Poemas neste tema
Emoções e Sentimentos
Felipe Larson
A CHUVA DE 1751
A tempestade que cai lá fora
Não dá para agüentar
Está na hora de parar de chover
Estou com as pernas doendo
De tanto correr da chuva
Da chuva lá de fora
A chuva que caiu
Não vai poder cair mais
E não vai poder cair
Pois já choveu demais
E agora o que eu faço
Será que me joga na poça d'água
Pra me molhar
Pra me molhar de uma vez
E eu não, não quero mais
Chorar pelos cantos outra vez
Não dá para agüentar
Está na hora de parar de chover
Estou com as pernas doendo
De tanto correr da chuva
Da chuva lá de fora
A chuva que caiu
Não vai poder cair mais
E não vai poder cair
Pois já choveu demais
E agora o que eu faço
Será que me joga na poça d'água
Pra me molhar
Pra me molhar de uma vez
E eu não, não quero mais
Chorar pelos cantos outra vez
859
Felipe Larson
A CHUVA DE 1751
A tempestade que cai lá fora
Não dá para agüentar
Está na hora de parar de chover
Estou com as pernas doendo
De tanto correr da chuva
Da chuva lá de fora
A chuva que caiu
Não vai poder cair mais
E não vai poder cair
Pois já choveu demais
E agora o que eu faço
Será que me joga na poça d'água
Pra me molhar
Pra me molhar de uma vez
E eu não, não quero mais
Chorar pelos cantos outra vez
Não dá para agüentar
Está na hora de parar de chover
Estou com as pernas doendo
De tanto correr da chuva
Da chuva lá de fora
A chuva que caiu
Não vai poder cair mais
E não vai poder cair
Pois já choveu demais
E agora o que eu faço
Será que me joga na poça d'água
Pra me molhar
Pra me molhar de uma vez
E eu não, não quero mais
Chorar pelos cantos outra vez
859
Luís Vianna
VOLTA AO LAR
Aos 18 anos,
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
941
Luís Vianna
VOLTA AO LAR
Aos 18 anos,
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
Numa briga com o pai,
Este jovem
Se vai.
Vai, vai,
Vai sofrer a vida
Pois a vida é sofrida
Aos que não têm p´ra amar
Nem mesmo
Um simples lar.
Viveu na calçada
À beira da estrada
Sem um amigo,
Sem uma namorada.
Sem amor só resta dor,
E a dor,
É ardor.
Passaram-se os dias,
E por entre as feridas,
Um homem
Põe-se a chorar.
Quer voltar
Ao seu lar.
Liga para casa
Com medo do pai,
E com a mão, põe-se a falar,
Para ver,
Se pode
Voltar.
Se eu puder voltar
Deixem-me um recado;
Em uma árvore
Um pano
Amarado.
E assim se fez.
Na data marcada,
Volta, quem sabe?
P´ra sempre e de vez.
Em frente à casa
Falta-lhe a coragem
Para ver se a branca bandagem
Ali vai encontrar,
Em frente
Ao seu
Lar.
Os olhos cerrados,
Abre-os, calado,
Para um pouco espiar.
E não vê um lenço,
Nem uma tarja,
Nem uma banda;
Vê, sim, um alvo lençol
Em toda varanda.
27/01/2001
941
Isaac Felipe Azofeifa
Poema IV
Tu me deixas aqui ou partes comigo?
Estou dentro de ti ou é que me chamas?
Vives única em mim ou encontro o mundo em ti,
contigo?
A ordem das coisas em que te amo,
onde começa ou acaba?
Agora está o silêncio aposentado
na rosa do ar
e uma árvore perto trina entre os pássaros
para sombrear teu sonho ou é meu sonho?
É esta uma prisão ou acaso o vasto céu
começa aqui onde teus pés
tocam juntos a terra, ou é a lua?
De pronto entro na luz que já habito
e meus olhos se encontram com tua testa.
Busco sair de ti e te levo dentro
de mim, sem encontrar-te.
Sem como, onde ou quando.
Cego na luz com meu olhar aberto
a tanta multidão de ti que ando
extraviado na noite na metade do dia.
Estou dentro de ti ou é que me chamas?
Vives única em mim ou encontro o mundo em ti,
contigo?
A ordem das coisas em que te amo,
onde começa ou acaba?
Agora está o silêncio aposentado
na rosa do ar
e uma árvore perto trina entre os pássaros
para sombrear teu sonho ou é meu sonho?
