Maya Angelou
Autor do dia

Maya Angelou

Maya Angelou foi uma aclamada poetisa, memorialista e ativista dos direitos civis americana. A sua obra é reconhecida pela profunda exploração da identidade, racismo, família e a resiliência do espírito humano. Através de poderosas narrativas autobiográficas e poesia evocativa, deu voz às experiências das mulheres negras americanas, oferecendo mensagens de esperança, dignidade e autoaceitação. A sua escrita impactante e a defesa intransigente da justiça social fizeram dela um ícone global.

Poema do dia

Choro!

José Gomes Ferreira
Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
as crianças violadas
nos muros da noite
úmidos de carne lívida
onde as rosas se desgrenham
para os cabelos dos charcos.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
diante desta mulher que ri
com um sol de soluços na boca
— no exílio dos Rumos Decepados.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
este seqüestro de ir buscar cadáveres
ao peso dos poços
— onde já nem sequer há lodo
para as estrelas descerem
arrependidas de céu.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
a coragem do último sorriso
para o rosto bem-amado
naquela Noite dos Muros a erguerem-se nos olhos
com as mãos ainda à procura do eterno
na carne de despir,
suada de ilusão.

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro
todas as humilhações das mulheres de joelhos nos tapetes da súplica
todos os vagabundos caídos ao luar onde o sol para atirar camélias
todas as prostitutas esbofeteadas pelos esqueleto de repente dos espelhos
todas as horas-da-morte nos casebres em que as aranhas tecem vestidos para o sopro do
silêncio
todas as crianças com cães batidos no crispar das bocas sujas
de miséria...

Ninguém vê as minhas lágrimas, mas choro...

Mas não por mim, ouviram?
Eu não preciso de lágrimas!
Eu não quero lágrimas!

Levanto-me e proíbo as estrelas de fingir que choram por mim!

Deixem-me para aqui, seco,
senhor de insônias e de cardos,
neste òdio enternecido
de chorar em segredo pelos outros
à espera daquele Dia
em que o meu coração
estoire de amor a Terra
com as lágrimas públicas de pedra incendiada
a correrem-me nas faces
— num arrepio de Primavera
e de Catástrofe!
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Nasceram neste dia

6
João de Jesus Paes Loureiro

João de Jesus Paes Loureiro foi um poeta português cuja obra se insere num contexto de renovação poética, marcada por uma forte sensibilidade estética e uma profunda reflexão sobre a condição humana. A sua poesia explora temas universais como o amor, a morte, a efemeridade do tempo e a busca por sentido, utilizando uma linguagem cuidada e um lirismo característico.

O Poeta
Martins Fontes

Martins Fontes foi um poeta, tradutor e editor brasileiro, com uma obra que se destaca pela sua delicadeza lírica e pela exploração de temas universais como o amor, a saudade e a efemeridade da vida. A sua poesia, embora por vezes melancólica, revela uma profunda sensibilidade e uma busca pela beleza nas coisas simples. Além da sua produção poética, Fontes teve um papel relevante no panorama literário como tradutor de obras importantes e como editor, contribuindo para a divulgação de autores e para o enriquecimento da cultura literária no Brasil. A sua dedicação às letras marcou a sua trajetória, deixando um legado de sensibilidade e rigor.

Ser Paulista
R. Petit

R. Petit é um nome associado à poesia contemporânea, cuja obra se caracteriza pela exploração da linguagem, pela experimentação formal e por uma abordagem frequentemente irónica e crítica da realidade. A sua poesia desafia as convenções, convidando o leitor a perspetivar o mundo sob novas óticas, explorando temas que vão do social ao existencial com uma singularidade estilística. Embora os detalhes da sua vida pessoal e biográfica sejam escassos, a sua produção literária destaca-se pela originalidade e pela capacidade de instigar o pensamento.

Papagaios de Papel
Eno Teodoro Wanke

Eno Teodoro Wanke foi um jurista e professor brasileiro, reconhecido por sua atuação no judiciário e por sua contribuição para o ensino do direito. Ele dedicou grande parte de sua vida à magistratura e ao magistério, deixando um legado importante nas áreas jurídica e acadêmica.

Augusto Nobre

Augusto Nobre foi um poeta e jornalista português, figura proeminente da poesia do século XIX. Sua obra, muitas vezes marcada por um tom melancólico e reflexivo, abordou temas como a natureza, o amor e a efemeridade da vida, revelando um lirismo particular e uma profunda sensibilidade estética.

Morreram neste dia

4
Nicolau Tolentino

Nicolau Tolentino foi um poeta português conhecido pela sua obra lírica e satírica. A sua escrita reflete uma observação aguçada da sociedade e das relações humanas, muitas vezes com um toque de ironia e melancolia. Apesar de não ter alcançado a notoriedade de outros contemporâneos, o seu contributo para a poesia portuguesa do seu tempo é reconhecido pela sua originalidade e pela exploração de temas universais com uma sensibilidade particular.

Chaves na mão, melena desgrenhada
António Jacinto

António Jacinto foi um poeta angolano, figura proeminente da poesia de expressão portuguesa e um dos mais importantes representantes da literatura de Angola. A sua obra é marcada por um profundo lirismo e por uma forte consciência social e política, refletindo as aspirações e os conflitos do seu tempo. É reconhecido pela sua contribuição para a afirmação da identidade cultural africana e pela sua linguagem rica e expressiva.

Monangamba
Boris Vian

Boris Vian foi um escritor, poeta, dramaturgo, músico de jazz, compositor, cantor, letrista, tradutor, crítico e inventor francês. Reconhecido pela sua obra literária multifacetada e transgressora, explorou temas como o amor, a morte, a crítica social e o absurdo da existência com um estilo único, marcado pelo humor, pela ironia e pela experimentação linguística. A sua obra, muitas vezes subestimada em vida, alcançou um enorme prestígio póstumo, tornando-o uma figura incontornável da literatura do século XX.

Se os poetas fossem menos bestas
Jean-Joseph Rabearivelo

Jean-Joseph Rabearivelo foi um poeta malgaxo, frequentemente considerado o maior poeta de Madagáscar. A sua obra poética, marcada por uma profunda melancolia e uma forte ligação com a história e a cultura da sua terra natal, explora temas como a identidade, a memória, a perda e a resistência cultural. Rabearivelo é reconhecido pela sua habilidade em fundir influências ocidentais com a tradição oral malgaxo, criando uma voz poética única e poderosa que continua a ressoar.

O boi branco

Aniversários da comunidade

4
Loks G. (Gilson Moreira)

Eu não sou dono do mundo mas sou filho do dono

Desabafo de felicidade
joao2281

Apenas mais um jovem em busca dos seus sonhos.

Em um futuro mais que distante: