Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Desígnio
À tua jornada abre-te a vida,
Nômade viajante infesta
Esta prisão enegrecida,
Incêndio interior indigesta.
Teu rastro punhal funesto,
Vendaval açoite homicida
Abismo carnal fratricida,
Vulgar sentimento lesto.
Teus pés afiada lança,
Infiel andeja de trilha incerta
Esperança chorosa teu olhar alcança,
Lodoso moribundo apresta,
Infame sepultura desonra
Ilude tesouro arresta.
Nômade viajante infesta
Esta prisão enegrecida,
Incêndio interior indigesta.
Teu rastro punhal funesto,
Vendaval açoite homicida
Abismo carnal fratricida,
Vulgar sentimento lesto.
Teus pés afiada lança,
Infiel andeja de trilha incerta
Esperança chorosa teu olhar alcança,
Lodoso moribundo apresta,
Infame sepultura desonra
Ilude tesouro arresta.
501
Alma Gêmea
Sopra a brisa suavemente,
Ondas invisíveis de amor nos toca,
Únicos na centelha divina da criação,
Aguardamos o aproximar-se,
Desejamos sem saber do encontro,
Da beleza da união tão sonhada.
Aguardo-te na esperança,
Templo de amor sempre belo,
Alegria do nosso jardim de núpcias,
Consolado pelo tempo avassalador.
És minha entre tantas outras,
Espírito adorável de faces ocultas,
Sigo as estradas em sua direção,
Mesmo sem saber onde estás.
Em sonhos enamorados te beijo,
Realidade do sentir,
Quero-te minha,
Ganhar asas no infinito;
Tornar-me um contigo,
Enquanto durar a eternidade.
Ondas invisíveis de amor nos toca,
Únicos na centelha divina da criação,
Aguardamos o aproximar-se,
Desejamos sem saber do encontro,
Da beleza da união tão sonhada.
Aguardo-te na esperança,
Templo de amor sempre belo,
Alegria do nosso jardim de núpcias,
Consolado pelo tempo avassalador.
És minha entre tantas outras,
Espírito adorável de faces ocultas,
Sigo as estradas em sua direção,
Mesmo sem saber onde estás.
Em sonhos enamorados te beijo,
Realidade do sentir,
Quero-te minha,
Ganhar asas no infinito;
Tornar-me um contigo,
Enquanto durar a eternidade.
410
Renúncia
Acordei bem cedo,
Bem cedo acordei,
Acordei com o destino,
Que leve minha desventura,
ventura desmedida,
Sem tino,
Para bem longe,
Onde a dor do amor se esconde,
Para nunca mais voltar.
Bem cedo acordei,
Acordei com o destino,
Que leve minha desventura,
ventura desmedida,
Sem tino,
Para bem longe,
Onde a dor do amor se esconde,
Para nunca mais voltar.
475
Cela
Aqui,
Neste canto de minha liberdade,
Te ofereço meu abraço,
Arraigando das entranhas a timidez;
Balada solitária de um ser em melancolia.
Teu olhar se apagou,
Quando na insensatez,
Matou meu amor,
Ao lançar no esquecimento minha face.
Meu coração escarlate pranteia na escuridão,
A flor não colhida do jardim,
Sufocada na imensidão do desatino.
A beleza se foi sem meu consentimento,
Levando consigo a esperança;
Que despediu-se com um sorriso irônico.
Aqui...
Nesta tempestade de vultos,
Vou sangrando lentamente,
Girando feito redemoinho que logo se extingue.
Num canto qualquer desta dor,
Vai-se o ser e fica a fera;
Devorando insanidades.
Neste canto de minha liberdade,
Te ofereço meu abraço,
Arraigando das entranhas a timidez;
Balada solitária de um ser em melancolia.
Teu olhar se apagou,
Quando na insensatez,
Matou meu amor,
Ao lançar no esquecimento minha face.
Meu coração escarlate pranteia na escuridão,
A flor não colhida do jardim,
Sufocada na imensidão do desatino.
A beleza se foi sem meu consentimento,
Levando consigo a esperança;
Que despediu-se com um sorriso irônico.
Aqui...
Nesta tempestade de vultos,
Vou sangrando lentamente,
Girando feito redemoinho que logo se extingue.
Num canto qualquer desta dor,
Vai-se o ser e fica a fera;
Devorando insanidades.