É esta uma prisão ou acaso o vasto céu
começa aqui onde teus pés
tocam juntos a terra, ou é a lua?
De pronto entro na luz que já habito
e meus olhos se encontram com tua testa.
Busco sair de ti e te levo dentro
de mim, sem encontrar-te.
Sem como, onde ou quando.
Cego na luz com meu olhar aberto
a tanta multidão de ti que ando
extraviado na noite na metade do dia.
1 016
Felipe Larson
21 DE SETEMBRO
Quando os dias não são iguais
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
684
Felipe Larson
21 DE SETEMBRO
Quando os dias não são iguais
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
Penso que algo pode acontecer
Uma surpresa ou algo imprevisível
Algo que não imagine
Pois sei que setembro está longe
Mas há uma saudade gritando dentro de mim
Dizendo assim: - Este dia irá demorar em vir
Mas isso não me abala
Pois nesta noite sonhei com você
E foi um sonho bom
Sentia a chuva tocar o chão,
Dizendo: - Não desperdice os pingos de chuva,
Aproveite ao menos algum
Pois há várias razões para isso
Mas acho tão estranho
Você estar tão longe e eu te sentir tão perto
Talvez seja que algo de mim está em você,
Como você está em mim
Pois me sinto completo
E espero que você esteja se sentindo assim
684
César Vallejo
O pão nosso
Bebe-se o café da manhã...úmida terra
de cemitério cheira a sangue amado.
Cidade de inverno...A mordaz cruzada
de uma carreta que arrastar parece
uma emoção de jejum encadeada!
Quisera-se bater em todas as portas,
e perguntar por não sei quem, e logo
ver aos pobres, e, chorando quietos
dar pedacinhos de pão fresco a todos.
E saquear aos ricos seus vinhedos
com as duas mãos santas
que a um golpe de luz
voaram desencravadas da Cruz!
Pestana matinal, não vos levanteis!
O pão nosso de cada dia dá-nos,
Senhor...!
Todos os meus ossos são alheios
eu talvez os roubei!
Eu vim a dar-me o que acaso esteve
destinado para outro;
e penso que, se não houvesse nascido,
outro pobre tomasse este café!
Eu sou um mau ladrão...Aonde irei!
E nesta hora fria, em que a terra
transcende ao pó humano e é tão triste,
quisesse eu bater em todas as portas,
e suplicar a não sei quem, perdão,
e fazer-lhe pedacinhos de pão fresco
aqui, no forno de meu coração...!
de cemitério cheira a sangue amado.
Cidade de inverno...A mordaz cruzada
de uma carreta que arrastar parece
uma emoção de jejum encadeada!
Quisera-se bater em todas as portas,
e perguntar por não sei quem, e logo
ver aos pobres, e, chorando quietos
dar pedacinhos de pão fresco a todos.
E saquear aos ricos seus vinhedos
com as duas mãos santas
que a um golpe de luz
voaram desencravadas da Cruz!
Pestana matinal, não vos levanteis!
O pão nosso de cada dia dá-nos,
Senhor...!
Todos os meus ossos são alheios
eu talvez os roubei!
Eu vim a dar-me o que acaso esteve
destinado para outro;
e penso que, se não houvesse nascido,
outro pobre tomasse este café!
Eu sou um mau ladrão...Aonde irei!
E nesta hora fria, em que a terra
transcende ao pó humano e é tão triste,
quisesse eu bater em todas as portas,
e suplicar a não sei quem, perdão,
e fazer-lhe pedacinhos de pão fresco
aqui, no forno de meu coração...!
1 404
Felipe Larson
A NOSSA HISTÓRIA
Hoje minha vida
Passou na tela de TV
Mostrando todo amor
Que eu sinto por você
Não era bem um filme
Mas era a vida real
E tudo que te disse
Foi de um jeito natural
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
A cena que fizemos
Foi de todo coração
Mostrando toda a força
De uma grande paixão
Não quis ser ator
Pra viver no seu dilema
Pra ver a nossa história
Na telinha de cinema
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
Passou na tela de TV
Mostrando todo amor
Que eu sinto por você
Não era bem um filme
Mas era a vida real
E tudo que te disse
Foi de um jeito natural
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
A cena que fizemos
Foi de todo coração
Mostrando toda a força
De uma grande paixão
Não quis ser ator
Pra viver no seu dilema
Pra ver a nossa história
Na telinha de cinema
A nossa história não terá final
A nossa história será imortal
855
Felipe Vianna
DE UM JOÃO NINGUÉM
Meu sonho é ser alguém!
