Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Descobriram o Brasil?
Navegai naus portuguesas,
Levai de volta seus nobres,
Herança de reis pobres,
A saquear o Brasil.
Navegai naus portuguesas,
Levai os mercenários,
Corruptores larápios,
Filhos lusitanos bastardos,
Nem de longe varonis.
Navegai naus portuguesas,
Jogai nas águas os clérigos,
Borrões maquiavélicos,
Santos do pau oco,
De santidade ensandecida.
Navegai naus portuguesas,
Trazei de volta nossas riquezas,
Devolvei nossas belezas,
Que suas gentes corrompeu.
Navegai naus portuguesas,
Levai de volta a corrupção,
Que aflora e mata,
Os brasileiros refém de quem?
Navegai naus portuguesas,
Neste mar imaginário,
Revelai o mandatário,
Deste patriotismo as avessas.
Navegai naus portuguesas,
Em suas águas afogai,
Estes políticos bossais,
Que nos assalta a dignidade.
Levai de volta seus nobres,
Herança de reis pobres,
A saquear o Brasil.
Navegai naus portuguesas,
Levai os mercenários,
Corruptores larápios,
Filhos lusitanos bastardos,
Nem de longe varonis.
Navegai naus portuguesas,
Jogai nas águas os clérigos,
Borrões maquiavélicos,
Santos do pau oco,
De santidade ensandecida.
Navegai naus portuguesas,
Trazei de volta nossas riquezas,
Devolvei nossas belezas,
Que suas gentes corrompeu.
Navegai naus portuguesas,
Levai de volta a corrupção,
Que aflora e mata,
Os brasileiros refém de quem?
Navegai naus portuguesas,
Neste mar imaginário,
Revelai o mandatário,
Deste patriotismo as avessas.
Navegai naus portuguesas,
Em suas águas afogai,
Estes políticos bossais,
Que nos assalta a dignidade.
502
Mulher
Há tanta prosa sem prosa,
Que nos lábios endossam,
As que não sabem ser mulher,
Em seus jeitos, trejeitos e desjeitos,
Querendo o que não se sabe,
Sabendo do que não se conhece.
Há tantos choros escondidos,
Em seus ais no meio da noite,
Pesado açoite em seus labirintos,
Corações famintos de liberdade.
Há tantas mulheres em seus silêncios,
Pedindo socorro em seu olhar,
Enquanto manuseiam tempestades,
A cada sentimento sentido.
Há mulheres de todos os tipos,
Governando seus mundos e submundos,
Em suas conversas controversas,
As vezes sã, outras vezes absurdas,
Mas que são vozes....
Ecoando pelo mundo.
Há tantas mulheres que são surdas,
Que levam surra da vida,
Por amar de menos ou amar demais,
Se contorcendo em suas penas,
Discorrendo entre o bem ou mal.
Há muitas mulheres discordantes entre si,
Há muitas mulheres...
Exemplares, malditas e benditas,
Cada qual em seus ensaios,
A vida em soslaio,
Aguardando o enredo final.
Que nos lábios endossam,
As que não sabem ser mulher,
Em seus jeitos, trejeitos e desjeitos,
Querendo o que não se sabe,
Sabendo do que não se conhece.
Há tantos choros escondidos,
Em seus ais no meio da noite,
Pesado açoite em seus labirintos,
Corações famintos de liberdade.
Há tantas mulheres em seus silêncios,
Pedindo socorro em seu olhar,
Enquanto manuseiam tempestades,
A cada sentimento sentido.
Há mulheres de todos os tipos,
Governando seus mundos e submundos,
Em suas conversas controversas,
As vezes sã, outras vezes absurdas,
Mas que são vozes....
Ecoando pelo mundo.
Há tantas mulheres que são surdas,
Que levam surra da vida,
Por amar de menos ou amar demais,
Se contorcendo em suas penas,
Discorrendo entre o bem ou mal.
Há muitas mulheres discordantes entre si,
Há muitas mulheres...
