O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
O padre José Eduardo de Oliveira e Silva sofreu busca e apreensão pela PF (Polícia Federal). Diferentemente do que possa parecer, a ação não aconteceu para dar legitimidade à operação, chamada “Tempus Veritatis” (latim); a suspeita é que ele faça parte de um suposto núcleo jurídico do “Golpe do Algodão-doce” (8/1).
Como um quebra-cabeça da autocracia, essa junção bizarra de provas, que serve de instrumento para comporem algo que justifique a narrativa do golpe e dos terroristas, está permitindo buscas e apreensões arbitrárias.
A temporada de pesca probatória (fishing expedition) está aberta, mas a “bala de prata” ainda não foi achada. Por enquanto, só foram “pescados”: titias, titios, vovós e vovôs com bíblias, vendedores ambulantes, gente à procura de um prato de comida e um padre. Dizem, mas não há confirmação, crianças e animais de estimação também. Fora alguns “terroristas”, que apresentavam um potencial para destruir uma vidraça, os mais dispostos a ameaçar o estado democrático de direito ostentavam acessórios, disfarces, vestimentas e “modus operandi” que levantam, até hoje, fortes suspeitas de que havia muitos infiltrados.
Pois é, quiseram capturar perigosos terroristas, no entanto, encontraram um convescote da terceira idade. Mas a realidade não poderia contradizer aquela narrativa montada, portanto, prenda-se. Como numa pesca de arrasto, quando, revolvendo o solo marinho, vem muita fauna acompanhante (frutos do mar sem valor mercadológico). Voltando para o 8 de Janeiro, a Justiça apanhou tudo o que não corroborava com aquela narrativa dos terroristas.
Enquanto isso, “Padre” Júlio Lancelotti (LanceLOST), o “padre” que fazia com a mão direita o que a esquerda não poderia saber, está encrencado com muitas acusações de pedofilia. Antes disso, com uma simples citação do seu nome para depor numa CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), surgiu uma curiosa e engajada ideologicamente (à esquerda) rede de proteção das profundezas dos segredos mais recônditos.
O ápice da desmoralização é investigar um padre. Não que um padre simbolize uma conduta ilibada, taí o “padre” Júlio Lancellotti. Mas este é estranhamente intocável, protegido por forças supremas.
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🔴 O humor mal-humorado
A bola estava quicando na cara do gol. Bolsonaro foi lá e chutou. Eu usei esta ridícula e previsível metáfora futebolística para lembrar da risível acusação de “importunar uma baleia”. Esperto, Bolsonaro inverteu a situação, transformando o que seria um depoimento à PF (Polícia Federal) de São Sebastião, cidade litorânea de São Paulo.
O evento bolsonarista lotou e, o principal motivo deste texto, contou com a presença de uma baleia inflável. Bolsonaro fez de um limão uma limonada. Mas quem levou a baleinha no evento, tenho certeza, causou risos e gargalhadas em quem viu a cena. Com essa simples e infalível brincadeira, o zombeteiro fez o que humoristas perderam a oportunidade de fazer: esfregar na cara das autoridades o quanto é ridículo “o caso da baleia importunada”.
De outro lado, quando o Lula perambula pelos palanques, parece um “stand-up comedy” do demônio. Há uma alteração total: assume uma postura arqueada, sua expressão fica franzida, o rosto avermelhado, a voz gutural e o conteúdo da fala é odioso. Vociferando e espumando ódio, ele gasta seu exíguo tempo maldizendo — do fundo da alma, com forças vindas das profundezas do submundo — seu adversário (inimigo?) político. Parece tratar-se mesmo de uma possessão demoníaca.
Lula, presidente que é, estranhamente não é alvo de comediantes, ainda que seja um manancial de humor involuntário. Os piadistas a favor estreitam muito o alvo humorístico quando excluem “essa ou aquela” categoria e, principalmente, o mandatário, que naturalmente seria a vítima principal por representar o poder.