Quem, eu?
Sim, eu!
Um João-sem-terra,
Um João-ninguém.
Quero ser importante,
Ser visto e respeitado;
Um ser elegante,
Um objetivo a ser almejado.
Meu futuro será brilhante,
Meus caminhos serão grandes,
Serei maior que minha estatura,
Não terá estátua a minha altura.
Postumamente meu nome será lembrado,
Pela história relevado.
Esta rua em que me encontro,
Seu nome será Felipe Vianna;
E ponto.
28/08/1999
Quem, eu?
Sim, eu!
Um João-sem-terra,
Um João-ninguém.
Quero ser importante,
Ser visto e respeitado;
Um ser elegante,
Um objetivo a ser almejado.
Meu futuro será brilhante,
Meus caminhos serão grandes,
Serei maior que minha estatura,
Não terá estátua a minha altura.
Postumamente meu nome será lembrado,
Pela história relevado.
Esta rua em que me encontro,
Seu nome será Felipe Vianna;
E ponto.
28/08/1999
831
Felipe Vianna
DE UM JOÃO NINGUÉM
Meu sonho é ser alguém!
Quem, eu?
Sim, eu!
Um João-sem-terra,
Um João-ninguém.
Quero ser importante,
Ser visto e respeitado;
Um ser elegante,
Um objetivo a ser almejado.
Meu futuro será brilhante,
Meus caminhos serão grandes,
Serei maior que minha estatura,
Não terá estátua a minha altura.
Postumamente meu nome será lembrado,
Pela história relevado.
Esta rua em que me encontro,
Seu nome será Felipe Vianna;
E ponto.
28/08/1999
Quem, eu?
Sim, eu!
Um João-sem-terra,
Um João-ninguém.
Quero ser importante,
Ser visto e respeitado;
Um ser elegante,
Um objetivo a ser almejado.
Meu futuro será brilhante,
Meus caminhos serão grandes,
Serei maior que minha estatura,
Não terá estátua a minha altura.
Postumamente meu nome será lembrado,
Pela história relevado.
Esta rua em que me encontro,
Seu nome será Felipe Vianna;
E ponto.
28/08/1999
831
César Vallejo
Pedra preta sobre pedra branca
Morrerei em Paris com aguaceiro,
um dia do qual tenho já a lembrança.
Morrerei em Paris - e não me apresso -
talvez em uma quinta-feira, como é hoje, de outono.
Quinta-feira será, porque hoje, quinta, que proseio
estes versos, os úmeros hei posto
a mau e, jamais como hoje, hei voltado
com todo meu caminho, a ver-me só.
César Vallejo há morto, lhe batiam
todos sem que ele lhes faça nada
davam-lhe forte com um pau e duro
Também com uma corda, são testemunhos
os dias de quinta e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos...
um dia do qual tenho já a lembrança.
Morrerei em Paris - e não me apresso -
talvez em uma quinta-feira, como é hoje, de outono.
Quinta-feira será, porque hoje, quinta, que proseio
estes versos, os úmeros hei posto
a mau e, jamais como hoje, hei voltado
com todo meu caminho, a ver-me só.
César Vallejo há morto, lhe batiam
todos sem que ele lhes faça nada
davam-lhe forte com um pau e duro
Também com uma corda, são testemunhos
os dias de quinta e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos...
1 465
César Vallejo
Pedra preta sobre pedra branca
Morrerei em Paris com aguaceiro,
um dia do qual tenho já a lembrança.
Morrerei em Paris - e não me apresso -
talvez em uma quinta-feira, como é hoje, de outono.
Quinta-feira será, porque hoje, quinta, que proseio
estes versos, os úmeros hei posto
a mau e, jamais como hoje, hei voltado
com todo meu caminho, a ver-me só.
César Vallejo há morto, lhe batiam
todos sem que ele lhes faça nada
davam-lhe forte com um pau e duro
Também com uma corda, são testemunhos
os dias de quinta e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos...
um dia do qual tenho já a lembrança.
Morrerei em Paris - e não me apresso -
talvez em uma quinta-feira, como é hoje, de outono.
Quinta-feira será, porque hoje, quinta, que proseio
estes versos, os úmeros hei posto
a mau e, jamais como hoje, hei voltado
com todo meu caminho, a ver-me só.
