Lista de Poemas

🔴 Luzes, câmera, ação




Eu já vi excelentes cliques retratando vândalos no exato momento de um pontapé numa porta de vidro. Curiosa a raridade de ver uma foto da cachoeira de estilhaços. Habilidade e isenção política são requisitos basilares para um fotojornalista bom e honesto.




Entretanto, o fotógrafo petista da agência internacional ‘Reuters’, segundo as imagens “vazadas”, cria depredações. Com alguma atenção, ele colheria flagras reais. No entanto, o que nós flagramos foi um fotógrafo que dirige, ensaia e “flagra” o “black bloc” disfarçado de bolsonarista. Logo após a cena “violenta”, um momento singelo, mostrando que o amor venceu, fotógrafo e golpista conferem a imagem e se cumprimentam. Ora, não era isso o que eu esperava. Pelo contrário, o resultado: nenhum estilhaço, nenhuma gota de sangue e muita confraternização. Só que a narrativa no exterior é a da fotografia.




Produzir um flagra de quebradeira como na técnica do repórter fotográfico da ‘Reuters’ fazem eu me arrepender de não ter forjado chutar a minha avó ou minha mãe. Garanto que a suposta agressão renderia uma excelente foto e uma denúncia. Também, tenho certeza, contaria com a anuência de ambas, pois a covardia seria inócua.




Centenas de pessoas foram presas no atacado, sem individualização da conduta. Mesmo depois da divulgação das imagens, não mudou o julgamento. Qualquer investigação séria e honesta analisaria as filmagens, coisa que qualquer detetive particular que anuncia em gibi não deixaria de fazer. Mas nada mudará o plano inicial: “mostre-me o homem, e eu lhe mostrarei o crime”. Eis a frase atribuída a Stalin, mas mesmo não sendo dele, o teor é válido.




O fotógrafo camarada encarna as ideias “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” e “luz, câmera, ação”. Contudo, na prática, “ideia” e “ação” vêm depois de ideologia na ideia fixa desse péssimo profissional, diferentemente da ordem no dicionário.




Na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro, espero que esse cara explique sua técnica para reportar quebra-quebras sem estilhaços.
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🔴 Garçom, aqui nesta mesa de bar...




Muita gente vem se decepcionando com o Lula. É meio tarde. É como se arrepender de ser r de um estelionato depois da consumação do golpe. Paciência. Entretanto, restava o mito de um Lula “Mandela”. Mas o que vimos na reunião do G7, no Japão, estava longe do presidente líder mundial. Pelo contrário, o petista se mostrou tímido, deslocado e ignorado.




Diferentemente do bravateiro da campanha, que agiu livremente aqui, onde dispõe de um canavial de incautos cativos prontos a segui-lo, “O Chefe” perdeu a oportunidade de acabar com a guerra da Rússia/Ucrânia. Quando o ex-presidiário viu o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deve ter sentido falta de uma mesinha e duas cadeiras de armar de ferro, bem como, dois copos americanos e uma cerveja gelada. Sentindo falta do ambiente de bar, “o cara” se viu impossibilitado de suspender o conflito. Dessa vez, o mundo não se tornou um lugar melhor por um detalhe.




O presidente de honra do PT (Partido dos Trabalhadores) foi arrogante e simplificou a geopolítica, dizendo que resolveria tudo numa mesa de bar. A simplicidade do raciocínio é inversamente proporcional a eu dizer que decido uma partida de bilhar na ONU (Organização das Nações Unidas).




Foi de uma inutilidade mundialmente constrangedora a tentativa do sindicalista profissional fingir que estava lendo para não encarar Zelensky em Hiroshima. Considerando as proporções, lembrou quando eu, suando frio, temia chegar a minha vez de ir à lousa resolver expressões numéricas, equações ou frações.