Para piorar, medidas teratológicas, histórico de corrupção frenética, gastança irresponsável, apoio a ditadores e terroristas e incompetência grupal contam com um silêncio e o beneplácito medroso e condescendente dos bobos que obedecem essa corte. Talvez seja o medo de contrariar a “beautiful people” do humor; talvez seja só bajulação mesmo.
Infelizmente, estamos assistindo a um suicídio coletivo de uma geração de humoristas que parecia ser promissora. Enquanto isso, fica esse hiato de criatividade sucedendo Chico Anysio, Jô Soares etc.
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🔴 Um frango de paletó
O jornalista da GloboNews, Valdo Cruz, nos presenteou com um momento “vergonha alheia” que ficará marcado por vários carnavais. Ainda não sei se devo agradecê-lo por me fazer gargalhar ou amaldiçoá-lo por fazer algo tão desprezível.
O profissional surgiu no estúdio fantasiado e dançando um frevo. De início, aquilo foi tão horrível que eu custei a acreditar que aquela cena estava acontecendo; mas, logo depois, achei tudo aquilo triste, esteticamente estereotipado, de humor forçado e desnecessário. Valdo Cruz é sem graça — ele já deveria saber disso ou algum amigo deveria ter avisado —, por isso, a, digamos, entrada humorística saiu nada autêntica.
A GloboNews vem querendo implantar um bate-papo mais espontâneo, humanizado e informal. No entanto, o resultado do conjunto é a militância política, as gargalhadas ao noticiar acontecimentos ruins aos adversários (como quem diz “se deu mal”), os esforços edulcorantes de “passar um pano” para o governo federal e a iníqua manipulação a fim de realizar uma engenharia social ao seu gosto.
Isso tudo escancara a tresloucada atitude da emissora imitar a internet (sua concorrência). A GloboNews pode até fingir que nem se preocupa com o fantasma da internet, dizendo que seu concorrente é outro canal de notícias; entretanto, talvez o maior erro seja não reconhecer quem é o seu maior inimigo e sua força.
Os debatedores e apresentadores, querendo ser mais importantes que a notícia, é fatal, além da perda de credibilidade, porque o fato é tratado como algo menor. Esse tipo de jornalismo que a GloboNews tem “cometido” prescinde de carisma, portanto, a transmissão ganha conteúdos dramáticos e espanta e causa uma desconexão com a audiência, como no episódio protagonizado pelo corajoso Valdo Cruz. Uma das causas disso é uma bolha, na qual jornalistas frequentam as mesmas festas, encontram as mesmas pessoas, todos concordam e elogiam todos e, lógico, ninguém critica ninguém.
Valdo Cruz pertence àquela nova categoria profissional: o jornalista trans — que se sente jornalista, mas é militante (extrema-esquerda militante de redação). Ou, os que mesmo prejudicando a carreira, mentem a favor do Lula: os “jornalulistas”. Mas há uma categoria vergonhosa, que qualquer pessoa se esforçaria para não manifestá-la: os “jornazistas”. O neologismo é bem apropriado para ilustrar aquele sujeito que não consegue segurar a manifestação que entra em erupção, expondo tudo o que era mantido escondido no porão de sua alma: daí surge um desejo intrínseco de assassinato, decapitação, agressões e outras maneiras de demonstrar ódio a Bolsonaro.
No seu esforço para parecer engraçado, Valdo Cruz conseguiu, no máximo, imitar um frango de paletó. E, acredite, isso é o melhor que ele pode fazer.
⚫️ Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me adulam, porque me corrompem
(Santo Agostinho)
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Gazeta Explosiva
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🔴 Tarcísio, volta pro PT
A comemoração dos 132 anos do Porto de Santos contou com a presença do presidente Lula e do governador de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas.
Lula veio marcar território no estado de São Paulo com o slogan populista e estatista “O Porto de Santos é do Brasil”. É claro, ele tinha a vontade de dizer “O Porto de Santos e do PT”, que já é a maneira como o partido se apropriou e administra esse porto.
Enquanto o presidente discursava, algum petista gritou: “Tarcísio, volta pro PT”. Pronto! É assim que se elimina um possível fortíssimo candidato a presidente da República da oposição. Facada envolve imprensa, advogados, polícia e custa muito caro. Além disso, o tiro (facada) pode sair pela culatra e eleger um genocida, um nazista, sei lá, um importunador de baleias.
