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Poemas neste tema

Sociedade e Mundo

Fahed Daher

Fahed Daher

Drogado

Você procura um novo modo
de viver,
mas como?
Apenas protestando no que existe?
e insiste
que este modelo de viver não é legal!
"Vagal!""
Quer reformar o mundo aos seus conceitos...
Direitos?
Que direitos você quer?
De andar solto pelo mundo sem destino
e deitar
a qualquer tempo com uma mulher...

Stop! Pare! Pense um só minuto:
O puto
é o que perdeu o campo da auto estima
e acusa
o mundo que lhe impõe uma recusa...
Cabelo "pank",
camisa desbotada,,
a " tchurma", a droga
o resto é só cagada...

Se o mundo está errado?
Sabe lá se o certo é ser tarado...
E o segredo pra nossa inteligência
do que é a vida e o que é a evolução
que nos tirou do espaço
no ato da criação?!
Se está errado ou não, na sua opinião,...
Sua visão do mundo ,
com olhos vesgos da alma,,
com múltiplas visões que fogem
de toda realidade
pôr certo que o confundem
e enquanto vai,se afunda,
não vê toda a sujeira,
da própria bunda.

Não será pela sua indisciplina
em cada esquina,
bebendo e se drogando
que o mundo ,ao seu querer, vai se mudando.

Houve mudanças sim,
pêlos séculos e séculos, no esforço
de filósofos,cientistas e de reis,
no esforço da pesquisa e do trabalho,
não pelo paspalho
no qual você se faz
carregando no crânio imbeciloide,
pouco neurônio
e muito espermatozoide.

Pare e pense em Pasteur,em em Ghandi ,em Buda
em Braile em Jesus Cristo
e peça ajuda
aos espíritos que estão à sua roda,
dos seus pais,talvez,dos seus avós.
E, bravo,como heroi de si mesmo,
levante a voz,
olhando para o céu das tempestades,
dos raios ,das eternidades,
e grite com vigor:
Eu quero reviver.Reviverei.!
Sem ser plebeu e sem querer ser rei,
no vigor da minha mocidade,
na angústia de buscar felicidade
achando o amor de Deus,
sendo feliz aqui

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Fahed Daher

Fahed Daher

Drogado

Você procura um novo modo
de viver,
mas como?
Apenas protestando no que existe?
e insiste
que este modelo de viver não é legal!
"Vagal!""
Quer reformar o mundo aos seus conceitos...
Direitos?
Que direitos você quer?
De andar solto pelo mundo sem destino
e deitar
a qualquer tempo com uma mulher...

Stop! Pare! Pense um só minuto:
O puto
é o que perdeu o campo da auto estima
e acusa
o mundo que lhe impõe uma recusa...
Cabelo "pank",
camisa desbotada,,
a " tchurma", a droga
o resto é só cagada...

Se o mundo está errado?
Sabe lá se o certo é ser tarado...
E o segredo pra nossa inteligência
do que é a vida e o que é a evolução
que nos tirou do espaço
no ato da criação?!
Se está errado ou não, na sua opinião,...
Sua visão do mundo ,
com olhos vesgos da alma,,
com múltiplas visões que fogem
de toda realidade
pôr certo que o confundem
e enquanto vai,se afunda,
não vê toda a sujeira,
da própria bunda.

Não será pela sua indisciplina
em cada esquina,
bebendo e se drogando
que o mundo ,ao seu querer, vai se mudando.

Houve mudanças sim,
pêlos séculos e séculos, no esforço
de filósofos,cientistas e de reis,
no esforço da pesquisa e do trabalho,
não pelo paspalho
no qual você se faz
carregando no crânio imbeciloide,
pouco neurônio
e muito espermatozoide.

Pare e pense em Pasteur,em em Ghandi ,em Buda
em Braile em Jesus Cristo
e peça ajuda
aos espíritos que estão à sua roda,
dos seus pais,talvez,dos seus avós.
E, bravo,como heroi de si mesmo,
levante a voz,
olhando para o céu das tempestades,
dos raios ,das eternidades,
e grite com vigor:
Eu quero reviver.Reviverei.!
Sem ser plebeu e sem querer ser rei,
no vigor da minha mocidade,
na angústia de buscar felicidade
achando o amor de Deus,
sendo feliz aqui

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Elisa Lucinda

Elisa Lucinda

Aviso da Lua que Menstrua

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos...
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente.
Ela é uma cobra de avental.
Não despreze a meditação doméstica.
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofia
cozinhando, costurando
e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!

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Elisa Lucinda

Elisa Lucinda

Aviso da Lua que Menstrua

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita...
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos...
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente.
Ela é uma cobra de avental.
Não despreze a meditação doméstica.
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofia
cozinhando, costurando
e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!

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Cora Coralina

Cora Coralina

A gleba me transfigura

Sinto que sou abelha no seu artesanato.
Meus versos tem cheiro de mato, dos bois e dos currais.
Eu vivo no terreiro dos sítios e das fazendas primitivas.
(...)
Minha identificação profunda e amorosa
com a terra e com os que nela trabalham.
A gleba me transfigura. Dentro da gleba,
ouvindo o mugido da vacada, o mééé dos bezerros.
O roncar e focinhar dos porcos o cantar dos galos,
o cacarejar das poedeiras, o latir do cães,
eu me identifico.
Sou arvore, sou tronco, sou raiz, sou folha,
sou graveto sou mato, sou paiol
e sou a velha tulha de barro.

pela minha voz cantam todos os pássaros,
piam as cobras
e coaxam as rãs, mugem todas as boiadas que
vão pelas estradas.
Sou espiga e o grão que retornam a terra.
Minha pena (esferográfica) é a enxada que vai cavando,
é o arado milenário que sulca.
Meus versos tem relances de enxada, gume de foice
e o peso do machado.
Cheiro de currais e gosto de terra.
(...)
Amo aterra de um velho amor consagrado.
Através de gerações de avós rústicos, encartados
nas minas e na terra latifundiária, sesmeiros.
A gleba está dentro de mim. Eu sou a terra.
(...)
Em mim a planta renasce e flosrece, sementeia e sobrevive.
Sou a espiga e o grão fecundo que retorna à terra.
Minha pena é enxada do plantador, é o arado que vai sulcando.
Para a colheita das gerações.
Eu sou o velho paiol e a velha tulha roceira.
Eu sou a terra milenária, eu venho de milênios
Eu sou a mulher mais antiga do mundo, plantada
e fecundada no ventre escuro da terra.

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