O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Logo no início da guerra da Rússia e Ucrânia, uma vítima, embora não a pior, materializou o desastre mundial. O Antonov An-225, maior avião do mundo, foi destruído pela Rússia. Quem gosta de aviação ficou com vontade de pegar algumas pedras, o estilingue e se juntar ao bravo exército ucraniano; recompostas as faculdades mentais, a infeliz ideia foi arquivada. Enfim, o único exemplar da aeronave fantástica estava destruído.
Passado mais de 1 ano de guerra, a empresa estatal ucraniana estava disposta a instalar duas fábricas no Brasil.
Não satisfeito em espalhar suas bravatas aqui, Lula profissionalizou e industrializou a falácia e saiu em turnê internacional: a turnê da mentira. O que era um problema caseiro passava a afetar o mundo. No entanto, num raro momento de sinceridade, Lula, com sua visão ingênua de geopolítica, sinalizou sua posição pró-Rússia. A partir daí, o que parecia só o vovô que fugiu sem tomar os remédios virou um problema diplomático. Em Portugal, Lula ainda fingiu não entender... a língua e tentou desdizer (mentir) o apoio contrário à União Europeia, mas o “Conto da Picanha” só funciona por aqui.
A Antonov, depois das desastrosas falas do petista, desistiu da ideia de produzir aviões no Brasil. Conclusão: com uma fala ruinosa, Lula pulverizou R$ 50 bilhões de investimento e 10 mil empregos diretos e indiretos
O ex-presidiário está encontrando o que jamais esperou: protestos internacionais. Aqui no Brasil, caixas com pão e mortadela, suquinho, ônibus e cachê eram suficientes para cultivar uma plateia amestrada disposta a aplaudir qualquer coisa.
Pelo mundo, nem um cordão de puxa-sacos fazendo claque (disfarçados de comitiva presidencial) foi suficiente para neutralizar as besteiras lulistas e abafar as vaias. As viagens da trupe estão se revelando um fracasso.
Lula, como uma candidata ao ‘Miss Universo’, quer a paz mundial. Com um discurso vazio, ele sempre dá um jeito de embutir a palavra “paz” no seu palavrório. Como já ficou claro, as autoridades europeias são facilmente seduzidas por uma figura exótica que controla um país africano ou latino-americano. Sabendo disso, Lula diz: “Paz, paz, paz”.
É mesmo o maior do mundo.
Com imagens, no site “Gazeta Explosiva”
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🔴 !
Muito se diz quando ocorre um ataque como o da creche em Blumenau, portanto eu não quero ser mais um a falar, transformando minha opinião em mero “barulho”. Entretanto, a quantidade de falácia oportunista me estimulou a arriscar rabiscar o que vi dos hipócritas que emergiram do pântano ideológico e ocuparam um lugarzinho de destaque num palanque cheio de holofotes, microfones e câmeras.
Justiceiros de gabinete, especialistas feitos sob medida e políticos coalharam telas, alto-falantes, redes sociais etc com teses que só existem em mentes contaminadas por um discurso pré-fabricado. A conclusão, aplicando um “duplo twist carpado” argumentativo, eles “explicam” o comportamento individual, como o resultado de uma causa coletiva. Sempre tentando ajustar o ocorrido aos seus interesses, como quem “puxa a brasa pra sua sardinha”. Ignorando o freio moral, atribui-se a iniciativa a filmes, jogos de videogame, internet etc.
Adaptando o acontecimento à sua agenda, a GloboNews selecionou um jornalista e um “especialista” que se superaram no contorcionismo retórico para ajustar a tragédia de Blumenau à sua pauta pessoal. Segundo o “quanto pior, melhor”, ambos atribuíram o ataque ao discurso de ódio (bolsonarismo) e à falta de diversidade, respectivamente. Quando flagrarmos essa modalidade de desonestidade intelectual, o melhor a se fazer é perguntar aos mais antigos o que aconteceu, de preferência à sua avó. Eles provavelmente responderão a hipótese mais simples, honesta, lógica e real: um ensandecido invadiu uma creche.