Voltando para a cerimônia de destruição do apoio ao Tarcísio. Lula riu. Tarcísio deu um riso envergonhado, O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, gargalhou. Eu achei graça, mas logo saquei o que estava acontecendo.
Lula, que discursou e passeou no que virou seu comício, assumindo o protagonismo, com desenvoltura, esperto, engatou um discurso, praticamente dizendo: o Tarcísio saiu do meu ventre. Enquanto isso, aquele petista da plateia continuava o processo de catequização do governador que pareceu convertido, contra a vontade, ao partido sindicalista.
Impossibilitados de criticar o governador bolsonarista, os petistas, sempre bons de estratégia destrutiva, lançaram mão da tática do: “Há um alguém na multidão”. Lula, como de costume, fingiu que não sabia.
É um erro de avaliação achar que o PT é o beneficiário dessas oportunidades sem querer. É inocência pensar que o partido de inspiração, raízes, contatos e métodos socialistas não planeja como atingir os fins, que justificam quaisquer meios. Uma ideologia que já dividiu o mundo e ainda domina alguns países nunca pode ser subestimada.
Tarcísio caiu na arapuca. Metaforicamente, ele era a presa que foi atraída até o predador, que injetou seu veneno mortal. A esperança é que a manobra portuária tenha sido tão grandiosamente evidente, que o tiro saia pela culatra, novamente.
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🔴 Leve-me ao seu líder
Carlos Jordy é o líder da oposição na Câmara Federal. Acharam uma mensagem no seu celular chamando-o de “meu líder”. Pronto. A “fishing expedition” (pesca probatória) rendeu frutos, encontrou o “crime” que tanto procurava. Essa estratégia inverte a lógica jurídica, ou seja, escolheu alguém para atribuir algum crime.
Seguindo essa lógica, qualquer baiano que saúda com um simpático “meu rei” corre o risco de ser algemado, no mínimo, levanta suspeitas. Ora, o cumprimento nunca deu direito a um trono nem coroa a ninguém, muito menos cedeu poderes vitalícios ou garantiu o direito à sucessão hereditária. Simplesmente, a saudação baiana é um jeito calmo de trocar uma fita do Senhor do Bonfim, uma fotografia com uma típica baiana ou qualquer suvenir soteropolitano. Enfim, não é um “beija-mão” entre súdito e soberano.
É bom os garçons começarem a moderar o vocabulário. Na música ‘Saideira’, o grupo ‘Skank’ cita alguns vocativos usados por garçons ao atender os “cervejólatras”: comandante, amigão, chefia, capitão, tio, brother, camarada. Historicamente, jamais alguma dessas abordagens se referiu a algum grau de hierarquia, parentesco ou amizade. Simplesmente, é um modo consolidado para os atendentes “quebrarem o gelo”.
Em jogos de futebol é comum vários torcedores mais exaltados soltarem um “esse juiz vai morrê”. Ninguém vai interpretar esse claro exagero como uma ameaça de morte. Confesso: com uns 12 anos, devo ter desejado a morte de algum árbitro que não deu um pênalti ou uma falta pro meu Corinthians. No entanto, quando a partida acabava, eu me conformava, até esquecia do erro, e achava justo que aquele homem de preto continuasse vivendo.
Pois bem, muito cuidado, a mais alta corte brasileira está interpretando conversas de boteco, trocas de mensagens no grupo da família e palavras hiperbólicas como “provas” de crime. Parece uma distopia daquele cinzento Leste da Europa dos anos 80, mas é a realidade do “democrático” “País Tropical” de 2024.
⚫️ “Mostre-me o homem, e eu lhe mostrarei o crime”
(Laurentti Beria)
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🔴 Agora vai
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), encontrou a alternativa mais eficiente para ocultar o desastre que é a segurança pública em seu estado: proibir a pistola d’água.
