rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 A frustrada “tentativa de planejamento”




A primeira semana desse ano já entrou para a história. Não, não é o caso Choquei/Mynd8, mas sim a revelação de Alexandre de Moraes de que queriam sequestrá-lo, enforcá-lo e pendurá-lo na Praça dos Três Poderes. Uau! A grave novidade caiu como uma “Cortina de Fumaça” sobre o “gabinete do ódio” petista com seus “blogueiros de crachá”.




Numa entrevista ao jornal governista ‘O Globo’, Alexandre de Moraes, depois de 1 ano, decidiu contar que havia uma “tentativa de planejamento” para enforcá-lo. O relato é tão pouco convincente, que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) não conseguiu transmitir alguma verossimilhança. A estórinha deixa várias pontas soltas, por se tratar de um roteiro cheio de clichês, mas muito mal desenvolvido. Em tempo: no final da denúncia, o ministro deixou escapar um sorriso, o que, com muita ironia ou inocência, me traz certo alívio.




O ministro contou um caso gravíssimo, mas, como não alinhou o sentimento e as expressões corporais à narrativa, ele demonstrou um desdém, como se casos como esse fossem corriqueiros em sua vida. Essa abordagem do tipo “eu não ligo” não combina com a atenção que o togado dedica às chamadas “fake news”. Se isso tudo for real, a vida do Alexandre merece livro, documentário e filme!




No futebol de meio de semana, após uma derrota, eu sempre saí de campo arrasado, diferentemente de Alexandre de Moraes contando os detalhes da “tentativa de planejamento” do seu enforcamento. Logo, não sei se eu sou dramático demais e superdimensiono os malefícios de uma derrota ou o ministro encara uma ameaça de morte como uma bobagem.




Fazendo os meus exercícios diários de “psicobol” e “filosopop”: o supremo ministro possui uma autovisão heroica demais, que até sua morte teria que ser simbólica, grandiosa e histórica como a de Tiradentes, Lampião ou Mussolini. Esse hedonismo só pode ser aplacado com ajuda médica ou uma conversa amiga.




Enfim, se o ministro disse uma inverdade (mais conhecida como mentira), minha mãe logo descobriria olhando nos olhos (experiência própria), ou se interpretou um bate-papo entre amigos como uma ameaça, isso é tão delirante quanto dizer que terroristas tentaram, num ato golpista, atacar a democracia. Possivelmente, o psicanalista e cientista comportamental Ricardo Ventura, se vir o vídeo, terá um manancial para interpretar as microexpressões do Alexandre de Moraes.




Ou o caso é muito grave, portanto, merece uma abordagem menos despojada, ou é uma “Cortina de Fumaça” comparável com aquela volátil denúncia de “agressão” do aeroporto de Roma.



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🔵 Serviço obrigatório

Não bastasse o serviço militar obrigatório, eu teria que pagar pelo corte de cabelo. Muitos soldados que entraram no salão do quartel saíram sem a antiga personalidade. Aliás, igual a uma penitenciária, essa é uma das primeiras táticas de enquadramento e colocação na nova realidade. Um método de institucionalização.




Não era justo assistir aos cabelos, caspa, piolhos e seborreia dando adeus, acompanhados de minhas raras e amassadas notas. Além disso, eram varridos para o lixo, juventude, sonhos, rock and roll, viagens, lembranças etc.




Entretanto, ali não havia espaço para sentimentalismo bobo nem apego com uma adolescência irresponsável, sem contas para pagar e saudades do cabelo comprido; eram tempos de mosquetão, projéteis e farda. Ah, e de 15 em 15 dias rapelar a cabeça. Lógico, mesmo que o serviço fosse mal feito, era preciso pagar por isso.




No centro da cidade, ponto de ônibus, chamou a nossa atenção o movimento naquele imóvel comercial. Curioso foi que as pessoas entravam com cabelo e saíam com as madeixas curtas, muito curtas ou raspadas. Parecia óbvio, tudo o que precisávamos era de um ambiente adequado para executar o que seria obrigatório. Mas não no espacinho caro e insalubre do quartel. 




