
Mirella Márcia
Mirella Márcia é uma poetisa contemporânea que explora as profundezas da condição humana com uma linguagem rica em imagens e emoções. Sua obra transita entre o lirismo pessoal e a reflexão universal sobre temas como o tempo, a memória e as relações interpessoais. Caracteriza-se pela sensibilidade na abordagem de sentimentos e pela busca de uma expressão autêntica e visceral. A poesia de Mirella Márcia convida à introspecção e ao diálogo com a própria alma, oferecendo um espelho para as experiências e anseios humanos.
1957-03-28
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Segundo Soneto
Meu amor é um antigo montanhês
Que se escondeu na mais estranha gruta.
Há quem diga que em tempos de escassez
Meu amor se transforma em força bruta.
Nestas noites, meu velho se transporta
Na garupa da águia mais sombria,
Sobrevoando a casa cuja porta
Com medo você fecha em correria.
Não vê que tão esquivo aldeão,
Não sabe que tão incrível eremita
Pesquisa em meio à treva um só clarão
Que ilumine a caverna onde habita?
E no entanto na própria gruta escura
Mora o sol, toda a luz que ele procura.
Que se escondeu na mais estranha gruta.
Há quem diga que em tempos de escassez
Meu amor se transforma em força bruta.
Nestas noites, meu velho se transporta
Na garupa da águia mais sombria,
Sobrevoando a casa cuja porta
Com medo você fecha em correria.
Não vê que tão esquivo aldeão,
Não sabe que tão incrível eremita
Pesquisa em meio à treva um só clarão
Que ilumine a caverna onde habita?
E no entanto na própria gruta escura
Mora o sol, toda a luz que ele procura.
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