Antes que pensem que isso é loucura ou, o mais provável, uma tremenda “cortina de fumaça”, foi informado que a atitude é para combater a misoginia e o machismo. Ufa! Quem for curtir o Carnaval baiano pode ficar mais tranquilo quanto a voltar gripado, embora não seja assegurada a vida ou a integridade física.
Na minha infância, eu ganhei um revólver a espoleta. Atualmente, devido à perfeição da réplica, eu seria neutralizado como portador de um simulacro de arma de fogo ou um assaltante de banco. Nos anos 80, tenho certeza, a pistolinha d’água seria considerada mais perigosa que o revólver com um pente cheio de pólvora, pois sempre teve o potencial de abrir as portas para o vírus da gripe.
O que até os anos 90 eram brinquedos, hoje, são levados a sério, encarados como solução para encobrir a incompetência de políticos. Além da arminha de água (problema de violência), a cidade de São Paulo está coalhada de barraquinhas de “camping”, que parecem ser a solução para a falta de moradia.
O governador baiano regulamentou a lei que proíbe o uso de pistolas de água e similares no Carnaval. Lendo isso, é plausível que eu encare a lei com alguma seriedade inexistente. A pomposidade com que a lei foi escrita carrega uma arrogância e superioridade própria de quem acha que quem lerá isso é inepto suficientemente para levar a lei a sério.
É necessário um trabalho imaginativo muito grande para aceitar a ideia de um policial apreendendo e recolhendo o armamento proibido de... uma criança. Já é mais fácil conceber a figura mental da cerimônia de incineração do material ilícito. Enfim, proibir a bazuquinha colorida mostra o grau de infantilização com que o mandatário petista trata a Segurança.
A notícia já nasceu como piada, mas, tentando abordar o assunto com alguma seriedade, é impossível não lembrar que a Bahia é um dos estados brasileiros com mais violência da bandidagem. Portanto, mesmo com a fiscalização restringindo-se às áreas “carnavalizadas” e visar ao combate ao machismo e à misoginia, não deixa de ser uma evidência de incompetência.
Loucura ou desonestidade, essa lei já nasceu para engrossar a estatística de que no Brasil existem leis que não pegam.
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🔴 “Jornalixo”
É comum o jornalismo aderir a um governo ditador e centralizador. Entretanto, estamos assistindo a uma imprensa que, diante do que vemos, finge normalidade. Essa crise de credibilidade reflete na audiência; o contraste entre a tecnologia e a notícia enviesada gera revolta. A Rede Globo, que era uma referência de excelência, é o principal alvo das críticas: “Globolixo”.
O amadorismo, a falta de seriedade e a molecagem com que a ‘GloboNews’ vem abordando temas sérios corrobora o trocadilho que virou o principal xingamento da emissora e o símbolo do péssimo jornalismo praticado. A vítima direta dessa revolta popular é a linha de frente, ou seja, os cinegrafistas, repórteres e outros funcionários de rua.
O que estão fazendo com a ‘GloboNews’ traz sinceras dúvidas se há um comando ou se estão tentando sabotar a TV a cabo. A hipótese mais plausível é que a farta irrigação de dinheiro público para o canal iniciou uma disputa ensandecida para despontar como o empregado mais aplicado e envolvido com a causa petista ou, fazendo uma caricatura, o “funcionário do mês”. Outra teoria, embora no “campo varzeano”, é a “briga de rua” (a 5ª série) que o jornalismo profissional entrou. Com anos de experiência, os jornalistas profissionais não souberam lidar com a concorrência da internet e se rebaixaram a blogueiros militantes e amadores.
Alguns anos de observação já são suficientes para saber que a “guerra TV x WEB” será vencida pela WEB, cedo ou tarde. Apesar da comovente luta pela sobrevivência, o antigo jornalismo está sendo passado para trás, mesmo tachando toda informação que vem de fora da “bolha” como “fake news”. A maneira da “velha imprensa” se diferenciar da velocidade da “nova imprensa” seria a boa qualidade, no entanto, ela se rebaixou a um site de fofocas, que publica notinhas irrelevantes, ou um militante virulento, que “acha feio o que não é espelho”.
