rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 “Una cervecita y una picaña con una gordurita...: la garantía soy yo”




Parece que querendo escorregar numa casca de banana, Lula comprou a briga da eleição presidencial argentina. Não contente com o processo acelerado de destruição do Brasil, nosso eterno ladrão exportou sua equipe de marketing. Desconfia-se o porquê; para Lula, esse pleito era questão de honra. Perdeu.




A quadrilha marqueteira fez o que sabe: na falta de argumentos para defender um desastroso ministro da Economia (Sergio Massa), aplicou a “conversinha” de prometer uma abstração chamada “democracia”, ameaçou (cultura do medo: fim dos benefícios sociais) e movimentou o aparelhamento estatal, lógico, em seu favor. Só poupou os “hermanos” do “golpe da picanha”.




O vencedor, Javier Milei, é quase tão desconhecido aqui como lá. Isto já é bom, porque os argentinos ficam livres do peronismo, do  kirchnerismo e do lulismo (que tentou chegar lá); e é melhor, porque elimina a intenção de pintar a América do Sul de vermelho, afasta os ideais nefastos do Foro de São Paulo, evita o uso ideológico do Mercosul (talvez até anule sua existência), economiza dinheiro brasileiro repassado à Argentina, retira o “interesse” de Alberto Fernández visitar seu amigo, redireciona as relações internacionais do vizinho e dissuade Lula da péssima ideia de unificar as nossas moedas. Em suma: o Brasil saiu ganhando.




Javier Milei tem cara de “loco” e jeitão de “loco”. E foi justamente essa fama que elegeu o “maluco beleza”: ele é como aquele argentino cabeludo, que a gente acha legal, vibrando com o Boca Juniors, River Plate ou canta aos berros com uma banda de “rocanrol”. Se bem que a Presidência da República da Argentina está mais para um tango trágico.




Quem é o brasileiro, chamando alguém de louco? Entregamos a chave do cofre para um ex-presidiário condenado por corrupção, mitômano, estelionatário eleitoral e “self-made man” do “jeitinho brasileiro”. Apesar da interessada condescendência da nossa imprensa, Lula transborda demonstrações de que pode ser um grande beneficiário das “laxativas” leis antimanicomiais e políticas anticarcerárias.




 Milei é muito louco; Lula é louco.
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🔴 Ludmilla e o ENEM




Tá, a cantora Ludmilla travou na hora de “esmerilhar” o Hino Nacional Brasileiro. “Bola pra frente”; “amanhã será outro dia”; “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. Nada disso, a cantora deve enfrentar um desafio bem mais espinhoso. No dia da gafe começou prontamente um trabalho para manter a nossa cultura medíocre, bem como aceitar alegremente a escravidão da Lei Rouanet, que mantém os artistas preguiçosos e dependentes do governo.




Mas a Ludmilla não tem culpa. Ela é apenas o fruto da Educação brasileira. Quem jogou a cantora nesse “rolo compressor”, passando-se por palco, está adorando a repercussão. Isso, que apelidaram de empoderamento, mantém as massas conformadas com “um Fusca, um violão, o Mengão e uma nêga chamada Tereza.




Com uma linguagem ideológica do século XIX, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), tamanha é a precariedade do teste, expôs o nefasto instrumento de imbecilização. A fábrica de analfabetos funcionais despeja uma multidão de despreparados para encarar a universidade. Levando-se em consideração o propósito de um exame ruim, como o ENEM, é eficaz. A doutrinação não abandona o eleitor, digo, o indivíduo.




Voltando, a funkeira recebeu muitas críticas, mas também foi muito afagada. Contrariando a primeira impressão, a “zoeira” tem o potencial de ajudá-la, e o elogio, se aceito, prejudicá-la. Explico: com um pouco de autocrítica, ela viu que não foi legal e se dedicará. Tenho certeza que seria muito aplaudida e elogiada sinceramente. No entanto, se considerar a bajulação, inepta ou má, de fãs e a imprensa “amiga”, ela continuará satisfeita com a mediocridade. Pior, ela mesma achou tudo “perfeito”. Isso expõe o auto-engano, a conformação e a tentativa de disfarçar o óbvio.




