Sinto-me livre quando estou aqui Digitando palavras perdidas em mim Como se estivesse encontrando moedas pelo chão Com sorte, preenchendo os segundos. Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo Quanto sua boca é minha Quanto seu suor é meu como vejo suas costas arrepiar Quando desfaleces ao meu lado fico aqui, catando as palavras em mim. Como me ausentasse do presente Deslizando nas memórias recentes Relembrando como é te ver sorrir Reproduzindo cada movimento. Queria poder te dizer como me sinto quando estou contigo Mas fico aqui me divertindo Relembrando o quanto é diferente Quem sabe sejas amor Quem sabe sejas um exagero Quem sabe sejas meu...
Sempre existirá flores no caminho Na busca certa de poder me encontrar Reescrevo a mim mesma Na esperança de poder chegar
Ir de encontro ao seu pensamento Te fazer suspirar Levar pro seu rosto sorriso leve Poder te cuidar
Sempre existirá flores no caminho De quem semeia sorrisos Seja na tristeza ou alegria Poder sorrir no final do dia Viver e esperar por dias de euforia!
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Rede
Tentas me reproduzir Desenhar meus traços Circular cada passo Tentas me imobilizar Entender nos causam tormento Mas, entre vc e eu, existem Cristal, touch, bytes Conexão de alta geração Um sorriso curto Dedos perdendo digitais Horas a fio se perdendo E estamos imóveis Atravessando à barreira fria cibernética Que não nos deixam muitas brexas Ed Sheeran em Perfect Vou te encontrando... Já são quase onze horas Preciso voltar a realidade Te jogo embaixo do travesseiro Quase um suicídio, proterido Vou me indo...
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Nesta manhã morri em mim
Mais uma vez o sonho acabou Desci do teu carro e não olhei para atrás Ouvi você se distanciar, e levou consigo meu sonho Tentei ser forte, tentei não chorar Senti minha alma se rasgar Fingi que estava tudo bem Que foi apenas casual Um passo de cada vez para seguir com minha rotina Nunca foi tão longa a subida naquela passarela O peso de não poder olhar para atrás Ter que seguir em frente, ser forte Quase me levou a morte Senti os segundos parar Metrô cheio, pouco espaço para o peso morto Meus pensamentos voaram para longe E não voltaram mais para mim Estão todos perdido, sem fim
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Perigo
Me refugio na poesia Não me atento a hora Se já deram onze da matina Ou se estou perdida na esquina Quando sinto que estou em perigo Sinto a morte, medo, quase suicidio Corro para a janela branca Me jogo e vejo tinta Muitas estrelas rascunhadas Estão jogadas na calçada Está lá mais um corpo atirado Mais uma de mim acaba de morrer Deixo as minhas cascas jogadas Já estão empoeiradas Cascas, corpo, estrelas O peso de viver acaba de renascer Em um novo amanhecer
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Trilhar
Faça da sua vida a grande trilha, caminhar mesmo quando o chão estiver úmido e escorregadio, nas costas carregar o peso da experiência e ergue a cabeça e olhar sempre em direção ao cume mais alto! Celebrar a vida a cada passo dado, sorrir quando o suor escorrer, contemplar ao seu redor sempre que parar para descansar e manter a serenidade dentro de vc. E.S.
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Mora em mim
A poesia que mora em mim Foi cultivada entre flores e alecrim Poesia doce, que me afaga Deitada ao relento desse jardim
A serenidade que me traz Carrega meu olhar de amplidão Caminho sem pressa para me encontrar Carrego apenas a certeza de chegar
Distraida tropeço em pedras Ralo meus joelhos Bagunço meu cabelo Ainda sim tenho a certeza que hei de chegar
No cume da realidade Abrindo meus braços sobre a insanidade Deslizando sobre a moralidade Me jogando na imensidade Me perco em seu olhar Sabendo onde vou chegar
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reflexão
Hoje bateu nostalgia Achei que já estivesse depurada Que você não mais existia aqui dentro de mim Me esforço para não fechar meus olhos Pq quando os fecho é você quem vejo Fico relembrando seu beijo Do seu encaixe perfeito E o calor do desejo Falta-me compreenção Pois a vida anda sem cor Pessoas não falam em amor E quando encontras quem te faz bem É quase um desastre de trem O que era silenciado pela vontade de estar Dava o lugar ao nosso mundo paralelo Nele não existia muitas cores Era branco no preto mesmo Tinhamos uma cama, as vezes água Quatro paredes como cúmplices Nessa amiúde vontade Não pude ver você se afastar Estou aqui cansada Sem seus braços para deitar Ainda mato quem inventou a saudade É só por uma questão de sobrevivência Não sou adepta a violência
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Desencarne
Sonho que caminho sobre folhas secas Numa tarde de inverno e estou bem agasalhada O barulho que faz ao pisar sobre elas Me traz um sentimento pueril Estou sozinha nessa estrada O vento toca meu rosto Trazendo a certeza que sigo na direção certa Com minhas mãos no bolso, ah! estou usando touca! Sinto a paz me invadir Na beira dessa estrada tem uma parte acidentada Logo, escuto um riacho Não consigo acreditar, corro para ver E lá está... água cristalina fluindo entre as pedras Fico ali parada, entre pedras água e estrada Como foi longa minha jornada Parece que tenho de ir embora É chegada a hora. Fecho meus olhos, me preparo e reabro E ainda estou aqui...