rafaeldasilva

rafaeldasilva

Perfil
24 145 Visualizações

🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Ler poema completo

Poemas

453

🔴 O humor mal-humorado

A bola estava quicando na cara do gol. Bolsonaro foi lá e chutou. Eu usei esta ridícula e previsível metáfora futebolística para lembrar da risível acusação de “importunar uma baleia”. Esperto, Bolsonaro inverteu a situação, transformando o que seria um depoimento à PF (Polícia Federal) de São Sebastião, cidade litorânea de São Paulo.




O evento bolsonarista lotou e, o principal motivo deste texto, contou com a presença de uma baleia inflável. Bolsonaro fez de um limão uma limonada. Mas quem levou a baleinha no evento, tenho certeza, causou risos e gargalhadas em quem viu a cena. Com essa simples e infalível brincadeira, o zombeteiro fez o que humoristas perderam a oportunidade de fazer: esfregar na cara das autoridades o quanto é ridículo “o caso da baleia importunada”.




De outro lado, quando o Lula perambula pelos palanques, parece um “stand-up comedy” do demônio. Há uma alteração total: assume uma postura arqueada, sua expressão fica franzida, o rosto avermelhado, a voz gutural e o conteúdo da fala é odioso. Vociferando e espumando ódio, ele gasta seu exíguo tempo maldizendo — do fundo da alma, com forças vindas das profundezas do submundo — seu adversário (inimigo?) político. Parece tratar-se mesmo de uma possessão demoníaca.




Lula, presidente que é, estranhamente não é alvo de comediantes, ainda que seja um manancial de humor involuntário. Os piadistas a favor estreitam muito o alvo humorístico quando excluem “essa ou aquela” categoria e, principalmente, o mandatário, que naturalmente seria a vítima principal por representar o poder.




Para piorar, medidas teratológicas, histórico de corrupção frenética, gastança irresponsável, apoio a ditadores e terroristas e incompetência grupal contam com um silêncio e o beneplácito medroso e condescendente dos bobos que obedecem essa corte. Talvez seja o medo de contrariar a “beautiful people” do humor; talvez seja só bajulação mesmo.




Infelizmente, estamos assistindo a um suicídio coletivo de uma geração de humoristas que parecia ser promissora. Enquanto isso, fica esse hiato de criatividade sucedendo Chico Anysio, Jô Soares etc.
41

🔴 Caiu a ficha?




Uma notícia mal difundida me induziu ao erro. Ao ver que, nesse Carnaval, haveria a distribuição do celular do ladrão, logo concluí que haviam institucionalizado o roubo e furto do telefone móvel.




Lula já falou em “humanizar” o crime e justificou o roubo de celular (“para tomar uma cervejinha”); uma filósofa petista confessou que é a favor do roubo; e Flávio Dino já demonstrou muita iniciativa para implantar uma política de desencarceramento. 




Como franquear o telefone, apesar de desastroso, era mais fácil, achei que havia chegado o momento que eu temia: premiar essa categoria do lumpemproletariado com o plano de governo ‘Bolsa Celular’. A “bandidolatria”, num plano de governo oculto, fez com que a ideia do tal celular do ladrão não fosse atribuída a uma realidade fantástica.




Entretanto, não era isso. Uma cervejaria resolveu explorar uma mazela do Carnaval e entrou nos blocos fazendo barulho. A estratégia de marketing serviu de crítica enquanto divulgará, involuntariamente, a marca. No fim, vi que a ideia da ação promocional da cerveja é sensacional! O aparelho foi fabricado para ser, igual a cerveja, tomado. Além de o celular vir com a logomarca da bebida, essa “novidade” carregou e carregará a marca por jornais, revistas, telejornais e internet. Deverá divulgar a cerveja na mão de foliões e, se tudo correr normalmente, na mão da bandidagem.




A peça, que tem tudo para virar um valioso item de colecionador, é publicitariamente chamada de ‘Brahma Phone’, mas a turma da internet já consagrou seu apelido: ‘Celular do Ladrâo’. 