No mais, fingir que deu tudo certo só piora a situação, cheira a arrogância: o público, sentindo-se ignorado, recebe a “esmola cultural” como “pérola aos porcos”.




O artista geralmente é o mais chato quanto ao resultado do seu trabalho. Não admitindo um trabalho meia-boca, muitas vezes sendo considerado inseguro tamanho o perfeccionismo, ele é quem mais se cobra.
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🔴 Deslumbrada

Devo estar bêbado, chapado de remédios ou dormi pouco, mas tive a impressão de ter visto Janja e Xuxa discutindo a vacinação. Janja já apareceu cantando, viajando, dançando, distribuindo conselhos contábeis e discutindo na internet. A moça, mesmo sem votos, vem exercendo certa ingerência na Presidência da República. Talvez essa seja a explicação da atual situação. No entanto, estou confuso, pois a cadeia sucessória é terrível: Lula e Alckmin.




A Rosângela já veio com um apelido que sugere uma simpatia, como alguém legal e íntimo, que já é de casa. Somado a esse perfil, a gente começa a desconfiar quando jornalistas visitam a casa e promovem um ensaio fotográfico com ela.




Tenho a impressão que — nesse processo de introjeção da primeira-dama no dia a dia, no imaginário popular e no debate nacional — Janja ainda será produzida para programas da ‘GloboNews’ (jogando golfe, pintando um quadro, tocando um instrumento musical...). A fila de jornalistas bajuladores é grande, mas a Natuza Nery tem prevalência, pois já tem experiência.




Dentro das minhas elucubrações, desconfiança e o fino da “Teoria da Conspiração”, desconfio que estejam “engraxando” a Janja para a continuidade do Lulismo (como Isabelita Perón e Cristina Kirchner). A minha teoria se torna menos imbecil quando constato que o sul-americano vota em qualquer um (pela propaganda, corte de cabelo ou tom de voz). 




Temos que ficar alertas quando o jornal francês ‘Le Monde” antecipa nossos acontecimentos. Como na floresta amazônica, os europeus ainda estão de olho no que acontece na França Antártica.  Se sabem da Amazônia,  como não saber da Rosângela Lula da Silva (segundo eles, a vice-presidente).




A primeira-dama já abriu sua casa e fez um audacioso e pretenso ensaio fotográfico. Ambas as manobras são impossíveis de não transportar qualquer um para os anos 90: reportagens da revista ‘Caras’ revistas de moda ou o quadro ‘Gugu na minha casa’. No estilo “fake”, a “celebridade”, digamos, compartilhava sua, por assim dizer, intimidade.




Lula e Janja, confundindo a vida intima, tornam pública a privada. Mas eu posso estar “viajando”, portanto, pode não ser nada demais. Ao menos, fica evidente a diferença entre deslumbrante e deslumbrada.
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⚫️ Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás




Tenho o hábito de verificar o que estão dizendo aqueles que, no Twitter, xingam as pessoas como eu de nazistas, fascistas, genocidas... De cara, fiquei orgulhoso, pois planejam uma luta armada. Essas informações já seriam suficientes para eu enfiar o indicador na cara de algum senhor e dizer: esses, sim, são comunistas de verdade; não aqueles sindicalistas famélicos perdidos no Araguaia!




Mas meu entusiasmo inicial “era fino e se quebrou”. Logo veio a decepção, quando vi que aqueles supostos revolucionários eram o produto mais sugestionável de uma aula mal elaborada de História (que resume tudo a opressores e oprimidos) e Geografia (pobreza, superpopulação, unha encravada etc são culpa do Capitalismo).




Além disso, aquela turminha tinha um visual muito inofensivo, do tipo que o máximo de subversão que haviam ousado praticar na vida foi apertar todos os botões do elevador e sair correndo. Dessa galerinha tão “Nutella”, o pior que pode-se esperar é apanhar uma gripe, vítima de uma emboscada com uma pistolinha d’água.