De certo, ele ficou mal acostumado com o Brasil, onde cola aquele discursinho anatômico, populista, que muda de acordo com a plateia (freguesia). Com líderes mundiais, não funcionou. Impossibilitado de apoiar a Rússia e a Ucrânia, Lula preferiu fingir que não existia. Igual a mim, nas aulas de matemática.




Como extrapolou o G7 (os sete países economicamente mais ricos), a cúpula, esteticamente, parecia uma comédia escrachada dos anos 80 ou uma festa das nações — aquelas onde vários países possuem barracas de comidas típicas.
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🔴 Efeito Streisand




Muita gente deve ter ouvido falar do humorista Léo Lins. Ele já tinha ganhado notoriedade tendo seu espetáculo proibido por algumas prefeituras. Porém, a proibição ganhou outra proporção: a repercussão agora é nacional.




Essa proibição que se torna propaganda gratuita chama-se “Streisand Effect”. Referindo-se à cantora Barbra Streisand, quando tentou esconder judicialmente a divulgação da fotografia de sua mansão, gerou o efeito contrário. Pois, Léo Lins, depois da medida judicial, virou debate nacional, unificou espectros políticos diversos e foi “premiado” com mídia gratuita. É bem possível que suas apresentações sejam muito mais concorridas. 




Léo Lins expõe a nata do humor negro. Para a turma do politicamente correto, o próprio gênero de humor já vem eivado de racismo — sei lá — estrutural. O humorista brinca com todas as “minorias”. Detalhe: apenas será atingido pelas piadas, quem for ao show; entretanto, quem vai ao show, é imune ao potencial ofensivo de... palavras. A luta, para quem tem uma dificuldade, é real. Afinal, o humor é a saída de emergência do desespero.




Esse episódio acordou alguns humoristas, curiosamente, adesistas. Nunca combinou alguém vomitando piadas governistas ou, o que também é fácil identificar, aquele que ataca um político, expondo seu espectro político. Humorista legítimo e engraçado é aquele que ridiculariza quem está no poder, aliás, expõe o lado ridículo de qualquer ser humano.




Pois bem, na decisão judicial, foram tantos os indivíduos considerados minorias, portanto defendidos pela proibição, que o espetáculo de “stand up comedy” seria possível apenas com piadas de homem branco velho hétero rico e bolsonarista. Sendo assim, a plateia ficaria restrita a “luloafetivos” que, destituídos de senso de humor, vibrariam com o escarnecimento.




A boa anedota tem que ser inteligente, o que não é o caso, mas, em hipótese alguma, deve ser proibida. Existe, sim, um limite quando começa a ofensa, no entanto a patrulha do politicamente correto encontra brecha para proibir até piada de papagaio.
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🔵 Vendo os anos passarem




Estávamos no Lago, a cerveja esquentando na latinha, o assunto reticente, monossilábico e escasso, bem como o olhar perdido num horizonte imaginário empregavam drama àquela falta de perspectiva. Esse desânimo não era nada mais que cansaço da festa no apartamento de uma colega de escola. Apesar do real motivo da cena melancólica, a imagem mental dos amigos incertos quanto ao futuro gera uma narrativa poética.




Junto à Matemática, Física, Química e Biologia, eu passei incólume ao cigarro (Derby e Lark) e ao Truco. O final do colegial me habilitava para uma incerta faculdade, e o salário baixo possibilitava que trocasse minha latinha de cerveja. Isso não significava algo digno de ser comemorado, mas eu anunciei a “saideira” com certo orgulho. Talvez, esse comportamento refletisse o sentimento próprio de quem já vinha há muito tempo curtindo a vida, não como a maioria que elege um acontecimento para iniciar alguma coisa.




Aquela palhaçada, digo, a cena do Lago era um “remake” mal-executado do final do ginasial, que também foi comemorado com uma festa. Tudo se repetia: a dúvida quanto ao futuro, porém com a cerveja e a melancolia de fim de expediente.




