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Poemas
Victor Araújo
Apreciador da arte e da peculiaridade do estético.
1992-06-01 Natal -RN
11608
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6
Alguns Poemas
DILEMAS
Solenemente diante das expectativas
trazem consigo lamentos.
Vazios de um tempo sem tempo algum.
Girando tornados sobre si mesmos,
as cabeças que voam até o topo do eixo
deslizam e escorregam pelas fatalidades.
Assim, se foram, se vão, se esvaem
na medida simetricamente desigual
das curvas do mercado financeiro.
Pensar o que? Pensar em quem?
Individualismo e coletivismo
Duas faces da mesma moeda?
Hipocrisias diante do nada?
Talvez, para além do bem e do mal.
Da banalidade das necessidades.
Das necessidades banais.
Paraísos de refúgios
A boa cabeça feita
Sequer um relapso de ressentimento
Lutar para que? Lutar por quem?
Nebulosas contradições
O impedimento da moral
Há espaço para a esperteza?
Há espaço para a covardia?
ATÔNITO
Olho para o relógio
atônito, confuso.
Convenço-me de que
minha hora já passou.
Ao redor,
as pessoas tem pressa
em um contínuo ritmo:
alucinado, frenético.
No fundo,
alguma esperança
de mudança
Reside juntamente com a descrença.
Não posso deixar de sonhar,
caso isso seja minha essência.
Não quero esperar
a minha hora que já passou.
O dia de amanhã
Parar pra pensar no que virá,
no que nunca aconteceu,
E o dia de amanhã
Em um mergulho anoiteceu.
Um marco temporal
ou apenas fluxo de incerteza.
Um novo horizonte
Paira sobre as nossas cabeças.
BASTARDO
Eu sou o filho bastardo
largado nas sombras da escuridão.
Entre as fronteiras da selva
e os limites da peregrinação.
Pelas migalhas da sorte,
eu me fortaleço.
Pelos vacilos do acaso,
na chacina, amanheço.
Miséria da caridade.
sobrevivente do medo.
Decidido a implodir
a erupção do caos.
A FARSA QUE NÓS VIVEMOS
As coisas mudaram,
mas a farsa continua a mesma.
A essência do interesse permanece
como uma sólida rocha milenar.
A perversidade como efeito do poder.
O direito de imbecializar-se.
A religião que apenas complementa
a saciedade nefasta das criaturas.
A supremacia do material eclode,
em sua insanidade,
a idiotização do proprietário.
O dinheiro como epicentro do todo.
Um reino de valores ilusórios.
Falsos paladinos da justiça social.
A opressão dos falsos oprimidos.
A farsa que nós vivemos.
CANSADO
Estou cansado.
Cansado de mim,
cansado do mundo.
Deito meu corpo.
A mente permanece inquieta.
Buscando algum sentido
em algum lugar.
Cansado permaneço
como meu estado
estado de espírito.
Aguardo os momentos
onde irei revigorar.
Faíscas de ilusão.
Pequenos escapes.
A Iminência
Talvez você possa ouvir
a voz que clama por justiça,
os passos da própria mudança
e qualquer transformação por vir.
Talvez você possa ouvir
a iminência de uma revolução,
o tremor de um ajuste de contas
e um rearranjo na ordem de tudo.
UM HOMEM COMUM
Repensando a existência.
Perseguindo a essência.
Olhando para os lados
constantemente entediado.
Era apenas mais um homem.
Um homem comum.
Sem grande valor.
Sem valor nenhum.
Não lhe tinham apreço.
Não era cortejado.
Apenas um homem.
Em busca de significado.
Sua vida entre bilhões.
Seus passos entre a multidão.
Não possuía respaldo.
Um homem sem paixão.
VOZES NO DESERTO
Sem rumo, vagando nas areias desse mundo.
Sem perceber, nenhum minuto em um segundo.
As vozes vão cair num mar profundo.
Ao nascer de cada manhã,
escrevendo palavras vazias,
um aroma de hortelã
vem perfumar estes dias
Ao passo que caí,
o modo como se vai,
a maneira como se saí,
a sombra se desfaz.
Como tudo é passageiro,
nada é um erro.
Um tiro frio e certeiro
transforma o ultimo em primeiro.
O fluxo da luz saindo do escuro,
pelas sombras de um coração puro
as vozes irão chegar aos ouvidos surdos.
Tarde leve e calma.
Passos ao horizonte.
Sentindo a presente falta
de sua origem distante.
Deixar pegadas na areia.
vozes que vão acabar
subindo em uma fogueira.
A chama que vem nos queimar.
A ESTRADA DOS PERDEDORES
Vagando como vagueiam os perdedores
pelo rastro da própria sombra segue-se em desalento.
Um corpo desafeto e desalmado
a si mesmo refugia-se em temores.
Pela porta de uma igreja ou quem sabe pela janela de um hospício
esses homens perdem-se em redemoinhos de seu tempo.
A constante espera por um significado.
O rompimento das cadeias de previsibilidade.
No lapso da loucura transcendem os moribundos da razão.
Ondas de conturbações anseiam adentrar no estático paradigma.
Por essas estradas abertas vagueiam os perdedores.
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