Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Asta Vonzodas
Sinto em meu corpo
Sinto em meu corpo
sua língua.
Que me arde
Como se fosse
um chicote
de
fogo.
E mesmo que
eu não queira
me induz
a jogar
o seu
jogo.
Me entorpece
os sentidos,
abafa-me
os gemidos
até provocar
o meu
gozo.
Que poder
é esse?
Que sedução
devassa,
é essa
que sinto
sempre
que você
me abraça?
Só de lhe ver
me arrepia
a pele, em
choques
térmicos.
E me rendo
pacífica
aos seus
desejos
hipotéticos.
Me excita e
me choca
a sua ousadia.
Mas sempre
mais e mais,
como num
crescendo,
embarco
na sua
fantasia.
E quando
entregue
aos nossos
devaneios
sentindo
em meu
corpo
os seus
meneios,
nada mais
importa.
Abrimos do desejo
as portas,
simplesmente
porque
você é
meu homem
e eu...
sou sua
mulher...
sua língua.
Que me arde
Como se fosse
um chicote
de
fogo.
E mesmo que
eu não queira
me induz
a jogar
o seu
jogo.
Me entorpece
os sentidos,
abafa-me
os gemidos
até provocar
o meu
gozo.
Que poder
é esse?
Que sedução
devassa,
é essa
que sinto
sempre
que você
me abraça?
Só de lhe ver
me arrepia
a pele, em
choques
térmicos.
E me rendo
pacífica
aos seus
desejos
hipotéticos.
Me excita e
me choca
a sua ousadia.
Mas sempre
mais e mais,
como num
crescendo,
embarco
na sua
fantasia.
E quando
entregue
aos nossos
devaneios
sentindo
em meu
corpo
os seus
meneios,
nada mais
importa.
Abrimos do desejo
as portas,
simplesmente
porque
você é
meu homem
e eu...
sou sua
mulher...
1 259
1
Liz Christine
Lilith
Ah, delírio que me erotiza...
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.
1 282
1
Liz Christine
Lilith
Ah, delírio que me erotiza...
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.
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1
Liz Christine
Lilith
Ah, delírio que me erotiza...
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.
Você me despreza, você me pisa...
Me xinga e me avisa...
Que posso fazer?
Eu quero você e gosto de sofrer.
Não é doentio,
É doce esse martírio...
Você é meu desafio.
Quero ser amarrada,
Quero ser queimada...
Pelo fogo da paixão,
Me morde com tesão.
Me morde e me usa...
Depois você me acusa...
De louca e confusa.
Vai, usa, abusa,
Xinga, morde, pisa.
Quero ser espancada,
Quero ficar marcada...
Pela dor dessa paixão...
Quero a marca da sua mão...
Em meu corpo, olhos e coração.
Te amar é morrer...
Me afogar no prazer.
1 282
1
Liz Christine
Passional
Seu olhar me desconcerta
Penetrante Inquietante
O prazer que em mim desperta
Inquietante Deslumbrante
Ter você sob as cobertas
Deslumbrante Fascinante
O fascínio do teu corpo
Me perco em suas curvas
Em cada esquina deste corpo
Você é minha perdição
Ao mesmo tempo é a razão
Da escrita com paixão
Observo contemplando
Esperando
Sua ação
Faça comigo o que desejar
Sei que vou gostar
Não quer escrever?
Não. Quero apenas você
Linda envolvente
Eterna adolescente
De beleza incandescente
Sua sensualidade latejando
Seus olhos convidam
Todo meu corpo desejando
Você me acariciando
Acabo por escrever
sobre a intensidade
De te querer
Inteligência provocante
A libido reclama
sufocante
Presença fascinante
Em minha cama
Ou banheiro, cozinha, chão
Só importa nossa paixão
Penetrante Inquietante
O prazer que em mim desperta
Inquietante Deslumbrante
Ter você sob as cobertas
Deslumbrante Fascinante
O fascínio do teu corpo
Me perco em suas curvas
Em cada esquina deste corpo
Você é minha perdição
Ao mesmo tempo é a razão
Da escrita com paixão
Observo contemplando
Esperando
Sua ação
Faça comigo o que desejar
Sei que vou gostar
Não quer escrever?
