Robson Wagner de Souza nasceu no Rio de Janeiro, em 08 de fevereiro de 1970, domingo de carnaval, às 13 horas.
Desde 1983 escreve poesias para conquistar as colegas de turma que apreciavam poesias.
Em 1987 ingressa no Colégio Dom Pedro II, ensino médio, em São Cristovão – Rio de Janeiro/RJ.
Sua vida acadêmica teve início no ano de 2006 na Universidade Augusto Motta, cursando engenharia civil, fazendo somente quatro períodos. Ingressou logo em seguida, ano de 2009, na Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, recomeçando o mesmo curso de engenharia civil, fazendo somente dois períodos.
Em 2011 retorna para Universidade Augusto Motta cursando um período de Arquitetura e Urbanismo.
No ano de 2014 começa a exercer a função de Mestre de Obras, responsável pela construção de dois prédios, na zona oeste do Rio de Janeiro. E logo em seguida, ano de 2015, se forma em Técnico de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Universidade Estácio de Sá.
No ano de 2017 deixa fluir toda sua vocação poética e nunca mais parou...
Lista de Poemas
ADEUS ISABEL
Já foi?
Até logo!
Nem vi quando saiu
E nem pedi pra ficar.
Não te amei
Como ensino a amar.
Só notei
Tua presença,
Quando da tua ausência.
Me perdoa a indiferença,
Simplesmente nada fiz.
Poderia ter feito muito mais que nada.
Percebi quando saiu
Que era parte da família
E nunca fui te procurar.
E agora?
Nessa autocura
Como posso me curar?
Perdi a oportunidade
De fazer mais que falar.
Promover a caridade
A quem perto de mim está.
Mas, agora foi pra longe...
Só na outra pra tentar.
Tanto adorno no pescoço
Uso branco pra girar.
Canto alto notas prontas,
Fazendo preces no gongá.
Podia além de tudo isso,
Ter um abraço pra te dar.
Que me sirva de lição
Antes de o outro ajudar.
Olhar firme em minha volta
Para os que restam cá.
Deus me livre que Ele tenha
Outros versos, a me inspirar.
Até logo!
Nem vi quando saiu
E nem pedi pra ficar.
Não te amei
Como ensino a amar.
Só notei
Tua presença,
Quando da tua ausência.
Me perdoa a indiferença,
Simplesmente nada fiz.
Poderia ter feito muito mais que nada.
Percebi quando saiu
Que era parte da família
E nunca fui te procurar.
E agora?
Nessa autocura
Como posso me curar?
Perdi a oportunidade
De fazer mais que falar.
Promover a caridade
A quem perto de mim está.
Mas, agora foi pra longe...
Só na outra pra tentar.
Tanto adorno no pescoço
Uso branco pra girar.
Canto alto notas prontas,
Fazendo preces no gongá.
Podia além de tudo isso,
Ter um abraço pra te dar.
Que me sirva de lição
Antes de o outro ajudar.
Olhar firme em minha volta
Para os que restam cá.
Deus me livre que Ele tenha
Outros versos, a me inspirar.
131
NOSSA POUCA FÉ
A dor que paralisa
Desacelera a hora
Observa vagarosa
Os segundos contados
Entre lágrimas sem fim.
A fé era somente desespero
Confundida entre lamentações
Menor que um grão de mostarda
Na água só deu pra nadar
E bem longe observar
A montanha no mesmo lugar.
A dor despreza o tempo
O sol vai e vem
A lua sempre volta
E seguimos parados
Esperando sentados
O presente virar passado
E o futuro nunca chegar.
Desacelera a hora
Observa vagarosa
Os segundos contados
Entre lágrimas sem fim.
A fé era somente desespero
Confundida entre lamentações
Menor que um grão de mostarda
Na água só deu pra nadar
E bem longe observar
A montanha no mesmo lugar.
A dor despreza o tempo
O sol vai e vem
A lua sempre volta
E seguimos parados
Esperando sentados
O presente virar passado
E o futuro nunca chegar.
89
ANA LU
Nas terras lá da china
Um dia o rei plantou
Uma planta de flores lindas
Para encontrar o seu amor.