Foi com desconfiança e certa timidez que fomos apresentados à escola de cabeleireiros. No começo, foi uma mistura de sensações: o constrangimento por ser um ambiente aparentemente feminino, mas com a recepção de uma bem vinda exceção.




A novidade se tornou a alternativa e a sensação dos militares. O novo endereço era a local obrigatório para honrar o dever nacional. Nossa fiel frequência tornou a ida ao lugar um evento esperado com alguma ansiedade, ou seja, o crescimento da pelagem era praticamente uma contagem regressiva visível para servir de modelo para as alunas. Era realmente empolgante o frisson que aquele “batalhão” causava na escola de cabeleireiros, bem como o cenário da  fileira de soldados esperando o início da aula.




Tudo começou com o temor da submissão como cobaias, mas terminou com a economia de dinheiro e a formatura de soldados, cabos e cabeleireiras.


















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🔵 Última chamada

A figura ameaçadora, que aparecia revelando a temerária sombra, vinha atravessando a rua, com os dentes trincados e os olhos esbugalhados (saltando para fora das órbitas). De repente, quando eu já estava calculando a rota de fuga, reconheci o cara esquálido que implorava por algumas moedas para ir a Santo André. Nesse momento, eu já havia decifrado a metáfora que significava a cidade da região metropolitana de São Paulo. 




O que começou como medo, terminou como dó. Para mim, bastavam alguns minutos para me livrar do indivíduo artificialmente eufórico; enquanto ele, tudo levava a crer, teria muita dificuldade para eliminar “Santo André” de seu roteiro.




Outra noite, já era tarde, novamente vinha o sujeito que, tentei adivinhar, precisava embarcar urgentemente para Santo André, na Grande São Paulo. O “noia” do bairro insistia na mentira, enquanto eu, já tratando ele pelo apelido, tentava me livrar do financiamento daquele abismo pessoal. Sempre conseguia me esquivar, mas percebi que aquilo não teria fim.




Novamente, lá vinha ele! Como quem respeitava uma pontualidade britânica ou via um “start” esperançoso com o meu surgimento, ele atravessava a rua a fim de cobrar o imposto do pecado. Sem saber, eu fui envolvido num roteiro macabro, o qual eu nunca soube o começo, mas era fácil advinhar o final.




Em todo lugar deve ser assim: no Rio de Janeiro pode ter alguém precisando ir a Nova Iguaçu, em Belo Horizonte é capaz que exista um sujeito desesperado por uns trocados para partir a Contagem. No entanto, a viagem é no sentido figurado e, diferentemente da conversa, não literal.




Xiii... chegou o momento de enfrentar o passageiro noturno. Sexta-feira prometia um movimento frenético de ônibus na cidade. Naquele fim de semana, o terminal rodoviário da agonia seria pequeno para abrigar tantos “viajantes”. 




Entretanto, fazia tempo que o “noia” não surgia desesperado para recolher o seu pedágio da madrugada. A conclusão óbvia era que ele foi para o lugar que estava frequentando e nunca mais voltou.
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🔴 A gente conversa lá em casa

Em 1946, Dona Santinha, a esposa do presidente general Eurico Gaspar Dutra, em defesa da moral e bons costumes, pediu para seu marido proibir os jogos de azar. Como todo “pau mandado”, ele obedeceu. Desde então, a polícia estoura casas de jogos clandestinas, e os velhinhos gritam “deu aqui” apenas nas quermesses das igrejas.




Rosângela (Janja), esposa do presidente Lula, segue a mentalidade mandona de Dona Santinha, porém, querendo travar uma tecnologia atual. Se engana, quem acha que Janja é apenas alguém que se submeteu a um sacrifício que representava um atalho para um estilo de vida franqueado a poucos (melhores viagens, hotéis, restaurantes e tudo que o dinheiro pode comprar, e tudo o que um presidente pode ganhar).




