A judia Foi judiada Pobre coitada! Pelo seu namorado Após com ele ter transado Seu namorado a judiou Assim que com ela,transou Ele chamou a judia De vadia Ele só a maltratou E ela desgostou De ser tratada desse jeito Totalmente imperfeito Por seu namorado também judeu Que,certamente,a cabeça perdeu E este lhe bateu E,no motel, um funcionário Escutando no exato horário Quando as agressões aconteciam Ouvia-se gritos e gemidos Lá do quarto E então,a testemunha do fato Decidiu a polícia chamar Para vir lhe algemar E assim que a polícia chegou Ele logo parou Mas em nada adiantou Ela já estava toda avermelhada E esmurrada Com hematomas No semblante E o policial prendeu o judeu No exato instante Que viu a judia Naquele dia Toda fria E envergonhada Por ter sido vista pelada Na madrugada E por outro lado,o judeu Na prisão amanheceu Quem sabe, ele aprende a lição De nunca, jamais,dever em uma mulher encostar a mão Não importa qual seja, a razão.
Eu sou uma criatura Que vive a toda e qualquer altura Eu vivo por viver Para eu não poder esquecer Que eu me desconheço Desde quando eu amanheço Eu fico somente a olhar para o nascer do sol Como um girassol Pensando e querendo saber Quem eu sou? Ou quem sou eu? Que ninguém me conhece Muito menos a mim mesmo Eu tento filosofar sobre a vida Sobre o porquê de eu estar aqui Sobre o porquê de eu estar vivendo Sobre o porquê de eu estar aqui escrevendo Mas ninguém me responde As minhas perguntas As respostas que eu tanto procuro Eu não as alcanço Elas são para mim Assim algo obscuro O que eu procuro É igual uma poesia infinita Uma poesia bendita Que até hoje Nunca foi escrita Por ninguém E que eu como sendo um poeta Pretendo escrever Porém eu não sei o que fazer A ideia da poesia está viva em minha mente Mas não sei por onde nem como começar Com quais palavras Para que essa minha poesia Que me perturba emocionalmente Possa durar eternamente Assim como essa dúvida existencial Que existe cá dentro de mim Que existe cá dentro do meu coração Seja uma escrita importante ou em vão Desde quando eu nasci Do ventre maternal O mais importante Nesse instante É que nessa vida,eu vivi.
Wilhans Lima Mickosz
166
A morte
Para que nascemos? Senão,para morrer! Muitos não se dão conta disso Mas,essa é a vida Que meramente é o nosso destino para a morte Todos nós a enfrentamos Dia-após-dia Em nossas vidas vividas Desde o momento que acordamos Até o momento que vamos dormir A vida é um risco! A vida é um sopro! A vida sozinha é uma linha Que quando se é cortada pela tesoura afiada Que é a morte Tudo se acaba Portanto,devemos viver Aproveitando a vida O nosso máximo possível Porque,nunca,se sabe Até quanto tempo temos de vida Porque,como já sabemos a morte é imprevisível A morte é imperdoável E também não adianta nada só trabalhar E do seu dinheiro,só no banco guardar Porque,quando,se chega,a hora certa da partida Você não mais poderá aproveitar nada do seu dinheiro Você não poderá mais guardar E também para a morte não existe essa De situação financeira De classe econômica Seja rico ou Seja pobre Todos,sem nenhuma exceção,vão,um dia Para o mesmo vão Mas nada disso é nem será em vão Assim como todos nós encontraremos a tão esperada E temida para alguns ou destemida para outros A traiçoeira morte Que quando vem Vem sem dó nem piedade Para poder nos buscar E enfim nos levar Para algum lugar Que ninguém conhece Porque,quem foi Jamais voltou Ou seja,esta é a morte Nossa única sorte Que sempre nos levou E para sempre nos levará.
