Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Flor de lótus
Um lodo sem beleza aparente,
Surge iluminada na áurea mística do sagrado,
Elevando-se em sua majestade natural,
Inundando de beleza os olhares mais céticos.
Das trevas à luz em primavera preciosa,
Exala de si o encanto em poesia perfumada,
Aos olhares diversos em admiração,
Encantando os corações meditação silenciosa.
A natureza se revela em estado de graça,
Ditando emoções em simplicidades tão castas,
Uma joia orgânica transcende o inescrutável,
Ofuscando o brilho do diamante mais raro.
O criador em sua obra incomparável,
Fez em segredo uma poema espiritual,
Soprou no ar lançando as sementes de lótus,
Que trazia em si um grande sinal;
A luz em forma de flor.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
Surge iluminada na áurea mística do sagrado,
Elevando-se em sua majestade natural,
Inundando de beleza os olhares mais céticos.
Das trevas à luz em primavera preciosa,
Exala de si o encanto em poesia perfumada,
Aos olhares diversos em admiração,
Encantando os corações meditação silenciosa.
A natureza se revela em estado de graça,
Ditando emoções em simplicidades tão castas,
Uma joia orgânica transcende o inescrutável,
Ofuscando o brilho do diamante mais raro.
O criador em sua obra incomparável,
Fez em segredo uma poema espiritual,
Soprou no ar lançando as sementes de lótus,
Que trazia em si um grande sinal;
A luz em forma de flor.
Sirlânio Jorge Dias Gomes
1 732
Pulsação
O tempo,
Entrelinhas do existir,
Percepções transitórias do ser,
Em suas emoções peremptórias,
No vasto infinito de estar.
Buscas infindas,
Força da vida em resistência,
Em seus desafios mortais revolucionários,
Ciclos definitivos universais.
O tempo,
Portais em olhares invisíveis,
Esquadrinhando o desconhecido,
Na exatidão que o concebe.
Entrelinhas do existir,
Percepções transitórias do ser,
Em suas emoções peremptórias,
No vasto infinito de estar.
Buscas infindas,
Força da vida em resistência,
Em seus desafios mortais revolucionários,
Ciclos definitivos universais.
O tempo,
Portais em olhares invisíveis,
Esquadrinhando o desconhecido,
Na exatidão que o concebe.
462
Lucano e rúbria
Casto amor de face encantadas,
Corramos pelos campos da inocência,
Entre rubores pueris,
Fartos aos deleites enamorados da pureza.
É teu o meu olhar,
Mirando o doce pulsar da juventude,
Meu coração tomastes,
Revelando a eternidade imutável.
A nossa candura desabrocha de amores,
Flores virginais a perfumar o infinito.
Teu hálito é refrescante como a romã,
Teus lábios vertem mel,
Adoçando minh'alma extasiada.
Os dias são como diamantes,
Perfeito tesouro de nossa alegria,
As noites são longas,
A esperar-te que me sigas.
A morte não nos separará,
Teu espírito estará em mim,
Doce lembrança de tua ternura.
Quando o elísio te tocar,
Seguirei adiante bravamente;
Sob as infinitudes de minha humanidade.
A tua cruz guardarei,
Descobrirei o véu da ignorância;
Revelando o Deus desconhecido.
A sua luz brilha em mim,
No profundo amor que me cativaste.
Inspirado no romance Médico de Homens e de Almas TAYLOR CALDWELL
Corramos pelos campos da inocência,
Entre rubores pueris,
Fartos aos deleites enamorados da pureza.
É teu o meu olhar,
Mirando o doce pulsar da juventude,
Meu coração tomastes,
Revelando a eternidade imutável.
A nossa candura desabrocha de amores,
Flores virginais a perfumar o infinito.
Teu hálito é refrescante como a romã,
Teus lábios vertem mel,
Adoçando minh'alma extasiada.
Os dias são como diamantes,
Perfeito tesouro de nossa alegria,
As noites são longas,
A esperar-te que me sigas.
A morte não nos separará,
Teu espírito estará em mim,
Doce lembrança de tua ternura.
Quando o elísio te tocar,
Seguirei adiante bravamente;
Sob as infinitudes de minha humanidade.
A tua cruz guardarei,
Descobrirei o véu da ignorância;
Revelando o Deus desconhecido.
A sua luz brilha em mim,
No profundo amor que me cativaste.