Pois bem, interpretei aquele climinha de quem se encontrava em depressão porque estava em dúvida se ía para o Canadá, pra fazer intercâmbio, ou ficava no Brasil, cuidando das empresas do papai. Nada contra, muito pelo contrário, mas isso nunca foi a minha realidade, eu nunca ganhei um pônei. Para mim, não convencia eu bancar o rebelde sem causa.




No entanto, cumpri meu papel social naquele cenário, achando que meu amigo esperava que aquele dia fosse exatamente daquele jeito. Por alguns momentos, fingi que não conhecia o olho do furacão e “vesti a fantasia” do ex-estudante que tinha que se encaixar no inóspito mercado de trabalho. 




Encerrei a embriaguez meditativa. Para mim, o fim de semana estava apenas começando e segunda-feira era dia de trabalho; para o meu amigo, tudo havia de começar. O grande risco é ficar falando: eu era feliz e não sabia.
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🔵 Era uma vez na Vila Galvão




Fazia algum tempo. Já nos primeiros dias, eu não via motivo para estudar aquele monte de matérias que, eu tinha certeza, não me serviriam. Educação Física era a única disciplina que me entusiasmava, desde que a “aula” fosse de futebol.




Mas aquele dia apresentaria o motivo para eu nunca mais “cabular” aula. Mais que isso, sentar na frente, perto da professora, era uma possibilidade. Mais ainda, com apenas 11 anos de idade, eu realmente pensei em completar o ginasial.




Ela entrou na sala como quem levitava. Não precisei largar livro, caderno, lápis e borracha porque eu não os utilizava. A partir daí, iniciou-se uma nova gincana: a corrida para conhecer aquela menina e conquistar algo como o telefone ou o endereço dela.




No sábado cedo, fui ao endereço guardado como um troféu. Entretanto, quando virei a esquina, tive uma visão que revelava que meus adversários se acumulavam além das partidas de futebol. Não sabia por que meus amigos, no máximo adversários dentro da quadra esportiva, despertavam o que havia de pior em mim. 




Chegando no portão da casa da garota da mesa da frente, cumprimentei e troquei algumas informações com meus “ex-amigos”. Fingi que ía estudar com a garota. Todos fizeram o mesmo. A garota, revelando maturidade, parecia compreender o transtorno que havia instalado naquele grupo de amigos. Ninguém quis ser o primeiro a abandonar o território, sob pena de virar o assunto ou, pior, ficar para trás.




Entrega de flores, oferendas, cartinhas, bilhetinhos, finais de semana com bate-papo no portão, fim de correria no pátio etc, aquela conduta adulta surgiu, não coincidentemente, com uma novidade: a garota da mesa da frente. O comportamento daqueles alunos estava alterado... para sempre. As antigas colegas de escola pareciam aguardar aquele despertar com impaciência. A presença delas na arquibancada escancarava a confluência de interesses.




Como todos aqueles garotos, com pouca idade, não tiveram sucesso ao se aventurar no amor, continuaram disputando a sorte no jogo. Porém, o recreio, que a partir daí era chamado de intervalo, teria outro sentido: a correria foi substituída por conversas. Mal desconfiávamos, aquele comportamento esquisito nunca mais iria acabar...






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🔵 Por um mundo melhor

Uma excelente notícia: fim da última aula, sexta-feira. Mas, para estragar, uma péssima informação: trabalho de Geografia, o apocalíptico efeito estufa. Por outro lado, era bom: eu teria uma justificativa nobre para ir de ônibus para o centro da cidade.




A obrigação escolar foi responsável por um dos piores ajuntamentos para pormenorizar os horrores do terrível efeito estufa. Pois, fomos à biblioteca municipal resolver mais um problema do Meio Ambiente.




Era muita responsabilidade para um grupinho de medíocres estudantes da 5ª série C com apenas 11 anos. Entretanto, como se tratava de um desastre natural que tinha o poder de dizimar o mundo, alguém tinha que fazer algo. 




