Poemas neste tema
Natureza e Elementos
João Augusto Sampaio
Caa
Coisa linda caatinga
Econômica na medida extrema da possibilidade permitida pela água de Deus,
Valoriza a beleza do verde ocasional
Um mar de cinza
Tudo existe em volta das poçinhas d’água
Só vivem os fortes:
Cabras
Cascavéis
Lagartos
Umbuzeiro hibernador
Vaqueiro teimoso
Gavião – sempre por cima da carne seca
Mandacaru de espinhos
"Vidas Secas"
"Os Magros"
Chuva de trovoada
Ressurreição rápida
Campo verde
Grilo prá cacete
Rio valente
Econômica na medida extrema da possibilidade permitida pela água de Deus,
Valoriza a beleza do verde ocasional
Um mar de cinza
Tudo existe em volta das poçinhas d’água
Só vivem os fortes:
Cabras
Cascavéis
Lagartos
Umbuzeiro hibernador
Vaqueiro teimoso
Gavião – sempre por cima da carne seca
Mandacaru de espinhos
"Vidas Secas"
"Os Magros"
Chuva de trovoada
Ressurreição rápida
Campo verde
Grilo prá cacete
Rio valente
820
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João Augusto Sampaio
Caa
Coisa linda caatinga
Econômica na medida extrema da possibilidade permitida pela água de Deus,
Valoriza a beleza do verde ocasional
Um mar de cinza
Tudo existe em volta das poçinhas d’água
Só vivem os fortes:
Cabras
Cascavéis
Lagartos
Umbuzeiro hibernador
Vaqueiro teimoso
Gavião – sempre por cima da carne seca
Mandacaru de espinhos
"Vidas Secas"
"Os Magros"
Chuva de trovoada
Ressurreição rápida
Campo verde
Grilo prá cacete
Rio valente
Econômica na medida extrema da possibilidade permitida pela água de Deus,
Valoriza a beleza do verde ocasional
Um mar de cinza
Tudo existe em volta das poçinhas d’água
Só vivem os fortes:
Cabras
Cascavéis
Lagartos
Umbuzeiro hibernador
Vaqueiro teimoso
Gavião – sempre por cima da carne seca
Mandacaru de espinhos
"Vidas Secas"
"Os Magros"
Chuva de trovoada
Ressurreição rápida
Campo verde
Grilo prá cacete
Rio valente
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João Augusto Sampaio
Gaia
Três seios tem Gaia no Morro de São Paulo
Seno/cosseno: Primeira Praia
Seno/cosseno: Segunda Praia
Seno/cosseno: Terceira Praia
Seno/cosseno: Primeira Praia
Seno/cosseno: Segunda Praia
Seno/cosseno: Terceira Praia
934
1
João Augusto Sampaio
Gaia
Três seios tem Gaia no Morro de São Paulo
Seno/cosseno: Primeira Praia
Seno/cosseno: Segunda Praia
Seno/cosseno: Terceira Praia
Seno/cosseno: Primeira Praia
Seno/cosseno: Segunda Praia
Seno/cosseno: Terceira Praia
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Rodolfo Guttilla
Haicai
No fundo do poço
debalde flutua
o balde. Ou a lua?
Sinfonia no ar:
os grilos saúdam
a estrela polar.
debalde flutua
o balde. Ou a lua?
Sinfonia no ar:
os grilos saúdam
a estrela polar.
1 380
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Rodolfo Guttilla
Haicai
No fundo do poço
debalde flutua
o balde. Ou a lua?
Sinfonia no ar:
os grilos saúdam
a estrela polar.
debalde flutua
o balde. Ou a lua?
Sinfonia no ar:
os grilos saúdam
a estrela polar.
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Rodolfo Guttilla
Haicai
No fundo do poço
debalde flutua
o balde. Ou a lua?
Sinfonia no ar:
os grilos saúdam
a estrela polar.
debalde flutua
o balde. Ou a lua?
Sinfonia no ar:
os grilos saúdam
a estrela polar.