Exemplares, malditas e benditas,
Cada qual em seus ensaios,
A vida em soslaio,
Aguardando o enredo final.
592
Serenata
Canta a alma ao luar infinito,
Finito da vida em noite de versos,
Janela de sentimentos imersos,
Doce concerto de ares bendito.
Mira o céu em si o pesar delito,
Amando a brisa em tom disperso
Livre das ilusões converso,
Rimando as estrelas o veredito.
Dito ao universo em seu deserto
Que não se cale o pranto,
Ao encontrar o amor que revelo;
As desventuras em total desencanto,
Recanto da esperança desperto
Na luz onde guardou-se o canto.
Finito da vida em noite de versos,
Janela de sentimentos imersos,
Doce concerto de ares bendito.
Mira o céu em si o pesar delito,
Amando a brisa em tom disperso
Livre das ilusões converso,
Rimando as estrelas o veredito.
Dito ao universo em seu deserto
Que não se cale o pranto,
Ao encontrar o amor que revelo;
As desventuras em total desencanto,
Recanto da esperança desperto
Na luz onde guardou-se o canto.
598
Desafogo
Última projeção da fantasia,
A luz do palco se apaga,
Levantei os olhos,
Mirei timidamente as estrelas,
Há um outro lugar,
Entre as estações,
Álibi perfeito de mim,
Neste tempestuoso sentir.
Do lado de fora a viagem termina,
Aparência de duas distrações,
Fúria intacta da ilusão,
Neste inverno doloroso,
No frio beijo deste desalento,
Na penumbra de minha face.
Não há ninguém na rua,
Neste lugar sombrio,
Esquinas ignotas,
Entre sombras silenciosas,
Negro da noite,
Em súplicas estigmatizantes,
Do grito do amor imortal,
Nas plagas da perfídia.
A luz do palco se apaga,
Levantei os olhos,
Mirei timidamente as estrelas,
Há um outro lugar,
Entre as estações,
Álibi perfeito de mim,
Neste tempestuoso sentir.
Do lado de fora a viagem termina,
Aparência de duas distrações,
Fúria intacta da ilusão,
Neste inverno doloroso,
No frio beijo deste desalento,
Na penumbra de minha face.
Não há ninguém na rua,
Neste lugar sombrio,
Esquinas ignotas,
Entre sombras silenciosas,
Negro da noite,
Em súplicas estigmatizantes,
Do grito do amor imortal,
Nas plagas da perfídia.
745
Alucinação
Loucura?
Esta mistura de tudo,
Este ser em agonia.
Gritando dentro de si,
Revelando ao mundo seus ecos,
Brisas dolorosas da razão ferida.
Demente sabedoria,
Na voz silenciosa que se revela,
Sangrando em cada som,
Nos lábios amordaçados do estranho.
Os pensamentos vão serpenteando,
Debochando do caos na mente petrificada,
Pelas imagens de um calabouço tão frio.
As mãos cobrem os olhos em desespero,
Enquanto as lágrimas lavam a humanidade,
Entre seus labirintos de sobriedade.
Loucura!
Pesado delírio da alma,
Desaguando o furor da substância,
Relutando o profundo despertar,
Entre as fronteiras do eu peregrino.
Esta mistura de tudo,
Este ser em agonia.
Gritando dentro de si,
Revelando ao mundo seus ecos,
Brisas dolorosas da razão ferida.
Demente sabedoria,
Na voz silenciosa que se revela,
Sangrando em cada som,
Nos lábios amordaçados do estranho.
Os pensamentos vão serpenteando,
Debochando do caos na mente petrificada,
Pelas imagens de um calabouço tão frio.
As mãos cobrem os olhos em desespero,
Enquanto as lágrimas lavam a humanidade,
Entre seus labirintos de sobriedade.
Loucura!
Pesado delírio da alma,
Desaguando o furor da substância,
Relutando o profundo despertar,
Entre as fronteiras do eu peregrino.