Uma matéria da revista Veja e alguns fragmentos de livros foram suficientes para considerar o trabalho concluído. Suspeito que todos os grupos copiaram os mesmos trechos. Nem sequer a capa escapou da falta de originalidade com o título: “Trabalho de Geografia”. O único arroubo artístico foi o desenho da capa: o nosso planeta sendo destruído. Pronto. O trabalho porco deveria ser o suficiente para somar alguns pontos, fechar a matéria e garantir a vida das futuras gerações.




No dia seguinte, eu reparei que não estava arrumando a minha cama. Aquilo não parecia justo nem compatível com a responsabilidade arrogada por um adolescente de 11 anos. No entanto, lembre-me que a mim foi confiada importância maior: salvar a Terra. Então, naquele momento calculei que minha mãe ainda poderia arcar com essas “pequenas tarefas”.




O efeito estufa caiu em descrédito, assim como organizar uma miniexcursão até a biblioteca para fazer um trabalho escolar. Hoje, tudo é resolvido com uma simples pesquisa no ‘Google’. O que nunca muda, embora troque o disfarce, é a psicose ambientalista: o que não colou como ‘aquecimento global’, foi transformado em ‘mudanças climáticas’. Ir à biblioteca era muito mais trabalhoso que ‘dar uma Google’, mas era muito mais divertido, mesmo que fosse para pesquisar algo inútil como o tal do efeito estufa.
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🔴 É apenas um rolezinho




Em 2014, os rolezinhos “chegaram chegando”. O que parecia um bando de moleques a fim de dar uns beijos, ficar muito louco e zoar virou palco para especialistas de gabinete, sociólogos de boteco e “flanelinhas de minorias”. Com teses estapafúrdias, querendo dar uma roupagem de discriminação social à reação ao fenômeno, esses picaretas encontraram uma oportunidade de encaixar explicações pré-fabricadas.




Eu já saí com uma turma com potencial para transformar o Shopping Center Norte numa área que não seria considerada de lazer; mas o freio social amenizou o ímpeto infanto-juvenil da turminha que circulava livre dos olhos dos pais. O máximo de rebeldia era jogar fliperama. Fora isso, o roteiro era: ‘McDonald’s’, cinema e sorvete. Reconheço que o “script” era quadradinho, quase pequeno-burguês, mas era isso que era entendido por passear no shopping.




Apesar de pobre, nenhum teórico classificou o “rolê” como discriminação social, ocupação de templo de consumo, ou falta de ambiente de lazer na periferia. Meu passeio não mereceu o “status” de movimento social, talvez por falta de barulho, algum objeto quebrado ou alguém ferido. Provavelmente, minha adolescência foi na época errada ou nada era problematizado e um rolê era apenas... um rolê.




Os jornalistas, especialistas, antropólogos, sociólogos ou pesquisadores devem guardar essas rebuscadas construções semânticas que, como coringas, justificam banalidades.  Expressão de conquista de espaço, modelo de inclusão social, nova classe média, demonstração de desigualdade e elitismo da sociedade brasileira, triunfo de um capitalismo deslumbrado, manifestações de uma cidadania insurgente, não adequação do local para essas reuniões e blá, blá, blá.

 

Raizes na luta pelo espaço urbano, diz pesquisador. Embora essa frase não tenha quase nenhum sentido, e o pesquisador deva ser um teórico pirado ou um pensador chapado, eu sou fã desse cara. Se essa figura não existisse, também não teria parido essa ideia criativa. Sensacional.




As propostas de mudanças não ficaram de fora. Segundo os “especialistas” de sempre, a sociedade tem que se adaptar a fenômenos adolescentes. Mas é fácil alterar as teses de gabinete: basta ameaçar montar uma feira livre, promover um pancadão ou submeter a porta da casa desses teóricos a esses “fenômenos sociais”.