Inspirado no romance Médico de Homens e de Almas TAYLOR CALDWELL
580
Eu
Eu,
Paralelo universo,
Em suas criações,
De introversa criatura,
Nestas confabulações dúbias,
Polimórficas vontades no tempo,
Segredando individualidades.
Eu,
Multíplice hominalidade,
Em seus trajetos tempestuosos,
Mirando a calmaria adjacente,
Sob olhares de vidro,
Visões mórbidas contumazes,
Borrões da coragem,
Na tela da vida.
Paralelo universo,
Em suas criações,
De introversa criatura,
Nestas confabulações dúbias,
Polimórficas vontades no tempo,
Segredando individualidades.
Eu,
Multíplice hominalidade,
Em seus trajetos tempestuosos,
Mirando a calmaria adjacente,
Sob olhares de vidro,
Visões mórbidas contumazes,
Borrões da coragem,
Na tela da vida.
489
Abandono
Definitivamente,
Nem mais um minuto,
Resoluto estou,
Esquecendo-te vou seguindo,
Cansei-me dos teus enganos,
Amor profano que me apavora.
Saio de sua vida,
Renuncio ao amor que nunca tive,
Deixo-o sem arrependimento,
Deixo-o sem arrependimento,
Amarguras de um tempo,
Disparidade das minhas emoções.
Disparidade das minhas emoções.
O meu amor,
Levo comigo sem destino,
Levo comigo sem destino,
Antes que minha vida se esgote,
Vítima do teu egoísmo,
Retrato de tua falsidade,
Levando-me a outro porto,
Retrato de tua falsidade,
Levando-me a outro porto,
Sem olhar para trás.
Que a sorte te valha em solidão,
Ao acaso de tua covardia,
Verdadeiramente,
Não valeu o meu sorriso,
Não valeu o meu sorriso,
Te deixo em lágrimas,
Arrependimento do meu engano
Arrependimento do meu engano
Por entregar-te o melhor de mim,
Sem a justa troca,
Ao meu coração maltrapilho.
Ao meu coração maltrapilho.
443
Ternura
Há infinitas formas de dizer eu te amo!
Impossível traduzir o que sinto,
Neste momento de emoção,
Não diga nada,
Preciso tomar fôlego,
Dividir tudo um com outro,
Assim me sinto diante de você.
Desculpe!
Sinto um calor enorme,
Gosto de estar contigo,
Do seu sorriso,
Da maneira como me olhas,
Do jeito que me abraça.
Acho você o máximo,
Quando não está por perto,
Sinto uma saudade louca,
Com esse seu jeito gostoso,
Conquistou meu coração,
Tirou-me do sério,
Deixou-me nas nuvens.
Acertou em cheio o alvo,
Agora estou aqui deste jeito,
Provar o quanto és importante,
Eu sei que já entendeu tudo,
Mas Vou dizer com todas as letras!
Te amo,
A única coisa que desejo,
Ser feliz contigo.
Impossível traduzir o que sinto,
Neste momento de emoção,
Não diga nada,
Preciso tomar fôlego,
Dividir tudo um com outro,
Assim me sinto diante de você.
Desculpe!
Sinto um calor enorme,
Gosto de estar contigo,
Do seu sorriso,
Da maneira como me olhas,
Do jeito que me abraça.
Acho você o máximo,
Quando não está por perto,
Sinto uma saudade louca,
Com esse seu jeito gostoso,
Conquistou meu coração,
Tirou-me do sério,
Deixou-me nas nuvens.
Acertou em cheio o alvo,
Agora estou aqui deste jeito,
Provar o quanto és importante,
Eu sei que já entendeu tudo,
Mas Vou dizer com todas as letras!
Te amo,
A única coisa que desejo,
Ser feliz contigo.
579
Apanágio
Fecho os olhos...
Um movimento seduzindo o tempo,
A beleza dos seus passos precisos,
Música do seu sorriso a me envolver,
Lentamente meu corpo segue as ondas,
Num profundo mar de intensidade,
Sensualidade desperta de nós dois.
A alma dança abraçado a felicidade,
Versejando o amor em seus contrastes,
Imerso ao adágio universal do eu,
Tom desta sinfonia de traços nobres,
Atributo enamorado da razão.
Um movimento seduzindo o tempo,
A beleza dos seus passos precisos,
Música do seu sorriso a me envolver,
Lentamente meu corpo segue as ondas,
Num profundo mar de intensidade,
Sensualidade desperta de nós dois.
