

Casimiro de Brito
Casimiro de Brito foi um poeta português cuja obra se insere num contexto de transição entre o final do Romantismo e as primeiras manifestações do Simbolismo. A sua poesia é marcada por uma profunda melancolia, uma exploração do eu lírico e uma sensibilidade apurada face aos temas da morte, do amor e da efemeridade da vida. Apesar de uma produção poética relativamente concisa, deixou uma marca indelével na poesia portuguesa do século XIX pela sua musicalidade e pela intensidade expressiva das suas composições.
1938-01-14 Loulé
2024-05-16 Braga
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Um pouco mais
Esta manhã não lavei os olhos -
pensei em ti.
Se o teu ouvido se fechou à minha boca
poderei escrever ainda poemas de amor?
A arte de amar não me serve para nada.
Um fogo em luz transformado.
Subitamente, a sombra.
Há dias em que morro de amor.
Nos outros, de tão desamado,
morro um pouco mais.
pensei em ti.
Se o teu ouvido se fechou à minha boca
poderei escrever ainda poemas de amor?
A arte de amar não me serve para nada.
Um fogo em luz transformado.
Subitamente, a sombra.
Há dias em que morro de amor.
Nos outros, de tão desamado,
morro um pouco mais.
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