Licenciado em História é jornalista de profissão. Tem-se repartido pela narrativa de ficção, pela poesia e pela literatura para a infância.Nascido em Rossas (Vieira do Minho), em 1960, licenciado em História, jornalista de profissão (O Primeiro de Janeiro, Diário de Notícias), romancista premiado (Diário de Link, 1993; Geografia do medo, 1997; A morte do Dali, 2001; O coração transido dos Mouros, 2002, etc.), contista e poeta (Pequeno livro da terra, 1996; Transumância, 2002, etc.), Francisco Duarte Mangas é também autor de uma obra no domínio da literatura para a infância, repartida pelo conto, pelo conto em formato de álbum e pela poesia. Vários dos seus livros para adultos foram traduzidos e editados em Espanha e na Itália.Uma visível exigência no plano da linguagem (em que se destacam a elaboração metafórica, a busca do vocábulo em desuso e do termo preciso), distingue os livros deste autor, cujos textos ora tematizam, por vezes, questões de implicação sócio-política (O gato Karl), ora se centram numa certa exaltação do sonho e do equilíbrio natural (Sílvio, guardador de caracóis) e se deixam atrair pela dimensão poética da vida animal (O noitibó, a gralha e outros bichos), ora enveredam ainda pela reflexão metalinguística e metaliterária (Breviário do sol, Breviário da água, O noitibó, a gralha e outros bichos).Bibliografia selectiva: Elefantezinho verde (1999), Porto: Campo das Letras, 2001; Breviário do sol (2002), Lisboa: Caminho, 2002 (em co-autoria com João Pedro Mésseder); Breviário da água (2004), Lisboa: Caminho (em co-autoria com João Pedro Mésseder); O gato Karl (2005), Lisboa: Caminho; O ladrão de palavras (2006), Lisboa: Caminho; O noitibó, a gralha e outros bichos (2009), Lisboa: Caminho; Sílvio, guardador de caracóis (2010), Lisboa: Caminho; A menina (2010), Évora: Caminho das Palavras.