Aqui perto em São João
Um dia germinou
Uma flor tão colorida
Amor de outro amor.
Muito longe de ser pávida
O teu nome te anuncia
Graciosa na batalha
Até a seca desafia.
Hoje é dia de alegria
Brota Ana da azaleia
O cinza frio se despede
Nesse mês de primavera
Um dia o rei plantou
Uma planta de flores lindas
Para encontrar o seu amor.
Aqui perto em São João
Um dia germinou
Uma flor tão colorida
Amor de outro amor.
Muito longe de ser pávida
O teu nome te anuncia
Graciosa na batalha
Até a seca desafia.
Hoje é dia de alegria
Brota Ana da azaleia
O cinza frio se despede
Nesse mês de primavera
116
LILIAN
Vida tola!
Como ousa me julgar?
Analisar com simples olhos,
Sem minha alma mensurar.
Na tua arena, vida tola,
O touro bravo dita o medo,
Mas pra quem acredita,
A vitória é do toureiro.
Os calos da labuta
Que marcariam as minhas mãos,
Escondidos estão na alma,
Bem atrás do coração.
O suor que marca no dia,
O esforço do trabalhador,
Meu sorriso estampa o rosto,
Pra não ver a minha dor.
Escolhi pra minha vida,
Cada dia, no ano inteiro,
Ser esperança da família,
Derrotando o desespero.
Como ousa me julgar?
Analisar com simples olhos,
Sem minha alma mensurar.
Na tua arena, vida tola,
O touro bravo dita o medo,
Mas pra quem acredita,
A vitória é do toureiro.
Os calos da labuta
Que marcariam as minhas mãos,
Escondidos estão na alma,
Bem atrás do coração.
O suor que marca no dia,
O esforço do trabalhador,
Meu sorriso estampa o rosto,
Pra não ver a minha dor.
Escolhi pra minha vida,
Cada dia, no ano inteiro,
Ser esperança da família,
Derrotando o desespero.
101
MUSEU
Museu! O que te aconteceu?
Luzia quase morreu!
Agora é somente cinza,
Faltou a lira de Orfeu.
Existem outros museus...
Cidades cuidem dos seus!
A minha só deu valor,
Quando o que tinha perdeu.
Ficava na beira dos bichos,
Poucos iam visitar.
Agora que é luto do povo,
Que muitos ouviram falar.
Foi providência divina,
O que o fogo destruiu,
Lembrando que o voto queima,
A história, da pátria que pariu.
Luzia quase morreu!
Agora é somente cinza,
Faltou a lira de Orfeu.
Existem outros museus...
Cidades cuidem dos seus!
A minha só deu valor,
Quando o que tinha perdeu.
Ficava na beira dos bichos,
Poucos iam visitar.
Agora que é luto do povo,
Que muitos ouviram falar.
Foi providência divina,
O que o fogo destruiu,
Lembrando que o voto queima,
A história, da pátria que pariu.
93
ELEITOR
Pobre homem que veleja
No mar da especulação
O dedo dono da verdade
Decide o rumo da nação.
Sem poder ficar de fora
Mesmo com a decepção
Escolheu a maior parte
Destino incerto da nação.
Rezo eu escarnecido
Que tenhas tu toda razão
Tomara eu estar errado
Do futuro da nação.
Mas se caso tua certeza
Trouxer desilusão
Não serei eu implacável
Faço parte dessa nação.
No mar da especulação
O dedo dono da verdade
Decide o rumo da nação.
Sem poder ficar de fora
Mesmo com a decepção
Escolheu a maior parte
Destino incerto da nação.
Rezo eu escarnecido
Que tenhas tu toda razão
Tomara eu estar errado
Do futuro da nação.
Mas se caso tua certeza
Trouxer desilusão
Não serei eu implacável
Faço parte dessa nação.
115
PINTOR
A poesia é um quadro!
Desenhado, escrevinhado,
Chique, rabiscado,
Bruto ou de fino trato.
Retrata a ferida, a cura, a vida.
Retrata o outro, retrata a própria dor.