As risadinhas que os apresentadores e debatedores da ‘GloboNews’ forçaram hoje, tenho certeza, só estão sendo guardadas para virarem meme amanhã.
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Gazeta Explosiva
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🔴 Diga aonde você vai, que eu vou varrendo — 2
“Passar o pano” é uma gíria que significa irrelevar, abrandar, usar eufemismos ou, usando outra gíria, “pegar leve”. É isso o que a “GloboNews’ faz: ela passa o pano para o Lula.
Não pode ser só a derrama de dinheiro, é possível que haja uma “receita secreta”, um “segredo industrial” para arrebatar tantos jornalistas ao caminho da servidão para atraí-los ao suicídio profissional voluntário.
As diretrizes do PT (Partido dos Trabalhadores) já não param naquele militante mais exaltado e inepto, alcançam as redações e invadem mentes e corações de telespectadores mais, digamos, distraídos.
Tem sido assim com o que outrora era facilmente identificado como absurdo. Foi o que aconteceu quando Lula esteve na fábrica da ‘Volkswagen’. Sentindo-se à vontade, com uma plateia amestrada, Lula barbarizou uma garota. Não penso que ele cometeu um crime; inconveniente, o barbudo só foi grosseiro.
Os mesmos jornalistas, que execravam Bolsonaro por comportamentos menos preconceituosos que este, edulcoraram a atuação, “passaram um pano” pro “chefe”. Na GloboNews, pudemos assistir a uma reação, como de costume, vassala. “Gracinha” e “inoportuna” foram algumas palavras usadas para minimizar a “performance”. Eu chamo de “performance” porque o cara desfilou naquele palco como se estivesse num palanque e sabendo que jamais correria o risco de enfrentar o povo. Mas ele exagerou e usou palavreado e argumentos no “modo boteco”.
É estranha a reação, Lula sempre foi assim! Senil, embriagado ou grosseiro, o petista estava em “casa”: como nos velhos tempos (quando ele conseguia fingir que era pobre), entre patrões e empregados da ‘Volkswagen’.
Ouvi insinuações de que ele estivesse embriagado, entretanto, eu não compartilho a hipótese. Apesar do aspecto, ainda acredito que ele é apenas grosseiro e inconveniente. Mas é esperto e tem parte da imprensa, que funciona como assessoria, na mão.
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Gazeta Explosiva
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🔴 Missão impossível
No afã de acabar com o bolsonarismo, Daniela Lima, a jornalista que é uma espécie de Luciana Gimenez da GloboNews, lendo falsidades (busca e apreensão na casa de Carlos Bolsonaro) no seu celular, tentou empregar uma agilidade na “informação”. Porém, como minha mãe dizia: “A pressa é inimiga da perfeição”. Então, a pressa, o entusiasmo e o tom de urgência da jornalista serviu de fonte para outros jornalistas preguiçosos, adversários desonestos e jornalistas/adversários. Como as “notícias” surgiram da torcida, fonte duvidosa e ausência de apuração, levou todos ao “naufrágio” jornalístico, por consequência, Daniela perdeu o restinho de credibilidade que ainda tinha.
A moça leu no celular a “notícia” com grande entusiasmo. É claro que o jeito original e nada confiável de dar uma informação revelou-se desastroso. No decorrer do dia, a “informação” foi arrefecendo até virar verdade. Dois desses “furos”, foram os seguintes: “Eles (pai e filho) deixaram o local de barco” e “A Polícia Federal apreendeu com o Carlos Bolsonaro um computador da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)”. Ou é mentira ou, ao contrário da Abin, faltou inteligência.
Ora, quem vê, lê ou ouve isso cria uma imagem mental de uma fuga no estilo ‘Missão Impossível’ e ‘007’. Sabendo da “compra” do viés político da Globo, é de se esperar aquela musiquinha do ‘Plantão Globo’. Esse prefixo sempre causou uma expectativa de que algo muito grave havia acontecido, como: um edifício em chamas. No entanto, o alerta foi tão banalizado, que meu primeiro impulso é achar que o carro da pamonha está passando em frente à minha casa.