Fatos assim sempre aconteceram, independentemente dos governos e dos discursos. O que estimulou os “malucos” foram as facilidades. “Eu escrevi “maluco” entre aspas porque os advogados geralmente justificam os ataques devido a um surto psicótico, porém, quando o surto ocorre, esses “doentes se armam e se dirigem a locais, aparentemente, indefesos: creches, escolas infantis, “Gun free zones” (regiões livres de armas) etc. Contudo, embora, supostamente, nesses casos haja um surto psicótico, esses “malucos” não pisam sequer na calçada de um quartel.
Discutiu-se, para ambos os lados políticos, como sempre, a questão das armas. No entanto, embora pouco plausível, sob pena de ser acusado de pregar o extermínio de parte da espécie humana, acho que inclusive eu, ou defender a eugenia, pode-se discutir a proibição de loucos.
O motivo do atentado: não sei.
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🔴 Grande inauguração
O símbolo de administrações sem realizações é a inauguração de obras e objetos que nem sequer foram construídas e/ou entregues. Exemplos disso são: “outdoos”, siglas e pedras fundamentais. No entanto, o governo federal do PT (Partido dos Trabalhadores), que sempre utilizou este subterfúgio de propaganda, abusou, inaugurando a letra “A”.
Teve festinha de inauguração do letreiro do Ministério da Cultura. Como não havia outra intenção, o evento foi carregado de um simbolismo provocador. Sim, uma resposta a quem não quer corrupção e privilégios. É um recado simbólico de reconstrução da cultura; porém, a realidade é a volta da boquinha. Exemplo: direcionamentos da Lei Rouanet aos artistas amigos (petistas). No fim, tudo fica parecendo o que realmente é: a celebração da sinecura, do refestelar-se do Poder, de ociosos nada criativos.
A oposição, os maldosos e zombeteiros dizem que o PT, ao instalar a letra “A”, inaugurou sua 1ª obra; entretanto, eu corriijo: essa foi a 19ª obra desse governo.
A inauguração foi pensada para simbolizar uma reconstrução, com a estética dos soldados norte-americanos levantando a bandeira dos Estados Unidos em Iwo Jima, na Segunda Guerra Mundial, em icônica fotografia. Assim como o hasteamento da bandeira norte-americana pelos fuzileiros navais, os petistas sabiam do impacto populista da cena. Mas, aqui no Brasil, a história se repetiu como farsa. O resultado: virou piada.
Na falta de uma agenda positiva, a cerimônia dá a impressão que algo está sendo feito. De fato, algo está sendo feito, mas não beneficia ninguém. Só faz espuma. Num governo movido a impedimentos (CPMI), revogações, proibições, suspensões e todo tipo de destruição, precisa-se acender os holofotes sobre... a letra “A”.
A solenidade de colocação do letreiro é como a picanha, o café da manhã, a refeição, uma representação, um teatrinho, uma simples figura de linguagem. Os convidados foram brindados por um sambinha esperto. Afinal, já temos o circo, só falta o pão.
Agora vai!
Obs: no site “Gazeta Explosiva”, com imagens.
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🔵 Spectreman, um herói artesanal
Entre o National Kid e o Jaspion, o Japão dominou o planeta infantil com o Spectreman. O boneco, digo, o herói salvava o Mundo, mais uma vez, a cada episódio. Mesmo que a produção de cada capitulo custasse muito fio de cobre, papelão e isopor, além de monstros inspirados em insetos e répteis.
Essa era a tecnologia japonesa dos anos 80. Fios telefônicos, papelão e um pouco de isopor eram fulminados para eu acreditar que Tóquio estava sendo destruída, e Guarulhos seria a próxima cidade aniquilada. É claro que eu só era convencido disso depois do surgimento de um lagarto ensandecido. Mesmo sendo interpretados por bonecos, os vilões emprestavam credibilidade e causavam algum medo.
Eu nunca soube que substância. Suspeito que era “catchup” ou algum extrato de tomate, mas qualquer líquido vermelho dramatizou o seriado nipônico e enganou milhares, ou milhões, de criancinhas pelo Mundo.