Recentemente, Chicago, EUA, experimentou uma versão mais violenta de rolezinho. Dessa vez, os intelectuais não conseguiram romantizar o evento, portanto não “venderam” suas teorias e se calaram.










“Os pobres colhem o que os intelectuais semeiam”

(Thomas Sowell)



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🔵 Vandalismo socialmente permitido

Um pouco de cerveja é o suficiente para transformar uma turma de amigos numa perigosa gangue urbana. Andando pelas ruas da cidade, meio sem destino, ou melhor, à procura de um bar aberto. Esta era a desculpa para descontarmos a raiva juvenil sem causa.




Entretanto, o mobiliário urbano exibia uma novidade que atrapalhava a nossa circulação. Alguém mal pago exerceu um subemprego proibido: “decorou” os postes com propaganda burguesa irregular. Nunca surgiu uma oportunidade tão atrativa para destruir um patrimônio, fingindo lutar contra o capitalismo. Aquelas placas estavam fixas nos postes, com arame. Parei para ler o anúncio: lançamento... empreendimento imobiliário... apartamento amplo... 2 e 3 dormitórios...




Aquela oferta me ofendia, pois eu não poderia adquirir aquele imóvel do anúncio. Um súbito espírito socialista surgiu, a burguesia feriu o meu orgulho proletário e despertou uma inédita sede de justiça social. Vendo que meus comparsas compartilhavam da sanha exterminadora, com sangue nos olhos e faca entre os dentes, decidimos eliminar a propaganda antes que o domingo amanhecesse e o estrago capitalista já tivesse contaminado a cidade industrial da Grande São Paulo.




Em duplas, fomos golpeando aqueles anúncios colados em cavaletes de madeira. Com a atitude imbecil, queríamos fracassar o lançamento imobiliário e franquear a livre circulação àquele povo operário sofrido. Se dependesse de um punhado de roqueiros bêbados, os apartamentos permaneceriam vazios.




O ato representava a “revolta do bem”. Sem sabermos, aquela estupidez, que era a manifestação da imbecilidade juvenil, tornou-se um meio de vida para Guilherme Boulos. Embora eu seja crítico daquela infeliz noite explosiva, quando houve a perigosa combinação de testosterona com álcool, o senhor chamado Boulos parece que gostou da ideia e faz isso até hoje. Ele encontrou uma turba enfurecida para chamar de sua e liderar o quebra-quebra.




A hipocrisia da justiça social, como um coringa, serviu para justificar nosso vandalismo insano. Contudo, há quem continue com este comportamento. Chamam isto de ideologia e até fundam partidos.









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🔴 A festinha do Charles




A ‘Google’, desavisada,  entrou numa “bola dividida” com o governo brasileiro. Perdeu. Perdeu, mas está do lado certo. Lógico, tudo por motivos financeiros. Em retaliação ao governo brasileiro, a ‘Google’ usou sua mais eficiente arma: a busca. 




Quando se digitava “Lula coroação”, a ferramenta sugeria “Lula corrupção” e “Bolsonaro coroação”, o buscador sugeria “Bolsonaro coração”. Para quem entendeu o “jogo”, foi até engraçado. Lula e corrupção são quase sinônimos, mas, definitivamente, Bolsonaro não combina com coração. A situação só ficou hilária quando os lulistas, bovinamente, começaram a reclamar. É para isso que a gente paga a internet!




Enquanto isso, a primeira-dama, de companhia do Lula, foi ver a coroação do coroa rei Charles III. Seu horizonte cultural torna o evento tão relevante quanto assistir ao Big Brother. Não deixa de ser mais um passeio no “Tempos de Cinderela”.




No estilo “matou a família e foi ao cinema”, a duplinha “Bonnie & Clyde” está, segundo noticias, na Europa. Para estragar tudo, essa escória de... argh... brasileiros, oh raça,  armou zombarias internacionais ao ditador de Pindorama. Apesar de escapar dos “braços de estivador” da Lei brasileira, o  “Molusco” não evitou a fúria popular. Mas ofensas em inglês ainda não atingiram seu objetivo. Pelo jeito, para Lula, o Planeta se tornou um lugar inóspito.