Pois bem, Rosângela Lula da Silva, revelando a sorte de uma rara sincronia, começou a prometer maldades, sofreu um ataque ‘hacker’ e pleiteou o controle das redes sociais. Entretanto, não só ela, mas um exército (digital e analógico) clamou por uma regulação das redes. A ideia até parece justa, mas, na verdade, significa censura àquilo que não querem que seja dito (críticas). Curioso é que a moça quer, porque quer, punir a “big tech” ‘X’ (Twitter), mas não o ‘hacker’ que oportunamente adivinhou a sua senha!




Lula & Janja formam, como seria anunciado na ‘Sessão da Tarde’, “uma dupla do barulho”. A marca que representa o casal guarda segredos como a dupla de célebres bandidos Bonnie & Clyde. Conclusão: Janja deve ser portadora de alguns “contêineres” de atos sub-reptícios. 




O decreto-lei de Dutra coincide com o ímpeto censor de Lula, pois ambos os presidentes foram “recomendados” a cumprir as ordens de cama, mesa e banho. Porém, a ideia que devia ser desestimulada no café da manhã, pode prejudicar milhões de pessoas. Mesmo sem votos (eleitorais e matrimoniais) os caprichos familiares são impingidos, 77 anos depois, a todos.




Como ficou claro no texto, Dona Santinha e Janja ostentam um apelido que simula uma falsa simpatia e forçada intimidade, também exercem um autoritarismo que extrapola as atribuições de uma primeira-dama.


















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🔵 Motorista, motorista, olha a pista...




Foi estranho ouvir o “zum-zum-zum” de que haveria uma excursão no 3º grau. O passeio me remetia ao primário e ginásio, quando o deslocamento significava uma alforria infantil. Playcenter, zoológico, Bienal do Livro (Ibirapuera), Programa do Bozo (SBT), Teatro Brigadeiro e Teatro Nelson Rodrigues: era comum agir no ônibus como se aquele bando de pirralhos estivesse disputando uma corrida e não temesse a morte.




Contudo, o aviso de que iríamos conhecer a Editora Abril era bem instigante, e eu interrompi aquele hiato, de excursões, do colegial. No ônibus, as conversas por afinidade substituíram as canções desafiando o motorista. 




Chegamos ao prédio histórico da Marginal Tietê. Externamente, a movimentação noturna dos funcionários e caminhões só aumentava o mistério, lembrando contrabandistas de filme, ou seja, escondendo algo. Seguindo a visita, como uma visita monitorada, percorremos a área externa, corredores e pátios. No parque fabril, as rotativas da revista Veja brilharam nos olhos de uns, e decepcionaram os que esperavam encontrar jornalistas e uma equipe criativa na Redação.




Tudo era tristemente diferente das redações enfumaçadas, barulhentas e frenéticas que esperávamos encontrar naquelas salas. A expectativa foi construída devido ao vasto “portfólio” que a ‘Abril’ distribuía nas “falecidas” ou “moribundas” bancas de jornal.




Conhecer o parque gráfico da Editora Abril resolveu um mistério pessoal. Quando eu voltava das viagens ao interior de São Paulo, via aquele edifício misterioso da Marginal. Além disso, ostentava, cravado no topo, a logomarca emblemática.




Atualmente, a Editora Abril ocupa um prédio mais moderno na Lapa; o antigo endereço sepultou o antigo Jornalismo, aquele da máquina de escrever e da fumaça de cigarro. Enfim, a  mudança do local de trabalho representa o abandono do Jornalismo “raiz. Parece saudosismo barato, mas é apenas constatação de quando as publicações relatavam os fatos e não tentavam transformar a sociedade, funcionando como assessoras de imprensa do governo e adaptando a realidade conforme as conveniências.
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🔴 “Vem ser feliz”




O capitalismo também tem seus defeitos. Não, eu não fui lobotomizado, não fui vítima da doutrinação escolar nem fiz o “L”. Pelo contrário, logo entendi que havia um psicopata solto, espalhando mentiras e aplicando o “Conto da Picanha”.