Dois vilões fixos, eram os macacos Doutor Gori e seu assistente, Karas. Dentro do universo infantil, era aceitável a ideia de dois gorilas pilotarem uma nave espacial e falarem, mas um macaco loiro era demais. Isso só poderia ser efeito de drops de hortelã ou overdose de mastiguinhas.
A abertura de cada episódio convocava o japonês Kenji a salvar Tóquio da poluição. O medo da poluição era tanto, que causava pavor passar por Cubatão. Entretanto, apesar do pioneirismo, a pauta “lacradora” do meio ambiente não era modinha, então a série parecia condenada ao fracasso.
O grande diferencial desta produção era a música de abertura. Um rock alucinante enchia de esperança que Spectreman salvaria o mundo mais uma vez, mesmo que, para isso, fosse preciso destruir uma cidade inteira.
O filminho permanece obscuro. Meus contemporâneos simplesmente ignoram a saga do herói tosco, porém clássico. Nem sequer tenho o prazer de gritar “não perdia um!”. Quando o assunto é herói japonês, a memória afetiva televisiva é representada pelos oitentistas ‘Ultraman’ e ‘Ultraseven’.
De qualquer maneira, Spectreman não deixou de me traumatizar. Porém, com um pacote de Biscoitos Vitaminados São Luíz sabor chocolate eu não me importava se Tóquio estava sendo destruída por uma iguana gigante e nervosa.
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🔴 “A marvada pinga é que me atrapaia”
O significado de “pária internacional” foi atualizado. O vassalo-mor da China (Lula), num café da manhã, redefiniu todo o conceito da palavra “paria”. Arriscando soluções simples para questões complicadas, Lula, mais uma vez, deu a receita de como acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia. Sim, o sujeito que elogiou a política econômica da Argentina e quis interromper a eterna guerra entre árabes e judeus, acha que sabe gerir o planeta.
Lula, em campanha, prometeu acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia reunindo Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, respectivamente, numa mesinha de boteco, tomando uma cervejinha (olha ela aí). Vendo que seria tão fácil, concluí que sempre esvaziei garrafas em vão, sendo que meu vício podia ser convertido pela nobre função de neutralizar pessoas embriagadas de ódio.
O ex-presidiário tentou se intrometer na questão. Porém, como os europeus estiveram imunes às bravatas eleitoreiras, não levaram a sério a jactância. Lula, equipado com um raciocínio rasteiro, está encarando essa contenda como uma invasão de fazenda pelo MST ou uma briga, por um terreno, entre vizinhos.
No entanto, essa categoria de fanfarronice megalomaníaca soa como a ‘5ª Sinfonia’ de ‘Beethoven’ aos ouvidos da ONU (Organização das Nações Unidas). A ONU, e seus asseclas têm um fetiche com ditadores de países pouco conhecidos. Com essa estética, Lula, com sua falsa simplicidade, é um forte candidato a secretário-geral da organização.
Num café da manhã com jornalistas, o eterno sindicalista voltou a sinalizar virtude ao exigir o cessar-fogo no Hemisfério Norte. Os alto-falantes denunciaram, mais uma vez, a tacanhez do raciocínio lulista. Seu conhecimento de geopolítica foi construído com o jogo de tabuleiro ‘War’ e no ‘Globo Repórter. A visão estreita é até comovente.
O estelionatário, que aplicou o “Conto da Picanha”, acredita que sua falácia tem alcance mundial. Contudo, obedecendo a rapidez de tuítes, Lula descobriu que os “gringos” não caíram no palavrório lulista.
49
🔴 Audiência fora do ar
Segundo William Bonner, o brasileiro médio é o “Homer Simpson”. Com esta afirmação, ele não quis dizer que o brasileiro é simpático, divertido e legal. Não, o personagem de desenho animado traduz o cidadão destituído de raciocínio minimamente privilegiado. Eu abusei de termos moderadores de impacto. Igualmente, o jornalista usa um simpático e inofensivo personagem como eufemismo para chamar sua audiência média de idiota.
