O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Em 1946, Dona Santinha, a esposa do presidente general Eurico Gaspar Dutra, em defesa da moral e bons costumes, pediu para seu marido proibir os jogos de azar. Como todo “pau mandado”, ele obedeceu. Desde então, a polícia estoura casas de jogos clandestinas, e os velhinhos gritam “deu aqui” apenas nas quermesses das igrejas.
Rosângela (Janja), esposa do presidente Lula, segue a mentalidade mandona de Dona Santinha, porém, querendo travar uma tecnologia atual. Se engana, quem acha que Janja é apenas alguém que se submeteu a um sacrifício que representava um atalho para um estilo de vida franqueado a poucos (melhores viagens, hotéis, restaurantes e tudo que o dinheiro pode comprar, e tudo o que um presidente pode ganhar).
Pois bem, Rosângela Lula da Silva, revelando a sorte de uma rara sincronia, começou a prometer maldades, sofreu um ataque ‘hacker’ e pleiteou o controle das redes sociais. Entretanto, não só ela, mas um exército (digital e analógico) clamou por uma regulação das redes. A ideia até parece justa, mas, na verdade, significa censura àquilo que não querem que seja dito (críticas). Curioso é que a moça quer, porque quer, punir a “big tech” ‘X’ (Twitter), mas não o ‘hacker’ que oportunamente adivinhou a sua senha!
Lula & Janja formam, como seria anunciado na ‘Sessão da Tarde’, “uma dupla do barulho”. A marca que representa o casal guarda segredos como a dupla de célebres bandidos Bonnie & Clyde. Conclusão: Janja deve ser portadora de alguns “contêineres” de atos sub-reptícios.
O decreto-lei de Dutra coincide com o ímpeto censor de Lula, pois ambos os presidentes foram “recomendados” a cumprir as ordens de cama, mesa e banho. Porém, a ideia que devia ser desestimulada no café da manhã, pode prejudicar milhões de pessoas. Mesmo sem votos (eleitorais e matrimoniais) os caprichos familiares são impingidos, 77 anos depois, a todos.
Como ficou claro no texto, Dona Santinha e Janja ostentam um apelido que simula uma falsa simpatia e forçada intimidade, também exercem um autoritarismo que extrapola as atribuições de uma primeira-dama.
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🔴 O homem que falava demais
Enquanto guerras explodiram no Leste da Europa e Oriente Médio, Lula bravateou que resolveria ambos os conflitos com a simplicidade de uma conversa na mesa de um bar e um telefonema, respectivamente. Alternadamente, o nosso presidente ficou viajando o mundo, repetindo a palavrinha mágica “paz”. É lógico que posar de estadista pacifista não tem o condão de parar uma guerra. Mas é essa estética exótica terceiro-mundista que os mandatários europeus tanto gostam.
Pois, agora surgiu a possibilidade real de Lula intervir numa guerra. Vendo que a bravata tem que dar lugar à bravura, destituído deste valor, o enganador lançou mão do coringa da “autodeterminação dos povos”. Ele até telefonou para seu amigo-ditador Nicolás Maduro e inclusive poderia encher a cara, desde que dissuadisse o presidente da Venezuela de atacar a Guiana. Mas Lula é um pusilânime. Se deixarem, ele defende o ponto de vista de todos, tira o corpo fora e ainda ganha o Nobel da Paz.
Ucrânia e Rússia, Israel e Hamas e Guiana e Venezuela, segundo Lula, teriam seus litígios resolvidos com diálogo. Ora, sabendo que, respectivamente, um estava em paz enquanto o outro chegou invadindo, atacando ou ameaçando, essa falácia equivale a querer resolver com conversa a provocação unilateral.
Lula enviou veículos blindados para a zona de conflito. O movimento militar, que lembra a saga de D. João VI e sua corte pelo Oceano Atlântico, durará muito. Desse jeito, a esquerda está sendo bem sucedida em desmoralizar o Exército, que foi rebaixado a distribuidor de cachorro-quente e pintor de guias.