Wilhans Lima Mickosz
335
O bem-te-vi sumido
Por acaso,alguém sabe,onde está o Bem-te-vi? Aqui ou Ali? É aquele que canta a nota "Si" E também a "Mi" Que por causa dele Eu nem dormi E também,por causa disso,todos costumam me falar Assim,o seguinte que percebe-se Isso em mim,Tudo em razão desse Bem-te-vi Que eu estou a procurar Sem fim! Mas,afinal,onde estará esse bendito Bem-te-vi? Que eu mal vi! Aqui ou Ali? Ele não saiu daqui,dali nem de acolá Porém,onde esse Bem-te-vi estará? Enfim,aonde esse Bem-te-vi terá ido? Que está sumido.
Wilhans Lima Mickosz
119
A luta e o luto
Eu vou à luta A luta,eu vou Eu me entrego à labuta Dessa vida bruta Mas,às vezes,eu não sei Quem sou eu? Ou quem eu sou? Eu só luto,luto e luto Até que chegue,um dia De tanto,eu lutar Em vão Sem sequer de nada poder conquistar Alguns no meu enterro,chorarão E,também por alguns dias Permanecerão em luto.
Wilhans Lima Mickosz
332
Passarinho sozinho
Por que o passarinho está a cantar? Por que canta tanto? Será que, por acaso,ele está sua companheira a procurar? Ou será que, por acaso,ele está a encher-se de pranto? De qualquer modo,seu canto É um encanto! Para minha audição Que escuta sua canção De todo meu coração Pode continuar a cantar Sem parar E também a voar e a sobrevoar A beleza da natureza Voando de árvore em árvore Eu o vejo da janela da minha casa Assim,sozinho No seu ninho Só, à espera de sua companheira Que não vem Que foi logo ali E sumiu Partiu Sua companheira Talvez tenha ido para o céu dos passarinhos Ou,quem sabe,tenha sido capturada Para viver engaiolada Enquanto,isso,o passarinho Mesmo assim,continua sozinho No seu ninho A cantar Sem parar Só, à espera de sua companheira Da vida inteira Que não vai voltar.
Wilhans Lima Mickosz
168
Uma pomba doente
Ela era uma pomba doente a mancar
Que não podia mais voar
Que não voar mais podia
Como ela costumava-se antes
Ela entristecida vivia
E por algum motivo inexplicável
Ela já sabia que morreria
Em instantes
Foi então,que certo dia
Ela estava parada no meio da rua
Com uma tristeza toda sua
E,de repente,um carro veio
E lhe atropelou
Sendo assim,matando-a
Consequentemente disso
O motorista do carro,fez-lhe o favor
De libertá-la da prisão
Do seu coração
Nesse mundo de sofrimento
E assim,sua alma de pomba
Finalmente pôde voar
Para o firmamento
Autor: Wilhans Lima Mickosz
133
Um milagre musical
Era uma vez,um menino que havia nascido surdo,portanto,ele não podia escutar nem falar,ou seja,ele era um surdo-mudo.
Ele tinha 10 anos de idade e a partir dessa sua idade,ele havia descoberto algo mágico em sua vida que era a música,ele não podia ouvir a música,mas ele podia sentir as vibrações sonoras dos instrumentos musicais que ele havia aprendido a tocar sozinho,isso mesmo,ele era auto-didata.
Ele era muito inteligente,ele havia aprendido a tocar piano e violino por sua conta própria,ele tocava: Bach,Beethoven,Mozart e toda a gama de compositores eruditos de primeira linha.
Ele sabia que não podia ouvir sua música,mas,ao mesmo tempo,sabia que tocava bem,e surpreendia,porque todos que passavam por perto dele a tocar pelas ruas da cidade em suas apresentações se alegravam e se fascinavam com sua superação de poder tocar ,sem nunca ter aprendido com um professor e principalmente,pelo fato de nunca ter escutado uma só nota.
Era um verdadeiro milagre musical!
Assim como Beethoven,ele se superou,mas tem um porém,Beethoven não nasceu surdo e sim ficou surdo e esse menino já havia nascido surdo,ele era surdo e ainda mudo de nascença e sua única linguagem era a linguagem musical.
Que é a linguagem universal que todos os povos entendem,basta querer e tocar para que todos possam se impressionar.
Mas só que nem todo mundo,nasce com um dom divino que é a capacidade de fazer música intuitiva,assim como esse menino surdo-mudo fazia.
Que nasceu com um poder musical inigualável,inexplícavel e inegável.