Não. Quero apenas você
Linda envolvente
Eterna adolescente
De beleza incandescente
Sua sensualidade latejando
Seus olhos convidam
Todo meu corpo desejando
Você me acariciando
Acabo por escrever
sobre a intensidade
De te querer
Inteligência provocante
A libido reclama
sufocante
Presença fascinante
Em minha cama
Ou banheiro, cozinha, chão
Só importa nossa paixão
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1
Liz Christine
Passional
Seu olhar me desconcerta
Penetrante Inquietante
O prazer que em mim desperta
Inquietante Deslumbrante
Ter você sob as cobertas
Deslumbrante Fascinante
O fascínio do teu corpo
Me perco em suas curvas
Em cada esquina deste corpo
Você é minha perdição
Ao mesmo tempo é a razão
Da escrita com paixão
Observo contemplando
Esperando
Sua ação
Faça comigo o que desejar
Sei que vou gostar
Não quer escrever?
Não. Quero apenas você
Linda envolvente
Eterna adolescente
De beleza incandescente
Sua sensualidade latejando
Seus olhos convidam
Todo meu corpo desejando
Você me acariciando
Acabo por escrever
sobre a intensidade
De te querer
Inteligência provocante
A libido reclama
sufocante
Presença fascinante
Em minha cama
Ou banheiro, cozinha, chão
Só importa nossa paixão
Penetrante Inquietante
O prazer que em mim desperta
Inquietante Deslumbrante
Ter você sob as cobertas
Deslumbrante Fascinante
O fascínio do teu corpo
Me perco em suas curvas
Em cada esquina deste corpo
Você é minha perdição
Ao mesmo tempo é a razão
Da escrita com paixão
Observo contemplando
Esperando
Sua ação
Faça comigo o que desejar
Sei que vou gostar
Não quer escrever?
Não. Quero apenas você
Linda envolvente
Eterna adolescente
De beleza incandescente
Sua sensualidade latejando
Seus olhos convidam
Todo meu corpo desejando
Você me acariciando
Acabo por escrever
sobre a intensidade
De te querer
Inteligência provocante
A libido reclama
sufocante
Presença fascinante
Em minha cama
Ou banheiro, cozinha, chão
Só importa nossa paixão
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1
Marilena Gomes Ribeiro
Acaso
Teus lábios sem querer
roçaram os meus
na hora da despedida.
Não houve o beijo;
apenas o rubor
das nossas faces,
o coração
pulando como um louco
por tão pouco
roçaram os meus
na hora da despedida.
Não houve o beijo;
apenas o rubor
das nossas faces,
o coração
pulando como um louco
por tão pouco
911
1
Liz Christine
Orgasmo
Sexo
adorável
palavra
Ato
delicioso
incansável
Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso
Você
estou condenada
você é a culpada
De desejos ardentes
Noite gelada
Inverno na madrugada
Parece verão
Corpo febril
Culpa da paixão
Seu rosto infantil
Sorrindo
Não pare...
Estou quase atingindo.
adorável
palavra
Ato
delicioso
incansável
Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso
Você
estou condenada
você é a culpada
De desejos ardentes
Noite gelada
Inverno na madrugada
Parece verão
Corpo febril
Culpa da paixão
Seu rosto infantil
Sorrindo
Não pare...
Estou quase atingindo.
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1
Liz Christine
Orgasmo
Sexo
adorável
palavra
Ato
delicioso
incansável
Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso
Você
estou condenada
você é a culpada
De desejos ardentes
Noite gelada
Inverno na madrugada
Parece verão
Corpo febril
Culpa da paixão
Seu rosto infantil
Sorrindo
Não pare...
Estou quase atingindo.
adorável
palavra
Ato
delicioso
incansável
Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso
Você
estou condenada
você é a culpada
De desejos ardentes
Noite gelada
Inverno na madrugada
Parece verão
Corpo febril
Culpa da paixão
Seu rosto infantil
Sorrindo
Não pare...
