Lista de Poemas

⚫️ Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás




Tenho o hábito de verificar o que estão dizendo aqueles que, no Twitter, xingam as pessoas como eu de nazistas, fascistas, genocidas... De cara, fiquei orgulhoso, pois planejam uma luta armada. Essas informações já seriam suficientes para eu enfiar o indicador na cara de algum senhor e dizer: esses, sim, são comunistas de verdade; não aqueles sindicalistas famélicos perdidos no Araguaia!




Mas meu entusiasmo inicial “era fino e se quebrou”. Logo veio a decepção, quando vi que aqueles supostos revolucionários eram o produto mais sugestionável de uma aula mal elaborada de História (que resume tudo a opressores e oprimidos) e Geografia (pobreza, superpopulação, unha encravada etc são culpa do Capitalismo).




Além disso, aquela turminha tinha um visual muito inofensivo, do tipo que o máximo de subversão que haviam ousado praticar na vida foi apertar todos os botões do elevador e sair correndo. Dessa galerinha tão “Nutella”, o pior que pode-se esperar é apanhar uma gripe, vítima de uma emboscada com uma pistolinha d’água.




Entretanto, isso tudo se torna uma falsa impressão quanto ao potencial dessa gente metralhar uma escola. Aquela turma esquisitona volta. Inspirada em filmes, jogos de videogame e desenho japonês, um dia eles se vingam, vitimando atletas, populares e outras figurinhas obrigatórias na ‘Sessão da Tarde’.




Voltando à revolução. Apesar da aparência fofa e do diagnóstico deficitário, esses tipinhos podem ser encontrados sacolejando uma bandeira da ‘Palestina’, vestindo uma camiseta verde do ‘Hamas’. É muito provável, por alguns segundos, o revolucionário forjado por seguidas rasteiras da vida se lembre de você, e de como vocês inverteram seus papéis na sociedade. No entanto, aquele instante retrospectivo dura pouco. O revolucionário de internet volta a agitar a bandeira. Embora confuso pela dissonância cognitiva, ele sente-se aceito, pois encontrou a sua turma e ali sente que é seu lugar.




Viva la revolución!
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🔴 Deslumbrada

Devo estar bêbado, chapado de remédios ou dormi pouco, mas tive a impressão de ter visto Janja e Xuxa discutindo a vacinação. Janja já apareceu cantando, viajando, dançando, distribuindo conselhos contábeis e discutindo na internet. A moça, mesmo sem votos, vem exercendo certa ingerência na Presidência da República. Talvez essa seja a explicação da atual situação. No entanto, estou confuso, pois a cadeia sucessória é terrível: Lula e Alckmin.




A Rosângela já veio com um apelido que sugere uma simpatia, como alguém legal e íntimo, que já é de casa. Somado a esse perfil, a gente começa a desconfiar quando jornalistas visitam a casa e promovem um ensaio fotográfico com ela.




Tenho a impressão que — nesse processo de introjeção da primeira-dama no dia a dia, no imaginário popular e no debate nacional — Janja ainda será produzida para programas da ‘GloboNews’ (jogando golfe, pintando um quadro, tocando um instrumento musical...). A fila de jornalistas bajuladores é grande, mas a Natuza Nery tem prevalência, pois já tem experiência.




Dentro das minhas elucubrações, desconfiança e o fino da “Teoria da Conspiração”, desconfio que estejam “engraxando” a Janja para a continuidade do Lulismo (como Isabelita Perón e Cristina Kirchner). A minha teoria se torna menos imbecil quando constato que o sul-americano vota em qualquer um (pela propaganda, corte de cabelo ou tom de voz). 




Temos que ficar alertas quando o jornal francês ‘Le Monde” antecipa nossos acontecimentos. Como na floresta amazônica, os europeus ainda estão de olho no que acontece na França Antártica.  Se sabem da Amazônia,  como não saber da Rosângela Lula da Silva (segundo eles, a vice-presidente).




A primeira-dama já abriu sua casa e fez um audacioso e pretenso ensaio fotográfico. Ambas as manobras são impossíveis de não transportar qualquer um para os anos 90: reportagens da revista ‘Caras’ revistas de moda ou o quadro ‘Gugu na minha casa’. No estilo “fake”, a “celebridade”, digamos, compartilhava sua, por assim dizer, intimidade.




