Poemas neste tema
Natureza e Elementos
Luís Vianna
COBRAS
Que interessante
Esta criatura extressante.
Por uns cultuada,
Por outros odiada.
Bicho comprido, fino,
Sem braço nem pé;
Sobe em árvore, anda e nada, pois é,
Este interessante animal roliço.
Interessante,
Ouve sem ouvido
O bastante
Para te deixar oprimido.
Com dois pênis e um pulmão,
Deve cansar muito,
Mas no sexo não.
20/06/2001
Esta criatura extressante.
Por uns cultuada,
Por outros odiada.
Bicho comprido, fino,
Sem braço nem pé;
Sobe em árvore, anda e nada, pois é,
Este interessante animal roliço.
Interessante,
Ouve sem ouvido
O bastante
Para te deixar oprimido.
Com dois pênis e um pulmão,
Deve cansar muito,
Mas no sexo não.
20/06/2001
901
Felipe Larson
A CHUVA DE 1751
A tempestade que cai lá fora
Não dá para agüentar
Está na hora de parar de chover
Estou com as pernas doendo
De tanto correr da chuva
Da chuva lá de fora
A chuva que caiu
Não vai poder cair mais
E não vai poder cair
Pois já choveu demais
E agora o que eu faço
Será que me joga na poça d'água
Pra me molhar
Pra me molhar de uma vez
E eu não, não quero mais
Chorar pelos cantos outra vez
Não dá para agüentar
Está na hora de parar de chover
Estou com as pernas doendo
De tanto correr da chuva
Da chuva lá de fora
A chuva que caiu
Não vai poder cair mais
E não vai poder cair
Pois já choveu demais
E agora o que eu faço
Será que me joga na poça d'água
Pra me molhar
Pra me molhar de uma vez
E eu não, não quero mais
Chorar pelos cantos outra vez
865
Felipe Larson
COMPLEMENTAÇÃO
Não ficaremos aqui parados
Ouvindo vocês dizendo: - obrigado
Vendo o por do sol
No horizonte perdido no mar
Eu ficaria muito orgulhoso
Se visse você aqui de novo
Sem saber o que dizer
No momento que eu a ver
Mas não venha me falar
De coisas que não fiz
Querendo me agradar
Mas olha o que você me diz
Quando a noite chegar
No céu a lua vai brilhar
Pra realçar sua beleza
Pra contemplar nossas emoções
Eu te completo, você me completa.
Esta distância é tão discreta
Mas não te vendo mais
Sinto tanta saudade de você
Me liga
Me escreva
Mande recado
Mande noticias de você
Ouvindo vocês dizendo: - obrigado
Vendo o por do sol
No horizonte perdido no mar
Eu ficaria muito orgulhoso
Se visse você aqui de novo
Sem saber o que dizer
No momento que eu a ver
Mas não venha me falar
De coisas que não fiz
Querendo me agradar
Mas olha o que você me diz
Quando a noite chegar
No céu a lua vai brilhar
Pra realçar sua beleza
Pra contemplar nossas emoções
Eu te completo, você me completa.
Esta distância é tão discreta
Mas não te vendo mais
Sinto tanta saudade de você
Me liga
Me escreva
Mande recado
Mande noticias de você
733
Felipe Larson
COMPLEMENTAÇÃO
Não ficaremos aqui parados
Ouvindo vocês dizendo: - obrigado
Vendo o por do sol
No horizonte perdido no mar
Eu ficaria muito orgulhoso
Se visse você aqui de novo
Sem saber o que dizer
No momento que eu a ver
Mas não venha me falar
De coisas que não fiz
Querendo me agradar
Mas olha o que você me diz
Quando a noite chegar
No céu a lua vai brilhar
Pra realçar sua beleza
Pra contemplar nossas emoções
Eu te completo, você me completa.
Esta distância é tão discreta
Mas não te vendo mais
Sinto tanta saudade de você
Me liga
Me escreva
Mande recado
Mande noticias de você
Ouvindo vocês dizendo: - obrigado
Vendo o por do sol
No horizonte perdido no mar
Eu ficaria muito orgulhoso
Se visse você aqui de novo
Sem saber o que dizer
No momento que eu a ver
Mas não venha me falar
De coisas que não fiz
Querendo me agradar
Mas olha o que você me diz
Quando a noite chegar
No céu a lua vai brilhar
Pra realçar sua beleza
Pra contemplar nossas emoções
Eu te completo, você me completa.