Sim, quem conhece um pouquinho do Homer Simpson, sabe que o personagem é uma sátira e uma crítica do sujeito que aceita como verdadeiro tudo o que vem da televisão. O patriarca da família Simpsons é um arquétipo. Estudando esse comportamento, os entusiastas da ‘Globo’ replicam sua “verdade”: se não passar no Jornal Nacional, não aconteceu. Para alguém crer numa besteira destas, tem que sofrer uma manipulação televisiva intensa. Ou seja, ao invés de consumir, ele é consumido pela televisão. Aí já era. Essa pessoa compra, sem precisar, aqueles produtos de televendas (com nomes em inglês); seguem modas impostas por novelas; e assistem aos “reality shows” achando que aquilo é a vida real.
Os nomes ‘Globo’ e ‘Jornal Nacional’ são usados porque a emissora líder é, mais que usada como inspiração, copiada. O Homer Simpson foi escolhido como exemplo perfeito para avisar aos bons entendedores para quem é feito o noticiário.
Aspectos que provam a imbecilização, causada por alguns vícios televisivos, eram os excelentes números que a ‘Globo’ registrava fora do ar. Refutando aqueles que acham que este panorama reflete o que eram os anos 80, saibam que em 2016 a ‘Globo’ repetiu a façanha. Na verdade, a emissora carioca pode ter se superado, pois, mesmo com o controle remoto, fora do ar, igualou a ‘Record’.
Com essa força persuasiva, as ‘Organizações Globo’ fazem o que querem com o “Homer Simpson”. A notícia pode ser “positiva” ou “negativa”, depende da doutrinação, do humor ou do bolso dos editores.
Sem dúvida, a internet vem diminuindo o estoque de “Homer Simpson” das emissoras. Isto explica a queda de audiência, bem como, o silêncio (a torcida?) da imprensa para a “regulação das mídias digitais”. É a censura “do bem”.
Bom dia, boa tarde ou boa noite.
43
🔴 Datena é Boulos, Boulos é Datena
Filmes, documentários e esquetes de humor já mostraram aquele sujeito, na televisão, que fica gritando, indignado, contra os criminosos e as autoridades. Lógico, esses apresentadores exibem, sempre espumando de indignação, buracos, enchentes, assassinatos e demais mazelas urbanas. Enchentes que são narradas como uma partida de futebol e acompanhadas como em um “reality show”.
Pois, o mais conhecido deles perdeu o que restava de sua credibilidade. É fácil deduzir que estou me referindo ao melhor narrador das enchentes paulistanas, José Luiz Datena. Ele talvez seja o arquétipo inspirador dos diretores de filmes e humoristas.
Como sempre apontou a incompetência das autoridades, quando lançava sua candidatura, logo vinha uma sensação de “agora vai” e seu nome logo liderava as pesquisas. No entanto, sempre vinha a desistência, revelando que a candidatura era, na verdade, um “balão de ensaio”.
Datena é muito bom no que faz e parece inteligente a ponto de ameaçar sair da emissora e entrar na vida pública. A ameaça de candidatura parece uma estratégia para dar um “upgrade” no contrato. Parece funcionar bem.
Para o comunicador se tornar o arquétipo perfeito do apresentador picareta faltava pouco. Denunciador, falastrão, babando de inconformismo e parecendo a solução para todos os problemas, faltava a associação com figuras, no mínimo, duvidosas. Agora não falta mais.
Alguém “vazou” uma filmagem do Datena e Guilherme Boulos tramando uma chapa para dominar São Paulo. Mais, numa trama digna de uma “famiglia” de mafiosos, a estratégia para “puxar o tapete” do Lula. Três detalhes me tomaram a atenção. Um: as, por assim dizer, articulações foram numa bela casa, não num imóvel invadido, que Boulos gosta de chamar eufemisticamente de “ocupação”. Dois: Boulos deixou Datena falar muito. Claro, sabendo do teor comprometedor e da filmagem. Três: como sempre o apresentador desiste, se isso acontecer, quem será o vice-prefeito de Boulos?
Eu nunca me imaginei aconselhando o Lula. Mas, como aprendi nos filmes de máfia, o chefe tem que tomar cuidado com os lugares onde vai, com quem anda e em quem confiar.
