Lista de Poemas

Emoções


E este aperto no peito
Traz estranhas sensações...
Falta o ar, correm as lágrimas, 
Pulsam fortes os corações.

Acontecem nas partidas, 
Mas nos encontros também.
Nas palavras que ouvimos, 
De alguém, que queremos bem.

Nos dedos que se entrelaçam, 
Nas mãos que se apertam.
Nos sorrisos que vem da alma
e alegrias despertam.

No aconchego do abraço, 
Na voz que sussurra ao ouvido, 
No caminhar da criança, 
Na lembrança de um amigo.

Nas frases que falam de amor, 
No relembrar das paixões, 
Assim, a todo momento, 
Desfrutamos de... emoções!
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Quem


Quem é você,
Que chega no meio da noite
Me faz despertar e me inquieta.
Quem é você que interrompe meus sonhos
E me faz vagar pelos cômodos escuros da casa,
Procurando por nada, desejando tudo...

Quem é você, vulto de alma enigmática
Que consigo enxergar mesmo com os olhos fechados
Pois o simples cerrar de pálpebras não me afasta da visão.
Quem é você, cuja lembrança me acalma e atormenta
Criando essa mescla de sentimentos, 
Praia deserta do mar de meus pensamentos...

Quem é você, luz do meu caminho
Que cega a minha visão e reflete em minha alma.
Quem me faz de ferro, por ser imã
Que me acolhe como grão, por ser universo...

Quem é você, água vertente
Que quanto mais sorvo, mais sede me causa.
Fogo intenso que congela meu ser, 
Vento incessante que alisa meu mundo...

Quem é você enfim, espírito que em mim reside, 
Gigante que me domina, beleza que me enternece.
Espaço em que me aconchego, futuro que não traz medo, 
Caminho que não termina, fato que me acontece...
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Vem


Vem...
Essa espera que me desespera,
É a angústia por não te ver.
É a incerteza de ouvir seus passos,
Que traz o delírio de sentir seu perfume,
Ouvir sua voz  e um riso seu.
 
Vem...
Não me sufoque com o tempo,
Que transforma cada segundo em séculos,
Pois a marca da sua ausência,
Faz os dias mais longos e
As noites então, intermináveis.
 
Vem...
Quero te ver mesmo que distante, 
Mas correndo para o meu abraço.
Assim, quem sabe, meu coração suporte
A felicidade do encontro.
 
Vem...
Meus braços trêmulos
Querem envolver seu corpo.
Meus lábios querem os seus
Nessa ansiedade louca
De matar essa saudade doída.
  
Vem...
Estar com você, poder tocar e sentir,
Essa sua presença marcante,
Seu charme todo especial,
Aquele seu jeitinho de sempre fazer melhor.
É o que me faz assim: Seu...
Sempre seu, eternamente, seu.
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Mortal humano.


Qual aventura será essa vida?
Em que momento eu encontro a sorte?
Por qual caminho sigo meu destino?
Em que lugar estarei após morte?

Perdido no nada, largado e só, 
Será esta minha realidade?
Mal posso crer, vendo o imenso vazio,
Que seja esta a triste verdade,

Criados por Deus, feitos à sua imagem!
Porque, vís mortais, assim nos sentimos?
Se nada somos no todo do mundo, 
Talvez ninguém mais, saiba que existimos.

Somos soberbos, mesquinhos, arrogantes!
Mas nos achamos com mil qualidades.
Seres únicos e  inteligentes?
Ou seres pobres e sem humildade?

Falamos de amor e fazemos as guerras, 
Se evoluímos, por que tantas crenças?
Somos iguais? Mortais humanos?
Então, onde vemos tantas diferenças?

Olho pro céu e me faço perguntas, 
Quero buscar  da vida, as razões.
Sou tão pequeno, perante o universo, 
Sou pouco ou nada, além de ilusões.
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Assim como


"Sem o ar, inexiste a vida, 

Sem a água, não acontece a chuva, 

Sem o querer, não nasce o amor, 

Sem a poesia, não se faz o poema."
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Setembros


Desejos, que na vida possuí, 
Quimeras, que em delírios alcancei.
Retratos de momentos
Que agora são contidos
Nas telas da memória, 
Em guaches coloridos...