Mas só que houve um dia,que de tanto tocar,esse menino,de repente,pôde começar a escutar suas músicas,as músicas que ele tocava,ele conseguiu ouvir a primeira nota musical de tantas notas musicais por ele já tocadas e espalhadas aos arredores da cidade.
Assim que o menino ouviu o primeiro som de música,o primeiro som do canto de um passarinho,ele não quis acreditar em tal fato e começou a chorar,e achou estar louco ou sonhando.
Ele ainda não podia falar,porque,nunca tinha ouvido antes,mas logo aprenderia a falar conforme o passar dos anos,mas podia escutar,a partir daquele exato instante,ele se emocionou e continuou a tocar seu violino e depois seu piano pelas ruas da cidade.
Suas lágrimas de menino primeiro foram derramadas pelas cordas do violino e depois,por último pelas teclas do piano ao serem tocadas pelos seus dedos escorregadios e ligeiros.
E,finalmente,esse menino,tornou-se um músico de corpo e alma,capaz de tocar ainda mais e de ouvir as músicas que ele encantava e se espalhava pelo mundo.
Realmente,foi um verdadeiro milagre musical ocorrido na vida desse menino em questão.
Wilhans Lima Mickosz
134
Uma Professora e seu Aluno
Certa professora e seu certo aluno,viam-se e reviam-se,em sala-de-aula,uma vez por semana,em todas as semanas do mês,junto com outros alunos.
E este,seu aluno,especificamente,a admirava,com seus olhos de uma forma indescritível.
Ele a amava,ele estava apaixonado por sua professora secretamente,ninguém sabia disso,muito menos,ela própria e mesmo assim,caso,se ela soubesse,não se sabe,ao certo,de sua parte,se a mesma poderia retribuir esse seu tamanho amor estudantil.
Ele sabia que ela falava:Inglês,Espanhol,inclusive,o nosso Português,é óbvio!
Ela tinha 31 anos de idade,mas, parecia ter 25 ,com seu rosto e corpo de princesa,ela era lindíssima,formosíssima,chamava-se:''Ana Terra''.
Ela também tinha uma tatuagem no seu pé direito,ela já havia ido aos Estados Unidos da América em Nova York com sua mãe e irmã.
Enfim,ele procurava saber de tudo sobre ela,tim tim por tim tim,detalhadamente,a respeito de tudo que ela falava,ele procurava saber e decorar em sua cabeça atentamente,porque ele estava interessado por sua pessoa de corpo e alma.
Mas só que,ele não sabia,como aproximar-se dela,afinal de contas,ela era sua professora.
O que ele perguntaria a ela?Assim que todos os demais alunos,saíssem da sala-de-aula.
Professora!Você têm namorado?
Essa seria uma pergunta,um tanto quanto ousada,talvez,feita por um aluno à sua professora.Assim imaginava ele.
E ela poderia lhe responder,isso não lhe diz respeito,com toda sua razão,porque,ela estava ali em sala-de-aula para poder lecionar e esclarecer possíveis dúvidas relacionadas à sua disciplina e não sobre sua vida pessoal,íntima.
No entanto,ele não conseguiu resistir a tentação da oportunidade e este,resolveu lhe perguntar,algo à respeito.
E lá foi ele,numa certa ocasião propícia e então,lhe perguntou,no fim de uma de suas aulas,quando todos os outros alunos,já haviam saído da sala-de-aula.
E estavam,eles dois,ali,à sós.
Sua pergunta,foi da seguinte maneira:''Com sua licensa,Professora!
Esta,lhe respondeu:Pois não?
Ele continuou dizendo:Eu poderia saber,se você está solteira?
Ela,então,surpreendeu-se com sua pergunta inesperada e logo em seguida disso,lhe respondeu:
''Eu deixarei você descobrir por si só!''
Dito isto, por ela,ele já sabia que naquele certo dia,à noite,ela iria embora para o seu apartamento ,no mesmo horário de saída de seus alunos.
E ele,despediu-se,da mesma,respeitosamente,com um beijo no rosto,porque, ela ainda era sua Professora Universitária e não sua namorada,assim como ele almejava.