A poesia é um quadro!
O mesmo entendimento,
A mesma compreensão,
A explícita alma do autor,
Basta pra bom entendedor,
Fingir entender o que disse o pintor.
A poesia é um quadro!
Paisagem sem cor.
O céu, a terra, o mar,
A cor? É pra imaginar...
Depende da alma,
No momento de olhar.
A poesia é um quadro!
Pintura pra preto, pra branco, pra pardo.
Culta ou vulgar.
É pra quem gostar.
Pra quem ousar.
Pra quem pintar.
A poesia é um quadro!
Nele, três verdades:
A minha, a sua e de quem pintou.
O machista se assusta;
A feminista se ofende.
Somente queria mostrar sua dor.
A poesia é um quadro!
O poeta um pintor.
Um desenho bobo para o amado,
Lembrete com rima para o amor:
O feijão está na geladeira
E tem bife na frigideira.
A poesia é um quadro!
A tela um papel amassado;
A caneta um pincel.
Uma licença pra expressar:
A vitória de uma guerra,
Uma letra de música pra cantar.
Desenhado, escrevinhado,
Chique, rabiscado,
Bruto ou de fino trato.
Retrata a ferida, a cura, a vida.
Retrata o outro, retrata a própria dor.
A poesia é um quadro!
O mesmo entendimento,
A mesma compreensão,
A explícita alma do autor,
Basta pra bom entendedor,
Fingir entender o que disse o pintor.
A poesia é um quadro!
Paisagem sem cor.
O céu, a terra, o mar,
A cor? É pra imaginar...
Depende da alma,
No momento de olhar.
A poesia é um quadro!
Pintura pra preto, pra branco, pra pardo.
Culta ou vulgar.
É pra quem gostar.
Pra quem ousar.
Pra quem pintar.
A poesia é um quadro!
Nele, três verdades:
A minha, a sua e de quem pintou.
O machista se assusta;
A feminista se ofende.
Somente queria mostrar sua dor.
A poesia é um quadro!
O poeta um pintor.
Um desenho bobo para o amado,
Lembrete com rima para o amor:
O feijão está na geladeira
E tem bife na frigideira.
A poesia é um quadro!
A tela um papel amassado;
A caneta um pincel.
Uma licença pra expressar:
A vitória de uma guerra,
Uma letra de música pra cantar.
131
CAROL
No jardim das Oliveiras
Chora o Filho do Senhor
Pelos seus irmãos ingratos
Que lhe causaram tanta dor.
Quando Ele foi levado
Naquela pedra germinou
Uma linda rosa branca
Um presente de amor.
Era a rosa que faltava
Na mesa do consolador
Era rosa de Jesus
Que na pedra germinou.
Chico trouxe para casa
Essa rosa milenar
Chamamos de Carol
Um presente de Oxalá.
Chora o Filho do Senhor
Pelos seus irmãos ingratos
Que lhe causaram tanta dor.
Quando Ele foi levado
Naquela pedra germinou
Uma linda rosa branca
Um presente de amor.
Era a rosa que faltava
Na mesa do consolador
Era rosa de Jesus
Que na pedra germinou.
Chico trouxe para casa
Essa rosa milenar
Chamamos de Carol
Um presente de Oxalá.
126
MÔNICA
O inverso da tristeza,
É verso de viver,
Seu nome é alegria,
Prazer em conhecer.
Estar bem com ela
É estar bem com Deus.
Ela ama a todos os seus,
Também ama àqueles
Que não são seus.
Se trouxeres pedras nas mãos,
Perto dela caem todas pelo chão.
Ela é por ela mesma:
Xente amiga!
Xente alegre!
Xente feliz!
É verso de viver,
Seu nome é alegria,
Prazer em conhecer.
Estar bem com ela
É estar bem com Deus.
Ela ama a todos os seus,
Também ama àqueles
Que não são seus.
Se trouxeres pedras nas mãos,
Perto dela caem todas pelo chão.
Ela é por ela mesma:
Xente amiga!
Xente alegre!
Xente feliz!
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DESPREZO UM BELO POEMA AMAR SEM SER AMADO