688
Travessia
Diante de mim,
Vasculhei os pensamentos,
Buscando o que não entendia,
Ao descobrir que não era amor,
Aquilo que me davas de forma vazia.
As lágrimas me consolavam,
Acariciando a minha dor,
Escorrendo pelo rosto,
Caindo ao solo,
lavando minha tristeza,
Enquanto meu corpo,
Jazia em desalento.
A lembrança dos teus lábios,
Beijava a minha boca agora enlutada,
Onde os seus abraços invisíveis,
Confortavam a minha solidão,
Este borrão na alma ultrajada.
Em meio a tanto desfortúnio,
A noite me seduziu em silêncio,
Amou-me de tal maneira,
Que com ela parti,
Para nunca mais voltar.
Vasculhei os pensamentos,
Buscando o que não entendia,
Ao descobrir que não era amor,
Aquilo que me davas de forma vazia.
As lágrimas me consolavam,
Acariciando a minha dor,
Escorrendo pelo rosto,
Caindo ao solo,
lavando minha tristeza,
Enquanto meu corpo,
Jazia em desalento.
A lembrança dos teus lábios,
Beijava a minha boca agora enlutada,
Onde os seus abraços invisíveis,
Confortavam a minha solidão,
Este borrão na alma ultrajada.
Em meio a tanto desfortúnio,
A noite me seduziu em silêncio,
Amou-me de tal maneira,
Que com ela parti,
Para nunca mais voltar.
491
Submissão
Não vou mais fugir,
Fingir que não há amor,
Em nossos olhares que se tocam,
Na cumplicidade de um sorriso,
Sublime desejo que nos une.
Subirei a montanha da paixão,
Gritarei seu nome aos quatro cantos,
No silêncio do meu corpo em fúria,
Sentindo o ímpeto que nos interpreta.
Ao descer serei o pôr do sol,
Entre as montanhas dos seu carinhos,
Onde me aninharei na doçura dos seus encantos.
Meu pranto será de felicidade,
Os sussurros dos meus lábios,
A canção perfeita aos teus ouvidos,
Dizendo te amo em todas as direções.
Não vou mais fugir...
Apenas amar teu eu em mim,
Infinitamente em nós dois.
Fingir que não há amor,
Em nossos olhares que se tocam,
Na cumplicidade de um sorriso,
Sublime desejo que nos une.
Subirei a montanha da paixão,
Gritarei seu nome aos quatro cantos,
No silêncio do meu corpo em fúria,
Sentindo o ímpeto que nos interpreta.
Ao descer serei o pôr do sol,
Entre as montanhas dos seu carinhos,
Onde me aninharei na doçura dos seus encantos.
Meu pranto será de felicidade,
Os sussurros dos meus lábios,
A canção perfeita aos teus ouvidos,
Dizendo te amo em todas as direções.
Não vou mais fugir...
Apenas amar teu eu em mim,
Infinitamente em nós dois.
530
Fardo
Rio caudaloso é a dor que me consome,
Corroendo-me a carne este libelo,
Expressão de mim feito espinhos,
Flagelando minha carne ignota.
Vou rompendo os laços,
Descompondo-me em falsos risos,
Indiviso retrato de minh'alma,
Que sacrossanta espargiu-se,
Em cada lágrima do meu ser.
Não quero falar de amor,
Este sentimento sentido,
Tantas vezes incompreendido.
Acho que vou pra algum lugar,
Onde meu eu não esteja,
Não me sufoque.
Onde eu consiga ser eu,
Além das máscaras,
Veja além da carcaça,
Desta humana flor letárgica.
Não importa o que pensem,
Vou gritar com toda minha voz,
Quando no alto da montanha chegar,
Vislumbrar o mundo com outro olhar,
Que não seja meu,
Que não seja imundo,
Mas que seja puro como a esperança,
Brotando em cada canto,
De um ser em agonia.
Vou de braços abertos,
Com olhar desperto,
Beijar a liberdade,
Perceber meu novo eu,
Em suas doidices de sanidade.
Corroendo-me a carne este libelo,
Expressão de mim feito espinhos,
Flagelando minha carne ignota.
Vou rompendo os laços,
Descompondo-me em falsos risos,
Indiviso retrato de minh'alma,
Que sacrossanta espargiu-se,
Em cada lágrima do meu ser.
