Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Existir além da vida
Moro onde habita minh'alma,
Floresço no espaço-tempo,
Subindo os degraus da vida,
Oscilações da minha humanidade,
Beijando a imperfeição que me seduz,
Entre lágrimas e sorrisos,
Coragem e desconfiança,
Cansaço e fortaleza,
Tristeza e coragem.
Vou aonde meus pés me levam,
Na lucidez de minha loucura,
Ou na insensatez da minha razão encolhida,
Buscando alcançar a felicidade,
Estas rotas surreais fantásticas,
A dissimular a exausta realidade.
249
Deslealdade
Tantas vezes gritei teu nome por amor,
Desejando que ouvisse meu interior ferido,
Triste pela falta da atenção perdida,
Engolida pelo monstro da vaidade,
A esmagar meu carente coração,
Do primeiro olhar que se foi.
Nada entendia da vida vazia torturante,
Sangrei pela dor do menosprezo,
Um objeto cheio de repulsa,
Um dia chamado de meu amor,
No calor das emoções agora covardia,
A quem te deu a fidelidade por amiga.
Golpeou não só o corpo já cansado,
Mas também a alma suprimida,
Olhando o descaso levar embora a felicidade,
Esta nobre donzela escravizada,
Pelo horror da traição doída,
Arrancando pelos poros tantos sentimentos.
Seguirei por esta estrada tempestuosa,
Firme aos propósitos do triunfo,
Levando comigo os tesouros inseparáveis,
Boas e más lembranças do meu destino,
Esta semente lançada ao olho do furacão,
Pronta a germinar no lugar fértil do recomeço.
Desejando que ouvisse meu interior ferido,
Triste pela falta da atenção perdida,
Engolida pelo monstro da vaidade,
A esmagar meu carente coração,
Do primeiro olhar que se foi.
Nada entendia da vida vazia torturante,
Sangrei pela dor do menosprezo,
Um objeto cheio de repulsa,
Um dia chamado de meu amor,
No calor das emoções agora covardia,
A quem te deu a fidelidade por amiga.
Golpeou não só o corpo já cansado,
Mas também a alma suprimida,
Olhando o descaso levar embora a felicidade,
Esta nobre donzela escravizada,
Pelo horror da traição doída,
Arrancando pelos poros tantos sentimentos.
Seguirei por esta estrada tempestuosa,
Firme aos propósitos do triunfo,
Levando comigo os tesouros inseparáveis,
Boas e más lembranças do meu destino,
Esta semente lançada ao olho do furacão,
Pronta a germinar no lugar fértil do recomeço.
264
Saber amar...
Se não sabe o que é amar,
Chegue devagarinho na varanda,
Não faça barulho defronte a janela,
Observe toda a volta da casa,
Perceba os vizinhos em suas vozes,
Não despreze o silêncio do desconhecido.
Cuidado com os cães raivosos,
Não descuide dos gatos no telhado,
Meras distrações podem trazer dissabores,
Causar más impressões ao dono da vivenda,
Ou assustar quem mora ao lado,
Debruçado no sopé da curiosidade,
Jogando ideias ao vento,
Livremente em seus atalhos ociosos.
Se não sabe o que é amar,
Não se assanhe com o lindo beija-flor,
Voando de flor em flor,
Sugando o doce néctar aprazível,
Esvoaçando por todas as direções,
Seus beijos são de várias flores,
Variados jardins cheios de encantos,
Sem pressa de descansar.
Se não sabe o que amar,
Acalme seu coração ansioso,
Deixe manso o teu corpo,
Na bela rede da calmaria,
Descansando do longo trajeto,
Afeito de sonhos, alegrias e enganos.
Chegue devagarinho na varanda,
Não faça barulho defronte a janela,
Observe toda a volta da casa,
Perceba os vizinhos em suas vozes,
Não despreze o silêncio do desconhecido.
Cuidado com os cães raivosos,
Não descuide dos gatos no telhado,
Meras distrações podem trazer dissabores,
Causar más impressões ao dono da vivenda,
Ou assustar quem mora ao lado,
Debruçado no sopé da curiosidade,
Jogando ideias ao vento,
Livremente em seus atalhos ociosos.