Respondendo à pergunta óbvia: não é mais fácil deixar o aparelho em casa? A resposta é não. A aparente solução impossibilita o principal benefício, bem como, a mais necessária intenção de se aventurar a encarar a “via crucis” de se meter num bloquinho de Carnaval: tirar uma fotografia. Festivais de música também são assim: o importante é tirar uma “self” e ostentar  uma camiseta com a estampa “Eu fui”. Ir em festival de música para ouvir música é coisa de tiozão.




Se fosse atitude da Pasta de Justiça e Segurança Pública, o “Celular do Ladrão” seria inócuo; no entanto, como é uma ação publicitária, é espetacular!
64

🔴 Um frango de paletó

O jornalista da GloboNews, Valdo Cruz, nos presenteou com um momento “vergonha alheia” que ficará marcado por vários carnavais. Ainda não sei se devo agradecê-lo por me fazer gargalhar ou amaldiçoá-lo por fazer algo tão desprezível.




O profissional surgiu no estúdio fantasiado e dançando um frevo. De início, aquilo foi tão horrível que eu custei a acreditar que aquela cena estava acontecendo; mas, logo depois, achei tudo aquilo triste, esteticamente estereotipado, de humor forçado e desnecessário. Valdo Cruz é sem graça — ele já deveria saber disso ou algum amigo deveria ter avisado —, por isso, a, digamos, entrada humorística saiu nada autêntica.




A GloboNews vem querendo implantar um bate-papo mais espontâneo, humanizado e  informal. No entanto, o resultado do conjunto é a militância política, as gargalhadas ao noticiar acontecimentos ruins aos adversários (como quem diz “se deu mal”), os esforços edulcorantes de “passar um pano” para o governo federal e a iníqua manipulação a fim de realizar uma engenharia social ao seu gosto. 




Isso tudo escancara a tresloucada atitude da emissora imitar a internet (sua concorrência). A GloboNews pode até fingir que nem se preocupa com o fantasma da internet, dizendo que seu concorrente é outro canal de notícias; entretanto, talvez o maior erro seja não reconhecer quem é o seu maior inimigo e sua força.




Os debatedores e apresentadores, querendo ser mais importantes que a notícia, é fatal, além da perda de credibilidade, porque o fato é tratado como algo menor. Esse tipo de jornalismo que a GloboNews tem “cometido” prescinde de carisma, portanto, a transmissão ganha conteúdos dramáticos e espanta e causa uma desconexão com a audiência, como no episódio protagonizado pelo corajoso Valdo Cruz. Uma das causas disso é uma bolha, na qual jornalistas frequentam as mesmas festas, encontram as mesmas pessoas, todos concordam e elogiam todos e, lógico, ninguém critica ninguém.




Valdo Cruz pertence àquela nova categoria profissional: o jornalista trans — que se sente jornalista, mas é militante (extrema-esquerda militante de redação). Ou, os que mesmo prejudicando a carreira, mentem a favor do Lula: os “jornalulistas”. Mas há uma categoria vergonhosa, que qualquer pessoa se esforçaria para não manifestá-la: os “jornazistas”. O neologismo é bem apropriado para ilustrar aquele sujeito que não consegue segurar a manifestação que entra em erupção, expondo tudo o que era mantido escondido no porão de sua alma: daí surge um desejo intrínseco de assassinato, decapitação, agressões e outras maneiras de demonstrar ódio a Bolsonaro.




No seu esforço para parecer engraçado, Valdo Cruz conseguiu, no máximo, imitar um frango de paletó. E, acredite, isso é o melhor que ele pode fazer.










⚫️ Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem

       (Santo Agostinho)







Texto com vídeo no blog:

Gazeta Explosiva
95

🔴 Diga aonde você vai, que eu vou varrendo — 2




“Passar o pano” é uma gíria que significa irrelevar, abrandar, usar eufemismos ou, usando outra gíria, “pegar leve”. É isso o que a “GloboNews’ faz: ela passa o pano para o Lula.




