Domingos Caldas Barbosa

Domingos Caldas Barbosa

Poeta luso-brasileiro, conhecido como "D. Ana" ou "Caldas". Destacou-se na poesia lírica e satírica do final do século XVIII, integrando o Arcadismo. A sua obra, marcada pela oralidade e pela musicalidade, explora temas como o amor, a natureza e as convenções sociais, frequentemente com um tom irónico e crítico. Foi também músico e compositor, o que influenciou o ritmo e a melodia dos seus versos, tornando-o uma figura singular e inovadora na poesia da sua época.

Rio de Janeiro
1800-11-09 Lisboa
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Sem Acabar de Morrer

É a minha triste vida
Sempre penar, e sofrer;
Vou morrendo a todo o instante
Sem acabar de morrer.

Sabes, meu bem, o que eu sofro
Quando não te posso ver
É morrer de saudades
Sem acabar de morrer.

Prometeu-me Amor doçuras,
Contentou-se em prometer;
E me faz viver morrendo
Sem acabar de morrer.

Lisonjeiras esperanças
Vêm minha morte empecer;
Vão-me sustentando a vida
Sem acabar de morrer.

Em mim tome um triste exemplo
Quem amando quer viver;
Saiba que é viver morrendo
Sem acabar de morrer.

Quando ponho a mão no peito
Sinto um lânguido bater;
É o coração que expira
Sem acabar de morrer.

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É otimo o poema muito legal.
05/setembro/2012

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