546
Ponte do exílio
Quem te pariu filhos infiéis,
Quem são teus irmãos?
A sua terra chora por ti,
Onde seus ancestrais,
Apaixonados em suas feridas,
Prantearam seus filhos jogados ao vento.
Do alto mar,
Ouvem-se os gritos das sombras,
Em seus túmulos amadeirados,
Banhados pelas lágrimas dos esquecidos.
Oh! pesada morte,
Colham nos oceanos as flores da dor,
Em seu perfume fétido de horrores,
Sob agonia de gritos estridentes,
Entre silêncio e suspiros,
Enquanto os demônios humanos,
Devoram corpos em suas insanidades.
Este ...
Destino de dor e sofrimento,
Tormentos de uma casta deflorada,
Nas mentes nefastas de seus senhores.
Diga-me quem te pariu seres infiéis!
Que matam seus filhos,
Pela estranheza de suas mãos,
Sujas de sangue e desamor,
Desfilando riquezas amaldiçoadas,
Entre sorrisos frios,
Tal qual suas almas obscuras.
Das caravelas o luto,
Frutos selvagens de corações empedernidos,
Profecia de liberdades tolhidas,
Entre os séculos de faces putrefatas.
Quem são teus irmãos?
A sua terra chora por ti,
Onde seus ancestrais,
Apaixonados em suas feridas,
Prantearam seus filhos jogados ao vento.
Do alto mar,
Ouvem-se os gritos das sombras,
Em seus túmulos amadeirados,
Banhados pelas lágrimas dos esquecidos.
Oh! pesada morte,
Colham nos oceanos as flores da dor,
Em seu perfume fétido de horrores,
Sob agonia de gritos estridentes,
Entre silêncio e suspiros,
Enquanto os demônios humanos,
Devoram corpos em suas insanidades.
Este ...
Destino de dor e sofrimento,
Tormentos de uma casta deflorada,
Nas mentes nefastas de seus senhores.
Diga-me quem te pariu seres infiéis!
Que matam seus filhos,
Pela estranheza de suas mãos,
Sujas de sangue e desamor,
Desfilando riquezas amaldiçoadas,
Entre sorrisos frios,
Tal qual suas almas obscuras.
Das caravelas o luto,
Frutos selvagens de corações empedernidos,
Profecia de liberdades tolhidas,
Entre os séculos de faces putrefatas.
472
Vicissitude
Em noite fria esvaindo-se em pranto,
Revelou-se o ser em mortal agonia
Denunciando o ânimo em desvalia,
Tépido de dores em triste canto.
Recolhido em penoso manto,
Plena sofreguidão de face sombria,
Entregou-se aos gritos que bramia
D'alma aflita em total desengano.
De mãos erguidas acenava ao amor
Já moribundo em seus desejos,
Verteu a última esperança interior;
Exânime vestiu-se de vento,
Prostrado avistou o cortejo
Destino fúnebre cruel tormento.
Revelou-se o ser em mortal agonia
Denunciando o ânimo em desvalia,
Tépido de dores em triste canto.
Recolhido em penoso manto,
Plena sofreguidão de face sombria,
Entregou-se aos gritos que bramia
D'alma aflita em total desengano.
De mãos erguidas acenava ao amor
Já moribundo em seus desejos,
Verteu a última esperança interior;
Exânime vestiu-se de vento,
Prostrado avistou o cortejo
Destino fúnebre cruel tormento.
718
Psicodrama monológico
A morte vem dançando tempestuosa,
Furiosa em seus ritos sem fronteiras,
Estendendo suas asas sobre a alma,
Ótica onírica dos vales mais profundos.
O corpo enegrecido pelo abandono,
Se perde na dimensão do seu sopro,
Nas visões eternas em seus lapsos.
Monstros famintos brotam da terra,
Submundo catatônico indizível.
As estrelas fundem-se aos olhos,
Universo descortinando-se ao eu,
Deixando-se tocar em seus alicerces.