Esta distância é tão discreta
Mas não te vendo mais
Sinto tanta saudade de você
Me liga
Me escreva
Mande recado
Mande noticias de você
733
Felipe Larson
COMPLEMENTAÇÃO
Não ficaremos aqui parados
Ouvindo vocês dizendo: - obrigado
Vendo o por do sol
No horizonte perdido no mar
Eu ficaria muito orgulhoso
Se visse você aqui de novo
Sem saber o que dizer
No momento que eu a ver
Mas não venha me falar
De coisas que não fiz
Querendo me agradar
Mas olha o que você me diz
Quando a noite chegar
No céu a lua vai brilhar
Pra realçar sua beleza
Pra contemplar nossas emoções
Eu te completo, você me completa.
Esta distância é tão discreta
Mas não te vendo mais
Sinto tanta saudade de você
Me liga
Me escreva
Mande recado
Mande noticias de você
Ouvindo vocês dizendo: - obrigado
Vendo o por do sol
No horizonte perdido no mar
Eu ficaria muito orgulhoso
Se visse você aqui de novo
Sem saber o que dizer
No momento que eu a ver
Mas não venha me falar
De coisas que não fiz
Querendo me agradar
Mas olha o que você me diz
Quando a noite chegar
No céu a lua vai brilhar
Pra realçar sua beleza
Pra contemplar nossas emoções
Eu te completo, você me completa.
Esta distância é tão discreta
Mas não te vendo mais
Sinto tanta saudade de você
Me liga
Me escreva
Mande recado
Mande noticias de você
733
Felipe Larson
SEM CONSEQÜÊNCIAS
Depois de tanto tempo, fui lembrar de você.
Que saudades do teu beijo, eu preciso te ver!
Eu te liguei esta noite, pra saber como você está?
Está tão diferente talvez já me esqueceu
Durante a chuva, me traz saudades.
E de cada pingo de chuva revelará um segredo
Nós aprendemos um com o outro o que é amar
E também descobrimos o que ninguém descobriu
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
Houve um tempo que tudo era bom
E nada, mas nada nos machucava.
Mas ela veio assim, tão de repente.
E logo virou, e só deixou um adeus.
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
Que saudades do teu beijo, eu preciso te ver!
Eu te liguei esta noite, pra saber como você está?
Está tão diferente talvez já me esqueceu
Durante a chuva, me traz saudades.
E de cada pingo de chuva revelará um segredo
Nós aprendemos um com o outro o que é amar
E também descobrimos o que ninguém descobriu
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
Houve um tempo que tudo era bom
E nada, mas nada nos machucava.
Mas ela veio assim, tão de repente.
E logo virou, e só deixou um adeus.
Seja o que for
Vamos começar de novo
Seja o que for
Fomos feitos um pro outro
809
Luís Vianna
CÉU
Sentado nesta pedra
Sobre um penhasco sem fim
Olho as estrelas
E elas olham p´ra mim.
Que tapete vivo
Costurado com linha brilhante
Dum bordado fantástico
De constelações e outros mil.
E a lua,
Hoje totalmente nua,
Parece sentir e gozar
Os prazeres de neste tapete deitar.
Ah! Que inveja,
Quem dera ser eu lá,
Deitado por entre as estrelas
A descansar.
26/05/2001
Sobre um penhasco sem fim
Olho as estrelas
E elas olham p´ra mim.
Que tapete vivo
Costurado com linha brilhante
Dum bordado fantástico
De constelações e outros mil.
E a lua,
Hoje totalmente nua,
Parece sentir e gozar
Os prazeres de neste tapete deitar.
Ah! Que inveja,
Quem dera ser eu lá,
Deitado por entre as estrelas
A descansar.
26/05/2001
778
Luís Vianna
CÉU
Sentado nesta pedra
Sobre um penhasco sem fim
Olho as estrelas
E elas olham p´ra mim.
Que tapete vivo
Costurado com linha brilhante
Dum bordado fantástico
De constelações e outros mil.
E a lua,
Hoje totalmente nua,
Parece sentir e gozar
Os prazeres de neste tapete deitar.
Ah! Que inveja,
Quem dera ser eu lá,
Deitado por entre as estrelas
A descansar.
26/05/2001
Sobre um penhasco sem fim
Olho as estrelas
E elas olham p´ra mim.
Que tapete vivo
Costurado com linha brilhante
Dum bordado fantástico
De constelações e outros mil.
E a lua,
Hoje totalmente nua,
Parece sentir e gozar
Os prazeres de neste tapete deitar.
Ah! Que inveja,
Quem dera ser eu lá,
Deitado por entre as estrelas
A descansar.
26/05/2001
778
Felipe Vianna
VIDA
Dança dourado luar
No reflexo espelhado do mar.