Voltando ao capitalismo, admito que os produtos são fabricados para não durar (para quebrar) ou para se tornarem obsoletos. Sobretudo, eletroeletrônicos não dispõem de peças de reposição, não compensam ser consertados ou são considerados antigos porque surgiu um modelo mais atual (IPhone 1,2,3...). O nome disso é: obsolescência programada.




A durabilidade dos produtos fabricados é inversa às pesquisas de desenvolvimento, bem como a evolução tecnológica. A boa qualidade dos produtos é péssima para os negócios. Pelo contrário, a troca favorece muito os interesses comerciais, concomitantemente, o lucro.




Determinada lâmpada resiste acendendo há 115 anos (mais recente registro: 2020). O que fez a lâmpada durar tanto tempo foi o cuidado para não quebrá-la. No entanto, como isso não gira o estoque, o fabricante fornece alguns meses antes de nos entregar às trevas. Nesse caso, a pesquisa e o aprimoramento tecnológico socorreram a indústria: eis a obsolescência programada novamente.




Pois o PT, o partido dos trabalhadores que não trabalham, dos estudantes que não estudam e dos intelectuais que não pensam, diferentemente do que parece e dizem, não é socialista nem comunista, é dinheirista. Assim, o governo imposto também quer contribuir para um  consumo forçado. Sempre favorecendo algum “amigo do rei”, o PT tenta “obrigar” o brasileiro a comprar alguma inutilidade. Exemplo: tomada três pinos.




Agora, malandramente, surgiu a troca obrigatória da geladeira. Sob o pretexto safado da “eficiência energética”, o brasileiro terá que trocar o essencial equipamento. A aquisição do caro e indispensável eletrodoméstico irá enriquecer mais sua amiga dona de lojas e, quem sabe, algum industrial.




Como principal legado do Lula, pode ser um refrigerador maior que caiba mais, não picanha, mas abóbora. Não bastasse a obsolescência programada, uma lei tornará obsoleto o que ainda funciona. “Vem ser feliz”.
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🔴 O homem que falava demais

Enquanto guerras explodiram no Leste da Europa e Oriente Médio, Lula bravateou que resolveria ambos os conflitos com a simplicidade de uma conversa na mesa de um bar e um telefonema, respectivamente. Alternadamente, o nosso presidente ficou viajando o mundo, repetindo a palavrinha mágica “paz”. É lógico que posar de estadista pacifista não tem o condão de parar uma guerra. Mas é essa estética exótica terceiro-mundista que os mandatários europeus tanto gostam.




Pois, agora surgiu a possibilidade real de Lula intervir numa guerra. Vendo que a bravata tem que dar lugar à bravura, destituído deste valor, o enganador lançou mão do coringa da “autodeterminação dos povos”. Ele até telefonou para seu amigo-ditador Nicolás Maduro e inclusive poderia encher a cara, desde que dissuadisse o presidente da Venezuela de atacar a Guiana. Mas Lula é um pusilânime. Se deixarem, ele defende o ponto de vista de todos, tira o corpo fora e ainda ganha o Nobel da Paz.




Ucrânia e Rússia, Israel e Hamas e Guiana e Venezuela, segundo Lula, teriam seus litígios resolvidos com diálogo. Ora, sabendo que, respectivamente, um estava em paz enquanto o outro chegou invadindo, atacando ou ameaçando, essa falácia equivale a querer resolver com conversa a provocação unilateral.




Lula enviou veículos blindados para a zona de conflito. O movimento militar, que lembra a saga de D. João VI e sua corte pelo Oceano Atlântico, durará muito. Desse jeito, a esquerda está sendo bem sucedida em desmoralizar o Exército, que foi rebaixado a distribuidor de cachorro-quente e pintor de guias.




