XXXIII - Ismália

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...


Publicado no livro Pastoral aos crentes do amor e da morte: livro lírico do poeta Alphonsus de Guimaraens (1923). Poema integrante da série As Canções.

In: GUIMARAENS, Alphonsus de. Obra completa. Organização de Alphonsus de Guimaraens Filho. Introdução de Eduardo Portella. Notas biográficas de João Alphonsus. Rio de Janeiro: J. Aguilar, 1960. p. 231-232. (Biblioteca luso-brasileira. Série brasileira, 20)
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Comentários (5)

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2026-04-30

vim ler um poema e sai moggado

Pajé gian
Pajé gian
2026-03-24

Adoro ler esse poema para meus dicipulos da minha querida tribo!

Pajé gian
Pajé gian
2026-03-24

Foi por meio deste poema que conquistei minha linda mulher índia

Pajé Gian
Pajé Gian
2026-03-24

Limpo mesas (3 mesas) e arrumo minha cama enquanto leio

Emano
Emano
2026-03-24

Adoro gritar este poema comq meus amigos