Estou quase atingindo.
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1
Artur Ferreira
Esses hábitos que tens
Hoje acordei e ainda sonhando,
naqueles instantes entre sonhar e acordar,
senti tua perna se roçar entre as minhas...
Esse hábito doce que tens
de me acordar...
Ouvi muito longe, o teu respirar,
suave e pausado, murmurando
coisas sem nexo...
Esse hábito doce que tens
de me saudar de manhã...
Semi-adormecida, pegaste minha mão
e a puseste entre os seios
meu pouso diário...
Esse hábito lindo que tens
de me excitar...
E viajei nos meus sonhos, não querendo acordar,
amando o teu corpo, vezes sem conta...
e então despertei, sentindo saudades
desses hábitos antigos
que tinhas comigo...
naqueles instantes entre sonhar e acordar,
senti tua perna se roçar entre as minhas...
Esse hábito doce que tens
de me acordar...
Ouvi muito longe, o teu respirar,
suave e pausado, murmurando
coisas sem nexo...
Esse hábito doce que tens
de me saudar de manhã...
Semi-adormecida, pegaste minha mão
e a puseste entre os seios
meu pouso diário...
Esse hábito lindo que tens
de me excitar...
E viajei nos meus sonhos, não querendo acordar,
amando o teu corpo, vezes sem conta...
e então despertei, sentindo saudades
desses hábitos antigos
que tinhas comigo...
1 074
1
Artur Ferreira
Esses hábitos que tens
Hoje acordei e ainda sonhando,
naqueles instantes entre sonhar e acordar,
senti tua perna se roçar entre as minhas...
Esse hábito doce que tens
de me acordar...
Ouvi muito longe, o teu respirar,
suave e pausado, murmurando
coisas sem nexo...
Esse hábito doce que tens
de me saudar de manhã...
Semi-adormecida, pegaste minha mão
e a puseste entre os seios
meu pouso diário...
Esse hábito lindo que tens
de me excitar...
E viajei nos meus sonhos, não querendo acordar,
amando o teu corpo, vezes sem conta...
e então despertei, sentindo saudades
desses hábitos antigos
que tinhas comigo...
naqueles instantes entre sonhar e acordar,
senti tua perna se roçar entre as minhas...
Esse hábito doce que tens
de me acordar...
Ouvi muito longe, o teu respirar,
suave e pausado, murmurando
coisas sem nexo...
Esse hábito doce que tens
de me saudar de manhã...
Semi-adormecida, pegaste minha mão
e a puseste entre os seios
meu pouso diário...
Esse hábito lindo que tens
de me excitar...
E viajei nos meus sonhos, não querendo acordar,
amando o teu corpo, vezes sem conta...
e então despertei, sentindo saudades
desses hábitos antigos
que tinhas comigo...
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1
Fernando Correia Pina
Esse cu que deu brado
Esse cu que deu brado e que foi musa
de versos ímpios e desejos escandalosos
chora agora sob o shador da blusa
lamentando seu passado em ais gasosos.
Não fora tanto gozo e tanta tusa,
tantos metros de picha bem gostosos
e talvez que essa peida que se escusa
ainda brilhasse entre os traseiros famosos.
Porém, choveu sobre ela a celulite
e esse cu que era pura dinamite
hoje é cu de esconder, não de mostrar...
cuidai-vos, pois, que o prazer tem um limite
e se bem que esta verdade nos irrite,
cu não é pra foder, é pra cagar.
de versos ímpios e desejos escandalosos
chora agora sob o shador da blusa
lamentando seu passado em ais gasosos.
Não fora tanto gozo e tanta tusa,
tantos metros de picha bem gostosos
e talvez que essa peida que se escusa
ainda brilhasse entre os traseiros famosos.
Porém, choveu sobre ela a celulite
e esse cu que era pura dinamite
hoje é cu de esconder, não de mostrar...
cuidai-vos, pois, que o prazer tem um limite
e se bem que esta verdade nos irrite,
cu não é pra foder, é pra cagar.