Lula e Janja, confundindo a vida intima, tornam pública a privada. Mas eu posso estar “viajando”, portanto, pode não ser nada demais. Ao menos, fica evidente a diferença entre deslumbrante e deslumbrada.
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🔵 Uma Coca-Cola no deserto

Não era um lugar qualquer, era uma serra gaúcha. Não aquela Serra Gaúcha turística, conhecida em guias de viagem, onde as pessoas são transportadas pelos pontos conhecidos e manjados. Era a zona rural do Rio Grande do Sul, a serra gaúcha “roots” (raiz), onde o Homem tem que dominar a natureza, e o vizinho mais próximo mora numa outra montanha.




A caminhada era necessária. No início do trajeto, carros de boi, criações e uma vastidão de fazenda era quase tudo o que os olhos enxergavam. As únicas diversões eram atacar pedra, partir lenha e colher folhas de fumo. Enfim, diferente do que eu imaginava, ali a vida era bruta, quase um teste de sobrevivência, não um fim de semana na fazendinha da vovó. Basicamente, tudo o que era trabalho, era o nosso passatempo. Aquele ambiente hostil parecia incompatível, sobretudo perigoso, para moleques de 15 anos de idade, acostumados com a vida urbana da Grande São Paulo.




O dia ensolarado, um calor absurdo, a estradinha de terra poeirenta e uma caminhada insana. Embora impossível, para compor o clima árido, faltavam uma bola de feno rolando, uma carcaça de gado e o som de uma águia procurando alimento.




O cenário sugeria qualquer marca de refrigerante. Entretanto, naquele fim de mundo era improvável que houvesse algum bar (ou bodega, como eles diziam). Sabendo que encontraríamos uma bebida gelada somente no centro do vilarejo, caminhamos, subimos e descemos montanhas.




Tinha que enxergar muito bem para perceber que havia uma cabana no pé do morro. De madeira, não parecia uma casa, mas também não lembrava um bar (ou bodega, novamente, como eles diziam).




Quando chegamos, a surpresa! Com a aproximação, a possibilidade de que fosse uma residência estava descartada, tampouco uma miragem. No entanto, quando vimos o tipo de mercadoria que o empório comercializava, a sede alcançou patamares saarianos.




De comer, achamos ração animal e veneno de rato. Fora isso, tinha ferramentas, produtos agrícolas, arreios etc. Apesar da decepção, decidimos arriscar, pedindo uma Coca gelada. Contrariando as expectativas, o refrigerante veio. Tudo lembrava o cenário de um comercial da Coca-Cola. A garrafa, apesar de minúscula, chegou suando, destoando do ambiente seco e fosco, em cima do balcão de madeira.




A primeira Coca-Cola mereceu uma música de Fernando Brant e Milton Nascimento, então acho que minha inesquecível Coca-Cola mereceu a minha humilde crônica.












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🔴 “Una cervecita y una picaña con una gordurita...: la garantía soy yo”




Parece que querendo escorregar numa casca de banana, Lula comprou a briga da eleição presidencial argentina. Não contente com o processo acelerado de destruição do Brasil, nosso eterno ladrão exportou sua equipe de marketing. Desconfia-se o porquê; para Lula, esse pleito era questão de honra. Perdeu.




A quadrilha marqueteira fez o que sabe: na falta de argumentos para defender um desastroso ministro da Economia (Sergio Massa), aplicou a “conversinha” de prometer uma abstração chamada “democracia”, ameaçou (cultura do medo: fim dos benefícios sociais) e movimentou o aparelhamento estatal, lógico, em seu favor. Só poupou os “hermanos” do “golpe da picanha”.




O vencedor, Javier Milei, é quase tão desconhecido aqui como lá. Isto já é bom, porque os argentinos ficam livres do peronismo, do  kirchnerismo e do lulismo (que tentou chegar lá); e é melhor, porque elimina a intenção de pintar a América do Sul de vermelho, afasta os ideais nefastos do Foro de São Paulo, evita o uso ideológico do Mercosul (talvez até anule sua existência), economiza dinheiro brasileiro repassado à Argentina, retira o “interesse” de Alberto Fernández visitar seu amigo, redireciona as relações internacionais do vizinho e dissuade Lula da péssima ideia de unificar as nossas moedas. Em suma: o Brasil saiu ganhando.




Javier Milei tem cara de “loco” e jeitão de “loco”. E foi justamente essa fama que elegeu o “maluco beleza”: ele é como aquele argentino cabeludo, que a gente acha legal, vibrando com o Boca Juniors, River Plate ou canta aos berros com uma banda de “rocanrol”. Se bem que a Presidência da República da Argentina está mais para um tango trágico.




Quem é o brasileiro, chamando alguém de louco? Entregamos a chave do cofre para um ex-presidiário condenado por corrupção, mitômano, estelionatário eleitoral e “self-made man” do “jeitinho brasileiro”. Apesar da interessada condescendência da nossa imprensa, Lula transborda demonstrações de que pode ser um grande beneficiário das “laxativas” leis antimanicomiais e políticas anticarcerárias.