César Vallejo há morto, lhe batiam
todos sem que ele lhes faça nada
davam-lhe forte com um pau e duro
Também com uma corda, são testemunhos
os dias de quinta e os ossos úmeros,
a solidão, a chuva, os caminhos...
1 465
Felipe Vianna
VAE SOL!
(ai do homem só)
Não te deixes morrer
Antes que a morte
Te alcance.
Não te abandones,
Meu amigo.
Nada posso fazer
Por alguém
Que não se faz.
A luta é tua,
A vitória é tua.
Na vida,
Não há tempo para
Chorar.
Não te deixes morrer
Antes que a morte
Te alcance.
Não te abandones,
Meu amigo.
Nada posso fazer
Por alguém
Que não se faz.
A luta é tua,
A vitória é tua.
Na vida,
Não há tempo para
Chorar.
883
Felipe Vianna
VAE SOL!
(ai do homem só)
Não te deixes morrer
Antes que a morte
Te alcance.
Não te abandones,
Meu amigo.
Nada posso fazer
Por alguém
Que não se faz.
A luta é tua,
A vitória é tua.
Na vida,
Não há tempo para
Chorar.
Não te deixes morrer
Antes que a morte
Te alcance.
Não te abandones,
Meu amigo.
Nada posso fazer
Por alguém
Que não se faz.
A luta é tua,
A vitória é tua.
Na vida,
Não há tempo para
Chorar.
883
Felipe Vianna
SÉCULO XXI, O SÉCULO AS BOA ESPERANÇA
Ainda que não havemos vista
Sabemos que lá está
Pois as gaivotas nos guiam
E,
Da terra firme não vão arredar.
Nas tormentas deste século,
Terra firme o século XXI será.
E quando este nos for dado,
Em festejos, um champanhe derramar-se-á.
As luzes que esta terra levará ao céu
Em fogos de artifícios,
Pólvora bem gasta será.
Pois,
São as Índias que Deus nos passa.
O sal das lágrimas
Que salgou o mar,
Não mais salgará.
E que o bom Deus
Proteja nossos passos
E proveja-nos de água fresca,
Comida e terrenos fartos.
21/12/2000
Sabemos que lá está
Pois as gaivotas nos guiam
E,
Da terra firme não vão arredar.
Nas tormentas deste século,
Terra firme o século XXI será.
E quando este nos for dado,
Em festejos, um champanhe derramar-se-á.
As luzes que esta terra levará ao céu
Em fogos de artifícios,
Pólvora bem gasta será.
Pois,
São as Índias que Deus nos passa.
O sal das lágrimas
Que salgou o mar,
Não mais salgará.
E que o bom Deus
Proteja nossos passos
E proveja-nos de água fresca,
Comida e terrenos fartos.
21/12/2000
721
Felipe Vianna
POETA
Nenhum poeta
Faz poesia do que não sente.
Se não sente,
Não faz poesia;
Apenas escreve linhas.
Só o sofrimento mais profundo
Transforma a tinta da caneta
Em lágrimas de dor.
Só a paixão mais forte dá ao poeta,
Na sensação do lápis deslizar no papel,
O prazer do carinho nas costas de sua amada.
Ser poeta é sofrer mais,
É amar mais,
É sentir mais,
E não ter vergonha de passar ao papel
Seus sentimentos mais íntimos.
20/12/2000
Faz poesia do que não sente.
Se não sente,
Não faz poesia;
Apenas escreve linhas.
Só o sofrimento mais profundo
Transforma a tinta da caneta
Em lágrimas de dor.
Só a paixão mais forte dá ao poeta,
Na sensação do lápis deslizar no papel,
O prazer do carinho nas costas de sua amada.
Ser poeta é sofrer mais,
É amar mais,
É sentir mais,
E não ter vergonha de passar ao papel
Seus sentimentos mais íntimos.
20/12/2000
666
Felipe Vianna
POETA
Nenhum poeta
Faz poesia do que não sente.
Se não sente,
Não faz poesia;
Apenas escreve linhas.
Só o sofrimento mais profundo
Transforma a tinta da caneta
Em lágrimas de dor.
Só a paixão mais forte dá ao poeta,
Na sensação do lápis deslizar no papel,
O prazer do carinho nas costas de sua amada.