Nicolás Maduro, ditador venezuelano, quer muito anexar a metade petrolífera do território da Guiana. Como se a vontade dele fosse suficiente, fez um referendo simulando democracia. “Coincidência”, a população escolheu como ele previa: sim (invadir a Guiana). É Maduro passando um verniz democrático na sua ditadura.
O ditador invadirá a Guiana e correrá dos EUA e Inglaterra. A minha idade permite prever o final da empreitada desse celerado: Guerra das Malvinas. Esse louco só sairá carregado.
🔹 “A maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la’.
(George Orwell)
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🔵 Trilha sonora
Pneus cheios, freios funcionando e pedais tracionando a bicicleta eram suficientes para andar na noite paulistana.
O som nos fones de ouvido impediam a audição necessária para permanecer atento ao trânsito e, principalmente, aos alertas sonoros: buzinas, motores e, nunca se sabe, xingamentos. Somente os faróis denunciariam alguma aproximação.
Os shows da “Virada Cultural” já indicavam o que viria a ser: o ‘Lollapalooza” da “Cracolândia”. Uma garrafa com álcool de cozinha, corante vermelho e talvez açúcar, o “vinho químico”, animava as apresentações de rua. A ‘Virada Cultural’ sempre foi melhor aproveitada com a fuga a bordo de uma veloz bicicleta ou, no dia seguinte, na segurança de um jornal.
À distância, o meu ponto de vista havia mudado com a movimentação das portas das boates. Aquela aglomeração exigia muita atenção, principalmente com os motoristas que partiam bêbados. Parar e assistir às expectativas de quem chegava, e as decepções de quem saía da balada me municiava da perspectiva de quem via aquela encenação de fora e sem nenhuma pretensão.
Depois desse experimento social, segui vencendo a esburacada malha asfáltica e outras intervenções da Prefeitura: sofridas subidas, descidas quase suicidas, retas velozes, curvas arriscadas, paralelepípedos e calçadas compunham o trajeto repleto de cenários urbanos e aspectos antropológicos.
As antenas da Avenida Paulista indicavam que chegara o principal objetivo da “viagem” noturna. A avenida turística dava falsas sensações de chegada, tranquilidade e segurança. Aquele sossego, silêncio e vazio, bem como a ausência de acidentes geográficos a vencer convidavam a relaxar, contemplar a paisagem urbana, pensar na vida e a um passeio menos aventureiro e mais contemplativo. Ou seja, menos “sangue nos zóio” e mais respiração.
A volta contava com um pouco mais de descontração, velocidade, destemor e, por isso mesmo, risco de morte (risco de vida eu tive quando nasci). Meia hora antes de chegar em casa, a pausa para a água de coco era obrigatória. Isso me fazia sentir mais saudável.
Dobrando a última esquina, às 4 da madrugada, na minha rua, ao invés de relaxar eu aumentava a atenção, a paranoia só cessava quando eu guardava a bicicleta e encerrava a minha trilha sonora.
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🔴 O incrível caso da mãozinha racista
Recentemente, Anielle Franco, a ministra da Igualdade Racial lançou mão de seu “Super Trunfo” (coringa) racial. A irmã de Marielle Franco arriscou: buraco-negro é racista. A moça virou piada, e o corpo espacial continua da mesma cor.
Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, só aguardou sua oportunidade de “lacração”, carteirada identitária e inversão de papéis, passando de depoente a acusadora. Dedo em riste na cara, ela atirou o senador para ser queimado vivo, na fogueira imaginária do racismo etimológico, e assim expurgar o preconceito estrutural, por ter dito: caixa-preta. A ministra julgou que essa era a deixa para dar lição de moral. A caixa, até o momento, permanece preta, e a ministra virou motivo de piada.