Se não sabe o que é amar,
Não se assanhe com o lindo beija-flor,
Voando de flor em flor,
Sugando o doce néctar aprazível,
Esvoaçando por todas as direções,
Seus beijos são de várias flores,
Variados jardins cheios de encantos,
Sem pressa de descansar.
Se não sabe o que amar,
Acalme seu coração ansioso,
Deixe manso o teu corpo,
Na bela rede da calmaria,
Descansando do longo trajeto,
Afeito de sonhos, alegrias e enganos.
223
Estação
O tempo corre incluso em seus detalhes,
Espectável liberdade ao fim do dia,
Começo da noite regressa a esperança,
Sublime melodia afrontando a morte,
Contínuo acercar da grata senilidade.
Seixos brutos terrificam a carne,
Sulcos latejantes da vida que arde,
Feitos folhas da alma etéreo outono,
Condimentando a terra nobre leito,
Ao último olhar deslumbrado.
A árvore volta a ser semente,
Pó de estrelas elixir da criação,
Escol imortal da existência,
Eternizando a humanidade recolhida,
A brincar com a brisa leve.
Espectável liberdade ao fim do dia,
Começo da noite regressa a esperança,
Sublime melodia afrontando a morte,
Contínuo acercar da grata senilidade.
Seixos brutos terrificam a carne,
Sulcos latejantes da vida que arde,
Feitos folhas da alma etéreo outono,
Condimentando a terra nobre leito,
Ao último olhar deslumbrado.
A árvore volta a ser semente,
Pó de estrelas elixir da criação,
Escol imortal da existência,
Eternizando a humanidade recolhida,
A brincar com a brisa leve.
265
Poema livre
Um poema tem muitas faces,
Espelho de muitos olhos,
Quem sabe um olhar surdo,
Ou talvez um ouvido mudo,
Amigo da boca pensante,
Neste embaralhado tempo,
Onde a liberdade as vezes corrida,
Esquece de ser livre e acenar,
Mesmo sabendo que estão ali.
Um poema é um poema,
O seu criador o sente n'alma,
Sabendo que mesmo em silêncio,
Ou falta de aplausos voa,
Com suas asas invisíveis,
Pousando suavemente onde deva ser,
Num elogio espontâneo,
Longe dos holofotes.
O poema não quer ser escravizado,
De senhores bastam os críticos,
Cheios de si numa sabedoria louca,
Muito distante da verdade do poeta,
Que num cantinho só seu,
Soube revelar o intransponível,
Na eternidade dos seu lábios,
Cantando na mente os versos,
Tão seu, tão nosso e de ninguém.
O poema precisa ser descoberto,
Deixando de si as impressões,
Um carteiro de destino infinito,
Sem pressa de chegar,
Sabendo que alguém estará lá,
Quando for a hora do encontro,
Sem paradigmas angustiantes.
Espelho de muitos olhos,
Quem sabe um olhar surdo,
Ou talvez um ouvido mudo,
Amigo da boca pensante,
Neste embaralhado tempo,
Onde a liberdade as vezes corrida,
Esquece de ser livre e acenar,
Mesmo sabendo que estão ali.
Um poema é um poema,
O seu criador o sente n'alma,
Sabendo que mesmo em silêncio,
Ou falta de aplausos voa,
Com suas asas invisíveis,
Pousando suavemente onde deva ser,
Num elogio espontâneo,
Longe dos holofotes.
O poema não quer ser escravizado,
De senhores bastam os críticos,
Cheios de si numa sabedoria louca,
Muito distante da verdade do poeta,
Que num cantinho só seu,
Soube revelar o intransponível,
Na eternidade dos seu lábios,
Cantando na mente os versos,
Tão seu, tão nosso e de ninguém.
O poema precisa ser descoberto,
Deixando de si as impressões,
Um carteiro de destino infinito,
Sem pressa de chegar,
Sabendo que alguém estará lá,
Quando for a hora do encontro,
Sem paradigmas angustiantes.
277
lealdade
Te amo,
Deságue em mim este rio de amor,
Sou teu mar na beleza de amar,
Únicos em nossa grandeza,
Igual ao oceano em seus mistérios,
Mas fiel em sua natureza criada.