Tudo é tudo absurdamente,
Labirintos fatídicos fantasiosos,
Vendavais silenciosos,
Mutável na velocidade da luz,
Explosão ultra sentimental épica;
Catalisadora de mentes segreda.
No grande palácio dormem os sábios,
Frágeis celas de escuridão,
Escrevendo em seus pergaminhos,
Registros invisíveis das rotas de liberdade.
Furiosa em seus ritos sem fronteiras,
Estendendo suas asas sobre a alma,
Ótica onírica dos vales mais profundos.
O corpo enegrecido pelo abandono,
Se perde na dimensão do seu sopro,
Nas visões eternas em seus lapsos.
Monstros famintos brotam da terra,
Submundo catatônico indizível.
As estrelas fundem-se aos olhos,
Universo descortinando-se ao eu,
Deixando-se tocar em seus alicerces.
Tudo é tudo absurdamente,
Labirintos fatídicos fantasiosos,
Vendavais silenciosos,
Mutável na velocidade da luz,
Explosão ultra sentimental épica;
Catalisadora de mentes segreda.
No grande palácio dormem os sábios,
Frágeis celas de escuridão,
Escrevendo em seus pergaminhos,
Registros invisíveis das rotas de liberdade.
487
Singularidade do amor
Amar é se reinventar,
Amar a si na liberdade do outro,
Igual as flores no campo,
Em seus tons díspares,
Castas em suas criações.
Amar é redescobrir-se,
Cobrindo-se de finitude,
Sem medos e culpas;
Amar é ter esperança,
Desvendar novos caminhos,
Na imensidão da eternidade;
Num indagar contínuo,
Nos mares da incerteza,
Sob a tempestade do ser.
Amar é deixar seguir,
Esculpindo sonhos ao horizonte,
Dialogando com a solidão,
Flertando com as estações,
Enquanto o eu se enamora,
Em seus beijos utópicos.
Amar é infundir-se,
Murchar e reflorescer,
Após uma longa estiagem,
Onde a alma ignota,
Sepulta o pranto sombrio,
E se aconchega ao sorriso.
Amar é ser singular,
Ascender-se no imperfeito,
Acreditar no impossível,
Dar a mão ao amor,
Deixá-lo em seu coração,
Traduzir a vida em minúcias.
Amar a si na liberdade do outro,
Igual as flores no campo,
Em seus tons díspares,
Castas em suas criações.
Amar é redescobrir-se,
Cobrindo-se de finitude,
Sem medos e culpas;
Amar é ter esperança,
Desvendar novos caminhos,
Na imensidão da eternidade;
Num indagar contínuo,
Nos mares da incerteza,
Sob a tempestade do ser.
Amar é deixar seguir,
Esculpindo sonhos ao horizonte,
Dialogando com a solidão,
Flertando com as estações,
Enquanto o eu se enamora,
Em seus beijos utópicos.
Amar é infundir-se,
Murchar e reflorescer,
Após uma longa estiagem,
Onde a alma ignota,
Sepulta o pranto sombrio,
E se aconchega ao sorriso.
Amar é ser singular,
Ascender-se no imperfeito,
Acreditar no impossível,
Dar a mão ao amor,
Deixá-lo em seu coração,
Traduzir a vida em minúcias.
873
Dinheiro
Denários,
O que teu poder esconde?
Vida e morte em teu rastro,
Lágrimas, suor e sangue,
Alegria, tristeza e embaraço,
E das trocas injustas o laço.
Serpenteia entre os séculos,
Com suas mãos de duas faces,
Afagando as premissas da bondade,
Enquanto o mal sorrateiro sorri.
Dos sonhos aos pesadelos,
Segue a barca do inferno,
As margens do paraíso,
Nos umbrais da consciência;
Em seus mundos capitais.
Denário em pátrias multiformes,
Obscura flor em jardins estranhos,
Estulta justiça embotada,
Visões fronteiriças do bem e do mal,
Peneirando homens.
Peneirando homens.
707
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Palavras que saem do coração
Belos escritos. Adelante!