Nicolás Maduro, ditador venezuelano, quer muito anexar a metade petrolífera do território da Guiana. Como se a vontade dele fosse suficiente, fez um referendo simulando democracia. “Coincidência”, a população escolheu como ele previa: sim (invadir a Guiana). É Maduro passando um verniz democrático na sua ditadura. 




O ditador invadirá a Guiana e correrá dos EUA e Inglaterra. A minha idade permite prever o final da empreitada desse celerado: Guerra das Malvinas. Esse louco só sairá carregado.
















🔹 “A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la’. 

(George Orwell)
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🔴 A democracia de museu — Parece, mas não é




Museu da Democracia, Mude. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tramou com a Prefeitura do Rio de Janeiro a criação do museu cuja sigla poderia ser um verbo imperativo.




No Brasil, a democracia virou peça de museu. A palavra foi tão gasta que perdeu o sentido. A discordância encerra o debate quando o contrário é tachado de antidemocrático. Por mais infantil que seja o interlocutor, o argumento do “antidemocrático” é “esfregado na cara” igual a um “Super Trunfo, zap ou coringa”. Infelizmente, rotular alguém de antidemocrático é tão profundo quanto xingar alguém de bobo, feio e cara de melão. 




Sabendo que o nosso ensino é péssimo, a então presidente Dilma Rousseff batizou um programa educacional com o pretensioso nome: ‘Pátria Educadora’. O nome, que combinaria se fosse na Noruega ou Finlândia, é cheio de forma e vazio de conteúdo. Como a ‘Carta pela Democracia’, a propaganda petista exibe suas supostas melhorias que, por funcionarem de maneira cosmética, somem, despercebidamente, com o tempo.




De mesmo efeito é a difundida criação do museu da democracia, que é proporcionalmente invertida à realidade, ou seja: quanto mais se fala, menos existe. E essa situação chegou ao paroxismo com o anúncio do tal museu. “Museu da Democracia’, no Brasil, é tão exótico quanto uma girafa de zoológico.




O padre Julio Lancellotti é tão cristão quanto o João de Deus é de Deus. Particularmente, eu chamo o Julio “LanceLOST” de Padre como se fosse um nome, assim como o João de Deus. Parece estranho eu citar o militante adepto à ‘Teologia da Libertação’ (que é um tentáculo do PT). O padre que apoia o Hamas (organização terrorista) parece precisar urgentemente de exorcismo. O “santo do pau oco” é um exemplo ambulante da embalagem edulcorada (padre), mas cheio de péssimas intenções.




O ‘Museu da Democracia’ já nasce tão significativo quanto a ‘Coreia do Norte’ se chama ‘República Popular Democrática da Coreia’, a antiga ‘Alemanha Oriental’ se chamava ‘República Democrática Alemã’ e “na Venezuela tem democracia até demais”.






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🔵 Trilha sonora

Pneus cheios, freios funcionando e pedais tracionando a bicicleta eram suficientes para andar na noite paulistana.




O som nos fones de ouvido impediam a audição necessária para permanecer atento ao trânsito e, principalmente, aos alertas sonoros: buzinas, motores e, nunca se sabe, xingamentos. Somente os faróis denunciariam alguma aproximação.




Os shows da “Virada Cultural” já indicavam o que viria a ser: o ‘Lollapalooza” da “Cracolândia”. Uma garrafa com álcool de cozinha, corante vermelho e talvez açúcar, o “vinho químico”, animava as apresentações de rua. A ‘Virada Cultural’ sempre foi melhor aproveitada com a fuga a bordo de uma veloz bicicleta ou, no dia seguinte, na segurança de um jornal.




À distância, o meu ponto de vista havia mudado com a movimentação das portas das boates. Aquela aglomeração exigia muita atenção, principalmente com os motoristas que partiam bêbados. Parar e assistir às expectativas de quem chegava, e as decepções de quem saía da balada me municiava da perspectiva de quem via aquela encenação de fora e sem nenhuma pretensão.




