Silva

Silva

n. 1987 BR BR

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n. 1987-11-19, Nova Iguaçu

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Sorte

Sinto-me livre quando estou aqui
Digitando palavras perdidas em mim
Como se estivesse encontrando moedas pelo chão
Com sorte, preenchendo os segundos.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Quanto  sua boca é minha
Quanto  seu suor é meu
como vejo suas costas arrepiar
Quando desfaleces ao meu lado
fico aqui, catando as palavras em mim.
Como me ausentasse do presente
Deslizando nas memórias recentes
Relembrando como é te ver sorrir
Reproduzindo cada movimento.
Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo
Mas fico aqui me divertindo
Relembrando o quanto é diferente
Quem sabe sejas amor
Quem sabe sejas um exagero
Quem sabe sejas meu...




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Poemas

75

Estrangeira

Lembro-me que quando me perguntastes por quê era tão distante
Refurtei no primeiro momento, não queria ser um tormento
Como explicar a distancia que carrego em mim
Sou estrangeira nessa vida, trago comigo outro dialeto
Por mais que viaje não chegarás nem perto
Venho de um lugar que também desconheço
Não sei nome das ruas que percorri para chegar aqui
Quais foram as experiências que formaram esse Eu
Sinto saudades em momentos inoportunos
E só passa quando fecho meus olhos e medito
Como me transportasse para outro mundo
E lá tenho afago, me sinto segura
Não existes nomes, referências ou mesmo algo palpável
Existe apenas Eu...
Sim, vivo distante de tudo que o cerca
Meu olhar sobrecarrega 
Gostaria de poder te explicar de onde vim
Mas estou perdida em mim.
191

Poeta


A poesia é o antidepressivo do poeta
Não nos importa a dosagem correta
É a automedicação pueril
Não importa se a inalou ou a engoliu
Os versos são nosso marca tempo
Descrevemos cada momento
Reais e fragimentados
Fingidos ou inventados
Não nos importamos com a reação
Sua interpretação é mero acaso
Somos egoístas e escrevemos nossa vontade
Nos multiplicamos e ao mesmo tempo somos um
Ninguém sabe ao certo a razão de ser do poeta
Se ele fecha ou deixa a porta aberta
O valor da solidão nos custa caro
Gastamos cada tostão em rum, tinta e papel
Somos a nossa melhor companhia
Mas valorizamos o amor com sintonia
Nada para nós é pouco
Fazemos desse mundo louco nosso teatro
De personagens principais aos bastidores
Somos muitos e nos sentimos poucos
Recolhemos cada escrito
E engavetamos por discrição

Eunice Spina


227

dialeto

cansada me permito sentar
mãos que já passaram pelo cabelo
estão sobre as pernas batendo ritmadas
decidi não mais pensar, apenas sorrir
não mais pensar pq a cabeça dói
dialetos atravessados
vindos do interior de nós mesmos
regiões confusas sobre variantes
me questionei por horas a fio
será que seria melhor a mudez
porque quando conversamos
vamos nos distanciando
e construimos cercas, depois muros, logo fortalezas
menos pontes
Ja me senti num único dia
fazer a atravessia da mesma fronteira umas três vezes
e volto ao mesmo lugar
aqui sentada batendo com as mãos ritmadas
desejando ser sufocada
pela língua sua


270

desculpas

Quero poder me desculpar
Não sei por onde começar
Dou passos desordenados
Sei saber aonde vou chegar
Peço silêncio para essa multidão que habita em mim
Preciso me concentrar
Cabeça dói, meus olhos estão quase cegos
Quanto mais eu me olho, menos eu enxergo
Procuro argumentos sinceros
Busco em mim a verdade
Não a encontro
Sinto-me estafada
Quase cansada
Ainda sim preciso me desculpar
Quero revelar minhas idéias
Te trazer boas novas
Ver seu sorriso pra eu me encantar
Não sei por onde começar
Caso você não queira me desculpar
Por minha falta de jeito em falar
Saiba que mesmo aqui perdida
Estou tentando me encontrar
Está sendo trabalhoso
Revirando tudo aqui dentro
Preciso dos argumentos
Talvez assim possas me desculpar...
347

Madrugada

Caís-tes quase desfalecido ao meu lado
Trocamos olhares e imediatamente fechamos nossos olhos
E respiramos... sorriso tímido surge
Peço silêncio nesse instante
Acabamos de tocar nossa música
Dançamos em nosso ritmo único
Trouxemos o encontro do dia com a noite
Quatro da manhã celular desperta
Eu nem sei se você existiu
Se criei um devaneio
Apenas sinto minhas pernas tremulas
E a alma leve...