Criança madurada pelo tempo, 
Rosado acentuado das romãs...
Conter dentro do peito as sementes, 
Do ontem já vivido, 
Plantio do amanhã.

Correr, por sobre as gramas dos jardins, 
Voar a vislumbrar o campo em flor, 
Pensar que o dia nasce só pra mim, 
Cantar, fazer do canto a voz do amor...

Perfumes esparzidos sobre os mantos
Que orvalham de aromas meu viver, 
Essências do querer, sentir e amar fazem saber, 
Que a hora não tem tempo para o sonho renascer.
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O outro lado


Vilã, traiçoeira, sorrateira!
Adjetivos que traçam, tão forte, 
Imagens ruins, para algo divino:
A boa, meiga e merecida morte.

Viver é preciso? Viver é tudo?
Viver o que é, neste mar de torturas?
Viver é escola, é castigo profundo?
Viver é sofrer, conhecer amarguras?
 
A maldade, a inveja, o ódio e o rancor, 
Presentes estão e reinam no mundo.
Nos trazem tristezas, mágoas e dor, 
Nos batem no peito e ferem profundo...

Qual elixir que me tira o cansaço, 
Qual regaço em que me acarinhas, 
Morrer em seus braços, partir desta vida, 
Se torna qual benção, esperança minha.

Se vim, não sei de onde, vazio e desnudo, 
Também posso ir, rumo a lugar nenhum.
Passar a ser todo, a ser mundo, a ser tudo!
Eu que vivi, sendo apenas mais um...

Assim, abro as portas e estendo o tapete, 
Espero seu manto de breu me envolver.
Bendita quem finda com meu sofrimento, 
Bendito nascer, viver e morrer...
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Quem me dera


Ah! Esta poesia...
Que trago dentro do peito
que fala do mesmo jeito
como fala o meu amor.
Ah!  Essa angustia... 
de não conter em meus versos
toda mágoa do universo, 
todo gemido de dor.

Se o coração
Pulsa de forma veloz, 
causando um estrago atroz
na calma da solidão.
E essa calma,
que trago dentro da alma,
se enfurece de tal forma, 
como se fosse um vulcão.

Ah! Este sonho...
de ser poeta noturno
que faz da sua boemia, 
fonte de inspiração.
Ah! Quem me dera...
não fosse assim tão soturno
e não gritasse nos versos
o que cala o coração.
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Somos poetas


Somos poetas:
Quando enxergamos motivos de alegria dentro de cada tristeza. 
Quando sorrindo, sentimos o sabor salgado das lágrimas. 
Quando encurtamos as distâncias, abraçando uma saudade.
Quando transformamos em alentos, as emoções que nos afligem.

Somos poetas:
Ao fazer de cada dor, uma motivação. 
Ao transformar gritos em canções. 
Ao fazer do vento forte, uma sinfonia.
Ao sentir no voo dos pássaros, o elevar dos sentimentos.

Somos poetas: 
Porque colhemos flores sobre as pedras. 
Porque dançamos ao ritmo das chuvas. 
Porque navegamos nas brisas que sopram do mar. 
Porque caminhamos sobre nuvens de algodão nos céus.

Seremos poetas, enfim, 
Enquanto o tempo nos mantenha eternamente crianças.
Enquanto as tempestades  nos trouxerem novas esperanças. 
Enquanto o mal nos faça desejar o bem.
Enquanto o amor, seja o único alimento de nossas almas.

Poetas, por toda a vida.
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Paradoxal


Vim pra perguntar
O que é a razão?
Vim pra duvidar,
do coração...

Vim para saber
O que é a sorte?
Se morri a vida, 
Se vivi a morte...

Paradoxal é o canto do mar, 
Paradoxais são as estrelas.
Paradoxal é a vida a passar
Paradoxal é não vive-la...

Vim pra te encontrar, 
Assim, alma nas mãos...
Vim pra te cantar, 
nesta canção...

Paradoxal é nunca ve-la
Paradoxal, é não vive-la...
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Comentários (32)

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Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Edelberto Barào
Edelberto Barào

José Roberto Under

Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.

Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.

Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.

Natural de São Paulo.
Nascido a 07 de março de 1950.