Este amor platônico
As ondas vêm à praia chorar.
Choras porque tens consciência
Que o que tens é só referência
Já que a verdadeira lua não podes abraçar
Deves contentar-te apenas com a luz do luar.
Mas o que é a vida
Se não apenas um espelho
De uma coisa já ida
Que nunca veio.
24/06/2001
No reflexo espelhado do mar.
Este amor platônico
As ondas vêm à praia chorar.
Choras porque tens consciência
Que o que tens é só referência
Já que a verdadeira lua não podes abraçar
Deves contentar-te apenas com a luz do luar.
Mas o que é a vida
Se não apenas um espelho
De uma coisa já ida
Que nunca veio.
24/06/2001
927
Felipe Vianna
VIDA
Dança dourado luar
No reflexo espelhado do mar.
Este amor platônico
As ondas vêm à praia chorar.
Choras porque tens consciência
Que o que tens é só referência
Já que a verdadeira lua não podes abraçar
Deves contentar-te apenas com a luz do luar.
Mas o que é a vida
Se não apenas um espelho
De uma coisa já ida
Que nunca veio.
24/06/2001
No reflexo espelhado do mar.
Este amor platônico
As ondas vêm à praia chorar.
Choras porque tens consciência
Que o que tens é só referência
Já que a verdadeira lua não podes abraçar
Deves contentar-te apenas com a luz do luar.
Mas o que é a vida
Se não apenas um espelho
De uma coisa já ida
Que nunca veio.
24/06/2001
927
Felipe Larson
CORAÇÃO PIRADO
Tenho um coração pirado
Que vive sem razão
Mas sempre foi guiado
Pela força da emoção
Espero estar certo
E pronto para amar
Pra tudo que vier
Pra tudo que passar
Então sonhar com você
Pensar em você
Todos os dias
Então sonhar com você
Pensar em você na esperança de te ter
24 horas do dia
Descrevo meu destino
Seguindo o seu caminho
E aprendendo a amar
Com o brilho no olhar
Sentado do seu lado
De frente para o mar
Depois que fui beijado
Parecia flutuar
Que vive sem razão
Mas sempre foi guiado
Pela força da emoção
Espero estar certo
E pronto para amar
Pra tudo que vier
Pra tudo que passar
Então sonhar com você
Pensar em você
Todos os dias
Então sonhar com você
Pensar em você na esperança de te ter
24 horas do dia
Descrevo meu destino
Seguindo o seu caminho
E aprendendo a amar
Com o brilho no olhar
Sentado do seu lado
De frente para o mar
Depois que fui beijado
Parecia flutuar
921
Felipe Vianna
MAR
Mar, ó mar.
És mais que a terra
És mais que o ar,
És mar.
És tudo da vida,
Da vida já ida
Que não volta mais.
Ó mar!
Pudera dera
Um mar de esfera,
Uma esfera,
Amar!
Ame o mar.
Pois quem o ama,
A deus também, é amar.
Ó Mar!
26/01/01
És mais que a terra
És mais que o ar,
És mar.
És tudo da vida,
Da vida já ida
Que não volta mais.
Ó mar!
Pudera dera
Um mar de esfera,
Uma esfera,
Amar!
Ame o mar.
Pois quem o ama,
A deus também, é amar.
Ó Mar!
26/01/01
890
Felipe Vianna
ÉS PERFEITA
Belo botão de rosa
Rubro aveludado
Que as gotas de orvalho
Reluzem esta beleza.
Quem te conhece, moça,
Encanta-se p´ra sempre.
Do orvalho, as gotas,
Não sabe realmente
Enxergar a beleza
Contida em tua mente.
Realmente, és bela,
Por dentro e por fora.
Nas pétalas vermelhas
Escondes a beleza.
Tão lindo interior
Que o rubi inveja.
Alma cheia d´amor,
Suspiros d´amor nela.
10/10/2000
Rubro aveludado
Que as gotas de orvalho
Reluzem esta beleza.
Quem te conhece, moça,
Encanta-se p´ra sempre.
Do orvalho, as gotas,
Não sabe realmente
Enxergar a beleza
Contida em tua mente.
Realmente, és bela,
Por dentro e por fora.
Nas pétalas vermelhas
Escondes a beleza.
Tão lindo interior
Que o rubi inveja.
Alma cheia d´amor,
Suspiros d´amor nela.
10/10/2000
1 038
Elvio Romero
Tormenta
A noite tem sido longa.