Dê-me teus beijos,abraços,olhares,
Gostos,sabores,sorrisos,lágrimas,
Dúvidas,certezas,proezas e tudo,
Que as emoções nos permitirem.
Saibamos do tempo em nossa almas,
Da leveza da vida em seus vendavais,
Vivendo e sobrevivendo,
Além de nossas individualidades,
Fundidas em reciprocidade,
Na beleza do amor sentido.
Te amo nas introspecções,
Nas profusas versões do teu ser,
Resposta da vida em suas variáveis,
Pontes de nossa ousadia,
A reinventar o amor a cada dia,
Amando até o alvorecer,
Desejando que a esperança,
Nos permita a outra noite,
Até que a velhice acolha a morte,
Quando chegar a hora.
Mas se assim não for,
Tenho a certeza que valeu a pena,
Ter vivido ao teu lado,
Independente do tempo ou lugar,
Seguirei te amando eternamente,
Guiado pela saudade aguerrida,
E meu coração dolente,
Amando o amor que não se acaba,
Nas promessas que fizemos,
No labor das estações,
Concepções honrosas do desejo.
Deságue em mim este rio de amor,
Sou teu mar na beleza de amar,
Únicos em nossa grandeza,
Igual ao oceano em seus mistérios,
Mas fiel em sua natureza criada.
Dê-me teus beijos,abraços,olhares,
Gostos,sabores,sorrisos,lágrimas,
Dúvidas,certezas,proezas e tudo,
Que as emoções nos permitirem.
Saibamos do tempo em nossa almas,
Da leveza da vida em seus vendavais,
Vivendo e sobrevivendo,
Além de nossas individualidades,
Fundidas em reciprocidade,
Na beleza do amor sentido.
Te amo nas introspecções,
Nas profusas versões do teu ser,
Resposta da vida em suas variáveis,
Pontes de nossa ousadia,
A reinventar o amor a cada dia,
Amando até o alvorecer,
Desejando que a esperança,
Nos permita a outra noite,
Até que a velhice acolha a morte,
Quando chegar a hora.
Mas se assim não for,
Tenho a certeza que valeu a pena,
Ter vivido ao teu lado,
Independente do tempo ou lugar,
Seguirei te amando eternamente,
Guiado pela saudade aguerrida,
E meu coração dolente,
Amando o amor que não se acaba,
Nas promessas que fizemos,
No labor das estações,
Concepções honrosas do desejo.
338
Lamentação
Só eu sei da minha dor,
Este chicote que me golpeia,
Onde o pobre aos olhos estultos,
Parece mesmo uma doença,
Visão que entende o pranto,
De todas as vezes que não tive,
O que a escassez me tirou,
Na grande trama da vida,
Resistência do preconceito maldito,
Espelho da dignidade ultrajada,
Nos conceitos dos senhores,
Donos de uma sociedade sórdida,
Cada vez mais sangrenta.
Só eu sei o que bem sei,
Se sobrevivi é um milagre,
Muitos se perderam no caminho,
Este desalinho do destino,
Muitas vezes sem escolhas,
Que fazem rangerem os dentes,
Buscando a esperança escondida,
Nos braços da morte,
Eterna mãe bendita,
Invólucro dos destemidos,
Banhado pela última lágrima,
Protesto silencioso que se cala,
Para o alívio dos hipócritas,
Em seus castelos de vidro.
Este chicote que me golpeia,
Onde o pobre aos olhos estultos,
Parece mesmo uma doença,
Visão que entende o pranto,
De todas as vezes que não tive,
O que a escassez me tirou,
Na grande trama da vida,
Resistência do preconceito maldito,
Espelho da dignidade ultrajada,
Nos conceitos dos senhores,
Donos de uma sociedade sórdida,
Cada vez mais sangrenta.
Só eu sei o que bem sei,
Se sobrevivi é um milagre,
Muitos se perderam no caminho,
Este desalinho do destino,
Muitas vezes sem escolhas,
Que fazem rangerem os dentes,
Buscando a esperança escondida,
Nos braços da morte,
Eterna mãe bendita,
Invólucro dos destemidos,
Banhado pela última lágrima,
Protesto silencioso que se cala,
Para o alívio dos hipócritas,
Em seus castelos de vidro.