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Renato Russo
Esperando Por Mim
Acho que você não percebeu
Que meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
O tempo todo
Estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí pra caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem
Agora meu filho espera por mim
Estamos vivendo
E o que disserem
Os nossos dias serão para sempre
Que meu sorriso era sincero
Sou tão cínico às vezes
O tempo todo
Estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí pra caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim
E o que disserem
Agora meu filho espera por mim
Estamos vivendo
E o que disserem
Os nossos dias serão para sempre
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1
Sérgio Milliet
Aranha Enorme de Ventre
Amarelo...
Aranha enorme de ventre amarelo
sai a lua da teia do arvoredo...
E as estrelas fogem com medo.
Aranha enorme de ventre amarelo
sai a lua da teia do arvoredo...
E as estrelas fogem com medo.
1 793
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Sérgio Milliet
Aranha Enorme de Ventre
Amarelo...
Aranha enorme de ventre amarelo
sai a lua da teia do arvoredo...
E as estrelas fogem com medo.
Aranha enorme de ventre amarelo
sai a lua da teia do arvoredo...
E as estrelas fogem com medo.
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Renata Pallottini
Primeiro Foi a Noite
"No princípio criou Deus o céu e a terra.
Gênesis, 1:1
Primeiro foi a noite. E a noite feita,
desta engendrou-se a luz, julgada boa.
Depois, fez-se o agudo desespero do céu.
E a terra. E as águas separadas.
E um mar se fez, da lúcida colheita
das águas inferiores. A coroa
tornou-se firmamento. "Haja luzeiros" —
ordenou-se às estrelas debulhadas.
Houve flores estáticas e flores
que procuravam flores; e houve a fome
de carne e amor e dessa fome as dores
e das dores o Homem. Deste, esquiva,
toda fome, sua fêmea, e no seu sexo,
mais uma vez a noite primitiva.
Gênesis, 1:1
Primeiro foi a noite. E a noite feita,
desta engendrou-se a luz, julgada boa.
Depois, fez-se o agudo desespero do céu.
E a terra. E as águas separadas.
E um mar se fez, da lúcida colheita
das águas inferiores. A coroa
tornou-se firmamento. "Haja luzeiros" —
ordenou-se às estrelas debulhadas.
Houve flores estáticas e flores
que procuravam flores; e houve a fome
de carne e amor e dessa fome as dores
e das dores o Homem. Deste, esquiva,
toda fome, sua fêmea, e no seu sexo,
mais uma vez a noite primitiva.
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1
Otacílio de Azevedo
Catavento
"Alto, de frente ao revoltoso oceano,
e exposto à eterna rispidez do vento,
levanta-se ao prestígio soberano
dos músculos de ferro, o catavento.
Pulse-lhe a vida a cada movimento
e parece oxidar-lhe o desengano,
quando se lhe transforma num lamento
todo o seu vão clamor, vezes humano.
Pregado ao solo, numa infinda mágoa,
de mil sonhos, talvez, sobre os escombros,
chora, enchendo de pranto a caixa d’água...
É que ele, preso à angústia de existir,
sente a revolta de suster, aos ombros,
asas de ferro, e não poder subir!"
e exposto à eterna rispidez do vento,
levanta-se ao prestígio soberano
dos músculos de ferro, o catavento.
Pulse-lhe a vida a cada movimento
e parece oxidar-lhe o desengano,
quando se lhe transforma num lamento
todo o seu vão clamor, vezes humano.
Pregado ao solo, numa infinda mágoa,
de mil sonhos, talvez, sobre os escombros,
chora, enchendo de pranto a caixa d’água...
É que ele, preso à angústia de existir,
sente a revolta de suster, aos ombros,
asas de ferro, e não poder subir!"
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Otacílio de Azevedo
Catavento
"Alto, de frente ao revoltoso oceano,
e exposto à eterna rispidez do vento,
levanta-se ao prestígio soberano
dos músculos de ferro, o catavento.
Pulse-lhe a vida a cada movimento
e parece oxidar-lhe o desengano,
quando se lhe transforma num lamento
todo o seu vão clamor, vezes humano.