70
🔴 Aquele abraço
O Flávio Dino é engraçado. Toda aparição do ministro da Justiça e da Segurança Pública é divertida. Seria duvidosa sua credibilidade e contribuição se vestisse um colete com a estampa “Posso te ajudar?” No entanto, o bufão é ministro da Justiça. Para quem se pergunta “que contribuição pode sair dali”, eu respondo: entretenimento involuntário.
Como Dino fará, Dilma Rousseff faz falta, não por suas realizações, que inexistem, mas porque, ao contrário dos que eram obrigados a aplaudi-la, causava gargalhadas com clássicos como: “Saudação à mandioca”, “A figura oculta”, “O estoque de vento” etc.
Flávio Dino agride sem abrir a boca. Basta exibir sua carranca para prevermos que vem alguma manifestação negativa. Quando fala, o desacato é natural. Representação ambulante da inversão de valores, ele é “tigrão com o trabalhador e tchutchuca com os bandidos”.
Eu via notícias de gente desavisada (sobretudo estrangeiros) sendo orientada a tomar o caminho da morte. Explico: aplicativos de orientação (GPS), desorientados, “mandavam” entrar à direita, aí você caía numa bocada nada recomendável. Pois, Dino chegou num desses “bairros proibidos” com uma coragem inédita. Como Moisés abrindo o Mar Vermelho, Dino foi, confiante, ao encontro de quem o aguardava. Sem avisar, ele iria de encontro.
Entretanto, em suas aparições mais descontraídas, Dino causa risos, embora seu figurino seja, quase sempre, um acinte. Mesmo com a simples intenção de se divertir ou de participar da vida picaresca, a simples aproximação do ex-governador maranhense é temerária.
O que ele fala ou escreve, principalmente no ‘Twitter’ vem carregado de reação pouco tolerante às críticas, o que mostra sua dificuldade em compreender o diferente e sua impossibilidade de estabelecer relações humanas.
Dino começou o governo demonstrando como será sua conduta. No dia 8 de janeiro, os Três Poderes foram, fácil como faca quente na manteiga, invadidos e depredados. O ministro fez que não sabia de nada e, pusilânime, correu colocar a culpa nos outros. Contudo, até um guardinha de rua desconfiaria que algo assim ocorreria naquele dia ou nos próximos. Apesar de o governo não querer, a CPMI investigará e esclarecerá o caso.
Em momentos mais descontraídos, Dino alegra multidões. Caindo, pulando ou fantasiado de comunista (que ele é), ele mostra o seu valor. Bancando o Rei Momo ou o Chacrinha, o ministro se sai melhor como o Mister Bean brasileiro, sempre metido em situações hilárias.
O Flávio Dino é engraçado. Muito caro, mas engraçado.
59
🔴 Prendam Bolsonaro
A literatura e a psicologia explicam como a vida é insuportável para quem odeia alguém. Odiar Jair Bolsonaro deve ser insuportável. Prometo que não vou aprofundar minha análise, por falta de capacidade, pois isso caracterizaria mero chute ou análise de boteco; também para não despertar verdades inconvenientes.
Pois bem, Bolsonaro desembarcou e automaticamente despertou o antibolsonarismo psicótico, aquele mau sentimento que aciona a sanha exterminadora e a atribuição dos acontecimentos mais absurdos ao ex-presidente. Os Bolsonaristas também pagam por sua predileção, despertando espíritos ditadores e censores. Acredito que até para mim sobra: onde já se viu, escrever estas coisas!
O “viés de confirmação” não foi confirmado. Fascista e nazista são acusações que não param em pé e só denunciam o desconhecimento histórico de quem diz. O que deixa os detratores mais desesperados é que para cada desaforo surgem vários memes, piadas, tuítes etc.
É difícil destruir alguém tão popular. Resta boicotar, excluir, estigmatizar e/ou cancelar os bolsonaristas. Eles (a situação) necessitam desesperadamente sinalizar alguma virtude. O “pedágio ideológico” é a falta de autonomia do personagem que abre mão da personalidade para pertencer a um grupo profissional, agrupamento social, região, turminha ou patota.
