O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
A Amazônia continua torrando, entretanto, a ativista ambiental não está a caminho do Brasil. Algo continua me dizendo que a menina estava sendo usada como instrumento político. Como as eleições norte-americanas e brasileiras funcionaram de acordo com a agenda, não precisaram acionar a garota.
Mas a ameaça Trump pode voltar, quem sabe surja um novo bibelô para encantar um mundo sedento por heróis. A idade precisa ser pouca, não só para causar um encantamento materno e paterno, mas também para surgir equipada com uma inimputabilidade para desafiar Trump e outros grandes líderes mundiais com a pergunta: “How dare you?” (Como vocês ousam?).
Javier Milei não representa ameaça suficiente para desencadear o deslocamento do aparato disfarçado de preocupação ecológica. Mesmo que confessadamente política, a movimentação pode causar um desembarque, geograficamente enganoso, no Rio de Janeiro.
A defesa da natureza é uma “Cortina de Fumaça” para esconder interesses que a própria Greta nem sequer suspeita. Como um mágico, olhamos para uma mão, enquanto a outra executa o truque. O alarmismo apocalíptico faz a sua parte: já ameaçou a Humanidade com o “Efeito Estufa”, “Aquecimento Global”, “Mudanças Climáticas”... Estou esperando ansiosamente uma iminente catástrofe para comprar uma geladeira nova, dessas que, apesar de caras, não ameaçam o clima.
O ser humano é muito egocêntrico a ponto de achar que ele é responsável pela variação climática. Eu, no entanto, digo minhas besteiras com a certeza de que não estarei aqui para prestar contas. Certo de que não serei espancado pelo Greenpeace, WWF e Peta, eu estou satisfeito por ser tachado de negacionista.
Greta Thunberg foi uma boa menina. Porém, como uma mulher de 21 anos, ela perdeu a graça pueril de quem matava aulas para interpretar o papel de protetora do meio ambiente. Ela, como um “Zé do Apocalipse”, que sobe num caixote e anuncia o fim dos tempos, cumpriu sua função.
Algum grupo, interessado politicamente, precisa substituir um símbolo “café-com-leite”.
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🔴 Euforia e exaustão
Essas musiquinhas institucionais quase nunca geram emoção ou despertam algum engajamento. Porque logo trazem a desconfiança de que escondem uma iniciativa partidária. A picaretagem é facilmente desmascarada com uma conferida no elenco e uma análise da letra, das técnicas de filmagem e das performances.
Isso mudou com ‘We are the world’, música do projeto ‘USA for Africa’, composta por Lionel Richie e Michael Jackson, que foi gravada em janeiro de 1985, portanto, completou 39 anos. Eu assisti ao documentário ‘A noite que mudou o pop’. O diretor não teve muito trabalho, além de escolher momentos imperdíveis da grande noite.
O maior desafio foi reunir Michael Jackson, Lionel Richie, Ray Charles, Stevie Wonder, Diana Ross, Bruce Springsteen, Bob Dylan, Cyndi Lauper e outras estrelas (total de 45) no mesmo estúdio. Além das agendas, a cerimônia do American Music Awards, no mesmo dia, tornava tudo mais difícil.
Quincy Jones escreveu o bilhete “Deixem seus egos na porta”. Se os artistas leram, não obedeceram. Ainda bem, eles correram o risco de deixar o ego junto com o talento. Além de tudo, o artista tem que ter um bocado de ego, vaidade e exibicionismo para não se tornar alguém que apenas canta bem na festa de fim de ano da firma. Sem essas características, o Michael Jackson não teria sido o “rei do pop”, mas, sim, apenas um carinha problemático, frágil e digno de dó. A intenção era humanizar essa galera, mas essa tarefa ficou com muitas horas (23h às 6h) de estúdio.
A gravação proporcionou detalhes como: a embriaguez e os semitons (desafinadas) de Al Jarreau, Stevie Wonder guiando Ray Charles ao banheiro (ambos são cegos), lágrimas coletivas e, num momento “Toca Raul” histórico, todos cantando ‘The Banana Boat Song’ de Harry Belafonte. Conclusão, o recado não deixou o ego ultrapassar o limite que o estrelato começa a parecer arrogância e falta de educação.