Entretanto, ambos não estão errados: assistir a uma cerimônia da monarquia britânica, no século XXI, só se torna suportável “in loco”, nunca pela televisão. Tenho certeza, o comportamento dela será garantir uma mesa no salão, ficar longe do banheiro, perto da saída dos garçons, encher a pança de coxinha e bolinha de queijo e levar saquinho de surpresas. Tem também, lembrancinha e um pratinho de bolo, olho de sogra e cajuzinho. Há fortes suspeitas de que o casal ficará, durante a festinha do Charles, apontando para reconhecer os convidados famosos. Quem nunca? Eles são gente como a gente.

 

Diferentemente da Rainha Elizageth II, que exercia poder moral, Charles e Lula mandam tanto quanto a “Rainha da Inglaterra”.







Obs: escrevi o texto antes do grande evento. Mesmo sabendo que errei as previsões, resolvi publicar.






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🔴 Dani para os íntimos




Ah, Daniela Lima, nossa Luciana Gimenez do Jornalismo. A apresentadora da CNN Brasil promete Jornalismo, mas entrega entretenimento. O que vem disfarçado de notícia séria chega, à família brasileira, como um divertimento, ainda que involuntário. A moça chama a atenção pelo desempenho constrangedor, o que garante muita diversão.




Esquecendo-se que estava ao vivo, excitada pela proposta de censura do PL 2630, nossa heroina engatou uma sincera conversa de boteco com o relator do Projeto de Lei, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). 




Transcrição:




– (...) a gente vai conferir as cenas dos próximos capítulos com um dos protagonistas dessa história, o relator do PL das Fake News, o deputado Orlando Silva tá aqui com a gente — apresentação.




— Finalmente, hein, cara! Telefone tu não atende. É uma tragédia de fonte, pior fonte do mundo. Telefone não deu tempo de atender. Eu sei que tá trabalhando, mas... assim... precisa chorar, né, aqui,  pra ver se você fica com peso na consciência. Tudo bem, deputado? Meus bens, seja bem vindo ao 360 (sic) — disparou a moça.




— ?! — Orlando Silva, durante todo o discurso.




— Se você consultar as suas colegas e colegas que trabalham na CNN Brasília, verá que nenhuma emissora tem o tratamento mais cuidadoso do que a CNN. Então, você não está sendo justa comigo. Mas é um prazer vê-la, Daniela, com saúde, e admirando a sua competência — respondeu o parlamentar.




— Iche, o deputado tá cansado e tá bravo. Eu fui brincar... bateu quadrado. Não tem problema (sic) — Daniela Lima.




As pontuações da transcrição foram um oferecimento da “minha equipe de redatores”, pois a apresentadora, emocionada, disparou a fala.




Já que a liturgia da relação jornalista/político foi pras cucuias, senti a falta dum “qualé a parada, meu!”. “cumé quié!”, aê, cumpadi!”, “beleza, bródi!”, “firmeza, simpatia!, “podicrê” e “falou, bicho”.




Daniela Lima não pode ser azeda nem tão doce. Ela falou com uma intimidade de balcão de bar, porém não obteve reciprocidade na informalidade. Pelo contrário, o deputado agiu com estranhamento. Mais reveladora que a intimidade da apresentação é a simbiose entre o Jornalismo e a política numa pauta tão impopular.




Daniela Lima traz um alívio cômico ao noticiário político. Portanto, por motivos não pretendidos, a moça é necessária. Para nunca corrermos o risco de prescindirmos dessa companhia televisiva, eu toparia ver ‘A Fazenda’, ‘Big Brother Brasil’ e até a ‘Farofa da GKay’
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