mãos”, Emmanuel Macron escondeu seu relógio, enquanto pedia um esforço do povo para suportar a reforma da Previdência. Contudo, o objeto de luxo, que custa muito, era incompatível com a proposta.




A hipocrisia pode custar caro. Para um povo que, num exagero humorístico, praticamente nasce aposentado, prejudicá-lo na Previdência é grave, principalmente agindo hipocritamente.

A corte Francesa, historicamente, já pagou com o pescoço.




Como um fracassado mágico de festinha infantil, Emmanuel Macron retirou o relógio de pulso, que destoava da reforma previdenciária. Entretanto, como ele estava sendo filmado, a manobra foi flagrante.




Qualquer um aprende, em qualquer quiosque de shopping center, que se mostra a mão vazia enquanto a mágica acontece na outra. No entanto, o péssimo prestidigitador francês escondeu as duas mãos da plateia e, magicamente, apareceu sem a peça. O truque foi descoberto, e ele, desmascarado.




A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude, disse François La Rochefoucauld, por coincidência outro francês. Então, o presidente francês foi traído, porque a vontade de mentir quis auxiliar a necessidade de parecer altruísta. Conclusão: ele roubou a si mesmo.




O valioso relógio mostrou o real valor desse presidente, que já deu seus palpites sobre a Amazônia, usando uma fotografia antiga. Então, ele revela falsidade (o relógio é verdadeiro) nos seus atos. Mais uma tentativa de demonstrar virtude degringolou para a confirmação da falsidade. Agora, ele escolhe: quer ser lembrado por ser um legítimo “esquerdinha caviar” ou um incurável hipócrita?




Como mágico, Macron é uma fraude. Como político, Macron é hipócrita. Como presidente, é bom ele andar de cachecol, mesmo no verão. O espírito da Revolução Francesa está nas ruas, procurando por um Luís XVI e uma Maria Antonieta.




O relógio ‘Smartwatch’ é inteligente, diferentemente de Emmanuel Macron. Portanto, seria, pelo menos, prudente continuar a entrevista implorando o esforço popular.




Quanto aos franceses: “se não têm pão, que comam brioches”.
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