Não pode ser só a derrama de dinheiro, é possível que haja uma “receita secreta”, um “segredo industrial” para arrebatar tantos jornalistas ao caminho da servidão para atraí-los ao suicídio profissional voluntário.




As diretrizes do PT (Partido dos Trabalhadores) já não param naquele militante mais exaltado e inepto, alcançam as redações e invadem mentes e corações de telespectadores mais, digamos, distraídos.




Tem sido assim com o que outrora era facilmente identificado como absurdo. Foi o que aconteceu quando Lula esteve na fábrica da ‘Volkswagen’. Sentindo-se à vontade, com uma plateia amestrada, Lula barbarizou uma garota. Não penso que ele cometeu um crime; inconveniente, o barbudo só foi grosseiro.




Os mesmos jornalistas, que execravam Bolsonaro por comportamentos menos preconceituosos que este, edulcoraram a atuação, “passaram um pano” pro “chefe”. Na GloboNews, pudemos assistir a uma reação, como de costume, vassala. “Gracinha” e “inoportuna” foram algumas palavras usadas para minimizar a “performance”. Eu chamo de “performance” porque o cara desfilou naquele palco como se estivesse num palanque e sabendo que jamais correria o risco de enfrentar o povo. Mas ele exagerou e usou palavreado e argumentos no “modo boteco”. 




É estranha a reação, Lula sempre foi assim! Senil, embriagado ou grosseiro, o petista estava em “casa”: como nos velhos tempos (quando ele conseguia fingir que era pobre), entre patrões e empregados da ‘Volkswagen’.




Ouvi insinuações de que ele estivesse embriagado, entretanto, eu não compartilho a hipótese. Apesar do aspecto, ainda acredito que ele é apenas grosseiro e inconveniente. Mas é esperto e tem parte da imprensa, que funciona como assessoria, na mão.










⬛️ Texto com vídeo no blog:

Gazeta Explosiva
85

🔴 Tarcísio, volta pro PT




A comemoração dos 132 anos do Porto de Santos contou com a presença do presidente Lula e do governador de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas.




Lula veio marcar território no estado de São Paulo com o slogan populista e estatista “O Porto de Santos é do Brasil”. É claro, ele tinha a vontade de dizer “O Porto de Santos e do PT”, que já é a maneira como o partido se apropriou e administra esse porto.




Enquanto o presidente discursava, algum petista gritou: “Tarcísio, volta pro PT”. Pronto! É assim que se elimina um possível fortíssimo candidato a presidente da República da oposição. Facada envolve imprensa, advogados, polícia e custa muito caro. Além disso, o tiro (facada) pode sair pela culatra e eleger um genocida, um nazista, sei lá, um importunador de baleias. 




Voltando para a cerimônia de destruição do apoio ao Tarcísio. Lula riu. Tarcísio deu um riso envergonhado, O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, gargalhou. Eu achei graça, mas logo saquei o que estava acontecendo. 




Lula, que discursou e passeou no que virou seu comício, assumindo o protagonismo, com desenvoltura, esperto, engatou um discurso, praticamente dizendo: o Tarcísio saiu do meu ventre. Enquanto isso, aquele petista da plateia continuava o processo de catequização do governador que pareceu convertido, contra a vontade, ao partido sindicalista.




Impossibilitados de criticar o governador bolsonarista, os petistas, sempre bons de estratégia destrutiva, lançaram mão da tática do: “Há um alguém na multidão”. Lula, como de costume, fingiu que não sabia.




É um erro de avaliação achar que o PT é o beneficiário dessas oportunidades sem querer. É inocência pensar que o partido de inspiração, raízes, contatos e métodos socialistas não planeja como atingir os fins, que justificam quaisquer meios. Uma ideologia que já dividiu o mundo e ainda domina alguns países nunca pode ser subestimada.




