

A poesia de JRUnder
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.
A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado.
Poesia é alma. Alma de passarinho.
Um rio que morre
As lágrimas afloravam e como as águas de um rio que morre, o pranto lacrimejava seus últimos sentimentos.
Cascatas de mágoas que outrora arrastavam em turbilhões as roliças pedras do desespero, hoje mal se deixavam ver.
Mas precisava sentir, para poder acreditar. E precisava acreditar.
Somente deitando-se sobre o leito da realidade tocaria o fundo da amargura
e a tênue luz da sobrevivência se deixaria ver, indicando que o sol ainda brilhava.
E como é difícil a ascensão.
Os segundos se transformam em horas, o ar se rarefaz nos pulmões e a vida parece se esvair aos poucos.
A dor de um adeus, do nunca mais, do fim, do “para sempre”.
A incerteza de que existirá um amanhã e o hoje não será eterno.
Gira mundo...gira...
Chora céu...
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