Bárbara Carine viu o que estava acontecendo e achou que sua vez chegaria. Afinal, o lugar de falar lhe credenciava a dar sua “lacrada”. Naquele dia, a professora da Universidade Federal da Bahia saiu de casa disposta a combater o racismo. Então, como uma “caçadora de Pokémon”, ela esperou um vacilo dos malditos brancos. Mas aquele era um dia anormal, portanto, nenhuma batida policial, nenhum segurança truculento, nada de “playboy” ou dondoca.
Foi quando a professora avistou a escultura de uma mão segurando um tubo de detergente. Apesar de sua mentalidade associar a cena ao trabalho doméstico e, automaticamente, à mão de obra negra, a mão era clara. No entanto, achando que não encontraria outra oportunidade de problematizar algo com repercussão icônica e federal, seguiu com o drama artificial.
Bárbara não se fez de rogada e esbanjou o verniz intelectual: “estereótipo escravagista de manutenção de pessoas negras em espaços subalternizados socialmente”. Sensacional!
O racismo continua, mas a mãozinha racista foi retirada, o que caracteriza o pedido de desculpas a uma turba sedenta por sangue. O que Bárbara fez foi bárbaro.
Quando tudo se torna racismo, o racismo real passa despercebido.
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🔴 A lenda do ditador que virou príncipe [Conto das Arábias]
A figura acima é um exemplo da despreocupação dos jornalistas militantes. Com uma técnica que já foi mais sutil, Bolsonaro se encontra com um “ditador anticristão”, porém Lula se reúne com um “príncipe herdeiro da Arábia Saudita”. O ex-presidente parece ter encontrado alguém desprezível, isso faz dele mesmo um ser repugnante; este, no entanto, teve a nobreza de ser recebido por um príncipe herdeiro. Esta segunda abordagem é digna de constar nas “Mil e uma noites”, bem como, merecer ter o relato do passeio de “tapete voador”. Entretanto, embora as descrições sejam bem diferentes, trata-se da mesma pessoa.
A ironia proposital é para mostrar como o jornalista quer que o texto seja entendido. Mas os respectivos disfemismo e eufemismo não deixam dúvida que a intenção, ao contrário do príncipe, não é nobre.
Apesar de se tratar do mesmo grupo de comunicação, as abordagens atribuíram índoles implícitas opostas ao anfitrião, mas que, claro, colaram automaticamente nas visitas brasileiras. Como é popularmente conhecida a militância, tolerância, idolatria e simpatia da Globo pelo petista, é relativamente fácil perceber a tentativa de manipulação.
Talvez, ansiosos com a ferramenta de que dispõem e querendo militar, os jornalistas militantes escrevem e falam incoerências e contradições gritantes. Exemplos: ”Ele foi muito bem de fato. Mas tão bem, que isso se virou contra ele”, “Selic pode subir, cair ou ficar parada”. Com “temperatura e pressão” normais, isso nunca passaria, porém a internet põe luz, ridiculariza e pereniza a manobra. Com o bordão “a internet nunca esquece”, a estratégia fracassa, sendo exposta e virando “meme” (piada).
Essa dificuldade de se adaptar à internet e comunicar com as imperdoáveis novas gerações, faz com que veículos tradicionais sejam rotulados de “velha mídia”, em detrimento da nova mídia que não é movida a dinheiro nem relações perigosas.
O problema não é ter preferência política, a vergonha começa quando, fazendo questão de se considerar isento, escorrega-se na hora de relatar fatos. Para piorar muito, o jornal ‘O Globo’, em editorial, estimula a censura.
⬛️ Texto com imagens no blog:
Gazeta Explosiva
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🔵 Sangue, assombrações e notícias falsas
O trabalho da Universidade sugeria uma ideia ousada. Não foi difícil e instigante aprovar a sugestão de garimpar as reportagens sensacionais e sensacionalistas do, então moribundo, jornal ‘Notícias Populares’.