A alma dança abraçado a felicidade,
Versejando o amor em seus contrastes,
Imerso ao adágio universal do eu,
Tom desta sinfonia de traços nobres,
Atributo enamorado da razão.
514
Humana Flor
Humana flor latente,
De pétalas homicidas,
Que és do nascer ao por do sol,
Senão um diário da morte!?
O fim te aguarda sorrateiro,
Fino banquete das ilusões;
Cova dos sonhos e da soberba.
Os vermes devorarão sua carne,
Restando apenas impressões;
Deixadas nos rastros de vossa existência.
Sois o que sois,
Na cegueira dos seus dias;
Proferindo injúrias em si mesmos.
Da satisfação ao desagrado,
Procissão de murmuradores;
Nascidos mortos antes de nascer.
Humana flor latente,
Murchando vagarosamente;
Diante do caos que os açoita.
De pétalas homicidas,
Que és do nascer ao por do sol,
Senão um diário da morte!?
O fim te aguarda sorrateiro,
Fino banquete das ilusões;
Cova dos sonhos e da soberba.
Os vermes devorarão sua carne,
Restando apenas impressões;
Deixadas nos rastros de vossa existência.
Sois o que sois,
Na cegueira dos seus dias;
Proferindo injúrias em si mesmos.
Da satisfação ao desagrado,
Procissão de murmuradores;
Nascidos mortos antes de nascer.
Humana flor latente,
Murchando vagarosamente;
Diante do caos que os açoita.
568
Pétalas
Meu triste olhar me engana,
Folhagens de um amor indefeso,
Laço rompante malfazejo,
Pesado torpor em mim alcança.
Das cruzadas nuas e jocosas,
Corpo faminto em faces chorosas,
Coração lápide coberto,
Em seu desterro flor mundana,
Sebe selvagem a gana,
Deste louco desejo indiserto.
Folhagens de um amor indefeso,
Laço rompante malfazejo,
Pesado torpor em mim alcança.
Das cruzadas nuas e jocosas,
Corpo faminto em faces chorosas,
Coração lápide coberto,
Em seu desterro flor mundana,
Sebe selvagem a gana,
Deste louco desejo indiserto.
708
Poema sem nome
Este poema não tem nome,
Não tem pátria,
Não tem cheiro e nem cor,
Este poema sangra em seus versos,
Gritos não ouvidos,
Em cada dor agredida,
Da vida sem vida,
Forma desvalida em frangalhos.
Este poema quer o seu silêncio,
Pra escutar o lamento,
Vozes e sussuros ao vento,
Dos miseráveis do outro lado,
Lugares invisíveis aos nossos olhos.
Este poema...
Tem em si tantos outros poemas,
Que ao teu querer seja esperança,
Inspirando felicidade,
Versos fraternais de bondade.
Talvez este seja só mais um poema,
Entre tantos outros,
Porém mais que um poema ,
É o que ele deixa em si,
No amor profundo que desejas,
Que pode doar,
Encontrando-se,
Sentindo a poesia de ser somente,
Fazendo a parte que lhe cabe.
A métrica desta poesia é sua,
Em cada estrofe do seu coração,
Numa declamação sem julgamentos,
Onde a inspiração é o desprendimento,
Em cada momento vivido.
Não tem pátria,
Não tem cheiro e nem cor,
Este poema sangra em seus versos,
Gritos não ouvidos,
Em cada dor agredida,
Da vida sem vida,
Forma desvalida em frangalhos.
Este poema quer o seu silêncio,
Pra escutar o lamento,
Vozes e sussuros ao vento,
Dos miseráveis do outro lado,
Lugares invisíveis aos nossos olhos.
Este poema...
Tem em si tantos outros poemas,
Que ao teu querer seja esperança,
Inspirando felicidade,
Versos fraternais de bondade.
Talvez este seja só mais um poema,
Entre tantos outros,
Porém mais que um poema ,
É o que ele deixa em si,
No amor profundo que desejas,
Que pode doar,
Encontrando-se,
Sentindo a poesia de ser somente,
Fazendo a parte que lhe cabe.
A métrica desta poesia é sua,
Em cada estrofe do seu coração,
Numa declamação sem julgamentos,
Onde a inspiração é o desprendimento,
Em cada momento vivido.
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Comentários (2)
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Palavras que saem do coração
Belos escritos. Adelante!