Tarcísio caiu na arapuca. Metaforicamente, ele era a presa que foi atraída até o predador, que injetou seu veneno mortal. A esperança é que a manobra portuária tenha sido tão grandiosamente evidente, que o tiro saia pela culatra, novamente.
93

🔴 O podre do padre




O padre José Eduardo de Oliveira e Silva sofreu busca e apreensão pela PF (Polícia Federal). Diferentemente do que possa parecer, a ação não aconteceu para dar legitimidade à operação, chamada “Tempus Veritatis” (latim); a suspeita é que ele faça parte de um suposto núcleo jurídico do “Golpe do Algodão-doce” (8/1).




Como um quebra-cabeça da autocracia, essa junção bizarra de provas, que serve de instrumento para comporem algo que justifique a narrativa do golpe e dos terroristas, está permitindo buscas e apreensões arbitrárias. 




A temporada de pesca probatória (fishing expedition) está aberta, mas a “bala de prata” ainda não foi achada. Por enquanto, só foram “pescados”: titias, titios, vovós e vovôs com bíblias, vendedores ambulantes, gente à procura de um prato de comida e um padre. Dizem, mas não há confirmação, crianças e animais de estimação também. Fora alguns “terroristas”, que apresentavam um potencial para destruir uma vidraça, os mais dispostos a ameaçar o estado democrático de direito ostentavam acessórios, disfarces, vestimentas e “modus operandi” que levantam, até hoje, fortes suspeitas de que havia muitos infiltrados.




Pois é, quiseram capturar perigosos terroristas, no entanto, encontraram um convescote da terceira idade. Mas a realidade não poderia contradizer aquela narrativa montada, portanto, prenda-se. Como numa pesca de arrasto, quando, revolvendo o solo marinho, vem muita fauna acompanhante (frutos do mar sem valor mercadológico). Voltando para o 8 de Janeiro, a Justiça apanhou tudo o que não corroborava com aquela narrativa dos terroristas. 




Enquanto isso, “Padre” Júlio Lancelotti (LanceLOST), o “padre” que fazia com a mão direita o que a esquerda não poderia saber, está encrencado com muitas acusações de pedofilia. Antes disso, com uma simples citação do seu nome para depor numa CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), surgiu uma curiosa e engajada ideologicamente (à esquerda) rede de proteção das profundezas dos segredos mais recônditos.




O ápice da desmoralização é investigar um padre. Não que um padre simbolize uma conduta ilibada, taí o “padre” Júlio Lancellotti. Mas este é estranhamente intocável, protegido por forças supremas.
94

🔴 Leve-me ao seu líder




Carlos Jordy é o líder da oposição na Câmara Federal. Acharam uma mensagem no seu celular chamando-o de “meu líder”. Pronto. A “fishing expedition” (pesca probatória) rendeu frutos, encontrou o “crime” que tanto procurava. Essa estratégia inverte a lógica jurídica, ou seja, escolheu alguém para atribuir algum crime.




Seguindo essa lógica, qualquer baiano que saúda com um simpático “meu rei” corre o risco de ser algemado, no mínimo, levanta suspeitas. Ora, o cumprimento nunca deu direito a um trono nem coroa a ninguém, muito menos cedeu poderes vitalícios ou garantiu o direito à sucessão hereditária. Simplesmente, a saudação baiana é um jeito calmo de trocar uma fita do Senhor do Bonfim, uma fotografia com uma típica baiana ou qualquer suvenir soteropolitano. Enfim, não é um “beija-mão” entre súdito e soberano.




É bom os garçons começarem a moderar o vocabulário. Na música ‘Saideira’, o grupo ‘Skank’ cita alguns vocativos usados por garçons ao atender os “cervejólatras”: comandante, amigão, chefia, capitão, tio, brother, camarada. Historicamente, jamais alguma dessas abordagens se referiu a algum grau de hierarquia, parentesco ou amizade. Simplesmente, é um modo consolidado para os atendentes “quebrarem o gelo”.




