Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
E este aperto no peito Traz estranhas sensações... Falta o ar, correm as lágrimas, Pulsam fortes os corações.
Acontecem nas partidas, Mas nos encontros também. Nas palavras que ouvimos, De alguém, que queremos bem.
Nos dedos que se entrelaçam, Nas mãos que se apertam. Nos sorrisos que vem da alma e alegrias despertam.
No aconchego do abraço, Na voz que sussurra ao ouvido, No caminhar da criança, Na lembrança de um amigo.
Nas frases que falam de amor, No relembrar das paixões, Assim, a todo momento, Desfrutamos de... emoções!
746
Vem
Vem... Essa espera que me desespera, É a angústia por não te ver. É a incerteza de ouvir seus passos, Que traz o delírio de sentir seu perfume, Ouvir sua voz e um riso seu.
Vem... Não me sufoque com o tempo, Que transforma cada segundo em séculos, Pois a marca da sua ausência, Faz os dias mais longos e As noites então, intermináveis.
Vem... Quero te ver mesmo que distante, Mas correndo para o meu abraço. Assim, quem sabe, meu coração suporte A felicidade do encontro.
Vem... Meus braços trêmulos Querem envolver seu corpo. Meus lábios querem os seus Nessa ansiedade louca De matar essa saudade doída.
Vem... Estar com você, poder tocar e sentir, Essa sua presença marcante, Seu charme todo especial, Aquele seu jeitinho de sempre fazer melhor. É o que me faz assim: Seu... Sempre seu, eternamente, seu.
470
Só
Só... No silêncio em que me envolvo, ouço o som do viver e posso sentir meu coração bater lentamente no peito. Tentativa inútil de compassar essa espera sem fim. Sons apagados de um aspirar e expirar desordenados que tentam inutilmente manter aquecido um corpo sem desejos.
Só... Não é por a noite ser fria, mas são os sentidos que gelam e endurecem os sentimentos mais profundos, sonhos remanescentes resguardados das dores, sobreviventes das emoções, relegados ao desconhecido e incompreendidos pelas esperanças.
Só... Lembranças latentes, constantes, marcas do ferro em brasa que traça o destino da res e faz a propriedade ser mais forte que a natureza que cria, que o Deus que alenta. Dúvidas que como nascentes, formaram rios caudalosos que descem em cascatas turbulentas, dominando o querer, alagando o pensar, arrastando o fragilizado entender.
Só... Posso ouvir o tempo passando devagar, sem pressa, na espera que seja traçado seu rumo, aberto seu caminho. Posso sentir minha alma observando meu corpo silente, ansiosa como um pássaro que espera os primeiros raios do sol da manhã, na expectativa de voar bem alto, vislumbrar horizontes, desejar o amanhã.
Só... Sou só... Estou só.
435
Assim como
"Sem o ar, inexiste a vida,
Sem a água, não acontece a chuva,
Sem o querer, não nasce o amor,
Sem a poesia, não se faz o poema."
1 420
Rompa os grilhões
Rasgue essa venda, que te cega, Rompa os grilhões que logram te prender. Liberte-se das grades que te condicionam Arroje! Caminhe! Lute! Faça acontecer!
Não é consentindo que se tornarás forte! Não é na fuga que encontrarás guarida! Não é na subserviência que serás melhor! Não é na resignação que enfrentarás a vida!
Bem ali, em frente aos seus olhos, Dorme iluminado, teu objetivo. A dor da batalha é inevitável, Mas a vitória será teu lenitivo!
Não desanimes, não enfraqueças! Não esmoreças na busca da glória! Porque ao covarde pertence a derrota, Àquele que vence, o nome na história!
442
Vida justa (Poema musicado)
Olhando a noite, que avança pela estrada Vento frio, madrugada, muita poeira no chão. Sou viajante, sou andante, peregrino, Vou plantando meu destino, nos caminhos do sertão,
Lua pequena, encolhida atrás das nuvens Aos meus pés reflete luzes, que iluminam a escuridão. E o pensamento, tal qual um potro selvagem, Toma as rédeas da verdade, corre pra imaginação.
O meu caminho, sempre segue um só rumo Rastreando os seus olhos, vai buscar o beijo seu. Só a seu lado, eu consigo ser menino Eu me sinto pequenino, no calor dos braços seus.
Paixão crescida, amor maduro, vida justa Dor no peito de quem luta, pra não ser só emoção. São sentimentos orvalhados de saudade Que procuram em seu regaço, confortar o coração.
427
Dor
A dor, o fez curvar-se! Foi essa a constatação. Não era apenas impressão mas sim, a realidade. Uma verdade, um fato, difícil de imaginar-se...
Talvez fosse a dor de um amor, ou uma partida, quem sabe? A dor de um filho perdido, Ou mesmo um um enlace rompido, Quiçá a incerteza de um "quase".
Mas a dor que arde no peito Como se fosse um malfeito D'aqueles da encruzilhada... Largados pelos caminhos De quem ora anda sozinho, Em busca do tudo, ou do nada.
A dor de quem é ferido, talvez por não ser entendido, é a dor, que bate mais fundo! Que sangra a testa com espinhos, Que tinge a alma, do vinho mais tinto, de todo esse mundo!
980
O outro lado
Vilã, traiçoeira, sorrateira! Adjetivos que traçam, tão forte, Imagens ruins, para algo divino: A boa, meiga e merecida morte.
Viver é preciso? Viver é tudo? Viver o que é, neste mar de torturas? Viver é escola, é castigo profundo? Viver é sofrer, conhecer amarguras?
A maldade, a inveja, o ódio e o rancor, Presentes estão e reinam no mundo. Nos trazem tristezas, mágoas e dor, Nos batem no peito e ferem profundo...
Qual elixir que me tira o cansaço, Qual regaço em que me acarinhas, Morrer em seus braços, partir desta vida, Se torna qual benção, esperança minha.
Se vim, não sei de onde, vazio e desnudo, Também posso ir, rumo a lugar nenhum. Passar a ser todo, a ser mundo, a ser tudo! Eu que vivi, sendo apenas mais um...
Assim, abro as portas e estendo o tapete, Espero seu manto de breu me envolver. Bendita quem finda com meu sofrimento, Bendito nascer, viver e morrer...
630
Quem me dera
Ah! Esta poesia... Que trago dentro do peito que fala do mesmo jeito como fala o meu amor. Ah! Essa angustia... de não conter em meus versos toda mágoa do universo, todo gemido de dor.
Se o coração Pulsa de forma veloz, causando um estrago atroz na calma da solidão. E essa calma, que trago dentro da alma, se enfurece de tal forma, como se fosse um vulcão.
Ah! Este sonho... de ser poeta noturno que faz da sua boemia, fonte de inspiração. Ah! Quem me dera... não fosse assim tão soturno e não gritasse nos versos o que cala o coração.
507
Um amor
Como pode um querer concentrar-se De tal forma na imagem de alguém, Que possa tirar desta vida O foco dos objetivos e nos fazer ir além?
Se isso é amor eu me entrego, Coloquem em mim as algemas Aquelas que prendem a alma, E que amedrontam a calma Da vida, que era serena.
Amar por toda uma vida, Que mesmo seja sofrida, Não faça perder os encantos. Viver um eterno momento Em que este sentimento, Confuso de paz e tormento, Me faça sorrir, meio aos prantos.
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime