A poesia de JRUnder

A poesia de JRUnder

n. 1950 BR BR

Natural de São Paulo.Nascido a 07 de março de 1950.A poesia não é um potro selvagem que possa ser laçado e domado. Poesia é alma. Alma de passarinho.

n. 1950-03-07, São Paulo

Perfil
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Alquimia do tempo


Mornas eram as tardes em que te amava,
Entre cálidos beijos com sabor de verão.
As brisas leves ao passar anunciavam
Esse tempo, marco maior da nossa paixão.

Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar?
Segundos correndo atrás de segundos...
Não sabem dos amores que como o tempo,
Transformam os corpos amantes em vultos?

Restou somente em nossas memórias,
Um sonho que poderia ser eterno...
E como doce lembrança, sobrevive,
Ao gélido sopro do amor no inverno.
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Biografia
Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.

Poemas

719

Um sorriso


É na magia de um sorriso,
Que se espera o nascer de outro dia.
Que se abranda a nostalgia,
Que insiste em no peito morar.
 
É com um sorriso aberto,
Que se tem os amigos por perto!
O sorrir tem essa alquimia,
De trazer de volta a alegria...
Assim, como um reconfortar!
 
O sorriso de uma criança,
É semente de nova esperança!
E a vida explode em cores,
E os corações de amores...
Momentos que serão eternos,
E vivos em nossas lembranças.
 
Sorrir, sintonia iluminada,
Por todos, tão esperada,
Como um raio de luz!
Não há quem no mundo resista,
A um sorriso faceiro...
Sorria sempre, sorria...
Um sorriso verdadeiro!
336

Livros ( Em homenagem ao dia do livro)


Quando a curiosidade
Faz perguntas repentinas...
Mergulho em seu conteúdo,
Que sempre o melhor me ensina!

Quando o viver me envolve
E preciso de respostas...
Tenho sim, um companheiro,
Que jamais me dará as costas.

Quando a solidão me aflige
E preciso companhia,
Sei onde a todo instante,
Encontrarei sintonia.

Corpo e alma, sentimentos,
Não se perdem com o tempo...
E a história se refaz,
Como fosse agora o momento!

Basta buscar na estante,
E pronto! No mesmo instante,
A mágica se inicia.
Quem tem esse amigo nas mãos,
Logo esquece a nostalgia.

Fatos, contos, ciências,
E muita sabedoria,
Como foram os tempos passados,
As pessoas, que faziam?

Envolvo-me em suas páginas,
A leitura me fascina!
Meus livros, minha alegria,
Saber que nunca termina!





521

Queria

Queria saber do seu mundo.
Conhecer as montanhas de suas certezas e duvidas,
Saber do verde das florestas de seus sonhos mais íntimos,
Beber da água que brota em suas nascentes de desejos...

Queria voar nos seus céus.
Conhecer o azul do seu infinito,
Saber do brilho das estrelas do seu olhar,
Enternecer-me sob a luz do seu luar...

Queria navegar em seus mares.
Surfar na umidade de seus lábios,
Mergulhar na profundidade de seus perfumes,
Banhar-me sob a chuva de suas lágrimas de amor...

Queria ser o seu sol.
Para lhe mostrar que sempre existe um renascer,
Para iluminar e dourar seus caminhos,
Ser o primeiro a lhe ver nas manhãs,
Tocar sua pele e dar aconchego ao seu corpo...
487

Que faço?


Queria dizer que te amo,
Mas não sei como fazer...
Será que é mesmo amor,
Essa agonia, essa dor
Que sinto, por não lhe ver?

Queria dizer da paixão,
Que vem lá do coração
E me faz assim lhe querer...
Sozinho, sofro calado,
Mas quando estou ao seu lado
Sinto aumentar o sofrer!

Queria contar do carinho,
Que guardo pra lhe entregar.
Mas minha voz se embarga,
Perco a calma e a coragem,
Quando posso lhe falar...

Queria, como em meus sonhos,
Provar do macio de seus lábios,
Envolvendo-a nos braços meus.
Mas quando sinto seu cheiro,
Não sei o que acontece...
Quem morde os lábios, sou eu.
526

Oferenda


Ofereço-te meu silêncio...