Voltando, é muito insuportável, sobretudo para jornalistas, tentar ir contra o fenômeno popular que é o bolsonaristmo. Como alternativa suicida, os jornalistas estão atacando seu próprio cliente, o leitor. O pior, para os jornalistas, é que o público não se importa. Lógico, a ausência de resposta irrita mais. Os jornais, revistas e a televisão veem o reflexo do comportamento insano na queda de vendas e da audiência.
O “vingancinha” tentou demonizar o neologismo “motociata”. Não deu. O “vingancinha” também tentou demonizar o termo “mito”. Não deu. O jeito foi governar o Brasil. Não deu. O “vingancinha” iria pedir ajuda aos chineses. Não deu.
Hoje, Jair Bolsonaro desembarcou sob uma popularidade explícita. Mesmo com a “Operação Recalque”, ficou evidente quem não é, mas deveria ter sido.
Com a volta, o presidente das urnas eletrônicas ficou próximo de uma sombra, porém também de um “bode expiatório” a quem culpar pela própria incompetência. E a imprensa poderá esgotar seu estoque de conjunções adversativas.
Prendê-lo e/ou torná-lo inelegível só aumentará sua (Lula) popularidade. O jeito é desqualificá-lo (Bolsonaro).
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🔵 Fotografou?
Acordei de madrugada, a mochila já estava carregada desde a noite anterior. Banho e café, tudo em ordem. Coloquei a mochila nas costas e saí em silêncio para não acordar ninguém. Ainda estava escuro e silencioso, a cidade terminando seu descanso para iniciar mais um dia frenético. Abri e fechei o barulhento portãozinho de trinco, bem lentamente para não acordar meus pais, mesmo sabendo que essa atitude seria inócua, porque, provavelmente, eles estavam acordados.
Ali começava um “mochilão” nacional. A viagem seria sem destino preestabelecido e com pouco dinheiro. Portanto, eu não poderia ir muito longe, nem ficar fora muitos dias.
Acredito que entrei no primeiro ônibus até o Terminal Rodoviário Tietê. Chegando lá, corri para comprar o bilhete para o “double deck” que me aguardava para partir para o Rio de Janeiro. Pronto, o primeiro destino já estava definido. Eu tinha que aproveitar bem o serviço de bordo para economizar algumas notas.
Fora de temporada, consegui negociar alguns preços. Como foco central, boas fotografias, que somente poderiam ser clicadas, na época, com a minha câmera ‘Nikon’ antiga, mas profissional.
Por segurança e uma mania de desconfiança paulista comecei a viagem como uma experiência contemplativa. No entanto, logo eu começaria meus cliques. Visitei e fotografei cidades, paisagens, construções, monumentos, estátuas e igrejas.
Guarapari, Espírito Santo. Não é todo dia que se volta para casa de escuna em vez de sacolejar pendurado num ônibus. Uma mesa de frutas permanecia intocada. Aquela cenografia parecia me encarar. Não me fiz de rogado e aproveitei para atacar as frutas tropicais que enfeitavam a embarcação. Sei que agi como um náufrago, mas a vergonhosa atitude tornou o meu “mochilão” muito mais saudável e econômico.
Decidindo o itinerário nos guichês, letreiros e quartos de hotel, percorri 4 estados e 8 cidades em 15 dias. Sempre, claro, testando e treinando meus modestos conhecimentos e badulaques fotográficos. Esse tipo de viagem tem que ser antiturística, econômica, sobrenatural e de autoconhecimento. Fora acontecimentos esotéricos, o “pé-na-estrada” foi bem sucedido. A coisa mais estranha que vi, foi um “punk” caipira equipado com garrafinha de pinga e cigarros de palha.
Depois de avistar um punk mineiro, achei que já tinha presenciado o suficiente e entrei num “busão”, saindo logo pela manhã. Rumo: minha aldeia.
A falta de perícia como fotógrafo não perdoou, portanto descobri que o filme não rodou. Pelo menos tive um olhar mais, digamos, atento para as paisagens, monumentos e igrejas. Eu já estava ciente de que as melhores lembranças nunca são registradas.
Sem as fotografias e sem acontecimentos inexplicáveis, o que sobrou não foi pouco: boas lembranças substituindo as fotos, a sensação de liberdade que só o “mochilão” proporciona e o planejamento da próxima viagem.