No mesmo dia, mas principalmente no dia seguinte, “pedradas” e afagos choveram nas redes sociais. Contrariando o que parece, as mensagens críticas é que servem de estímulo para a Daniela Lima se tornar uma grande jornalista; enquanto os aparentes apoios são paralisantes e não alertam que a moça está no “caminho errado”. Desse jeito de hoje, ela pode até obedecer o governo e seu patrão, mas logo acabará tentando apresentar um “podcast”.
Tentaram tudo para acabar com o bolsonarismo: facada, avião, açaí da Val, mansão (casa), leite condensado, joias, Marielle, rachadinha, MEC, FAB, reunião, vacina, cartão da vacina, 08/01, baleia, Abin etc. Quem é o mentor intelectual da tentativa de assassinato pelo “menino maluquinho” Adélio Bispo? Ou melhor: Quem mandou matar Jair Bolsonaro? Já faz algum tempo, corre um meme no qual num desenho antigo do ‘Pica-pau’, uma bruxa tenta encontrar sua vassoura voadora. A brincadeira é com as várias e frustradas tentativas de incriminar Jair Bolsonaro. Cedo ou tarde, irão prendê-lo, entretanto, a única acusação irrefutável é que o Bolsonaro é bolsonarista.
No ‘Rockgol’, programa da MTV, o apresentador, Marco Bianchi, dizia que tinha informações de uma fonte de Águas de Lindoia. É claro que isso era uma piada. Mas a Daniela Lima torna possível um monumento que espirra água servir de fonte para o assunto do dia.
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🔵 SP 470 — Edifício Itália
De longe, avistei o próximo “alvo”: Circolo Italiano (Edifício Itália). Não era o mais alto de São Paulo, mas era bem imponente, icônico e com uma vista, digamos, geométrica. Para quem não se contentava apenas com a paisagem urbana, tinha a Serra da Cantareira cercando toda a Zona Norte.
Como faltava coragem, técnica e cara de pau para subir o arranha-céu como o francês Alain Robert (escalando) e fôlego para vencer os 46 andares (pelas escadas), então, subi à cobertura pelo elevador. Quando as portas abriram, praticamente dentro do requintado restaurante, vi que não teria mais volta.
Boné entortado, jaqueta jeans surrada e mochila nas costas denunciavam a presença de mais um fotógrafo naquela cobertura. O “maître” devia estar familiarizado com a presença de caçadores de imagens. Como se a indumentária fosse submetida a uma rápida análise, eu esperaria ser barrado ou ignorado pelo segurança, garçom ou “maître”. Diferentemente das minhas expectativas, fui bem recebido, bem tratado e orientado.
Saquei a jurássica, embora excelente, máquina fotográfica e comecei a clicar as fotos mais retratadas do centro de São Paulo. Portando os negativos do icônico edifício da Avenida Ipiranga, como se estivesse fugindo, deixei o restaurante sem aproveitar a consumação.
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Em 2017, dois paraquedistas calmamente jantaram e beberam vinho ao som de um piano. Contrastando com o requinte do restaurante refinado (Terraço Itália), a dupla saltou, num inédito “base-jump”. O velame entregou-os à Avenida Ipiranga sãos e salvos.
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Como falei, na minha saída, satisfeito com as imagens capturadas, abri mão do cardápio e saí com pressa. Fui, novamente, tratado com garbo e elegância, apesar do meu aspecto. Como o endereço ficou manjado, minha imagem provavelmente denunciaria a intenção de uma fuga radical (como os paraquedistas do “base-jump”).
Atualmente, acredito que o meu tratamento seria bem diferente, pois, devido ao modo como me equipei, denunciava a possibilidade de me atirar do prédio de 165 metros. Daquele jeito, somente numa correria, no imediato instante da abertura das portas do elevador, eu conseguiria abandonar o restaurante triunfalmente.
Quando vejo o arranha-céu da Avenida Ipiranga, custo a acreditar que já escalaram e saltaram daquele lugar espetado no centro de São Paulo.