Em jogos de futebol é comum vários torcedores mais exaltados soltarem um “esse juiz vai morrê”. Ninguém vai interpretar esse claro exagero como uma ameaça de morte. Confesso: com uns 12 anos, devo ter desejado a morte de algum árbitro que não deu um pênalti ou uma falta pro meu Corinthians. No entanto, quando a partida acabava, eu me conformava, até esquecia do erro, e achava justo que aquele homem de preto continuasse vivendo.




Pois bem, muito cuidado, a mais alta corte brasileira está interpretando conversas de boteco, trocas de mensagens no grupo da família e palavras hiperbólicas como “provas” de crime. Parece uma distopia daquele cinzento Leste da Europa dos anos 80, mas é a realidade do “democrático” “País Tropical” de 2024.







⚫️ “Mostre-me o homem, e eu lhe mostrarei o crime”

(Laurentti Beria)
57

🔴 “Jornalixo”




É comum o jornalismo aderir a um governo ditador e centralizador. Entretanto, estamos assistindo a uma imprensa que, diante do que vemos, finge normalidade. Essa crise de credibilidade reflete na audiência; o contraste entre a tecnologia e a notícia enviesada gera revolta. A Rede Globo, que era uma referência de excelência, é o principal alvo das críticas: “Globolixo”.




O amadorismo, a falta de seriedade e a molecagem com que a ‘GloboNews’ vem abordando temas sérios corrobora o trocadilho que virou o principal xingamento da emissora e o símbolo do péssimo jornalismo praticado. A vítima direta dessa revolta popular é a linha de frente, ou seja, os cinegrafistas, repórteres e outros funcionários de rua.




O que estão fazendo com a ‘GloboNews’ traz sinceras dúvidas se há um comando ou se estão tentando sabotar a TV a cabo. A hipótese mais plausível é que a farta irrigação de dinheiro público para o canal iniciou uma disputa ensandecida para despontar como o empregado mais aplicado e envolvido com a causa petista ou, fazendo uma caricatura, o “funcionário do mês”. Outra teoria, embora no “campo varzeano”, é a “briga de rua” (a 5ª série) que o jornalismo profissional entrou. Com anos de experiência, os jornalistas profissionais não souberam lidar com a concorrência da internet e se rebaixaram a  blogueiros militantes e amadores.




Alguns anos de observação já são suficientes para saber que a “guerra TV x WEB” será vencida pela WEB, cedo ou tarde. Apesar da comovente luta pela sobrevivência, o antigo jornalismo está sendo passado para trás, mesmo tachando toda informação que vem de fora da “bolha” como “fake news”. A maneira da “velha imprensa” se diferenciar da velocidade da “nova imprensa” seria a boa qualidade, no entanto, ela se rebaixou a um site de fofocas, que publica notinhas irrelevantes, ou um militante virulento, que “acha feio o que não é espelho”.




As risadinhas que os apresentadores e debatedores da ‘GloboNews’ forçaram hoje, tenho certeza, só estão sendo guardadas para virarem meme amanhã.







💥 Texto com vídeo no blog:

Gazeta Explosiva
74

🔴 Permaneçam como estão




Lula já lamentou quando os pobres prosperam, porque deixam de votar no PT (Partido dos Trabalhadores). Faz sentido. Rende votos a propaganda de “mãe dos pobres”. Resumo: quanto mais pobres, mais poder para quem explora a pobreza.




As ONGs (Organização Não-governamental) fingem defender a Floresta Amazônica, os indígenas e o que der para parasitar. Essas organizações, que dependem de verbas governamentais, vivem do rótulo de “defensoras de qualquer coisa” e fazem de um meio de vida causas de apelo mundial e midiático. O “ongueiro” não permite que a causa (que é sua razão de vida) seja resolvida.