Ser poeta é sofrer mais,
É amar mais,
É sentir mais,
E não ter vergonha de passar ao papel
Seus sentimentos mais íntimos.
20/12/2000
Faz poesia do que não sente.
Se não sente,
Não faz poesia;
Apenas escreve linhas.
Só o sofrimento mais profundo
Transforma a tinta da caneta
Em lágrimas de dor.
Só a paixão mais forte dá ao poeta,
Na sensação do lápis deslizar no papel,
O prazer do carinho nas costas de sua amada.
Ser poeta é sofrer mais,
É amar mais,
É sentir mais,
E não ter vergonha de passar ao papel
Seus sentimentos mais íntimos.
20/12/2000
666
Felipe Vianna
VITÓRIA
No amor e na guerra
O importante é vencer.
Não importa o que espera,
O importante é você.
Na estratégia da vida
Uma luta vencida
Não vale nada
Se não tem uma amada.
Sim, uma amada,
Uma amada ideologia
Certa e precisa
Para esta vida imprecisa.
O certo
Nem sempre
É o correto.
Os amigos
Às vezes são
Seus maiores inimigos.
Tudo não basta.
Pois não é o bastante
Para que tu, infante,
Faça.
Isso, faze,
Faze teu nome correr pelos sete mares,
Cruzar por todos os ares
E neste mundo deixar a marca.
07/07/2001
O importante é vencer.
Não importa o que espera,
O importante é você.
Na estratégia da vida
Uma luta vencida
Não vale nada
Se não tem uma amada.
Sim, uma amada,
Uma amada ideologia
Certa e precisa
Para esta vida imprecisa.
O certo
Nem sempre
É o correto.
Os amigos
Às vezes são
Seus maiores inimigos.
Tudo não basta.
Pois não é o bastante
Para que tu, infante,
Faça.
Isso, faze,
Faze teu nome correr pelos sete mares,
Cruzar por todos os ares
E neste mundo deixar a marca.
07/07/2001
875
Francisco Matos Paoli
Verdor que salta
Iminência, celeste iminência
de dias que são pássaros,
de pássaros que são veias.
Frescas corolas que se imantam
além de meu abismo.
Um ritmo aparte que suaviza
a ausência em que me encontro.
Algo como uma dor que corta a distância
do céu.
Terei um novo ser.
Um ritmo apogístico que me faz livre
de todos os augúrios da terra.
Verdor incontido.
Verdor que salta
até alcançar o triunfo
do que tem sido em mim
a noite plena.
de dias que são pássaros,
de pássaros que são veias.
Frescas corolas que se imantam
além de meu abismo.
Um ritmo aparte que suaviza
a ausência em que me encontro.
Algo como uma dor que corta a distância
do céu.
Terei um novo ser.
Um ritmo apogístico que me faz livre
de todos os augúrios da terra.
Verdor incontido.
Verdor que salta
até alcançar o triunfo
do que tem sido em mim
a noite plena.
970
Manuel Machado
Melancolia
Sinto-me, às vezes, triste
como uma tarde do outono velho;
de saudades sem nomes,
de aflições melancólicas tão cheio...
Meu pensamento, então,
vaga junto às tumbas dos mortos
e em torno dos ciprestes e salgueiros
que abatidos, se inclinam... e me lembro
de historias tristes, sem poesia... Historias
que têm quase brancos meus cabelos.
como uma tarde do outono velho;
de saudades sem nomes,
de aflições melancólicas tão cheio...
Meu pensamento, então,
vaga junto às tumbas dos mortos
e em torno dos ciprestes e salgueiros
que abatidos, se inclinam... e me lembro
de historias tristes, sem poesia... Historias
que têm quase brancos meus cabelos.
1 350
Manuel Machado
Melancolia
Sinto-me, às vezes, triste
como uma tarde do outono velho;
de saudades sem nomes,
de aflições melancólicas tão cheio...
Meu pensamento, então,
vaga junto às tumbas dos mortos
e em torno dos ciprestes e salgueiros
que abatidos, se inclinam... e me lembro
de historias tristes, sem poesia... Historias
que têm quase brancos meus cabelos.
como uma tarde do outono velho;
de saudades sem nomes,
de aflições melancólicas tão cheio...
Meu pensamento, então,
vaga junto às tumbas dos mortos
e em torno dos ciprestes e salgueiros
que abatidos, se inclinam... e me lembro
de historias tristes, sem poesia... Historias
que têm quase brancos meus cabelos.
1 350