Vendo as sessões como o Quincy Jones, eu tinha certeza quando o “take” não havia ficado perfeito. Sempre tive essa mania. Sinceramente, acredito que várias pessoas têm o costume de bancar o produtor vocal quando assistem aos “reality shows” vocais. Na verdade, devido às muitas vezes que vi o clipe, eu sempre soube a entrada, o nome do cantor, o timbre e a tessitura vocal de cada participante.
Como resultado, a campanha arrecadou U$ 63 milhões até 1986 (hoje, o cálculo seria muito maior), reuniu uma constelação única de cantores e virou um “hit” que marcou uma época.
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🔴 O mundo de Nárnia
O brasileiro começou a prestar muita atenção no que acontece dentro do STF (Supremo Tribunal Federal). Os ministros não se prepararam para isso. O povo ficou assustado com o que viu. Eles estão com saudades de um Brasil semi-analfabeto, quando nosso orgulho era o reconhecimento como: “Pátria de chuteiras” ou “O país do futebol”.
Meu conhecimento histórico impede de confirmar que essa composição é o pior STF. Realmente, é difícil acreditar, mas pode ter havido pior. Sendo que para vários cargos públicos existe um certame concorrido (concurso público), era esperado que a última instância da Justiça fosse composta pelos melhores juízes. Mas não é assim. Sabemos que a sabatina no Senado é um teatro, portanto, na prática, a única exigência para compor a Corte é ter cursado Direito.
Mas não é só isso. Um único ministro, avaliando o grau de de complexidade cultural do brasileiro mediano ou gastando o máximo das suas referências, citou: uma partida de futebol entre Corinthians-SP e Internacional-RS, a luta entre Popó e Bambam e a estória ficcional ‘As crônicas de Nárnia. É até simpático citar a cultura pop e acontecimentos cotidianos, porém, isso pode revelar um raciocínio extremamente infantilizado para um magistrado.
O império das leis deu lugar às leis do “império”, de modo que vivemos a incerteza da insegurança jurídica. Sem saber se vale o que está escrito (ironicamente, diferente de uma contravenção penal chamada ‘Jogo do Bicho’), eu escrevo sem fulanizar ninguém. Tudo o que fazemos parece regulado e submetido a olhos que tudo veem. Ditadura, insanidade ou probleminhas afetivos (ou tudo isso), esperamos 40 anos para viver a distopia ‘1984’.
A luta quixotesca inventou inimigos, que supostamente cometem “atos antidemocráticos” ou “atentados ao Estado democrático de direito”, que não sabem o que pode ser considerado ato criminoso. Portanto, senhorinhas, com força suficiente apenas para segurar a Bíblia, correm o risco de ser enxergadas como terroristas e golpistas.
A assertividade arrogante e vazia evidencia que o farol, que deveria servir de guia, conduz ao “naufrágio”. Continuando com a metáfora naval, o navio está sem comandante. O pior é que estamos a bordo desse navio fantasma chamado Brasil.
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🔴 Os “passapanistas” e a “lucianohuckzação” do jornalismo
As colunas escritas, na tarefa de ajustar o comentário de acordo com a intenção, vêm na fórmula “absurdo entenda”. Exemplos: O aumento da inflação é bom, entenda; Aumento de impostos é positivo, entenda. A própria imprensa sempre mostrou que o aumento da inflação, bem como, dos impostos é prejudicial, portanto, uma péssima notícia. A solução para transformar isso numa boa noticia é terminar a manchete com o “entenda”. O “entenda” é um subterfúgio semântico e psicológico de conduzi-lo à dúvida. Ou, até com mais arrogância, convencê-lo que se você acha que inflação e imposto são ruins, você precisa entender. Eles têm que explicar. Portanto: entenda.
O “duplo twist carpado” retórico e o contorcionismo semântico são esforços “passapanistas” (“passar pano). É tão válido quanto a crítica acompanhada de uma conjunção adversativa: mas, entretanto, porém, contudo etc. O que se quer realmente dizer está após a conjunção adversativa. Exemplo: Eu sou contra a corrupção, mas a Lava Jato está extrapolando.
No mandato de Bolsonaro, a imprensa até que começou normal, afinal, ela tem que criticar o que houver de errado no governo. Porém, logo se viu que aquilo era perseguição. Chamá-lo de nazista, fascista, genocida, canibal etc era insano, é claro que havia histeria.
