Iniciando uma revolução sem eufemismo Abrindo mão do que não faz mais sentido Repartindo meus sentimento em alento Esvai-se minha vaidade... Foram tantos os dias de luta Tanto choro, desprezo Sem teu aconchego, tive medo Inda permanecem as cicatrizes Dos dias de crise, quase morte Vi meu espirito partir Por algum motivo recobrei a memória Não desejo apagar a nossa história Apenas alcançar a glória de viver em paz Suas falsas verdades, palavras Já não me causam efeito No seu olhar de veraneio, vi o inverno chegar Sem flores, sem cores, sem o cheiro do barro molhado Acabaram-se as novidades das tardes alegres Meu suor não tem mais seu cheiro Vi a guerra cessar.
Eunice Spina 22-12-15
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Disparo
Nessa manhã escuto o disparo Corro para de baixo da cama Procuro me esconder Medo me consome Fico estática, paralisada Suor escorre em meu corpo Mãos trêmulas, que escondem meu rosto Abrir os olhos e ver Só em pensar Sinto a coluna estremecer Deus até aonde permanecerá Meu medo de estar Se a cada disparo do meu coração Fazem lembrar minha solidão De um dia saber que tudo foi em vão Amor fugiu de mim sem permissão Do que me adianta esconder então?! Vou cometer um suicídio Um amor atroz Vai morrer em mim
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Suingando
Como é bonitinho! Com esse gingadinho no andar Seu corpo vem suingando Fico entre céu e mar Faz assim comigo não! Quando você passa Começo à delirar Como é bonitinho! Esse sorriso de verão Tem o infinito do horizonte Junto do olhar Sao tantas possibilidades de te gastar Não sei por onde começar Mas já te dispo com olhar Como é bonitinho! Ele sabe por onde vem...
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Alma
Sinto saudades de um tempo que não sei se vivi Um sentimento que fecunda minha alma, me fazendo refletir Pensamentos voam em desencontros Se esbarram, mas não se falam Sinto uma multidão em mim Passos desordenados, ecoam risos Eu me calo. Meu olhar desatento percorre cada rosto Procuro entender esse particular, tao singular, que fica fácil expressar Não existe solidão, existe eu em massa Ocupando todos os meus espaços Engraçado... Ainda sobra espaço Eu exito, eu riu Eu desisto de tentar me contar Não sei me fracionar Sou eu pra lá, e também aqui Por mais que eu tente fugir Meu eu não saí de mim Eu me sufoco, eu grito Eu me incomodo, silencio
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Ficou para atrás
Ficou para atrás
Hoje posso lhe dizer Esperar não posso mais Ontem VC foi embora Hoje quero amar em paz
Amanhã você há de precisar A vida corre, não caminha E VC aí tão fria Vai me procura lá atrás
Não vou te escutar Muito menos te ouvir Hoje a rua está tão fria Só tenho o samba para me confiar
Não acredite que ainda preciso de voce Mesmo quase sem querer Me perdi de você
Porque quando você foi embora Toda prosa, nem olhou para atrás Vaidosa, não precisa mais de mim Fiquei com mal lembrança De viver com sua sombra Hoje deixada para atrás
Pode ajoelhar, rezar e pedir Meu amor você não verá sorrir
Não vou te escutar Muito menos te ouvir Você vai me procurar lá atras
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Promíscua
Promíscua
Ao longe pude ver Caminhar lento Sorriso curto Mãos no bolso Olhar atento Não pude compreender No primeiro momento Era apenas um menino Ocupando espaço no meu pensamento Suas mãos ao me tocar Fazem meu corpo vibrar Conhece meus movimentos Me trouxe sorriso ingênuo Coração puro para amar Vou assumir o pecado Vou correr o risco Meu instinto sufoca calado Meu corpo suado Cansado de amar.
25_10_15.
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Lira
Lira
Penso em você, logo fico sem jeito Lembro-me daquele beijo Saudade se faz presente Quais ruas percorre neste carnaval? Meu rosto enrubesce Tormento me aquece Ouço daqui você sendo feliz Saio pelas ruas à sua procura Tentando reviver você Parei no mesmo bar Revi nosso luar Cantei para o tempo Desejei nosso momento Não sei como te encontrar Soa o repique Rasga meu coração Que mal há nesta paixão?! Abro meus braços Me entrego Vivo na lira Ainda chora a flauta de Viriato Meu pensamento me leva até você Como te esquecer...
Eunice Spina 03-07-15
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Cabaré
Cabaré
Olha o vestido dela Vem cheio de mazelas Carrega o azul do céu Quem dirias, foi parar num bordel!
Um sorriso Um corte Um amor A morte Seu cabelo Enforca Seu olhar sufoca.
Deitas com sorriso à mostra De quem não mais suporta Ama o entardecer Na esperança de não mais ver Quem será o próximo a morrer.
Seu embalo Um trago Seu ritmo Outra dose Arrasta mais um anoitecer Como suportar?!
A vejo morrer de amar Lhe cubro com pesar Ouço seu corpo falar-me Procuro seu olhar Busco a razão de estar.
Não mais a encontro Sem alento Me contento.
Eunice Spina 26-04-15
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Inda
Inda
Mesmo que estaja longe dos seus olhos Que seus dedos nao envolvam os meus Que eu pareça fora do seu alcance Nao me deixe partir de dentro de voce Estou aqui sentindo seu coracao pulsar em mim O destino parece brincar comigo Pois cada segundo q vivo Saudade faz doer Mesmo estando longe de voce Meu pensamento vai de encontro ao seu Nao me deixe ir embora Inda quero ver o por do sol contigo Encontrar seu sorriso Me entregar a cada novo amanhecer Faz as pazes comigo Te imploro! Suplico! Nao me deixe ir embora Quero me perder contigo Reencontrar meu caminho Fazer feliz o seu viver...
Eunice Spina 22_10_15
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Estalo
Estalo
Mesmo sem saber o caminho Seguirei em frente Sinto-me forte Acho que sou capaz de vencer a morte! Sinto o impacto ao pisar nesse chão minhas pernas tremem Paro Respiro Alongo Sigo Por horas me pergunto Por quê este mundo?! Frio Passageiro Devaneio... Me perco Estou ao meio Logo, me sinto inteiro mesmo que esteja perdido Existi o motivo para se estar vivo Boas novas hão de chegar Nesse imenso espaço, Pensamento Desmedidas são as lembranças Numa curta infância Rodo Giro Entonando a ciranda Caiu Riu Dou meia volta Me jogo Me permito Um estalo! que mistérios traz esse sofá...