Como desde cem anos
de chuva,
de uma respiração enfurecida
proveniente de um fundo de vertigem noturna,
de um cântaro vermelho
ofegando na terra,
o vento há desatado sua tempestade violenta
sobre o véu anelante da ilusão
efêmera, sobre as fatigadas necessidades
e tu e eu, na colina
mais alta,
no canto de nossos dois silêncios,
abraçados ao tempo do amor, desvelando-nos.
Deixa que o vento morda sobre o vento.
Eu te fecharei os olhos.
Como desde cem anos
de chuva,
de uma respiração enfurecida
proveniente de um fundo de vertigem noturna,
de um cântaro vermelho
ofegando na terra,
o vento há desatado sua tempestade violenta
sobre o véu anelante da ilusão
efêmera, sobre as fatigadas necessidades
e tu e eu, na colina
mais alta,
no canto de nossos dois silêncios,
abraçados ao tempo do amor, desvelando-nos.
Deixa que o vento morda sobre o vento.
Eu te fecharei os olhos.
1 185
Elvio Romero
Tormenta
A noite tem sido longa.
Como desde cem anos
de chuva,
de uma respiração enfurecida
proveniente de um fundo de vertigem noturna,
de um cântaro vermelho
ofegando na terra,
o vento há desatado sua tempestade violenta
sobre o véu anelante da ilusão
efêmera, sobre as fatigadas necessidades
e tu e eu, na colina
mais alta,
no canto de nossos dois silêncios,
abraçados ao tempo do amor, desvelando-nos.
Deixa que o vento morda sobre o vento.
Eu te fecharei os olhos.
Como desde cem anos
de chuva,
de uma respiração enfurecida
proveniente de um fundo de vertigem noturna,
de um cântaro vermelho
ofegando na terra,
o vento há desatado sua tempestade violenta
sobre o véu anelante da ilusão
efêmera, sobre as fatigadas necessidades
e tu e eu, na colina
mais alta,
no canto de nossos dois silêncios,
abraçados ao tempo do amor, desvelando-nos.
Deixa que o vento morda sobre o vento.
Eu te fecharei os olhos.
1 185
Elvio Romero
Tormenta
A noite tem sido longa.
Como desde cem anos
de chuva,
de uma respiração enfurecida
proveniente de um fundo de vertigem noturna,
de um cântaro vermelho
ofegando na terra,
o vento há desatado sua tempestade violenta
sobre o véu anelante da ilusão
efêmera, sobre as fatigadas necessidades
e tu e eu, na colina
mais alta,
no canto de nossos dois silêncios,
abraçados ao tempo do amor, desvelando-nos.
Deixa que o vento morda sobre o vento.
Eu te fecharei os olhos.
Como desde cem anos
de chuva,
de uma respiração enfurecida
proveniente de um fundo de vertigem noturna,
de um cântaro vermelho
ofegando na terra,
o vento há desatado sua tempestade violenta
sobre o véu anelante da ilusão
efêmera, sobre as fatigadas necessidades
e tu e eu, na colina
mais alta,
no canto de nossos dois silêncios,
abraçados ao tempo do amor, desvelando-nos.
Deixa que o vento morda sobre o vento.
Eu te fecharei os olhos.
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Eduardo Alves da Costa
Quero que o saibas
Quero que o saibas, linda Inês:
meu coração é português.
E dentro do peito fareja latidos
da alma que há muito me fugiu.
Ando sem alma, já se vê,
à procura de não sei quê.
Talvez um cheiro, uma cor, um som
- memória do tempo em que eu,
cidadão de Viseu,
vivia na bolsa seminal de meu pai.
O que foi ele buscar no mundo?
O azul profundo que há nos mares
quando se os tem interiores;
novos amores, terras mais vastas.
Não são assim os descobridores?
Pois meu coração é assim:
navegante à deriva, naufrago em mim!
meu coração é português.
E dentro do peito fareja latidos
da alma que há muito me fugiu.
Ando sem alma, já se vê,
à procura de não sei quê.
Talvez um cheiro, uma cor, um som
- memória do tempo em que eu,
cidadão de Viseu,
vivia na bolsa seminal de meu pai.
O que foi ele buscar no mundo?
O azul profundo que há nos mares
quando se os tem interiores;
novos amores, terras mais vastas.
Não são assim os descobridores?
Pois meu coração é assim:
navegante à deriva, naufrago em mim!