A torcida ficou escancarada durante o período eleitoral. Mas foi na gestão Lula que a edulcoração e o eufemismo ganharam proporções “passapanistas”. Ignorando a credibilidade e a audiência, a imprensa, cega como uma torcida organizada, assumiu um lado. Antigamente, havia uma piada que dizia: Por dinheiro a imprensa faz qualquer coisa, até diz a verdade. Pois, para a anedota se tornar mais atual, só está faltando a verdade.
Para “passar um pano” para Lula (o antissemita), os “jornalulistas” da ‘GloboNews’, com fidelidade canina e genuflexão condescendente, gaguejaram muito. Porém, mentiras sinceras nunca me interessaram. Então, essa assessoria de imprensa que eles se dedicam a exercer não presta para se obter informação sincera.
A “persona non grata” é um senhor de 78 anos de idade, no entanto, depois das besteiras que diz, insistem em aliviar a gravidade. A “persona non grata” não tem conserto: ele é e continuará sendo preconceituoso, mal-educado, grosseiro, mal-caráter...
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🔵 ”Toda vez que a bruxa me assombra, o menino me dá a mão”
Um sábado empinando quadrado (pipa) na laje não alterava o ritmo de uma incipiente vida, sendo que a sequência de compromissos era jogar bolinha-de-gude e rodar pião. A realidade: sem documentos, boletos, profissão e leis, somente a lei da gravidade.
A impressão de vida eterna fazia laje e chão parecerem iguais, de modo que a altura era praticamente ignorada. Pois, terminado o estoque de maranhões, peixinhos e quadrados no céu ou boiados (pipa com linha cortada), no rodízio de desafios pueris, era chegada a hora da bolinha-de-gude.
Eu desejava chegar rápido lá embaixo. Na verdade, o precoce espírito competitivo me obrigava a ser o primeiro. Meus dois amigos propuseram um desafio: “O último a chegar é mulher do padre”. Pronto, a partir da aposta, já não havia amigos, eram concorrentes. Então, vencer era questão de honra e perder significava a humilhação eterna.
O jeito mais rápido de vencer os dois metros e meio de altura da laje era pulando numa telha mais baixa e descer os últimos degraus da escada, tudo conforme eu já estava acostumado. Rapidamente, calculei a manobra e comecei o “le parkour” infantil. Porém, a ansiedade de alcançar o solo antes de todos se tornou uma perigosa realidade. A telha de amianto partiu... Nesse momento, eu apaguei.
Não houve nenhuma experiência fantástica, nenhum relato fabuloso, sem luz no final do corredor, nada da experiência de quase morte, sem a mão amiga de algum ancestral, apenas um apagão (deve ter sido um desmaio). A memória registrou o antes, de modo que eu não sei como caí, nem como sentei encostado no muro. Acordei, sem nenhum arranhão, sem entender o desespero estampado no rosto da mãe do meu amigo, levantei e fui brincar. Para me sentir vivo não bastava abrir os olhos, era necessário sair correndo.
É um bom motivo para acreditar em proteção ou, numa linguagem mais simples, Anjo da Guarda. Difícil de acreditar na simples sorte.
⚫️ “Há mais coisas entre o céu e a Terra do que pode supor nossa vã filosofia”.
(William Shakespeare)
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🔴 A imprensa e a manifestação
Luís Roberto Barroso ficou encantado com os, por assim dizer, poderes mediúnicos de João de Deus (me livre!); como advogado de um terrorista italiano, acreditou na inocência do seu cliente; com fôlego para ser enganado novamente, num congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), sentindo que estava sem ambiente por causa das vaias, ele sacou o brado retumbante: “Nós derrotamos o bolsonarismo”. A manifestação do dia 25 de fevereiro, convocada pelo Bolsonaro, mostrou que o ministro é ruim de prognósticos.
No geral, as emissoras e jornais tentaram esconder o evento, fingindo que futebol, criação de tartarugas e outras amenidades eram mais urgentes que o que ocorria (e ocorreu) na Avenida Paulista. No entanto, a velha imprensa deveria marcar o território enquanto possui equipamentos melhores, porque os canais de internet aproveitaram o vácuo e transmitiram praticamente sozinhos.
Mas o que mais me chamou a atenção, foi o comportamento da imprensa vendida e/ou militante. Impossibilitada de negar o óbvio, ela saiu de fininho, desqualificou a manifestação e os manifestantes ou fingiu demência. O jornal ‘O Globo’ quis fingir que não estava acontecendo nada e que não havia nada para ser visto, mas tudo foi tão gritante, que o jornal teve que escrever umas notinhas marotas.