Minha voz emudecida,
minha vontade adormecida.

Estou a te oferecer a minha contemplação irônica.

Meus olhos perdidos no vazio,
minhas mãos flácidas.

Estou a te oferecer o meu desencanto, meu desalento.

Minha razão estremecida,
meus sonhos desfeitos.

Ofereço-te meu coração...

Minhas artérias enrugadas,
minha face ressecada,
Meus pés doídos, minhas lágrimas secas,
Minha aparência cansada,
meus olhos semicerrados.
Minha memória falha, meus cabelos embranquecidos,
Meu corpo curvado,
meu cansaço, minha tristeza.

Ofereço-te o que sou...

E o que a saudade ainda não consumiu.
541

Languidez


E as tardes, assim repentinamente, tornaram-se intermináveis...
Talvez a vida parasse, observando a languidez do vazio,
Onde e quando o olhar não mais vislumbrasse o horizonte,
Apenas perdendo-se em um imenso rebuscado de recordações...

O peito não mais doía. Havia se acostumado à dor.
Da paixão que ontem ardia, hoje restavam só cinzas.
O vento sopraria e as elevaria aos céus.  O tempo se encarregaria,
Em trazê-las de volta ao chão, molhadas pela chuva fria que caia.

As promessas de amor, não se cumpriram.  Esmoreceram.
Talvez tivessem acontecido no calor do momento
E não tivessem substância e verdade suficiente para sobreviverem.
Hoje apenas esperam o anoitecer, para se realizarem nos sonhos.

Os corpos não mais mesclam seus calores. As almas se desconhecem.
As expectativas de um amanhã que nunca virá, persistem na mente.
Os ponteiros do relógio rodopiam ao som da mesma música
E passam pelos mesmos caminhos, como se desprezando o tempo.

O entardecer, persiste.
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Passarela


Todo dia, logo cedinho,
Debruço em meio à janela,
Para ver o meu amor,
Desfilar na passarela...

Passos longos, na cadência
Em que bate meu coração.
E eu aqui, na minha inocência,
Colecionando ilusões.

Sonho ganhar um sorriso,
Ou qualquer outro sinal,
Que ilumine a minha esperança...

Mas pela rua ela passa,
Sem ver que estou na janela...
Feliz, como uma criança!
609

Bruma


E uma bruma intensa nos envolveu,
Calando-nos a voz, sufocando o respirar.
O brilho no olhar, claramente denunciava,
Que o amor, acabara de chegar...

E chegou assim, com leveza,
Provocando as vibrações dos ensejos
No arrepio da pele,  no calafrio da alma
Nos lábios entreabertos, na sede insana dos beijos...

Liberem-se os direitos aos encantos,
Ouçam o sussurrar  dos anseios
Silêncio...  A poesia nasceu!

Que soem as trombetas, que cantem  os anjos,
E abram-se os céus para contar-se estrelas.
Se faça a primavera,  que o sonho  floresceu!
683

Sem razão.


Por que o sofrimento calado
E continuar ao seu lado,
Em completa solidão?
Por que o lamento escondido,
O lacrimejar mal contido,
E a dor no coração?

Por que sentir o abandono,
Como fosse um cão sem dono,
Vagando na escuridão?
Por que aceitar as migalhas,
Quando o peito se estraçalha,
E a espera é em vão?

Eu não sei se tem sentido,
Viver um querer tão sofrido,
Abraçado a uma ilusão.
Dia após dia me iludo,
Tenho o nada e quero o tudo,
Em um amor sem razão.
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Personagem


Minha alegria, meu disfarce,
Meu otimismo, minha máscara.
Não é meu este sorriso,
Ele apenas se estampa
Na face deste personagem que assumo.

Não estou triste. Acostumei a ser assim.
Não olho em seus olhos, porque meu olhar está distante...
Perdido na linha do horizonte,
Onde meu mundo se encontra com o infinito.

Quantos olhares lá se perdem?
E o que esperam? O que espero?
Talvez o tempo... Passar, mostrar, falar, calar...
Talvez voltar, para que se possa enfim,
Recomeçar...
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Comentários (21)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.