1 475
Carlos Seabra
Haicais
areia quente
pés descalços
corrida para o mar
espuma do mar
adensa o vôo das
gaivotas no ar
rochedo no mar
barco afundado
olhos a chorar
estrela do mar
abraça a areia
para a beijar
as ondas beijam
os lábios da praia -
bocas do mar
musa sereia -
marinheiro bêbado
ouve baleia
pés descalços
corrida para o mar
espuma do mar
adensa o vôo das
gaivotas no ar
rochedo no mar
barco afundado
olhos a chorar
estrela do mar
abraça a areia
para a beijar
as ondas beijam
os lábios da praia -
bocas do mar
musa sereia -
marinheiro bêbado
ouve baleia
1 546
Carlos Seabra
Haicais
areia quente
pés descalços
corrida para o mar
espuma do mar
adensa o vôo das
gaivotas no ar
rochedo no mar
barco afundado
olhos a chorar
estrela do mar
abraça a areia
para a beijar
as ondas beijam
os lábios da praia -
bocas do mar
musa sereia -
marinheiro bêbado
ouve baleia
pés descalços
corrida para o mar
espuma do mar
adensa o vôo das
gaivotas no ar
rochedo no mar
barco afundado
olhos a chorar
estrela do mar
abraça a areia
para a beijar
as ondas beijam
os lábios da praia -
bocas do mar
musa sereia -
marinheiro bêbado
ouve baleia
1 546
Rafael Alberti
Pregão
Vendo nuvens de cores!
as redondas, vermelhas,
para suavizar os calores!
Vendo os cirros arroxeados
e rosas, as alvoradas,
os crepúsculos dourados!
O amarelo astro,
colhido o verde ramo
do celeste pessegueiro!
Vendo a neve, a chama
e o canto do pregoeiro!
as redondas, vermelhas,
para suavizar os calores!
Vendo os cirros arroxeados
e rosas, as alvoradas,
os crepúsculos dourados!
O amarelo astro,
colhido o verde ramo
do celeste pessegueiro!
Vendo a neve, a chama
e o canto do pregoeiro!
1 375
Rafael Alberti
Pregão
Vendo nuvens de cores!
as redondas, vermelhas,
para suavizar os calores!
Vendo os cirros arroxeados
e rosas, as alvoradas,
os crepúsculos dourados!
O amarelo astro,
colhido o verde ramo
do celeste pessegueiro!
Vendo a neve, a chama
e o canto do pregoeiro!
as redondas, vermelhas,
para suavizar os calores!
Vendo os cirros arroxeados
e rosas, as alvoradas,
os crepúsculos dourados!
O amarelo astro,
colhido o verde ramo
do celeste pessegueiro!
Vendo a neve, a chama
e o canto do pregoeiro!
1 375
Ricardo Miró
A última gaivota
Como uma franja agitada, rasgada
do manto da tarde, em rápido vôo
se esfuma o bando pelo céu
buscando, acaso, uma ribeira desconhecida.
Atrás, muito longe, segue uma gaivota
que com crescente e persistente desejo
vai da solidão rasgando o véu
por alcançar o bando, já remoto.
Da tarde surgiu a casta estrela
e achou sempre voando a esquecida,
da rápida patrulha atrás a hulha.
História de minha vida compreendida,
porque eu sou, qual gaivota aquela,
ave deixada atrás pelo bando!
do manto da tarde, em rápido vôo
se esfuma o bando pelo céu
buscando, acaso, uma ribeira desconhecida.
Atrás, muito longe, segue uma gaivota
que com crescente e persistente desejo
vai da solidão rasgando o véu
por alcançar o bando, já remoto.
Da tarde surgiu a casta estrela
e achou sempre voando a esquecida,
da rápida patrulha atrás a hulha.
História de minha vida compreendida,
porque eu sou, qual gaivota aquela,
ave deixada atrás pelo bando!
939
Ricardo Miró
A última gaivota
Como uma franja agitada, rasgada
do manto da tarde, em rápido vôo
se esfuma o bando pelo céu
buscando, acaso, uma ribeira desconhecida.
Atrás, muito longe, segue uma gaivota
que com crescente e persistente desejo
vai da solidão rasgando o véu
por alcançar o bando, já remoto.
Da tarde surgiu a casta estrela
e achou sempre voando a esquecida,
da rápida patrulha atrás a hulha.
História de minha vida compreendida,
porque eu sou, qual gaivota aquela,
ave deixada atrás pelo bando!
do manto da tarde, em rápido vôo
se esfuma o bando pelo céu
buscando, acaso, uma ribeira desconhecida.
Atrás, muito longe, segue uma gaivota
que com crescente e persistente desejo
vai da solidão rasgando o véu
por alcançar o bando, já remoto.
Da tarde surgiu a casta estrela
e achou sempre voando a esquecida,
da rápida patrulha atrás a hulha.
História de minha vida compreendida,
porque eu sou, qual gaivota aquela,
ave deixada atrás pelo bando!
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