E ela,acabou deixando-lhe esse seu mistério no ar e por outro lado,ele tinha ficado enlouquecidamente interessado para que assim pudesse desvendar esse seu mistério,ou seja,o mistério sobre a vida particular de sua professora de:''Morfossíntaxe da Língua Portuguesa''.
Naquela mesma noite,esse seu certo aluno, ele foi se deitar,encostando sua cabeça curiosa no travesseiro,só pensando assim,da seguinte maneira:''Será que a professora está sozinha?
Pois é isso que eu vou tentar descobrir por mim mesmo!Pode deixar!
Ou eu não me chamo:Fulano de Tal! Disse convicto ele!
Isso era a única coisa que ele ainda não sabia sobre sua professora,porque,sua amada e desejada:''Aninha''.
Assim como ele passou a chamá-la mentalmente,não deixara-se saber nada a esse respeito,desde então.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
137
Um gramático perfeccionista
Ele era um gramático que era um tanto quanto perfeccionista,ele não admitia inadequações de gramática nem de si mesmo nem dos outros.
Ele mesmo se corrigia,o tempo todo,frequentemente,tanto na fala quanto na escrita e ele também corrigia as demais pessoas do seu convívio no dia-a-dia.
Sua vida era tudo,conforme, a gramática normativa que é a gramática que visa a norma entre o modo adequado e inadequado de se escrever e de se falar numa língua,nesse caso, a gramática normativa da nossa Língua Portuguesa em questão.
Ele era um intelectual,tinha muitos diplomas à respeito de seu formação acadêmica,mas o que,o deixava, de certo modo, nervoso ou incorformado era quando,alguém,aparentemente ignorante, cometia algum uso inadequado de gramática perto de si.
Ele,imediatamente,corrigia,quem quer que fosse,e se,por acaso,alguém lhe dissesse ,quem você pensa que é para querer vir me corrigir?
Ele,logo ,respondia,eu sou um gramático impecável que não admito palavras agramáticais,tudo que não for gramática, aborrece-me profundamente, de tal maneira que você jamais me entenderá, nem sequer mesmo:'' Ferdinand Saussure,me entenderia,o que eu passo, dentro do meu coração,sobre querer fazer com que as pessoas,aprendam a falar e a escrever adequadamente,respeitando o idioma de:'' Luís Vaz de Camões''.
Porque,para os gramáticos, assim como eu,é de suma importância respeitar o que é certo.
É por isso,cá estou eu,para poder ensinar a quem queira aprender, o que deve ser escrito ou dito,conforme, o uso do Português na norma Padrão.
Quer queiram ou não.
Dito isto,o gramático perfeccionista que,naquele momento estava ali de conversação com um transeunte na calçada do bairro, ele,então,despediu-se do mesmo e foi, recolher-se ,em direção à sua casa.
Para poder ir dormir um pouco,depois de um dia deveras cansativo de trabalho na faculdade,onde,este lecionava, sobre tudo,o que já aprendera,em tempos antigos da época em que fizera seu curso na faculdade de Letras.
Um curso do qual ele admirava demais,porém,sabia ele que teria que morrer,sabendo que não seria nada fácil adotar essa sua medida de gramático perfeccionista.
Enfim e assim,termina aqui esse conto sobre: Um Gramático Perfeccionista que não admitia imperfeições gramaticais,porque sua gramática era,digamos assim, definitivamente perfeita em detalhes.
Autor: Wilhans Lima Mickosz
150
As horas do relógio
Essas horas do relógio Não querem logo passar Para minha namorada Eu vir a beijar Eu mal consegui dormir essa madrugada Por causa do tique-taque do relógio A me incomodar E, também,as horas do relógio Eu fiquei a esperar Para logo,chegar o momento certo Em que eu estou bem desperto Para o meu amor,eu poder namorar Mas,o relógio nunca foi meu amigo Ele nunca foi gentil comigo Ele sempre foi do contra Ou seja,quando,eu quero que passem as horas do tempo rápido Elas demoram a passar E,quando,eu quero que passem as horas do tempo demorado Elas passam rápido Quem vai entender? Esse relógio louco Que de mim,faz pouco Com seu mistério,sem fim.