Eu fiquei encarregado de ir até o prédio do jornal ‘Folha de São Paulo’ pesquisar os arquivos do mítico jornal popular e popularesco. Esse jornal era do tipo “espreme que sai sangue, imprensa marrom e/ou sensacionalista”. Essa estigmatização é enganosa porque parte da publicação era deliberadamente absurda, cabendo ao leitor o discernimento.
O ‘Notícias’ estampava com destaque na primeira página lendas urbanas, bestas quase mitológicas, acontecimentos impossíveis e manifestações cômicas como se fossem fatos urgentes. As notícias falsas não sofreram a falsa preocupação política nem a criação do carimbo “fake news” (eufemismo para esconder a censura).
Naquele tempo, a ‘Folha de São Paulo’ ainda merecia credibilidade e uma reverência. Portanto, para quem cursava Jornalismo, aquele edifício da alameda Barão de Limeira era um objetivo. Fui entrando e cada pessoa com quem eu conversava, cada setor por qual passava, eu confirmava o imaginário, bem como as expectativas.
Eu prestava atenção na fotocopiadora, enquanto me “embriagava” com o arquivo do ‘Notícias’ e espiava a movimentação frenética da Redação da ‘Folha’. Manchetes históricas, bem como absurdas, do ‘Bebê Diabo’ e ‘Chupa-cabra’ me mantiveram ocupado, enquanto eram folheadas, e contribuíram para que o tempo passasse rápido e meu trabalho não merecesse esse nome.
Antes de abandonar o centro da cidade, um refrigerante na padaria ajudaria na recordação de tudo o que acabara de acontecer. Mesmo recém-ocorrido, aquilo já merecia a lembrança.
À noite, bastaria relatar ao grupo o meu enorme “altruísmo” por ter ocupado a minha tarde selecionando o material do jornal ‘NP’. Na sala de aula, para o trabalho, bastou que eu reproduzisse as matérias do memorável jornal ‘Notícias Populares’ e deixasse sua popularidade falar por si.
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🔴 Bolsonaro e a baleia
A imprensa, que se fingia de isenta, vem lançando factoides. A mais recente, é surreal: “Bolsonaro é investigado por importunar baleia jubarte no litoral de SP”. A manchete da CNN é extraordinária! Pilotando um jet-ski, ele (Bolsonaro) aproximou a 15 metros do animal (a baleia). Foi isso! De tão absurda que é a denúncia e a investigação, o bolsonarismo cresce.
A pobre baleia jubarte, com graça e elegância, estava fazendo suas evoluções e outros truques aquáticos, impressionando os turistas de São Sebastião, litoral de São Paulo. O fim de semana estava normal e animado, quando chegou o terrível ex-presidente. Isso foi o suficiente para interromper a paz e a harmonia praiana. Não demorou muito, a simples aproximação do mamífero (a baleia) bastou para ativar o ódio de antibolsonaristas históricos, jornalistas, socialistas, associações representativas de minorias e ambientalistas. O cetáceo (a baleia) não foi abatido nem avariado, no entanto, a inoportuna aproximação do genocida (Bolsonaro) estressou o bicho (a baleia), disseram especialistas.
Perseguido na água, na terra e no ar, Jair Bolsonaro cometeu o erro de atrapalhar o meio de vida de uma turma. ONGs, coletivos e cargos por nomeação em geral sempre foram sinecuras intocáveis, portanto, a interferência bolsonarista tinha que ser eliminada de qualquer forma. Desavergonhadamente, tentativa de assassinato e inviabilização de qualquer manifestação de forma de vida bolsonarista foram acionados. Com a falha da trapaça, as máscaras caíram, e agora ninguém esconde a intenção de manipular o jogo.
É claro, o desespero que essas acusações absurdas revelam, só aumenta o movimento que chamam de bolsonarismo. Fica cada vez mais óbvio, Jair Bolsonaro será preso, já é possível perceber, por qualquer motivo: nem que seja por uma baleia. O ato de apagar Bolsonaro e o bolsonarismo da História só não foi efetivado por causa do medo da reação popular.