Houve uns jornalistas que acharam legítima a ação truculenta (sem agressão física) de alguns torcedores da Gaviões da Fiel. As vítimas eram supostos bolsonaristas, mas a burrice e a cegueira partidária impediram os torcedores de raciocinar que havia são-paulinos, palmeirenses, corintianos, santistas etc.
Eu sou corintiano, mas desaprovo a covardia daqueles que se encorajam e agem em grupo (comportamento de manada). A relação saudável com um time de futebol é torcer, durante os 90 minutos, como se não houvesse outra coisa; porém, como o futebol é a coisa mais importante dentre as menos importantes, após a partida, é vida que segue. Entretanto, para quem agride por um time, acha que obteve uma vitória quando berra: é campeão. Só que não é uma conquista pessoal... Infelizmente, a aprovação jornalística estimula esses episódios.
Uma jornalista perguntou ao Lula, quais foram suas impressões sobre o 25/02, no entanto, ele não respondeu e fugiu. Faz sentido. O presidente já havia agido assim, quando disse não ter entendido uma portuguesa que fez uma pergunta embaraçosa. Normal, melhor Lula calado, quando ruge, algo que não pertence a este mundo se manifesta.
A imprensa internacional, apesar das limitações geográficas, fez uma cobertura mais honesta. Até cansei de percorrer o que foi publicado no exterior. A repercussão internacional foi muito importante para o mundo saber da nossa realidade, apesar de se esforçarem para esconder.
Fora isso, foram apenas insultos e distorções dos fatos, o que evidenciou que acusaram o golpe e expuseram a militância e o amadorismo da nossa imprensa que insiste em deixar a predileção política suplantar o profissionalismo.
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🔴 O descobrimento do Brasil
As tentativas de estragar a festa extrapolaram as raias da razoabilidade, chegando à insanidade. Tentativas: ameaça de intervenção de torcidas organizadas, judicialização das manifestações, um veículo invadindo o Palácio do Alvorada, a espera de uma chuva que viria como um balde d’água fria e a derradeira e tresloucada retenção de um jornalista português. O desespero petista para esconder a ditadura, bem como, evitar a exibição da popularidade oposicionista, só ajudou a hipertrofiar o evento.
Algum vilão atrapalhado teve a infeliz ideia de reter o jornalista português, Sérgio Tavares, no aeroporto internacional de São Paulo. Essa tentativa desesperada de “melar” a cobertura internacional se revelou um “tiro no pé”. A repercussão transformou o português num ”popstar”, adiantou e potencializou o objetivo. Pois, o jornalista europeu não poderia armar um roteiro tão perfeito para reportar o que está acontecendo aqui. O que era para passar despercebido tornou-se um incidente diplomático, e a PF (Polícia Federal) involuntariamente fez uma reparação histórica: presenteou Portugal com uma enorme piada de brasileiro.
O jornalista português pôde experimentar o que muitos brasileiros estão acostumados; ele foi tachado de blogueiro, bolsonarista e extrema-direita. Esses rótulos carimbam as pessoas que devem ser desqualificadas, portanto, o que dizem e o que mostram não pode ser levado a sério. Esta técnica covarde, chamada de “argumentum ad hominem”, encerra qualquer debate. Exemplo: Alguém que não concorda com a vacina COVID-19, de início é estigmatizado como “negacionista”.
Prontamente, com algum interesse monetário ou político, algumas personalidades populares, acusando o golpe, invadiram as redes sociais. Essas almas podres xingaram pessoas que eram tão normais como quaisquer parentes ou amigos que não sofrem de cegueira ideológica. Para alguns, pode parecer estranho indivíduos — sem a fantasia (boné, camiseta e bandeira) ideológica, que não representam sindicatos, associações classistas ou partidos — aceitarem comparecer sem a promessa de mortadela, busão fretado e cachê.
A imprensa comprada, como de costume, foi uma vergonha. Sem vergonha, o “dedurismo” das redações, numa jogada ensaiada com o governo federal, cobriu as manifestações apenas para “pegar algum escorregão” do Bolsonaro e bolsonaristas. Por dinheiro (o cala a boca pecuniário), militância, algo não descoberto ou tudo isso junto, a imprensa resolveu esconder os fatos. Portanto, é mais recomendável se informar na mesa de um bar ou com qualquer pessoa no supermercado, no ponto de ônibus ou na sua rua; enquanto um economista ou os especialistas da TV ou do jornal podem aliviar as notícias econômicas — porque se é amigo do ministro.