 Milei é muito louco; Lula é louco.
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🔵 Pico D’olho D’água




Pico D’olho D’água é o topo de uma montanha da Serra da Cantareira na cidade de Mairiporã. O passeio indicado para ir com a família, tornava-se uma alternativa nada recomendável para ir à noite. Pois, uma iluminação mental sem limites recomendou que fôssemos beber a saideira ao som de rock n’ roll, longe da iminência de assistir a uma inundação de água e sabão. Uma breve deliberação depois... A turma irresponsável e destituída de algum grau de bom senso achou aquela ideia brilhante. Assim, saímos para o endereço bucólico.




Enfrentada a estrada e a floresta, lá no alto, tudo foi como planejado: som alto e os estalos das latas de cerveja sendo abertas. Diferentemente dos alpinistas, não estávamos exaustos e, apesar de alcançarmos o topo sem escalar a montanha, fomos premiados com a paisagem alpina e alguma ventania.




Aquela combinação (música e cerveja) trazia um relaxamento e uma perigosa desatenção. Sem saber, estávamos no lugar errado, na hora errada. Com o destemor típico da irrelevante faixa etária e relativa irresponsabilidade, não poderíamos prever o que estava para acontecer.




Depois de forçar as vistas e piscar grosso, foi possível enxergar que a nossa festa da montanha seria interrompida. As silhuetas já mostravam que teríamos problemas. Prestando muita atenção nas sombras, foi possível perceber que estavam em formação e fortemente armados. A aproximação sorrateira mostrava que, ao contrário do que pensávamos e éramos, fomos tratados como uma perigosa facção criminosa. Se eles fossem bandidos, provavelmente chegariam atirando, desordenadamente como piratas invadindo um navio; entretanto, devido o excesso de cautela, era a polícia.




Inocentemente, fomos protagonistas de uma “abordagem-monstro”. Ali era um endereço manjado de ilicitudes. Embora o som alto, as latas de cerveja e alguns cabeludos causassem desconfiança, não havia entorpecentes.




Por aquela noite, os acontecimentos trouxeram a lucidez necessária para interromper a única edição da “Festa do Pico D’olho D’água”.
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🔴 Terrorismo primavera/verão

O que leva alguém a vestir um boné ou uma camiseta de grupos terroristas? Diferentemente de uma peça de roupa que aparece para apoiar uma entidade, o boné do MST e a camiseta do Hamas, são usadas como artigos da moda. 




Algo parecido, mas inofensivo, aconteceu quando proliferaram camisetas piratas da campanha do ‘Câncer de Mama’. Perseguindo a moda, mas estabelecendo um conflito ambulante: garotinhas, que não tinham aspecto de quem conhecia um universo além da cantora Taylor Swift, estavam exibindo estampas das bandas ‘Motörhead’ e ‘Ramones’. 




Domingo (12), em São Paulo, Avenida Paulista, houve uma coisa. Não é vocabulário restrito, eu qualifico esse evento como ‘Coisa’. Com boa vontade, eu imprimiria faixas e cartazes escrito: “1ª Coisa Parade”. Uma reunião que junta terroristas de playground, militantes políticos, gente que aceita “lutar” por qualquer causa, sambistas de sapatênis e um padre é  inominável. Somente seria identificável pejorativamente.




O Brasil sempre foi conhecido por judeus e árabes conviverem em harmonia. No entanto, depois de uma chuva surgiram cogumelos alucinógenos e sujeitos antissemitas. Olhando bem, o pessoalzinho que achou legal fazer “cosplay” de terrorista, não teria sequer coragem de tomar uma injeção contra a gripe.




Todo esse cenário dá um nó cerebral: um rapaz andrógino, com baixos níveis de testosterona, pijama do Mickey e pantufas da ‘Hello Kitty’ pode arrancar a sua cabeça com uma cimitarra, e a “garotinha do papai” fantasia-se de terrorista do Hamas ou Hezbollah.




Quanto ao padre Júlio Lancelotti (que eu apelidei de “LanceLOST”), eu não sei o que estava fazendo ali, além de, costumeiramente defender causas nefastas. Sabendo do seu histórico, me nego a tentar exorcizá-lo sob pena de despertar sua fúria e me ver incapaz de enfrentar forças terríveis que desconheço.




Nesses grupos extremistas, pode estar infiltrado aquele garoto estranho e aparentemente inofensivo. Entretanto, muito cuidado! Ele sente-se fazendo parte de alguma coisa e, para não perder isso, é capaz de tudo.
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🔴 Querida, cheguei!

