Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Entusiasmo
O meu olhar no seu olhar,
Proba invenção do desejo,
Reinventando mundos afeitos,
Ócios da noite entre abraços,
No doce regaço da paixão,
Deslizando o amor afogueado.
O teu colo agasalho da minha sede,
Adora Afrodite em seus lábios,
Adornada em suas lúbricas súplicas,
Gotejando no corpo o perfume do prazer,
Impiedoso feitiço corpos acesos,
Queimando ao sabor da intimidade.
Abre-se a flor num ato sublime,
Impelindo pétalas suaves de primavera,
Estação poética que me arrebata,
Coroando-me o rei sol,
Inflamado de desejo ao diáfano toque,
Notória lisonja em deleites concupiscíveis.
Proba invenção do desejo,
Reinventando mundos afeitos,
Ócios da noite entre abraços,
No doce regaço da paixão,
Deslizando o amor afogueado.
O teu colo agasalho da minha sede,
Adora Afrodite em seus lábios,
Adornada em suas lúbricas súplicas,
Gotejando no corpo o perfume do prazer,
Impiedoso feitiço corpos acesos,
Queimando ao sabor da intimidade.
Abre-se a flor num ato sublime,
Impelindo pétalas suaves de primavera,
Estação poética que me arrebata,
Coroando-me o rei sol,
Inflamado de desejo ao diáfano toque,
Notória lisonja em deleites concupiscíveis.
207
Despertar
Cessei de viver uma vida postiça,
Fadada a tanta melancolia,
Revirando os escombros da alma,
A caminhar perdido na ilusão,
Enlaçado taciturnamente ao caos,
Banhado de lágrimas copiosas.
Não desejo mais tantos eus,
Clones mórbidos promíscuos,
Flertando na paranoica escuridão,
Aos beijos com a apaixonada solidão,
Risonha em seus contrastes,
Ao lado do inverso amor,
A oferecer suas pobres migalhas.
Deixo o túmulo para os mortos,
Onde sepulto minha loucura,
Este óbito há tanto desejado,
Na esperança da felicidade,
Feito a tímida alvorada,
Que mansamente faz girar o tempo,
Feito eu e minha esperança,
No grande círculo da vida.
Fadada a tanta melancolia,
Revirando os escombros da alma,
A caminhar perdido na ilusão,
Enlaçado taciturnamente ao caos,
Banhado de lágrimas copiosas.
Não desejo mais tantos eus,
Clones mórbidos promíscuos,
Flertando na paranoica escuridão,
Aos beijos com a apaixonada solidão,
Risonha em seus contrastes,
Ao lado do inverso amor,
A oferecer suas pobres migalhas.
Deixo o túmulo para os mortos,
Onde sepulto minha loucura,
Este óbito há tanto desejado,
Na esperança da felicidade,
Feito a tímida alvorada,
Que mansamente faz girar o tempo,
Feito eu e minha esperança,
No grande círculo da vida.
207
Primeiro beijo
Pousei meus lábios nos teus,
Meu sensível coração curvou-se,
Ao calor embevecido deleite,
Tremor suave libido exaltado,
A fresca flor beijada.
Entreabriu-se o amor solene,
Ao gentil encanto da castidade,
Obsequioso fascínio instigado,
Pleno sorriso do olhar,
Inquieto refúgio evidente.
De tal inocência o fino véu,
Descortinando no céu o luar,
Retrato da alma arraigada,
Suspirando nos braços de eros,
Indelével afeto evocado.
Meu sensível coração curvou-se,
Ao calor embevecido deleite,
Tremor suave libido exaltado,
A fresca flor beijada.
Entreabriu-se o amor solene,
Ao gentil encanto da castidade,
Obsequioso fascínio instigado,
Pleno sorriso do olhar,
Inquieto refúgio evidente.
De tal inocência o fino véu,
Descortinando no céu o luar,
Retrato da alma arraigada,
Suspirando nos braços de eros,
Indelével afeto evocado.
197
Natal?
Feliz natal!
Feliz ano novo!
Seguem todos em felicitações,
Tenho fome,tenho sede,tenho frio,
Estou cansado,tenho saudade,
Sinto tristeza,sinto dor e solidão.
Onde está o meu abraço?
Quantos pobres ricos!
Quantos ricos pobres!
Tantos natais vazios sem o aniversariante,
Que deixado de lado chora baixinho,
Limpando o caminho para os que o ignoram.
Onde está o verdadeiro natal?
Vivemos dias de trevas,
Adorando um "deus estranho"
Na magia desconhecida do bom velhinho,
Com suas fantasias esmagadoras,
Num toque sutil de engano.