Ministros não podem ser fonte jornalística; no entanto, aqui, eles fazem uma tabelinha com os jornalistas (chamada de fonte) que, claro, atendem ao “toma lá, da cá” e obedecem aos interesses. Este exemplo escancara o conflito de interesses, bem como, a subserviência de jornalistas que têm compromissos inconfessáveis, não com a verdade. A relação, promíscua, entre veículos de comunicação, cidadãos com interesses escusos e governo fazem uma vítima: quem estava na Avenida Paulista.
A quantidade de presentes ao ato variou de acordo com a narrativa: 180.000, 500.000 ou 750.000 pessoas. A mais honesta das avaliações disse que a “Paulista” estava lotada. Para quem viu a Avenida Paulista lotada de pontos amarelos, cada pessoa significa um número; entretanto, daqui a uns 50 anos, filhos, netos e sobrinhos herdarão um país livre, conquistado pelos seus ascendentes.
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🔴 Um maluco solto na África
Lula age como alguém que sai falando e cometendo besteiras, só que em dimensão global. A imprensa amiga trata o presidente como uma criança que está em processo de formação, fazendo uma alquimia criativa que transforma absurdos em gafes, ofensas em deslizes e ódio em equívoco. Frase descuidada, fala indevida, comparação infeliz, exagero e erro; enfim, muitos eufemismos. Entretanto, ele é um senhor com 78 anos de idade.
O “maluco solto na África” (o título de comédia dos anos 80 é autoexplicativo) envergonhou o Brasil e, pior, as bobagens antissemitas que falou tornam o nosso país um possível inimigo tipo-exportação. Como disse Benjamin Netanyahu: “Ele deveria ter vergonha de si mesmo”. Parabéns, porque ele disse o que a nossa imprensa “passapanista” não tem coragem de dizer. No entanto, desconfio, até a GloboNews e a Folha de São Paulo não tiveram como edulcorar (“passar um pano”) a viagem do ex-presidiário. Ilusão: a imprensa vendida foi irrigada com dinheiro suficiente para abrir mão de credibilidade e da audiência.
O velho método de adjetivar adversários como “nazistas” não colou no exterior, porque a leitura, o conhecimento histórico e a proximidade com os efeitos da 2ª Guerra fizeram com que recebessem as besteiras que o Lula diz como elas realmente são: bravatas.
O presidente do Brasil comparou a ação de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto. Israel declarou Lula “persona non grata”. Ainda bem que foi só o Lula, porque a maioria dos brasileiros não concorda com esse senhor.
O egresso do sistema carcerário mais famoso do Brasil, de maneira quixotesca, insiste que corre o mundo limpando a imagem do Brasil. Mas todos estão vendo, juntamente com ele, o País está se tornando um pária internacional.
Ele não prescinde de remédios, o problema dele é falha de caráter (que é congênita) e senilidade (que tende a se agravar). Sua fala é uma agressão na forma e conteúdo, a linguagem silenciosa (postura corporal, movimentação e expressões) é um desacato (uma convocação para uma guerra fratricida), bem como, as microexpressões revelam as mentiras.
O sindicalista-mor é o malandro que voltou para enganar novas vítimas. Eu acredito que é aceitável pessoas que ainda não conhecem esse canalha e caiam na sua lábia, porém, é inacreditável que um marmanjo insista em apostar na honestidade dessa alma irrecuperável. Só há comparação com quem insiste, achando que ficará rico, numa pirâmide financeira.
Lula tem razão quando planta uma oliveira e deseja colher uvas, pois ele plantou vento e irá colher tempestade.
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🔴 Um país carnavalizado
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto) compôs o ‘Samba do Crioulo Doido’ em 1966. Um dos motivos da composição do “Samba” foi satirizar a obrigatoriedade de exaltar fatos históricos. Os sambas-enredo são, atualmente, satirizados porque tacitamente seguem uma fórmula que tem que conter palavras como: brilho, fantasia, navegou, libertou, apogeu, e outras abstrações que não significam nada. Sendo assim, qualquer biquíni com umas penas grudadas, na cabeça de um carnavalesco, pode representar uma crítica ao poder repressor ou a exaltação ao deus justo que libertou o povo altivo quando o céu resplandeceu e raiou a liberdade que fez vislumbrar um futuro alvissareiro e com galhardia...