Pregado ao solo, numa infinda mágoa,
de mil sonhos, talvez, sobre os escombros,
chora, enchendo de pranto a caixa d’água...
É que ele, preso à angústia de existir,
sente a revolta de suster, aos ombros,
asas de ferro, e não poder subir!"
e exposto à eterna rispidez do vento,
levanta-se ao prestígio soberano
dos músculos de ferro, o catavento.
Pulse-lhe a vida a cada movimento
e parece oxidar-lhe o desengano,
quando se lhe transforma num lamento
todo o seu vão clamor, vezes humano.
Pregado ao solo, numa infinda mágoa,
de mil sonhos, talvez, sobre os escombros,
chora, enchendo de pranto a caixa d’água...
É que ele, preso à angústia de existir,
sente a revolta de suster, aos ombros,
asas de ferro, e não poder subir!"
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1
Pedro Homem de Mello
Poema
Noite. Fundura. A treva
E mais doce talvez...
E uma ânsia de nudez
Sacode os filhos de Eva.
Não a nudez apenas
Dos corpos sofredores
Mas a das almas plenas
De indecisos amores.
A voz do sangue grita
E a das almas responde!
Labareda infinita
Que nas sombras se esconde.
Mas quase sem ruído,
Na carne ao abandono
O hálito do sono
Desce como um vestido...
E mais doce talvez...
E uma ânsia de nudez
Sacode os filhos de Eva.
Não a nudez apenas
Dos corpos sofredores
Mas a das almas plenas
De indecisos amores.
A voz do sangue grita
E a das almas responde!
Labareda infinita
Que nas sombras se esconde.
Mas quase sem ruído,
Na carne ao abandono
O hálito do sono
Desce como um vestido...
1 939
1
Cleonice Rainho
Alvo
Companheiro,
vem beber a branca espuma
desse mar de carneiro que me toca
e colher as coisas transitivas
que ora viajam para o meu espírito
Vem ser o obreiro-irmão da cidade azul
onde bordaremos puros capitéis
e aprender os discursos de meu timbre
acertando o alvo de alvas direções
Vem abrir comigo este pombal
sentir o que do traço das asas subsiste
a envolver-nos nos fios desta tarde
em que a Paz se oferece como pão.
in Intuições da Tarde / José Olympio Editora.
vem beber a branca espuma
desse mar de carneiro que me toca
e colher as coisas transitivas
que ora viajam para o meu espírito
Vem ser o obreiro-irmão da cidade azul
onde bordaremos puros capitéis
e aprender os discursos de meu timbre
acertando o alvo de alvas direções
Vem abrir comigo este pombal
sentir o que do traço das asas subsiste
a envolver-nos nos fios desta tarde
em que a Paz se oferece como pão.
in Intuições da Tarde / José Olympio Editora.
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1
Paula Nei
Fortaleza
Ao longe, em brancas praias embalada
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza — a loura desposada
Do sol dormita, à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins plantada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho...
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais.
É minha terra, a terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais.
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza — a loura desposada
Do sol dormita, à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins plantada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho...
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais.
É minha terra, a terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais.
3 649
1
Paula Nei
Fortaleza
Ao longe, em brancas praias embalada
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza — a loura desposada
Do sol dormita, à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins plantada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho...
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais.
É minha terra, a terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais.
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza — a loura desposada
Do sol dormita, à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins plantada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho...
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais.
É minha terra, a terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais.
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1
Teruko Oda
Verão
Verão tropical
Na árvore de Natal
Neve de algodão.
Noite de verão
Na janela envidraçada
Cabe a lua cheia.
Na árvore de Natal
Neve de algodão.
Noite de verão
Na janela envidraçada
Cabe a lua cheia.
1 084
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Teruko Oda
Verão
Verão tropical
Na árvore de Natal
Neve de algodão.
Noite de verão
Na janela envidraçada
Cabe a lua cheia.