Em tempo: o misticeto (a baleia) passa bem, e o fascista (Bolsonaro) passa mal.
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🔴 Marina Silva, a Amazônia e a caixa-preta
Marina Silva resolveu que a palavra composta “caixa-preta” é racista. Desvio de foco, “cortina de fumaça” ou loucura?
Seria desvio de foco se, em vez de combater o racismo real, a ministra atribuísse a uma simples palavra a origem de todos os males.
A “cortina de fumaça” é muito conveniente para esconder a pusilanimidade, enquanto a Floresta Amazônica e o Pantanal ardem em chamas.
A falsa denúncia pode ser um sintoma de loucura. Ultimamente, a ministra andou falando em nanomísseis, irregularidades cósmicas, corredor humanitário (contra mudanças climáticas?) e caixa-preta (racista). As teorias exdrúxulas foram exprimidas com esses termos e sem nenhuma coesão.
Marina sabe que, simbolicamente, já representa a causa ambientalista. Demonstrando a personificação da Natureza exaurida, espera-se que a esquálida figura diga algo genial. A “intelligentsia” mundial aguarda, com apreensão, a pronúncia sôfrega de algumas palavras de sabedoria. Sabendo dessa expectativa, a ministra do Meio Ambiente diz coisas sem sentido e é aplaudida.
Para as florestas em chamas, talvez a ilustre acreana esteja tomando atitudes heterodoxas: uma reza brava, um arcaico ritual indígena ou uma... “cortina de fumaça”. Como a sorte não considerou o simbolismo da ministra, ela segue culpando os outros.
Simpática, Marina surge exibindo uma presença abstrata, feérica e onírica, mas enganosamente ingênua; não se podia esperar outra coisa, já que circula com desenvoltura por agremiações partidárias, aglomerações e articulações políticas. Gastando a perspicácia, política, ela simplesmente fala o que gostam de escutar. Interpretando o papel de quem preserva o “jardim do planeta”, Marina Silva segue exibindo a aparência de um carvalho centenário, mas seco, ou um moribundo papagaio depenado.
Quase pairando, basta Marina Silva existir e o Brasil terá a chance de desfilar à vontade na COP 28 (28ª Cúpula da ONU sobre o Clima), sua expertise. Bastando ser lembrada, o Brasil servirá de exemplo como defensor das pautas climáticas. Ela é usada como uma “interface” subserviente que defende os interesses do mundo desenvolvido (travas ambientais) e trata nosso país em desenvolvimento como uma eterna colônia. É uma ministra simbólica.
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🔴 Alexandre e o Hamas
Qual é a semelhança entre o ministro do STF (Superior Tribunal Federal) e o grupo terrorista? Sua tirania ensaia uma trégua quando liberta alguns “reféns” com vida. Mas as semelhanças se resumem a isso. É inacreditável, mas o grupo terrorista, que esboçou alguma Humanidade, cumpriu o acordo: libertou reféns em troca do cessar-fogo israelense.
Quando a ministra Rosa Weber, em sua despedida da presidência do Tribunal, fez menção a Alexandre de Moraes, lembrou-me uma telemensagem (dada a breguice e bajulação). O que a ministra disse continha, implicitamente, uma cumplicidade e ironia, porque ambos sabiam que o que era dito não relatava a realidade. Alexandre, em evidente constrangimento, exibia um semblante amarelo, um sorriso nervoso e envergonhado, quase implorando para Rosa encerrar o que ela julgou ser uma homenagem.
Rosa Weber: “Ministro Alexandre de Moraes, companheiro indefectível de andanças, jamais recusou um dos meus convites para visitar unidades prisionais, e me tornou testemunha do apreço que os detentos têm, e as detentas, por sua excelência. Rezamos juntos, convidados pelos detentos de 8 de janeiro, e depois percorremos diversas celas, tanto da Colmeia, quanto da Papuda. E o ministro Alexandre foi aplaudido. Eu, não, ministro Alexandre. Também provou, né [a comida]. Enfim, ministro Alexandre é... insubstituível”.