Em São Paulo, algumas figuras conhecidas, não por coincidência, ligadas ao PT, transformaram a rua numa opção de moradia e o uso de drogas numa opção de lazer. Transformando dramas familiares em ganha-pão, exploradores de tragédias tratam a falta de moradia como direito e a Cracolândia como parque de diversões. Novamente, se ambos os problemas forem resolvidos, acaba o ganha-pão.




Guilherme Boulos tentará diversificar os negócios: tornando-se prefeito de São Paulo, poderá influenciar o seu grupo (os sem-teto) nas duas pontas. Ou seja, em vez de estimular a multidão a invadir, ele irá convidar a entrar. 




Sempre é bom lembrar: a alta classe média herda um verniz de justiça social e rebeldia proletária ao votar em Boulos. Esse comportamento é um pouco reflexo de uma culpa produzida por viver num país tão desigual. Por viver em bairros incólumes e distantes da ação do invasor de residências, essa classe social não sucumbe a péssimos prefeitos.




Padre Júlio Lancellotti (conhecido por mim como “LanceLOST”) sofreu ameaça de ser investigado pela Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). Com essa possibilidade, uma rede de proteção foi acionada para impedir a investigação. Essa verdadeira força-tarefa já dispara o alerta de que é preciso uma devassa. Mas por que um padre seria investigado por políticos? Por estimular a continuidade de duas mazelas urbanas: a Cracolândia e os moradores de rua. 




Como resolver esses problemas, se querem que eles permaneçam como estão?



88

🔵 SP 470 — Edifício Itália




De longe, avistei o próximo “alvo”: Circolo Italiano (Edifício Itália). Não era o mais alto de São Paulo, mas era bem imponente, icônico e com uma vista, digamos, geométrica. Para quem não se contentava apenas com a paisagem urbana, tinha a Serra da Cantareira cercando toda a Zona Norte. 




Como faltava coragem, técnica e cara de pau para subir o arranha-céu como o francês Alain Robert (escalando) e fôlego para vencer os 46 andares (pelas escadas), então, subi à cobertura pelo elevador. Quando as portas abriram, praticamente dentro do requintado restaurante, vi que não teria mais volta. 




Boné entortado, jaqueta jeans surrada e mochila nas costas denunciavam a presença de mais um fotógrafo naquela cobertura. O “maître” devia estar familiarizado com a presença de caçadores de imagens. Como se a indumentária  fosse submetida a uma rápida análise, eu esperaria ser barrado ou ignorado pelo segurança, garçom ou “maître”. Diferentemente das minhas expectativas, fui bem recebido, bem tratado e orientado.




Saquei a jurássica, embora excelente, máquina fotográfica e comecei a clicar as fotos mais retratadas do centro de São Paulo. Portando os negativos do icônico edifício da Avenida Ipiranga, como se estivesse fugindo, deixei o restaurante sem aproveitar a consumação.




*******




Em 2017, dois paraquedistas calmamente jantaram e beberam vinho ao som de um piano. Contrastando com o  requinte do restaurante refinado (Terraço Itália), a dupla saltou, num inédito “base-jump”. O velame entregou-os à Avenida Ipiranga sãos e salvos. 




******




Como falei, na minha saída, satisfeito com as imagens capturadas, abri mão do cardápio e saí com pressa. Fui, novamente, tratado com garbo e elegância, apesar do meu aspecto. Como o endereço ficou manjado, minha imagem provavelmente denunciaria a intenção de uma fuga radical (como os paraquedistas do “base-jump”). 




Atualmente, acredito que o meu tratamento seria bem diferente, pois, devido ao modo como me equipei, denunciava a possibilidade de me atirar do prédio de 165 metros. Daquele jeito, somente numa correria, no imediato instante da abertura das portas do elevador, eu conseguiria abandonar o restaurante triunfalmente.




Quando vejo o arranha-céu da Avenida Ipiranga, custo a acreditar que já escalaram e saltaram daquele lugar espetado no centro de São Paulo.
83

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.