Depois desse experimento social, segui vencendo a esburacada malha asfáltica e outras intervenções da Prefeitura: sofridas subidas, descidas quase suicidas, retas velozes, curvas arriscadas, paralelepípedos e calçadas compunham o trajeto repleto de cenários urbanos e aspectos antropológicos.




As antenas da Avenida Paulista indicavam que chegara o principal objetivo da “viagem” noturna. A avenida turística dava falsas sensações de chegada, tranquilidade e segurança. Aquele sossego, silêncio e vazio, bem como a ausência de acidentes geográficos a vencer convidavam a relaxar, contemplar a paisagem urbana, pensar na vida e a um passeio menos aventureiro e mais contemplativo. Ou seja, menos “sangue nos zóio” e mais respiração.




A volta contava com um pouco mais de descontração, velocidade, destemor e, por isso mesmo, risco de morte (risco de vida eu tive quando nasci). Meia hora antes de chegar em casa, a pausa para a água de coco era obrigatória. Isso me fazia sentir mais saudável.




Dobrando a última esquina, às 4 da madrugada, na minha rua, ao invés de relaxar eu aumentava a atenção, a paranoia só cessava quando eu guardava a bicicleta e encerrava a minha trilha sonora.
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🔴 Previsões para 2024




Os textos de Nostradamus me encorajaram a escrever acontecimentos futuros, assim como a chuva de picaretas dizendo previsões previsíveis, bem como, macabras e inexoráveis: um avião cairá, um artista vai morrer. O exercício de futurologia dura até aquela velha canção “Adeus, ano velho. Feliz ano novo”. Igualmente impossível de ser comprovado, o horóscopo, que parece escrito por um estagiário, é tão aleatório quanto pouco confiável.




Então, resolvi escrever algo tão fugaz, irresponsável, genérico, vago e aleatório, que será impossível refutar. Claro que, mesmo que num “duplo twist carpado” ou contorcionismo interpretativo, podendo encaixar algum acontecimento com meus prognósticos, voltarei bradando: Eu não disse!




Sem mais delongas, vamos às mentiras, digo, previsões:




— E uma bola de fogo cruzará o céu, arrastando a verdade do caminho;




— enquanto a Terra dorme, revelar-se-á a verdade mais contundente;




— exércitos armar-se-ão e, pegando o inimigo desprevenido, combaterão;




— o melhor dos generais sucumbir-se-á aos sortilégios da escuridão;




— gelo e fogo serão o maior inimigo;




— uma grande explosão abrirá os portais.




O texto é uma porcaria e não quer dizer nada. O anacronismo, as mesóclises e as inversões de frases até impressionam, mas são tão vazias quanto constrangedoras. Desse modo, tento enganar quem, bem sei, no meio do ano já haverá esquecido destas inverdades. Minha meditação de almanaque, um rompante de charlatanismo e as conclusões rasteiras estão aí. Indecifráveis, mas estão aí.




Minhas ridículas previsões são tão genéricas quanto as Centúrias do velho charlatão Nostradamus. Meus chutes premonitórios abrangem uma amplitude que torna verdade desde o estouro de um traque até uma explosão atômica ou o choque de um cometa. É sempre bom lembrar, há 5 séculos, o antigo profeta previu o fim do mundo que nunca chega, e quando ele acertar, ninguém poderá atestar.




Todos os anos que arrisco acompanhar as adivinhações, até tento acreditar nas revelações, mas desembocam num desfile de desgraças e infortúnios envolvendo ricos, famosos e subcelebridades importantes quanto uma notinha de rodapé de site de futricas. Não tem jeito, sempre me sinto folheando uma revista de fofoca de artista ou assistindo a um programinha vespertino.




Quando as elucubrações são plausíveis, portanto, dignas de atenção, são previsíveis por qualquer um que leia manchetes numa banca de jornal, comentaristas, especialistas ou analistas.






















Foi aí que tudo fez sentido
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