Entretanto, isso tudo se torna uma falsa impressão quanto ao potencial dessa gente metralhar uma escola. Aquela turma esquisitona volta. Inspirada em filmes, jogos de videogame e desenho japonês, um dia eles se vingam, vitimando atletas, populares e outras figurinhas obrigatórias na ‘Sessão da Tarde’.




Voltando à revolução. Apesar da aparência fofa e do diagnóstico deficitário, esses tipinhos podem ser encontrados sacolejando uma bandeira da ‘Palestina’, vestindo uma camiseta verde do ‘Hamas’. É muito provável, por alguns segundos, o revolucionário forjado por seguidas rasteiras da vida se lembre de você, e de como vocês inverteram seus papéis na sociedade. No entanto, aquele instante retrospectivo dura pouco. O revolucionário de internet volta a agitar a bandeira. Embora confuso pela dissonância cognitiva, ele sente-se aceito, pois encontrou a sua turma e ali sente que é seu lugar.




Viva la revolución!
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🔴 Tá ruim, mas tá bom — Elvira do Ipiranga...

Nossa intérprete do Hino Nacional Brasileiro (Fórmula 1) não teve culpa. Mesmo que tivesse, a culpa é dela e ela bota em quem quiser. Foi isto o que ela fez: “defeito técnico”. Ahamm. Na verdade, a culpa foi de quem contratou a artista, sabendo que a letra não poderia ser mais complexa do que os versos: “vai descendo até o chão” ou “quica com força”.




Deixando minhas infelizes anedotas na obscuridade, o garoto do cavaquinho, esbanjando toda sua alegria e simpatia, bem como a malemolência brasileira, fez a sua parte. Tem também o gueri-gueri, o vai-que-não-vai... Pois bem, o menino deu azar, porque o apagão da Ludmilla expos ao mundo um cavaquinho sendo espancado. Mas tudo bem, para mudar de ideia quem acha admirável alguém que arranha um berimbau de 4 cordas, se surpreenderá quando algum pirralho europeu executar a “5ª sinfonia de Beethoven”.




A artista Vanusa já havia provado que era uma grande cantora, no entanto, também falhou na cerimônia onde cantava o Hino Nacional Brasileiro, como a funkeira. Aquela, mesmo na decadência vital, estava entupida de remédios; esta, foi colocada numa fria e, equipada com um analfabetismo funcional, caiu.




Entretanto, eu compreendo a limitação e o nervosismo da Ludmilla diante do mundo. Eu mesmo erraria ou esqueceria a letra de ‘Cai, cai, balão’  se cantasse para mais de duas pessoas. Mas o que interessa para quem exerce o poder não é o talento, mas a estética. Considerando a intenção da apresentação e o grande número de espectadores estrangeiros, o recado foi passado. Embora os estrangeiros desconheçam o nosso hino, o piloto Max Vestappen ficou constrangido.




Se engana quem acha que a artista Ludmilla foi lembrada por ser uma grande cantora. Opressão, vitimismo, empoderamento, cultura popular brasileira etc compuseram o conjunto de valores que atraíram as atenções mundiais. O hino era um subterfúgio para apresentar o real recado: os meios justificam os fins.




Talvez a Ludmilla não saiba, mas quem a escolheu para “pagar o mico”, queria exatamente isso, menos até. Portanto, enquanto ela acha que o erro comprometeu o espetáculo, tem gente comemorando.




Ela quis homenagear a Whitney Houston. Ah, e eu, o Elvis Presley.
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🔵 Uma Coca-Cola no deserto

Não era um lugar qualquer, era uma serra gaúcha. Não aquela Serra Gaúcha turística, conhecida em guias de viagem, onde as pessoas são transportadas pelos pontos conhecidos e manjados. Era a zona rural do Rio Grande do Sul, a serra gaúcha “roots” (raiz), onde o Homem tem que dominar a natureza, e o vizinho mais próximo mora numa outra montanha.




