Antonio Aury

Antonio Aury

Do Ceará para o mundo!


Vivo com mania de felicidade!

27 dezembro Ceará
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Alguns Poemas

A cal e o cimento

A cal e o cimento


Pega uma porção de areia e cimento
Coloca na boca dos que não têm liga
e muito menos sentimento!

Pega um porção de cimento e de cal
passa nas atitudes de homens doentes
psicopatas e que só nos fazem mal!

Pega uma porção de barro e areia
esfria os canos e armas de assassinos
que representam o arcaico conto da sereia!

Pegue uma porção de carne, farinha e ovo
passa em quentes chapas de aventureiros
são gangues que matam o nosso povo!


Pegue uma porção de poder e dinheiro
e assobia para os venais pistoleiros
que matam as nossas crianças, os nossos nativos,
as nossas mulheres e todo bom brasileiro!

Pega uma porção de golpista fardado de arrogância
e canta um samba, o lamento de uma lembrança!
Nina as crianças eu seu berço primeiro
Somos os brasileiros sem medo de ter esperança!

vai lá e diz para o grande irmão do norte
somos da luta, somos fortes e quem luta não cala
não aceita que imponham a nossa sorte
Vamos às guerras e a qualquer batalha sem medo da morte!



Eu sou / s/s

AAury







se apresentando por novo
Mas que é uma coisa feia




Pega uma porção de areia e cimento
Coloca na boca dos que não têm liga
e muito menos sentimento!

Pega um porção de cimento e de cal
passa nas atitudes de homens doentes
psicopatas e que só nos fazem mal!

Pega uma porção de barro e areia
esfria os canos e armas de assassinos
que representam o arcaico conto da sereia!

Pegue uma porção de carne, farinha e ovo
passa em quentes chapas de aventureiros
são gangues que matam o nosso povo!


Pegue uma porção de poder e dinheiro
e assobia para os venais pistoleiros
que matam as nossas crianças, os nossos nativos,
as nossas mulheres e todo bom brasileiro!

Pega uma porção de golpista fardado de arrogância
e canta um samba, o lamento de uma lembrança!
Nina as crianças eu seu berço primeiro
Somos os brasileiros sem medo de ter esperança!

vai lá e diz para o grande irmão do norte
somos da luta, somos fortes e quem luta não cala
não aceita que imponham a nossa sorte
Vamos às guerras e a qualquer batalha sem medo da morte!



Eu sou / s/s

AAury







se apresentando por novo
Mas que é uma coisa feia

Geraldo Magela

Geraldo Magela

A chuva cai de forma torrencial
Não para
Estou em meu torrão natal
Eu paro e em seguida me dirijo ao quintal da minha casa e vejo uma poça d'água;
imagino ser uma lagoa e continuo ouvindo uma música de Ataulfo e Mário Lago:Amélia
Penso estar com meu pai na minha longínqua infância.
Lembro que até animais tinham nomes.
Lembro do meu primo Geraldo- um homem alto, muito branco e longilíneo, e de sorriso
fácil com o seu chapéu de couro e vestes de vaqueiro!
Lembro que por muitas vezes, em dias chuvosos como agora,
próximo ao amanhecer e no clarão da barra da aurora,
entre trovôes e relâmpagos, ele falava:" Bom dia compadre João!
- Papai prontamente respondia:"Bom dia compadre Geraldo,
já estou acordado há mais de meia hora conversando com compadre Raimundo, Juvenita e Irony"
Minha querida, jovem e bela mãe ia preparar o café-da-manhã juntamente com tia Irony e
Dona Alcides- uma senhora casada com Seu Cícero,
filha de escravos e que por muitos anos foram moradores ou colonos da minha família!
Eles tomavam café com meu Tios e Padrinhos Raimundo e Tia Irony e conversavam, e eu os interrompia,
tinha quatros anos de idade, e dizia: "Vão vacinar o gado?"
Geraldo muito animado desta forma respondia:
"Vamos vacinar o gado Dr. Chico William?"
Ele sempre trocava o meu nome com o do meu irmão.
Eu vibrava com muita alegria!
Destas pessoas, carrego a essência, sempre lembro destas passagens da vida com muito zelo!
Lembro que Geraldo tratava os animais conversando e fazendo carinho; homem de boa fé que está
em mim como espelho e, hoje, eu sei o porquê de Geraldo não usar relho!!
Geraldo era nobre e sem medo!

aury-lembranças da minha infância-geraldo magela



Aury(Antonio Aury de Macêdo Torquato) nasceu aos 27 de Dezembro, de parto gemelar, na zona rural de Lavras da Mangabeira-CE; filho de João Antonio Torquato Gonçalves e Maria Juvenita de Macêdo Gonçalves. É neto do Poeta Lobo Manso.

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