Pois bem, essa festa pode ser enxergada e noticiada pelos acontecimentos positivos ou negativos, de acordo com os interesses ou a realidade. E com a predominância de fatos altamente negativos, no Carnaval, onde teoricamente tudo é permitido, passa despercebido, sambando e andando: malandro e trabalhador e bandido com político. Enquanto isso, “coisas acontecem”.
Durante o Carnaval, o presidente viajou à terra natal do mosquito Aedes Aegypti; uma... cantora... que exaltou marginais pediu ajuda à polícia após ter um colar de R$ 100 mil furtado; um presídio de segurança máxima “teve uma saidinha de Carnaval” e “facilitou” a fuga de 2 presos, que agora serão chamados de soltos; a escola de samba Vai-Vai deu uma aula de “bandidolatria”, fantasiando uma ala com policiais/diabos; criminosos e políticos desfilaram juntos e misturados (se é que você me entende); Daniela Mercury xingou muito; e, no ponto alto desse Carnaval, Baby do Brasil “exorcizou” Ivete Sangalo.
Joãosinho Trinta eternizou a frase “Quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta de luxo”. A frase é correta, mas faltam umas atribuições que a “elite”, preconceituosamente, tenta jogar para os pobres: a desonestidade, a criminalidade e a idolatria a bandidos (“bandidolatria”).
Favela, para quem está na Vila Madalena e Leblon, é “imersão cultural” com vista para o mar, para o favelado é moradia precária, risco de deslizamento e falta de saneamento e outros serviços públicos; bem como, para uns, usar uma roupa que tenha origem numa etnia diferente da sua é apropriação cultural, para outros, é usar o que tiver. Definitivamente, a arquibancada está muito distante da passarela e o trio elétrico, do chão.
Esse é o novo ‘Samba do Crioulo Doido’ ou, num tempo politicamente correto, “samba do afrodescendente com problema psiquiátrico”.
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🔴 Caiu a ficha?
Uma notícia mal difundida me induziu ao erro. Ao ver que, nesse Carnaval, haveria a distribuição do celular do ladrão, logo concluí que haviam institucionalizado o roubo e furto do telefone móvel.
Lula já falou em “humanizar” o crime e justificou o roubo de celular (“para tomar uma cervejinha”); uma filósofa petista confessou que é a favor do roubo; e Flávio Dino já demonstrou muita iniciativa para implantar uma política de desencarceramento.
Como franquear o telefone, apesar de desastroso, era mais fácil, achei que havia chegado o momento que eu temia: premiar essa categoria do lumpemproletariado com o plano de governo ‘Bolsa Celular’. A “bandidolatria”, num plano de governo oculto, fez com que a ideia do tal celular do ladrão não fosse atribuída a uma realidade fantástica.
Entretanto, não era isso. Uma cervejaria resolveu explorar uma mazela do Carnaval e entrou nos blocos fazendo barulho. A estratégia de marketing serviu de crítica enquanto divulgará, involuntariamente, a marca. No fim, vi que a ideia da ação promocional da cerveja é sensacional! O aparelho foi fabricado para ser, igual a cerveja, tomado. Além de o celular vir com a logomarca da bebida, essa “novidade” carregou e carregará a marca por jornais, revistas, telejornais e internet. Deverá divulgar a cerveja na mão de foliões e, se tudo correr normalmente, na mão da bandidagem.
A peça, que tem tudo para virar um valioso item de colecionador, é publicitariamente chamada de ‘Brahma Phone’, mas a turma da internet já consagrou seu apelido: ‘Celular do Ladrâo’.
Respondendo à pergunta óbvia: não é mais fácil deixar o aparelho em casa? A resposta é não. A aparente solução impossibilita o principal benefício, bem como, a mais necessária intenção de se aventurar a encarar a “via crucis” de se meter num bloquinho de Carnaval: tirar uma fotografia. Festivais de música também são assim: o importante é tirar uma “self” e ostentar uma camiseta com a estampa “Eu fui”. Ir em festival de música para ouvir música é coisa de tiozão.
Se fosse atitude da Pasta de Justiça e Segurança Pública, o “Celular do Ladrão” seria inócuo; no entanto, como é uma ação publicitária, é espetacular!