Certamente, Flávio Dino já é um dos piores ministros da Justiça que a Humanidade teve que suportar. Por negligência, imperícia, imprudência ou desonestidade, ele inverteu o que se considera justo. Ou seja, ele persegue e pune os inimigos políticos e alivia para os “parças”. 




No entanto, é seu lado “pastelão” que me traz alegria. Eu vejo sua figura triste e ameaçadora como uma usina de momentos, assim como ele, engraçados. Talvez isso seja a minha porção Homer Simpson ou  a 5ª série C, que sempre vêm à tona. Contudo, por mais que se esforce para ser iníquo, para mim ele sempre será inócuo. Mais, como se não bastasse ser do PCdoB, o maranhense faz questão de anunciar que é comunista. Ora, somente no Brasil alguém confessa ser um comunista sem ser preso ou capturado como um exemplar raro.




O ministro, fantasiado de guerrilheiro, é, no máximo, um Che Guevara “plus size”; pulando (literalmente) carnaval, o político parece na iminência de destruir o caminhão de trio elétrico; e quando ele sentou, virou a cadeira e sumiu. Sem ferimentos, tudo isso é sensacional. Ainda mais para ele que, se esforçando para parecer sarcástico e cruel, se sai como um vilão atrapalhado de filme B.




É estranho reparar nessas facetas de humor involuntário do comunista de chanchada, diante do País em chamas: a anomia e a revolução do lumpemproletariado. Porém, a inversão de valores atingiu o paroxismo, de modo que a reação natural que seria a indignação, se tornou o escárnio. É isso, o espanto, diante de absolutamente tudo, é o alimento para essa turma, sobretudo para o ministro “devorador de liberdades”. Sendo assim, eu faço o que mais sei: expô-los ao ridículo.




Sim, sei que posso estar (e certamente estou) me distraindo com um adversário mais fraco, de guarda baixa e engraçado. No entanto, o ridículo supera o ameaçador, de modo que o “pastelão” chamará mais a atenção que a formalidade, portanto, a risada suplantará a raiva.




“O humor é a saída de emergência para o desespero”

(Emílio Surita)
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🔴 Buraco afrodescendente

Anielle Franco achava tudo muito chato, menos a Terra, que, para pessoas espertas, como ela, sempre foi redonda. Quando a ministra da Igualdade Racial veio à luz, descobriram a inutilidade de seu ministério. Com essa descoberta, poderiam desconfiar que a moça era incompetente. Para isso não acontecer, Anielle tomou providências.




Anielle Franco se destacou por ser irmã de Marielle Franco; esta se destacou porque foi assassinada. É isso. Pois bem, Anielle ficou conhecida ao inventar uma pauta em São Paulo, no Estádio do Morumbi, na finalíssima da Copa do Brasil, durante o jogo do seu Flamengo. Ora, vejam só, quanta coincidência! 




Para piorar a situação, a ministra ostentou o privilégio de ir ao jogo do “Mengão” num jatinho da FAB (Força Aérea Brasileira), e sua assessora expressou todo o seu racismo. A essas alturas, não seria necessário um telescópio superpotente, a sinecura poderia ser vista a olho nu.




A solução para fingir competência e que seu ministério era útil: ela caçou uma palavra que expiasse o peso da inutilidade e do politicamente incorreto. Constatando a inviabilidade de ações concretas (como a discriminação da frequência de determinado lugar), Anielle sacou o termo “buraco negro”. Sim, o termo consagrado pela Astronomia foi considerado racista, diferente de alguém que possa reagir. A anos-luz de anunciar algo prático e digno de nota, a irmã da Marielle fez alguma coisa, além de jogar uma “cortina de fumaça” na polêmica do futebol.




Mas não se iluda, a problematização da palavra tem método. Essa manobra rende e continuará rendendo muito dinheiro a ela. A quantidade de palestras empresariais garantirá a subsistência da moça, que, jogando um termo, inofensivo e que estava quieto, na prateleira das ofensas, ela finge que esta combatendo o racismo enquanto mantém minorias no bolso.




Apesar da gravidade, Anielle Franco, a “flanelinha de minoria” com lugar de fala, anda com a cabeça nas nuvens.




Uma vez picareta, sempre picareta.
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🔴 Tá ruim, mas tá bom — Elvira do Ipiranga...