A caminhada era necessária. No início do trajeto, carros de boi, criações e uma vastidão de fazenda era quase tudo o que os olhos enxergavam. As únicas diversões eram atacar pedra, partir lenha e colher folhas de fumo. Enfim, diferente do que eu imaginava, ali a vida era bruta, quase um teste de sobrevivência, não um fim de semana na fazendinha da vovó. Basicamente, tudo o que era trabalho, era o nosso passatempo. Aquele ambiente hostil parecia incompatível, sobretudo perigoso, para moleques de 15 anos de idade, acostumados com a vida urbana da Grande São Paulo.




O dia ensolarado, um calor absurdo, a estradinha de terra poeirenta e uma caminhada insana. Embora impossível, para compor o clima árido, faltavam uma bola de feno rolando, uma carcaça de gado e o som de uma águia procurando alimento.




O cenário sugeria qualquer marca de refrigerante. Entretanto, naquele fim de mundo era improvável que houvesse algum bar (ou bodega, como eles diziam). Sabendo que encontraríamos uma bebida gelada somente no centro do vilarejo, caminhamos, subimos e descemos montanhas.




Tinha que enxergar muito bem para perceber que havia uma cabana no pé do morro. De madeira, não parecia uma casa, mas também não lembrava um bar (ou bodega, novamente, como eles diziam).




Quando chegamos, a surpresa! Com a aproximação, a possibilidade de que fosse uma residência estava descartada, tampouco uma miragem. No entanto, quando vimos o tipo de mercadoria que o empório comercializava, a sede alcançou patamares saarianos.




De comer, achamos ração animal e veneno de rato. Fora isso, tinha ferramentas, produtos agrícolas, arreios etc. Apesar da decepção, decidimos arriscar, pedindo uma Coca gelada. Contrariando as expectativas, o refrigerante veio. Tudo lembrava o cenário de um comercial da Coca-Cola. A garrafa, apesar de minúscula, chegou suando, destoando do ambiente seco e fosco, em cima do balcão de madeira.




A primeira Coca-Cola mereceu uma música de Fernando Brant e Milton Nascimento, então acho que minha inesquecível Coca-Cola mereceu a minha humilde crônica.












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🔴 Terrorismo primavera/verão

O que leva alguém a vestir um boné ou uma camiseta de grupos terroristas? Diferentemente de uma peça de roupa que aparece para apoiar uma entidade, o boné do MST e a camiseta do Hamas, são usadas como artigos da moda. 




Algo parecido, mas inofensivo, aconteceu quando proliferaram camisetas piratas da campanha do ‘Câncer de Mama’. Perseguindo a moda, mas estabelecendo um conflito ambulante: garotinhas, que não tinham aspecto de quem conhecia um universo além da cantora Taylor Swift, estavam exibindo estampas das bandas ‘Motörhead’ e ‘Ramones’. 




Domingo (12), em São Paulo, Avenida Paulista, houve uma coisa. Não é vocabulário restrito, eu qualifico esse evento como ‘Coisa’. Com boa vontade, eu imprimiria faixas e cartazes escrito: “1ª Coisa Parade”. Uma reunião que junta terroristas de playground, militantes políticos, gente que aceita “lutar” por qualquer causa, sambistas de sapatênis e um padre é  inominável. Somente seria identificável pejorativamente.




O Brasil sempre foi conhecido por judeus e árabes conviverem em harmonia. No entanto, depois de uma chuva surgiram cogumelos alucinógenos e sujeitos antissemitas. Olhando bem, o pessoalzinho que achou legal fazer “cosplay” de terrorista, não teria sequer coragem de tomar uma injeção contra a gripe.




Todo esse cenário dá um nó cerebral: um rapaz andrógino, com baixos níveis de testosterona, pijama do Mickey e pantufas da ‘Hello Kitty’ pode arrancar a sua cabeça com uma cimitarra, e a “garotinha do papai” fantasia-se de terrorista do Hamas ou Hezbollah.