"Amar a Deus sobre todas as coisas,
E ao próximo como a ti mesmo"
Temos muitos natais por aí,
Nas esquinas,becos,vielas e mansões,
Precisando que alguém os percebam,
No verdadeiro espírito da vida:
O amor incondicional!
Feliz ano novo!
Seguem todos em felicitações,
Tenho fome,tenho sede,tenho frio,
Estou cansado,tenho saudade,
Sinto tristeza,sinto dor e solidão.
Onde está o meu abraço?
Quantos pobres ricos!
Quantos ricos pobres!
Tantos natais vazios sem o aniversariante,
Que deixado de lado chora baixinho,
Limpando o caminho para os que o ignoram.
Onde está o verdadeiro natal?
Vivemos dias de trevas,
Adorando um "deus estranho"
Na magia desconhecida do bom velhinho,
Com suas fantasias esmagadoras,
Num toque sutil de engano.
"Amar a Deus sobre todas as coisas,
E ao próximo como a ti mesmo"
Temos muitos natais por aí,
Nas esquinas,becos,vielas e mansões,
Precisando que alguém os percebam,
No verdadeiro espírito da vida:
O amor incondicional!
218
Incidência
Há tantos amores no mundo,
Arraigados em seus corações confessos,
Despojados de si em razão do outro,
Feitos flores e frutos,
Amadurecendo entre as estações da vida.
Há tantas juras de amor quanto o ódio,
Seres envaidecidos em suas certezas,
Viés da morte em discursos vazios,
Apontando a espada ao próprio peito,
Digladiando com seus demônios interiores,
Enquanto vomita insanidades.
Há tantos rumores que o homem anda perdido,
Buscando fora de si o que dentro está,
Bússola invisível da alma,
Ponteiro certeiro do tempo,
Mostrando a direção sob os vendavais,
Emanações humanas controversas,
Herança das civilizações perdidas.
Arraigados em seus corações confessos,
Despojados de si em razão do outro,
Feitos flores e frutos,
Amadurecendo entre as estações da vida.
Há tantas juras de amor quanto o ódio,
Seres envaidecidos em suas certezas,
Viés da morte em discursos vazios,
Apontando a espada ao próprio peito,
Digladiando com seus demônios interiores,
Enquanto vomita insanidades.
Há tantos rumores que o homem anda perdido,
Buscando fora de si o que dentro está,
Bússola invisível da alma,
Ponteiro certeiro do tempo,
Mostrando a direção sob os vendavais,
Emanações humanas controversas,
Herança das civilizações perdidas.
193
Arbítrio
Ame o que deseja amar,
Apenas ame,
Não busque explicações,
Amar requer somente amar,
Amar simplesmente,
Dê o nome que quiser,
Amor,paixão,tesão ou loucura,
O que importa a forma?
Ou se é ou não amor,
O que o seu coração interpreta?
Razão ou desrazão,
Dane-se o mundo em suas distrações,
O tempo não para,
Amanhã será um novo dia,
Deixe as convenções para os puros,
As lágrimas para o arrependimento,
Se não houver amanhã,
Fez a vontade o seu destino,
Digitais da consciência no infinito.
Apenas ame,
Não busque explicações,
Amar requer somente amar,
Amar simplesmente,
Dê o nome que quiser,
Amor,paixão,tesão ou loucura,
O que importa a forma?
Ou se é ou não amor,
O que o seu coração interpreta?
Razão ou desrazão,
Dane-se o mundo em suas distrações,
O tempo não para,
Amanhã será um novo dia,
Deixe as convenções para os puros,
As lágrimas para o arrependimento,
Se não houver amanhã,
Fez a vontade o seu destino,
Digitais da consciência no infinito.
247
Absolvição
Regressei da noite pálida,
Beijando o açoite da solidão,
A castigar meu corpo silencioso,
Buscando abrir a janela da alma,
Rendição ao meu lamento.
Retornar de mim é um desafio,
Neste luto de revoluções absurdas,
Pleito da minha loucura,
Em seus êxtases invulgares,
Apedrejados pelo meu riso perdido.
Os meus lugares são estranhos,
Sem as pegadas dos meus pés,
Pois nunca estive lá,
Onde o vazio me retratava,
Sob as dores da incerteza.
Furtivamente olhei os rascunhos,
Antes de ousar novamente,
Desejar o amor nas entrelinhas,
Subliminar condição da felicidade,
Afeitas da mais variadas cores,
Cartas ainda sem destino,
Guardadas no coração do remetente.