Ora, embora meu histórico demonstre o contrário, acho que se alguém me ameaçasse com uma faca no pescoço, eu até rezaria o terço para me deixarem viver. Tendo a vida poupada, ainda diria “Deus lhe pague”. Portanto, creio que foi nessas condições que o “Supremo” mereceu as demonstrações de fé: o medo.
No dia seguinte à morte de Cleriston, preso político, Alexandre de Moraes foi condecorado com a Ordem do Rio Branco, por Lula, Mais uma vez, o togado fez o máximo que a culpa lhe permitiu: exibiu um sorriso amarelo. Certamente, uma análise das micro-expressões transbordaria sinais irrefutáveis de conflito entre o que é dito e o acontecido.
Alexandre de Moraes mostra, depois de elevado ao cargo poderoso, uma mudança de índole assustadora, contraditória ao que ele falou e escreveu. Por exercer um poder que lhe foi concedido (portanto, resume-se a um pedaço de papel assinado), não a um poder inato, “Xandão” é um manancial para qualquer psicólogo.
Enfim, para o “Supremo ministro” se igualar ao Hamas, falta o “cessar-fogo”.
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🔵 O segredo
Inventaram um novo nome para o palestrante: “coach”. O nome gringo é apenas para dar uma “gourmetizada” no velho guru de palcos. O”coach” cobra mais caro, mas, no fundo, a essência é a mesma: ao som da musiquinha do Ayrton Senna, surge, no palco, um cara que explica como ele se tornou um sucesso e como ele é demais. Depois de esfregar o sucesso na cara da plateia, ele ainda vende livros. Digo, a secretaria do guru fica com todo o serviço sujo. O guru, assim que terminou sua apresentação, sumiu. De certo, ascendeu à abóbada celeste e agora está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso.
Geralmente, um animadão palestrante pede para você virar para quem está ao lado e afirmar platitudes mentirosas como: Você é um vencedor, você é do tamanho dos seus sonhos ou você pode ser o que você quiser. Isso tudo é besteira. Dizer frases motivadoras pode até levantar a auto-estima, mas encoraja o medíocre a continuar como está. Sinceramente, se alguém que nem sequer conhece o outro, vira para o lado e diz, aleatoriamente, falsamente, mentiras motivadoras.
Para estimular a excelência, o controle das situações e a alta baixa auto-estima baixa, sendo sincero, é preciso um tratamento de choque. Eu sugiro virar pro lado e dizer:
— Você e um merda
—?!
— Você é um lixo
— ?
— Tudo o que você fez até hoje foi destrutivo
— ?
— Está na hora de mudar, seu bosta!
— ...
Fim da terapia. Eu me sinto bem melhor, e meu interlocutor recebeu o empurrão que precisava para superar os obstáculos da vida
***
Ainda moleque, num dos meus primeiros empregos, eu trabalhei num depósito de logística. Ou seja, era, pejorativamente, um peão. Pois, certo dia, todos os funcionários se reuniram no auditório para ouvir os conselhos de um palestrante. Como teríamos dicas para o sucesso, certamente descobriríamos como nos livrar daquela empresa.
Diante de uma audiência formada, na sua maioria, por funcionários trajando uniforme cinza e bota preta, o palestrante não precisava se esforçar para parecer superior. Só o gel no cabelo e o paletó já seriam suficientes para humilhar e deixar aquele bando de operários em depressão. O sujeito só podia ser bem sucedido, se bem que aquele parâmetro não desafiava ninguém.
Como sempre, o guru do sucesso expõe os segredos de sua, pessoal e intransferível, evolução. Após cançõezinhas motivadoras, gritos exclamativos (ú-hu!) e aplausos, voltamos à triste realidade de quem não é um guru motivador nem tem livros para vender.
A conclusão foi que tudo aquilo parecia muito intangível, a não ser que recebêssemos mais ou largássemos o emprego.