E.S.
03/07/18
239

Minha infancia

Minha alma que sempre chora
Inunda-se em sentimentos que pesam
As vezes parece que não vou suportar
Como posso sonhar?
Em meu rosto nao possuo as marcas desse cansaço
Na verdade, inda criança
Que enquanto escuta a ciranda
Nega-se à descalçar os sapatos brancos de vernis
Minhas tranças longas e perfeitas
Impõe os cuidados dados
Mas não consigo sonhar...
Em meio a tanto movimento ao redor
Fico calma... calma... calma... inércia.
Só preciso voltar
Sinto que estou fora do esquadro
Não pertecente ao que vivo
Sinto-me ingrata
Por mais que me deem amor
Eu não consigo sonhar
Me cobro, me rasgo, mato
Só quero me encaixar na roda
Girar e cantar a mesma cantiga que hoje me atormenta
Viver a tal infância, sem trama
Mas não consigo sonhar.
261

Nua

Mais uma vez estamos aqui
Deparados na mesma de muitas outras
Minhas mãos tremulas
Coração acelerado
Simplismente não consigo parar
Vi o dia clarear
E em cima de você tudo vale
És minha melhor companhia
Quem muda minha rotina
Nos embebedamos de nós mesmos
Com você tudo posso
Não vejo limites
Fico nua, sem sensura
Caminho pela casa inteira sem me preocupar
Mais bonito não há!
Apenas sinto pesar
Quando a folha em branco é totalmente preenchida
E preciso virar a página...
Amo-te em meio a tantos rascunhos
Borrões de tinta da caneta cansada
De suportar o peso de minhas memórias

237

tolices

Já não sei mais viver aqui sozinha
Estou acompanhada da razao q se tornou meu parceiro em vão
Ficamos ele e eu
Aqui perdidos em mim...
Pensamos no que nos espera quando nos ausentamos do presente
Para viver o que se sente
246

Segredo

Sinto-me pressionada com meus próprios sentimentos
Eles afloram e saem pelos poros
Silenciar o que sinto é como matar algo em mim à cada novo pensamento
Me contento em apenas adimirar você
Sentada em sua cama observo cada movimento
Riu por dentro, é tanto sentimento...
Mas não vou me ridicularizar,
Vou continuar me matando a cada novo pensamento.
Eufórica minha alma dilacera
Multidão em mim se faz presente quando me toca
Não sei como não percebe o que acontece em mim
Quando me beijas e sinto cheiro de jasmim
Agora estamos a sós, perdidos nesses leçois
É o encontro da noite com o dia
Do silêncio com a euforia
Fecho meus olhos e agradeço ao sagrado
Pegastes no sono, não corro o risco de ser ouvida
Assim não fugirás de mim
Quando perceber a multidão que habita aqui.

25/06/18

269

Cia

Descobrir o amor
É encobrir o medo
Jogar o riso solto 
Abraçar a vontade de estar
Fechar os olhos e fingir ter sono,
Só para ter desculpas pra agarrar.
É sentir a preguiça do outro,
E esperar ele pegue no sono só p olhar
É comer sem fome só para dividir a mesa
É servir em silêncio só para escutar o coração acelerar.
Amar é não se importar com os detalhes, desde que ele não seja o outro.
É viver em harmonia
É fazer com que todos os dias,
Sejam o melhor dia, pelo simples fato de estar,
Em sua companhia.
302

Comentários (3)

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Dulciney Verediano
Dulciney Verediano

Maravilhoso

Silva

me adc no insta spina.eunice

silveira

Ótima poesia. Me reflete.