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1
Fernando Correia Pina
Esse cu que deu brado
Esse cu que deu brado e que foi musa
de versos ímpios e desejos escandalosos
chora agora sob o shador da blusa
lamentando seu passado em ais gasosos.
Não fora tanto gozo e tanta tusa,
tantos metros de picha bem gostosos
e talvez que essa peida que se escusa
ainda brilhasse entre os traseiros famosos.
Porém, choveu sobre ela a celulite
e esse cu que era pura dinamite
hoje é cu de esconder, não de mostrar...
cuidai-vos, pois, que o prazer tem um limite
e se bem que esta verdade nos irrite,
cu não é pra foder, é pra cagar.
de versos ímpios e desejos escandalosos
chora agora sob o shador da blusa
lamentando seu passado em ais gasosos.
Não fora tanto gozo e tanta tusa,
tantos metros de picha bem gostosos
e talvez que essa peida que se escusa
ainda brilhasse entre os traseiros famosos.
Porém, choveu sobre ela a celulite
e esse cu que era pura dinamite
hoje é cu de esconder, não de mostrar...
cuidai-vos, pois, que o prazer tem um limite
e se bem que esta verdade nos irrite,
cu não é pra foder, é pra cagar.
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1
Friederich von Logau
A boa dieta
Carlota dissera ao seu doutor
Que lhe agradava, de manhã, fazer amor,
Embora à noite a coisa fosse mais sadia.
Sendo ela prudente, resolveu
Fazê-lo duas vezes ao dia:
De manhã, por prazer
De noite, por dever.
Que lhe agradava, de manhã, fazer amor,
Embora à noite a coisa fosse mais sadia.
Sendo ela prudente, resolveu
Fazê-lo duas vezes ao dia:
De manhã, por prazer
De noite, por dever.
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1
Maria Teresa Horta
Gozo XI
Conduzes na saliva
um candelabro aceso
um chicote de gozo
nas palavras
E a seda do meu corpo
já te cede
neste odor de borco em que me abres
Sedenta e sequiosa
vou sabendo
a demorar o tempo que se espraia
ao longo dos flancos que vou tendo:
as tuas pernas
vezes teu ventre
A tua língua
vezes os teus dentes
na pressa veloz com que me rasgas
um candelabro aceso
um chicote de gozo
nas palavras
E a seda do meu corpo
já te cede
neste odor de borco em que me abres
Sedenta e sequiosa
vou sabendo
a demorar o tempo que se espraia
ao longo dos flancos que vou tendo:
as tuas pernas
vezes teu ventre
A tua língua
vezes os teus dentes
na pressa veloz com que me rasgas
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1
Maria Teresa Horta
Gozo XI
Conduzes na saliva
um candelabro aceso
um chicote de gozo
nas palavras
E a seda do meu corpo
já te cede
neste odor de borco em que me abres
Sedenta e sequiosa
vou sabendo
a demorar o tempo que se espraia
ao longo dos flancos que vou tendo:
as tuas pernas
vezes teu ventre
A tua língua
vezes os teus dentes
na pressa veloz com que me rasgas
um candelabro aceso
um chicote de gozo
nas palavras
E a seda do meu corpo
já te cede
neste odor de borco em que me abres
Sedenta e sequiosa
vou sabendo
a demorar o tempo que se espraia
ao longo dos flancos que vou tendo:
as tuas pernas
vezes teu ventre
A tua língua
vezes os teus dentes
na pressa veloz com que me rasgas
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1
Dois Santos dos Santos
Sobre corpos e ganas
Se a mulher caminhava
a saia dela
se abria e se fechava
Um olho via
o que saia mostrava
enquanto se abria
E desejava
o que a saia escondia
quando se fechava
E rezava
para que se movesse
se a mulher parava
Se ela se movia
a longa saia
se fechava e se abria
E revelava
o que o olho mais queria
a alma mais ansiava
Na fenda aberta
o relâmpago
da perna exposta
Era mancha de sol
limpando a carne
de todo mal
Um olho comia
a mulher anônima
e ela nem sabia
a saia dela
se abria e se fechava
Um olho via
o que saia mostrava
enquanto se abria
E desejava
o que a saia escondia
quando se fechava
E rezava
para que se movesse
se a mulher parava
Se ela se movia
a longa saia
se fechava e se abria
E revelava
o que o olho mais queria
a alma mais ansiava
Na fenda aberta
o relâmpago
da perna exposta
Era mancha de sol
limpando a carne
de todo mal
Um olho comia
a mulher anônima
e ela nem sabia
1 609
1
Pietro Aretino
Para gozar Europa
Para gozar Europa, em boi mudou-se
Jove, pelo desejo compelido,
E em mais formas bestiais, posta no olvio
A sua divindade, transformou-se.