Nossa intérprete do Hino Nacional Brasileiro (Fórmula 1) não teve culpa. Mesmo que tivesse, a culpa é dela e ela bota em quem quiser. Foi isto o que ela fez: “defeito técnico”. Ahamm. Na verdade, a culpa foi de quem contratou a artista, sabendo que a letra não poderia ser mais complexa do que os versos: “vai descendo até o chão” ou “quica com força”.




Deixando minhas infelizes anedotas na obscuridade, o garoto do cavaquinho, esbanjando toda sua alegria e simpatia, bem como a malemolência brasileira, fez a sua parte. Tem também o gueri-gueri, o vai-que-não-vai... Pois bem, o menino deu azar, porque o apagão da Ludmilla expos ao mundo um cavaquinho sendo espancado. Mas tudo bem, para mudar de ideia quem acha admirável alguém que arranha um berimbau de 4 cordas, se surpreenderá quando algum pirralho europeu executar a “5ª sinfonia de Beethoven”.




A artista Vanusa já havia provado que era uma grande cantora, no entanto, também falhou na cerimônia onde cantava o Hino Nacional Brasileiro, como a funkeira. Aquela, mesmo na decadência vital, estava entupida de remédios; esta, foi colocada numa fria e, equipada com um analfabetismo funcional, caiu.




Entretanto, eu compreendo a limitação e o nervosismo da Ludmilla diante do mundo. Eu mesmo erraria ou esqueceria a letra de ‘Cai, cai, balão’  se cantasse para mais de duas pessoas. Mas o que interessa para quem exerce o poder não é o talento, mas a estética. Considerando a intenção da apresentação e o grande número de espectadores estrangeiros, o recado foi passado. Embora os estrangeiros desconheçam o nosso hino, o piloto Max Vestappen ficou constrangido.




Se engana quem acha que a artista Ludmilla foi lembrada por ser uma grande cantora. Opressão, vitimismo, empoderamento, cultura popular brasileira etc compuseram o conjunto de valores que atraíram as atenções mundiais. O hino era um subterfúgio para apresentar o real recado: os meios justificam os fins.




Talvez a Ludmilla não saiba, mas quem a escolheu para “pagar o mico”, queria exatamente isso, menos até. Portanto, enquanto ela acha que o erro comprometeu o espetáculo, tem gente comemorando.




Ela quis homenagear a Whitney Houston. Ah, e eu, o Elvis Presley.
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🔴 A luta dele

Sempre achei que os neonazistas estivessem escondidos atrás daquele estereótipo caricato meio antissocial, ultranacionalista e agressivo. Acho até aceitável o rótulo supremacista branco, a “Ku klux klan” nunca me deixou negar sua existência. No entanto, a História evidenciou que havia exagero quando xingavam qualquer um de fascista e nazista.




Surpreendentemente, vimos justamente a verdadeira face daqueles que, por fanatismo político, saíam acusando os adversários de nazista, fascista, genocida, pedófilo, terrorista, golpista etc. Eu sempre pensei, e creio que estava certo, que esses adjetivos terríveis eram pronunciados a esmo, como uma nova e curiosa modalidade de ofensa.




A guerra “Israel X Hamas” revelou a manifestação do antissemitismo da turma do “o amor venceu”, o “terrorismo ambiental”, as “feminazi” (feministas radicais), os “antifas”, etc. Provavelmente, disfarçando algo horrível dentro de suas personalidades, coisa que nem eles mesmos suportavam, veio à tona. No clássico estilo “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”, não aguentaram a latência e, com as manifestações contra Israel, encontraram um ambiente “favorável” para demonstrar o preconceito.




Onde estavam escondidos? Muitos perderam a vergonha e, como nos anos 30, estão “caçando” judeus. Comércios passaram a discriminar o atendimento com o aviso: “Jews not allowed” (Judeus não são permitidos); “Keep the world clean” (Mantenha o mundo limpo): uma loirinha erguia o cartaz com esse texto completado com um desenho da Estrela de Davi no lixo. Isso foi apenas um cartaz numa passeata! Assustador! 




Diversas são as manifestações de antissemitismo. O mais surpreendente é que isso vem de onde menos suspeitaríamos. O sentimento não suportou ser represado por tanto tempo. Enquanto isso, convenceu, quando usado como acusação.




Deus pode ter piedade da alma das vítimas de doutrinação escolar, porém, pouco tempo já será suficiente para dar luz à vergonha de exibir ao mundo, disfarçado de qualidade, um defeito tão deplorável.




Os filmes ‘A Onda’ e ‘Ele está de volta’ já ilustravam como tudo começa e como o fantasma da intolerância está à espreita, respectivamente. Diria que o segundo filme, tendencioso, só errou o alvo.










🔹 “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”

(Winston Churchill)
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