Quanto ao padre Júlio Lancelotti (que eu apelidei de “LanceLOST”), eu não sei o que estava fazendo ali, além de, costumeiramente defender causas nefastas. Sabendo do seu histórico, me nego a tentar exorcizá-lo sob pena de despertar sua fúria e me ver incapaz de enfrentar forças terríveis que desconheço.




Nesses grupos extremistas, pode estar infiltrado aquele garoto estranho e aparentemente inofensivo. Entretanto, muito cuidado! Ele sente-se fazendo parte de alguma coisa e, para não perder isso, é capaz de tudo.
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🔵 Pico D’olho D’água




Pico D’olho D’água é o topo de uma montanha da Serra da Cantareira na cidade de Mairiporã. O passeio indicado para ir com a família, tornava-se uma alternativa nada recomendável para ir à noite. Pois, uma iluminação mental sem limites recomendou que fôssemos beber a saideira ao som de rock n’ roll, longe da iminência de assistir a uma inundação de água e sabão. Uma breve deliberação depois... A turma irresponsável e destituída de algum grau de bom senso achou aquela ideia brilhante. Assim, saímos para o endereço bucólico.




Enfrentada a estrada e a floresta, lá no alto, tudo foi como planejado: som alto e os estalos das latas de cerveja sendo abertas. Diferentemente dos alpinistas, não estávamos exaustos e, apesar de alcançarmos o topo sem escalar a montanha, fomos premiados com a paisagem alpina e alguma ventania.




Aquela combinação (música e cerveja) trazia um relaxamento e uma perigosa desatenção. Sem saber, estávamos no lugar errado, na hora errada. Com o destemor típico da irrelevante faixa etária e relativa irresponsabilidade, não poderíamos prever o que estava para acontecer.




Depois de forçar as vistas e piscar grosso, foi possível enxergar que a nossa festa da montanha seria interrompida. As silhuetas já mostravam que teríamos problemas. Prestando muita atenção nas sombras, foi possível perceber que estavam em formação e fortemente armados. A aproximação sorrateira mostrava que, ao contrário do que pensávamos e éramos, fomos tratados como uma perigosa facção criminosa. Se eles fossem bandidos, provavelmente chegariam atirando, desordenadamente como piratas invadindo um navio; entretanto, devido o excesso de cautela, era a polícia.




Inocentemente, fomos protagonistas de uma “abordagem-monstro”. Ali era um endereço manjado de ilicitudes. Embora o som alto, as latas de cerveja e alguns cabeludos causassem desconfiança, não havia entorpecentes.




Por aquela noite, os acontecimentos trouxeram a lucidez necessária para interromper a única edição da “Festa do Pico D’olho D’água”.
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🔵 Mineirando — Clube da Esquina




A vantagem de gostar de um compositor quase desconhecido e distante do “mainstream” é que jamais haverá o constrangimento dele expor suas falibilidades num “reality show” tipo ‘Big Brother’ ou ‘A Fazenda’. Qualquer mito não se sustenta no primeiro episódio.




Sei que nunca vou surpreender o artista que admiro passando vergonha num programa besta de auditório, participando de alguma gincana de subcelebridades ou numa propaganda de refrigerante. Pretendo estar certo de que nunca precisarei assistir a um programa enfadonho de entrevistas.




Esta é uma das vantagens de apreciar somente a obra de um artista. Quando, como neste caso, é a música, a vantagem é ainda melhor, pois a obra pode ser reproduzida. Outro benefício é sua rara aparição vir com algum ineditismo.




Woody Allen, Roman Polansky e Michael Jackson, entre outros, não resistiram a pouca ou muita exposição. Falando no Michael Jackson, sempre foi improvável encontrá-lo na rua. Numa farmácia a possibilidade aumentaria consideravelmente, mas ainda assim as chances seriam remotas.




No entanto, como talento e fama podem ser inversamente proporcionais, minha incomum estética musical gerou um episódio positivo. Gostando de canções que falam de “Chuva na Montanha”, “vento solar e estrelas do mar”, “Trem Azul” e “Paisagem na Janela” e com harmonias, digamos, complicadas, me livrei de ouvi-las entre “as 10 ” ou “A preferida do ouvinte”.




A visita aos pais, o filho chorando porque queria um chocolate, essas simples sucessões de acontecimentos ocasionaram um encontro que não ocorreria com algum astro inalcançável. Portanto, um acontecimento prosaico, que pode ser chamado de coincidência ou sincronicidade, fez eu conhecer o artista. 




Foi assim que conheci Lô Borges do Clube da Esquina, num espaço geográfico que nunca foi clube, mas, literalmente, uma esquina. Numa rotina, em vez do assessor encontrei o músico no cruzamento das ruas Divinópolis e Paraisópolis, no bairro de Santa Teresa em Belo Horizonte. 




Música encrustada nas montanhas: tem que ser garimpada.
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🔴 Efeito retardado

Numa guerra, já sabemos, a primeira vítima é a verdade. Porém, com o uso da internet e a polarização da geopolítica, a confusão gerada pela desinformação atingiu o paroxismo. Para frear essa verdadeira torcida (como num Corinthians x Palmeiras), o Consulado de Israel em São Paulo achou necessário apresentar como tudo começou. 




O objetivo da organização terrorista Hamas é acabar com o Estado de Israel. O “start” foi cegamente obedecido; as atrocidades envolveram sequestros, estupros e decapitações. Este foi o conteúdo do filme.




O resultado da exibição do vídeo foi como previsto: jornalistas mais sensíveis, chorando, deixaram a sala. A cena lembrou alguns alunos, na escola, reagindo àqueles antigos filmes sobre aborto (ou, de acordo com a lenda urbana, durante a “brincadeira do copo”). A sessão de cinema macabro, espera-se, deve ter surtido efeito: fazer com que a imprensa trate o Hamas pelo que ele é: uma organização terrorista; os estudantes parem de seguir, como zumbis, “gurus” ideológicos; politicamente, parem de colocar Israel e Hamas nas “caixinhas” “direita e esquerda”; e não escolham um lado como quem escolhe um time de futebol.




Alguma sequela moral ou falha de caráter em alguns jornalistas fez com que a exibição não merecesse uma reação diferente da de um filme ruim de terror. Nestes casos, a causa está perdida, portanto, só Deus pode salvar essas almas atormentadas.




A velha narrativa dos oprimidos e opressores faz com que os mais ingênuos tomem um partido nem sempre moralmente correto. Arrogantemente, achando que seu objetivo é transformar a sociedade, a imprensa se esquece de reportar os fatos. Resultado: não faz nem um nem outro; ou seja, não transforma a sociedade e mente.




Anos, décadas até, de uma relativa paz fizeram essa guerra ser encarada como um simples desafio de ‘War’ ou como um jogo de videogame. Muitos professores, consequentemente alunos, encaram-na com a tranquilidade de um trabalho escolar ou erguem uma cartolina, como quem reivindica a reforma do banheiro da escola.




Com alguma superficialidade, bravata, arrogância e transbordando estupidez, Lula resolveu dizer como resolveria o conflito. Ainda surpreende a petulância com que Lula finge uma simplicidade de boteco, trata questões geopolíticas complicadas como se fossem uma banal desinteligência entre amigos depois de uma partida de dominó ou bilhar. Neste episódio, ficou claro o constrangimento geral: até os jornalistas ficaram petrificados, a Janja (?) ficou sem graça e o deputado petista Paulo Pimenta ficou sem reação. Esse caso deixa evidente que é tarde demais para o presidente andar acompanhado de amigos verdadeiros (que o impediriam de falar tanta bobagem), em vez de bajuladores (que endossam tudo). 




“Garçom, aqui nessa mesa de bar...”

(Reginaldo Rossi)






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