Marte perdeu também aquele doce
Repouso a um Deus somente consentido.
Por seu muito trepar foi bem punido,
Qual rato que na rede embaraçou-se.
Este que ora mirais, em contradita,
Podendo, sem perigo, a vida interia
Trepar, a cu nem cona se habilita.
Por isso, que é sem dúvida uma asneira
Inaudita, solene, verdadeira,
Nunca mais neste mundo se repita.
Insossa brincadeira!
Pois não sabes, meu puto, que é malsão
Fazer boceta e cu da própria mão?
Jove, pelo desejo compelido,
E em mais formas bestiais, posta no olvio
A sua divindade, transformou-se.
Marte perdeu também aquele doce
Repouso a um Deus somente consentido.
Por seu muito trepar foi bem punido,
Qual rato que na rede embaraçou-se.
Este que ora mirais, em contradita,
Podendo, sem perigo, a vida interia
Trepar, a cu nem cona se habilita.
Por isso, que é sem dúvida uma asneira
Inaudita, solene, verdadeira,
Nunca mais neste mundo se repita.
Insossa brincadeira!
Pois não sabes, meu puto, que é malsão
Fazer boceta e cu da própria mão?
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1
Pietro Aretino
Para gozar Europa
Para gozar Europa, em boi mudou-se
Jove, pelo desejo compelido,
E em mais formas bestiais, posta no olvio
A sua divindade, transformou-se.
Marte perdeu também aquele doce
Repouso a um Deus somente consentido.
Por seu muito trepar foi bem punido,
Qual rato que na rede embaraçou-se.
Este que ora mirais, em contradita,
Podendo, sem perigo, a vida interia
Trepar, a cu nem cona se habilita.
Por isso, que é sem dúvida uma asneira
Inaudita, solene, verdadeira,
Nunca mais neste mundo se repita.
Insossa brincadeira!
Pois não sabes, meu puto, que é malsão
Fazer boceta e cu da própria mão?
Jove, pelo desejo compelido,
E em mais formas bestiais, posta no olvio
A sua divindade, transformou-se.
Marte perdeu também aquele doce
Repouso a um Deus somente consentido.
Por seu muito trepar foi bem punido,
Qual rato que na rede embaraçou-se.
Este que ora mirais, em contradita,
Podendo, sem perigo, a vida interia
Trepar, a cu nem cona se habilita.
Por isso, que é sem dúvida uma asneira
Inaudita, solene, verdadeira,
Nunca mais neste mundo se repita.
Insossa brincadeira!
Pois não sabes, meu puto, que é malsão
Fazer boceta e cu da própria mão?
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1
Maria Teresa Horta
Nem só
Nem só do teu silêncio
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
4 863
1
Maria Teresa Horta
Nem só
Nem só do teu silêncio
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
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Maria Teresa Horta
Nem só
Nem só do teu silêncio
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
direi raiva
Nem de todo o meu corpo
direi vício
nem de todo o pénis
direi arma
e apenas do teu direi ter sido
Quando o vácuo é de
vingar
ou de vergar
cravando sobre os seios a sua enxada
Quando a minha boca se conjuga
no baixo do teu ventre
e tua espada...
nem de todo o desejo
direi verão
nem de todo o grito
a tua imagem
nem de toda a ausência
direi chão
e só de teus flancos
a viagem
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