Beijando o açoite da solidão,
A castigar meu corpo silencioso,
Buscando abrir a janela da alma,
Rendição ao meu lamento.
Retornar de mim é um desafio,
Neste luto de revoluções absurdas,
Pleito da minha loucura,
Em seus êxtases invulgares,
Apedrejados pelo meu riso perdido.
Os meus lugares são estranhos,
Sem as pegadas dos meus pés,
Pois nunca estive lá,
Onde o vazio me retratava,
Sob as dores da incerteza.
Furtivamente olhei os rascunhos,
Antes de ousar novamente,
Desejar o amor nas entrelinhas,
Subliminar condição da felicidade,
Afeitas da mais variadas cores,
Cartas ainda sem destino,
Guardadas no coração do remetente.
232
Peregrinação
Sigo arfante por esta estrada,
Levando na algibeira o pão da alma,
Feito com minhas mãos calejadas,
Com o trigo plantado na seca estação,
Sob o suor do meu rosto castigado,
E meus pés cansados de tanta lida.
Olho para o céu timidamente,
Pela aba do meu chapéu furado,
E depois para o chão meu último leito,
Num clamor silencioso do meu peito,
Sufocando o meu riso,
Escondido pela esperança corajosa,
Mulher companheira que me atina,
Na solidão do caminho cravejado de sonhos,
Feito pedras de todas as cores,
lavrada pelo vento sob o sol escaldante,
Límpidos tesouros atestados pela chuva,
Figura altiva das lágrimas vertidas,
Quando o canto tornou-se pranto,
No silêncio da noite de muitos versos,
A traduzir o infinito das coisas,
Nos áditos transitórios da vida.
Levando na algibeira o pão da alma,
Feito com minhas mãos calejadas,
Com o trigo plantado na seca estação,
Sob o suor do meu rosto castigado,
E meus pés cansados de tanta lida.
Olho para o céu timidamente,
Pela aba do meu chapéu furado,
E depois para o chão meu último leito,
Num clamor silencioso do meu peito,
Sufocando o meu riso,
Escondido pela esperança corajosa,
Mulher companheira que me atina,
Na solidão do caminho cravejado de sonhos,
Feito pedras de todas as cores,
lavrada pelo vento sob o sol escaldante,
Límpidos tesouros atestados pela chuva,
Figura altiva das lágrimas vertidas,
Quando o canto tornou-se pranto,
No silêncio da noite de muitos versos,
A traduzir o infinito das coisas,
Nos áditos transitórios da vida.
180
Volúvel querer
Amor fora do tempo não é amor,
É um desamor a si aviltado,
Na solidão doída infame rascunho,
Na solidão doída infame rascunho,
Meneio do livre arbítrio oprimido,
Chorando desejos angustiantes,
Ferido pela razão enlouquecida.
Amor verdadeiro sem sentido,
Além das explicações,
Implicação do implacável destino,
Adestrando o caminho da felicidade,
Sentimento de faces eloquentes,
Pautando a vida aprazível admiração.
O amor aquece a alma,
E o coração apadrinha seus encantos,
Enlevo profundo do juízo amado,
Lisura do espírito que o concede,
Leveza do corpo num êxtase fiel.
Indômito animal é o corpo em chamas,
Abrasado pela compunção tardia,
Ao deitar-se num estranho leito,
Obsequiando a túrbida compleição,
Numa rendição capciosa.
201
Lume
Corpos que se procuram,
Versos entre os poros,
Constelações sob a noite,
Imitando os lençóis brancos,
Repouso pleno dos cânticos,
Vibrações da virtuosa pele,
Enlaçada aos portões da alma,
Inaudito jardim invisível,
Exalando perfume ansioso.
Desabrocha a rosa ao suntuoso beijo,
Fiel desejo a lubricidade afoita,
Distinto fogo regido,
Queimando o caprichoso amor,
Apaixonado em seus codinomes,
Copiosa flama dos desejos,
Embarcando amantes,
No imenso mar das ilusões.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Versos entre os poros,
Constelações sob a noite,
Imitando os lençóis brancos,
Repouso pleno dos cânticos,
Vibrações da virtuosa pele,
Enlaçada aos portões da alma,
Inaudito jardim invisível,
Exalando perfume ansioso.
Desabrocha a rosa ao suntuoso beijo,
Fiel desejo a lubricidade afoita,
Distinto fogo regido,
Queimando o caprichoso amor,
Apaixonado em seus codinomes,
Copiosa flama dos desejos,
Embarcando amantes,
No imenso mar das ilusões.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
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Palavras que saem do coração
Belos escritos. Adelante!