Na árvore de Natal
Neve de algodão.
Noite de verão
Na janela envidraçada
Cabe a lua cheia.
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Pedro Kilkerry
Ad veneris lacrimas
Em meus nervos, a arder, a alma é volúpia... Sinto
Que Amor embriaga a Íon e a pele de ouro. Estua,
Deita-se Íon: enrodilha a cauda o meu Instinto
aos seus rosados pés... Nyx se arrasta, na rua...
Canta a lâmpada brônzea? O ouvido aos sons extinto
Acorda e ouço a voz ou da alâmpada ou sua
O silêncio anda à escuta. Abre um luar de Corinto
Aqui dentro a lamber Hélada nua, nua.
Íon treme, estremece. Adora o ritmo louro
Da áurea chama, a estorcer os gestos com que crava
Finas frechas de luz na cúpula aquecida...
Querem cantar de Íon os dois seios, em coro...
Mas sua alma - por Zeus! - na água azul doutra Vida
Lava os meus sonhos, treme em seus olhos, escrava.
Que Amor embriaga a Íon e a pele de ouro. Estua,
Deita-se Íon: enrodilha a cauda o meu Instinto
aos seus rosados pés... Nyx se arrasta, na rua...
Canta a lâmpada brônzea? O ouvido aos sons extinto
Acorda e ouço a voz ou da alâmpada ou sua
O silêncio anda à escuta. Abre um luar de Corinto
Aqui dentro a lamber Hélada nua, nua.
Íon treme, estremece. Adora o ritmo louro
Da áurea chama, a estorcer os gestos com que crava
Finas frechas de luz na cúpula aquecida...
Querem cantar de Íon os dois seios, em coro...
Mas sua alma - por Zeus! - na água azul doutra Vida
Lava os meus sonhos, treme em seus olhos, escrava.
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Oliveira Neto
O Parnaíba
Águas turvas, imenso, vagaroso,
O Parnaíba desce para o mar.
Qual um molusco, lerdo, preguiçoso,
parece sem vontade de chegar!
Sereno, vai andando, majestoso,
o aguaceiro barrento a deslizar...
E nas margens um bando vaporoso
de garças cor de neve a esvoaçar...
Ó velho Parnaíba dos poetas!
O progresso mudou o teu destino
e te deu novas e importantes metas!
És portador de um mundo de esperanças
E o povo do Nordeste canta o hino
do sonhado futuro de bonanças...
O Parnaíba desce para o mar.
Qual um molusco, lerdo, preguiçoso,
parece sem vontade de chegar!
Sereno, vai andando, majestoso,
o aguaceiro barrento a deslizar...
E nas margens um bando vaporoso
de garças cor de neve a esvoaçar...
Ó velho Parnaíba dos poetas!
O progresso mudou o teu destino
e te deu novas e importantes metas!
És portador de um mundo de esperanças
E o povo do Nordeste canta o hino
do sonhado futuro de bonanças...
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Oliveira Neto
O Parnaíba
Águas turvas, imenso, vagaroso,
O Parnaíba desce para o mar.
Qual um molusco, lerdo, preguiçoso,
parece sem vontade de chegar!
Sereno, vai andando, majestoso,
o aguaceiro barrento a deslizar...
E nas margens um bando vaporoso
de garças cor de neve a esvoaçar...
Ó velho Parnaíba dos poetas!
O progresso mudou o teu destino
e te deu novas e importantes metas!
És portador de um mundo de esperanças
E o povo do Nordeste canta o hino
do sonhado futuro de bonanças...
O Parnaíba desce para o mar.
Qual um molusco, lerdo, preguiçoso,
parece sem vontade de chegar!
Sereno, vai andando, majestoso,
o aguaceiro barrento a deslizar...
E nas margens um bando vaporoso
de garças cor de neve a esvoaçar...
Ó velho Parnaíba dos poetas!
O progresso mudou o teu destino
e te deu novas e importantes metas!
És portador de um mundo de esperanças
E o povo do Nordeste canta o hino
do sonhado futuro de bonanças...
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