Sinto-me livre quando estou aqui Digitando palavras perdidas em mim Como se estivesse encontrando moedas pelo chão Com sorte, preenchendo os segundos. Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo Quanto sua boca é minha Quanto seu suor é meu como vejo suas costas arrepiar Quando desfaleces ao meu lado fico aqui, catando as palavras em mim. Como me ausentasse do presente Deslizando nas memórias recentes Relembrando como é te ver sorrir Reproduzindo cada movimento. Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo Mas fico aqui me divertindo Relembrando o quanto é diferente Quem sabe sejas amor Quem sabe sejas um exagero Quem sabe sejas meu...
Lembro-me que quando me perguntastes por quê era tão distante Refurtei no primeiro momento, não queria ser um tormento Como explicar a distancia que carrego em mim Sou estrangeira nessa vida, trago comigo outro dialeto Por mais que viaje não chegarás nem perto Venho de um lugar que também desconheço Não sei nome das ruas que percorri para chegar aqui Quais foram as experiências que formaram esse Eu Sinto saudades em momentos inoportunos E só passa quando fecho meus olhos e medito Como me transportasse para outro mundo E lá tenho afago, me sinto segura Não existes nomes, referências ou mesmo algo palpável Existe apenas Eu... Sim, vivo distante de tudo que o cerca Meu olhar sobrecarrega Gostaria de poder te explicar de onde vim Mas estou perdida em mim.
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Poeta
A poesia é o antidepressivo do poeta Não nos importa a dosagem correta É a automedicação pueril Não importa se a inalou ou a engoliu Os versos são nosso marca tempo Descrevemos cada momento Reais e fragimentados Fingidos ou inventados Não nos importamos com a reação Sua interpretação é mero acaso Somos egoístas e escrevemos nossa vontade Nos multiplicamos e ao mesmo tempo somos um Ninguém sabe ao certo a razão de ser do poeta Se ele fecha ou deixa a porta aberta O valor da solidão nos custa caro Gastamos cada tostão em rum, tinta e papel Somos a nossa melhor companhia Mas valorizamos o amor com sintonia Nada para nós é pouco Fazemos desse mundo louco nosso teatro De personagens principais aos bastidores Somos muitos e nos sentimos poucos Recolhemos cada escrito E engavetamos por discrição
Eunice Spina
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dialeto
cansada me permito sentar mãos que já passaram pelo cabelo estão sobre as pernas batendo ritmadas decidi não mais pensar, apenas sorrir não mais pensar pq a cabeça dói dialetos atravessados vindos do interior de nós mesmos regiões confusas sobre variantes me questionei por horas a fio será que seria melhor a mudez porque quando conversamos vamos nos distanciando e construimos cercas, depois muros, logo fortalezas menos pontes Ja me senti num único dia fazer a atravessia da mesma fronteira umas três vezes e volto ao mesmo lugar aqui sentada batendo com as mãos ritmadas desejando ser sufocada pela língua sua
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desculpas
Quero poder me desculpar Não sei por onde começar Dou passos desordenados Sei saber aonde vou chegar Peço silêncio para essa multidão que habita em mim Preciso me concentrar Cabeça dói, meus olhos estão quase cegos Quanto mais eu me olho, menos eu enxergo Procuro argumentos sinceros Busco em mim a verdade Não a encontro Sinto-me estafada Quase cansada Ainda sim preciso me desculpar Quero revelar minhas idéias Te trazer boas novas Ver seu sorriso pra eu me encantar Não sei por onde começar Caso você não queira me desculpar Por minha falta de jeito em falar Saiba que mesmo aqui perdida Estou tentando me encontrar Está sendo trabalhoso Revirando tudo aqui dentro Preciso dos argumentos Talvez assim possas me desculpar...
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Madrugada
Caís-tes quase desfalecido ao meu lado Trocamos olhares e imediatamente fechamos nossos olhos E respiramos... sorriso tímido surge Peço silêncio nesse instante Acabamos de tocar nossa música Dançamos em nosso ritmo único Trouxemos o encontro do dia com a noite Quatro da manhã celular desperta Eu nem sei se você existiu Se criei um devaneio Apenas sinto minhas pernas tremulas E a alma leve...
E.S. 03/07/18
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Minha infancia
Minha alma que sempre chora Inunda-se em sentimentos que pesam As vezes parece que não vou suportar Como posso sonhar? Em meu rosto nao possuo as marcas desse cansaço Na verdade, inda criança Que enquanto escuta a ciranda Nega-se à descalçar os sapatos brancos de vernis Minhas tranças longas e perfeitas Impõe os cuidados dados Mas não consigo sonhar... Em meio a tanto movimento ao redor Fico calma... calma... calma... inércia. Só preciso voltar Sinto que estou fora do esquadro Não pertecente ao que vivo Sinto-me ingrata Por mais que me deem amor Eu não consigo sonhar Me cobro, me rasgo, mato Só quero me encaixar na roda Girar e cantar a mesma cantiga que hoje me atormenta Viver a tal infância, sem trama Mas não consigo sonhar.
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Nua
Mais uma vez estamos aqui Deparados na mesma de muitas outras Minhas mãos tremulas Coração acelerado Simplismente não consigo parar Vi o dia clarear E em cima de você tudo vale És minha melhor companhia Quem muda minha rotina Nos embebedamos de nós mesmos Com você tudo posso Não vejo limites Fico nua, sem sensura Caminho pela casa inteira sem me preocupar Mais bonito não há! Apenas sinto pesar Quando a folha em branco é totalmente preenchida E preciso virar a página... Amo-te em meio a tantos rascunhos Borrões de tinta da caneta cansada De suportar o peso de minhas memórias
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tolices
Já não sei mais viver aqui sozinha Estou acompanhada da razao q se tornou meu parceiro em vão Ficamos ele e eu Aqui perdidos em mim... Pensamos no que nos espera quando nos ausentamos do presente Para viver o que se sente
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Segredo
Sinto-me pressionada com meus próprios sentimentos Eles afloram e saem pelos poros Silenciar o que sinto é como matar algo em mim à cada novo pensamento Me contento em apenas adimirar você Sentada em sua cama observo cada movimento Riu por dentro, é tanto sentimento... Mas não vou me ridicularizar, Vou continuar me matando a cada novo pensamento. Eufórica minha alma dilacera Multidão em mim se faz presente quando me toca Não sei como não percebe o que acontece em mim Quando me beijas e sinto cheiro de jasmim Agora estamos a sós, perdidos nesses leçois É o encontro da noite com o dia Do silêncio com a euforia Fecho meus olhos e agradeço ao sagrado Pegastes no sono, não corro o risco de ser ouvida Assim não fugirás de mim Quando perceber a multidão que habita aqui.
25/06/18
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Cia
Descobrir o amor É encobrir o medo Jogar o riso solto Abraçar a vontade de estar Fechar os olhos e fingir ter sono, Só para ter desculpas pra agarrar. É sentir a preguiça do outro, E esperar ele pegue no sono só p olhar É comer sem fome só para dividir a mesa É servir em silêncio só para escutar o coração acelerar. Amar é não se importar com os detalhes, desde que ele não seja o outro. É viver em harmonia É fazer com que todos os dias, Sejam o melhor dia, pelo simples fato de estar, Em sua companhia.