Não quero falar de amor,
Este sentimento sentido,
Tantas vezes incompreendido.
Acho que vou pra algum lugar,
Onde meu eu não esteja,
Não me sufoque.
Onde eu consiga ser eu,
Além das máscaras,
Veja além da carcaça,
Desta humana flor letárgica.
Não importa o que pensem,
Vou gritar com toda minha voz,
Quando no alto da montanha chegar,
Vislumbrar o mundo com outro olhar,
Que não seja meu,
Que não seja imundo,
Mas que seja puro como a esperança,
Brotando em cada canto,
De um ser em agonia.
Vou de braços abertos,
Com olhar desperto,
Beijar a liberdade,
Perceber meu novo eu,
Em suas doidices de sanidade.
456
Diligência poética
Convite inopinado,
Bravo açoite que afronta,
O servo em seus dizeres,
Máximas de uma sujeição.
Das mazelas a felicidade,
Segue cativo em seu destino,
Desfilando em suas entranhas,
O orbe fantástico em suas realezas,
Casta alquimia de traços amórficos.
Em cada ato o prodígio invisível,
Arrasta o ser esvaindo-se,
Gotejando de si sentimentos,
Enquanto a alma oscila em seu universo.
Bravo açoite que afronta,
O servo em seus dizeres,
Máximas de uma sujeição.
Das mazelas a felicidade,
Segue cativo em seu destino,
Desfilando em suas entranhas,
O orbe fantástico em suas realezas,
Casta alquimia de traços amórficos.
Em cada ato o prodígio invisível,
Arrasta o ser esvaindo-se,
Gotejando de si sentimentos,
Enquanto a alma oscila em seu universo.
515
Pena capital
Vai meu ser indelével
Rebuscando o mundo resoluto
Insistindo ao saber diminuto
Que a dor em mim seja delével.
Permita o céu que a morte seja branda,
Do deletério vício me cure,
Destino infundo de vil inconveniências,
Ferindo a decência do homem impoluto.
De vestes rasgadas desce ao fundo,
Vertendo arrependimento,
Amarga aragem em sofrimento
Sentença de filhos bastardos.
Do primeiro ao último olhar,
Vão-se as imagens infusas levando,
Amargo exílio de espíritos odiosos;
Adeus perene dos rebeldes em marcha.
Da batalha cega ao martírio insano,
Correm o sangue dos libertinos,
Abatidos pelo punhal da ignorância;
Cravado em seus corações frios.
Da certeza ao esquecimento,
Jaz na tumba da escuridão,
Os heróis anônimos em suas distrações;
Loucuras de um saber profano.
Em suas memórias agora emudecidas,
Calaram-se os sonhos entorpecidos,
Tendo por companhia os famintos vermes,
Correntes do indiferente olhar;
Aos infortunados miseráveis.
Vão os infiéis a beber do cálice,
No fino banquete de suas delinquências,
Demências de mentes insanas;
Devorados em seus abismos.
Rebuscando o mundo resoluto
Insistindo ao saber diminuto
Que a dor em mim seja delével.
Permita o céu que a morte seja branda,
Do deletério vício me cure,
Destino infundo de vil inconveniências,
Ferindo a decência do homem impoluto.
De vestes rasgadas desce ao fundo,
Vertendo arrependimento,
Amarga aragem em sofrimento
Sentença de filhos bastardos.
Do primeiro ao último olhar,
Vão-se as imagens infusas levando,
Amargo exílio de espíritos odiosos;
Adeus perene dos rebeldes em marcha.
Da batalha cega ao martírio insano,
Correm o sangue dos libertinos,
Abatidos pelo punhal da ignorância;
Cravado em seus corações frios.
Da certeza ao esquecimento,
Jaz na tumba da escuridão,
Os heróis anônimos em suas distrações;
Loucuras de um saber profano.
Em suas memórias agora emudecidas,
Calaram-se os sonhos entorpecidos,
Tendo por companhia os famintos vermes,
Correntes do indiferente olhar;
Aos infortunados miseráveis.
Vão os infiéis a beber do cálice,
No fino banquete de suas delinquências,
Demências de mentes insanas;
Devorados em seus abismos.
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Palavras que saem do coração
Belos escritos. Adelante!