296
Fado
Atrevido ócio me ostenta,
Ruidosa selva amedronta,
Mácula feroz amofina,
Intenso pesar me afronta,
Retiro insolente aprisiona,
Desvario n'alma tortura.
Amei cruel loucura,
Rapto soturno sobeja,
Lírico trovejar nauseabundo,
Ignóbil verso matreiro,
Trova o gentil cavalheiro,
Ao infortuno abandono,
Rimas nefastas ao vento.
Firam-me os astros,
Condigno destino de um pária,
A mercê da morte,
Amada donzela da liberdade,
Confidente do meu último suspiro,
Ao encontro da fina flor,
Paraíso da minha esperança.
Doce elísio me abraça,
Sigo arfando ao meu fim,
Venha doce senhora,
Atenha-me em seu colo,
Meus lábios espirituais,
Beija-lhe a face tão amada.
Ruidosa selva amedronta,
Mácula feroz amofina,
Intenso pesar me afronta,
Retiro insolente aprisiona,
Desvario n'alma tortura.
Amei cruel loucura,
Rapto soturno sobeja,
Lírico trovejar nauseabundo,
Ignóbil verso matreiro,
Trova o gentil cavalheiro,
Ao infortuno abandono,
Rimas nefastas ao vento.
Firam-me os astros,
Condigno destino de um pária,
A mercê da morte,
Amada donzela da liberdade,
Confidente do meu último suspiro,
Ao encontro da fina flor,
Paraíso da minha esperança.
Doce elísio me abraça,
Sigo arfando ao meu fim,
Venha doce senhora,
Atenha-me em seu colo,
Meus lábios espirituais,
Beija-lhe a face tão amada.
332
Autenticidade
Destinos imprevisíveis,
Momentos feito páginas,
Brancas, rasuradas,
Escritas além de tudo,
Submissão da vida,
Prantos de emoções,
Aos olhos atentos,
Sedentos de esperança,
A cada dia vivido.
Desatam-se os nós,
Pontes de novos laços,
Sementes da alma,
Ao longo do caminho,
Sob os encantos do tempo,
Sublime imperfeição,
Soprando nos corações,
Borrascas e brisa leve.
Entre manhãs e noites,
Açoites e ledices,
Vai o amor adindo,
Flores e dissabores,
Rastos tênues,
Reinventando passos,
Abraços, olhares e beijos,
Sondando o tudo e o nada,
Ensaios da vida,
Meneios da despedida,
Vazio singular da saudade.
Momentos feito páginas,
Brancas, rasuradas,
Escritas além de tudo,
Submissão da vida,
Prantos de emoções,
Aos olhos atentos,
Sedentos de esperança,
A cada dia vivido.
Desatam-se os nós,
Pontes de novos laços,
Sementes da alma,
Ao longo do caminho,
Sob os encantos do tempo,
Sublime imperfeição,
Soprando nos corações,
Borrascas e brisa leve.
Entre manhãs e noites,
Açoites e ledices,
Vai o amor adindo,
Flores e dissabores,
Rastos tênues,
Reinventando passos,
Abraços, olhares e beijos,
Sondando o tudo e o nada,
Ensaios da vida,
Meneios da despedida,
Vazio singular da saudade.
514
Nuances
Quantas noites sangrei,
No silêncio vertente,
Alma descendo pelo corpo,
Desejando partir,
Desejando partir,
De tanta solidão doída,
Feito flor selvagem,
Longe de tudo,
Ao fim da primavera.
Quantas vezes morri,
No grito estridente,
Aos lânguidos ouvidos surdos,
Dos meus ais emudecidos,
Sopro de vida ao fio da espada,
Do meu surreal exílio,
Feito um barco a deriva.
Quantas vezes revivi,
Nos paralelos indubitáveis,
Sonhos imensuráveis,
Após longa estiagem,
Desta rebelde humanidade,
Repleta de passos enfadonhos,
Precisos em seus labirintos,
Cadinhos de álibis finitos.
Repleta de passos enfadonhos,
Precisos em seus labirintos,
Cadinhos de álibis finitos.
390
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Palavras que saem do coração
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