Mornas eram as tardes em que te amava, Entre cálidos beijos com sabor de verão. As brisas leves ao passar anunciavam Esse tempo, marco maior da nossa paixão.
Ah! Horas... Por que tanta pressa em passar? Segundos correndo atrás de segundos... Não sabem dos amores que como o tempo, Transformam os corpos amantes em vultos?
Restou somente em nossas memórias, Um sonho que poderia ser eterno... E como doce lembrança, sobrevive, Ao gélido sopro do amor no inverno.
Quanta ternura se esconde No brilho dos olhos teus. Só não sei como ou quando Será esse brilho, só meu!
Quanta verdade existe, No fulgor do teu olhar, E quanto desejo, enfim Ser a luz deste brilhar!
Quantas promessas escritas No fundo dos olhos teus, Quero elas todas cumpridas, Quero estes olhos, só meus!
Quanto amor contém esta lágrima Que quente dos teus olhos sai. Se pudesse, ah! se eu pudesse, Guarda-la , assim quando cai!
Quantos poemas escrevo Mirando esses olhos profundos. Olhe pra mim, que eu prometo Te dar, todo o amor desse mundo!
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Aromas de flor (poema musicado)
Você, que veio assim devagarzinho, Chegou, se aconchegou, fez o seu ninho. Plantou, raios de luz em forma de emoção, Criou, em um rio de amor, uma cascata de pura paixão...
Você que fez a minha história, fez o meu prazer, Pintou, um céu só meu, me ensinou viver. Mostrou, que o infinito é um sorriso seu, Me fez querer, e eu te entreguei, cada momento meu.
Nesta paz, o sol se esconde, sob o manto dos meus medos Ninguém mais, do que você pra conhecer os meus segredos. Coração, em minhas mãos, responda-me, por que? Se é por amor, se é por paixão, se é por querer.
Aromas de flor, nuvens de amor, Ventos da saudade, sopram pétalas de dor. Lua de querer, tempo de esperar, Razão de ser, razão de ter, razão de te adorar...
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Assim como
"Sem o ar, inexiste a vida,
Sem a água, não acontece a chuva,
Sem o querer, não nasce o amor,
Sem a poesia, não se faz o poema."
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Emoções
E este aperto no peito Traz estranhas sensações... Falta o ar, correm as lágrimas, Pulsam fortes os corações.
Acontecem nas partidas, Mas nos encontros também. Nas palavras que ouvimos, De alguém, que queremos bem.
Nos dedos que se entrelaçam, Nas mãos que se apertam. Nos sorrisos que vem da alma e alegrias despertam.
No aconchego do abraço, Na voz que sussurra ao ouvido, No caminhar da criança, Na lembrança de um amigo.
Nas frases que falam de amor, No relembrar das paixões, Assim, a todo momento, Desfrutamos de... emoções!
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Céu de chuva.
Respirando fundo, sob um céu de chuva, aqueço meu corpo molhado, no calor do teu amor.
É tão profundo esse querer, que tanta luz dentro do peito, transborda e ao seu encontro, deságua no aconchego deste teu abraço.
Quero te amar nesse instante, mergulhar nesse sentimento, flutuar nos seus carinhos, E eternizar este momento.
Porque sua paz me acalma Porque em seu amor, me completo. Porque em seu colo me aninho, E no seu amor, sobrevivo...
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Só
Só... No silêncio em que me envolvo, ouço o som do viver e posso sentir meu coração bater lentamente no peito. Tentativa inútil de compassar essa espera sem fim. Sons apagados de um aspirar e expirar desordenados que tentam inutilmente manter aquecido um corpo sem desejos.
Só... Não é por a noite ser fria, mas são os sentidos que gelam e endurecem os sentimentos mais profundos, sonhos remanescentes resguardados das dores, sobreviventes das emoções, relegados ao desconhecido e incompreendidos pelas esperanças.
Só... Lembranças latentes, constantes, marcas do ferro em brasa que traça o destino da res e faz a propriedade ser mais forte que a natureza que cria, que o Deus que alenta. Dúvidas que como nascentes, formaram rios caudalosos que descem em cascatas turbulentas, dominando o querer, alagando o pensar, arrastando o fragilizado entender.
Só... Posso ouvir o tempo passando devagar, sem pressa, na espera que seja traçado seu rumo, aberto seu caminho. Posso sentir minha alma observando meu corpo silente, ansiosa como um pássaro que espera os primeiros raios do sol da manhã, na expectativa de voar bem alto, vislumbrar horizontes, desejar o amanhã.
Só... Sou só... Estou só.
435
Vem
Vem... Essa espera que me desespera, É a angústia por não te ver. É a incerteza de ouvir seus passos, Que traz o delírio de sentir seu perfume, Ouvir sua voz e um riso seu.
Vem... Não me sufoque com o tempo, Que transforma cada segundo em séculos, Pois a marca da sua ausência, Faz os dias mais longos e As noites então, intermináveis.
Vem... Quero te ver mesmo que distante, Mas correndo para o meu abraço. Assim, quem sabe, meu coração suporte A felicidade do encontro.
Vem... Meus braços trêmulos Querem envolver seu corpo. Meus lábios querem os seus Nessa ansiedade louca De matar essa saudade doída.
Vem... Estar com você, poder tocar e sentir, Essa sua presença marcante, Seu charme todo especial, Aquele seu jeitinho de sempre fazer melhor. É o que me faz assim: Seu... Sempre seu, eternamente, seu.
470
Pedro, vida e morte.
Era dia e Pedro nasceu Madrugada de junho, era fria... O sol, tão cedo se pôs E o corpo pequeno, tremia.
No lar sobre estacas, as madeiras Das quatro paredes, rangiam. O frio nas arestas adentrava E os ossos gelados, doíam.
Somente o leite e corpo Da pobre mãe o aquecia Pedro, de nada sabia, Pedro, nada conhecia.
E foi crescendo aos trancos Dentro de seu pequeno mundo Comida era o que se pescava No córrego largo e imundo.
Dos livros, só tinha a distância Da vida, tão pouco aprendia Seu caráter assim se formava Por tudo aquilo que via ...
O pequeno Pedro crescia, Solto e largado na vida. A mãe, de doente morreu E Pedro ficou sem guarida.
O tempo lhe trouxe desejos Sonhos de ter, de consumo. Com a roupa do corpo, partiu. Fez da cidade, seu rumo.
Nas ruas, muito conheceu Tudo o que não deveria. E quis buscar na violência, Tudo aquilo que queria.
Roubou, traficou, assaltou... Entrou nessa vida a fundo. Seu nome ficou conhecido, Nas páginas do submundo.
Pedro, que nasceu pobre... Pedro que nunca aprendeu... Pedro que nada sabia... Pedro, tão jovem....morreu!
450
Rompa os grilhões
Rasgue essa venda, que te cega, Rompa os grilhões que logram te prender. Liberte-se das grades que te condicionam Arroje! Caminhe! Lute! Faça acontecer!
Não é consentindo que se tornarás forte! Não é na fuga que encontrarás guarida! Não é na subserviência que serás melhor! Não é na resignação que enfrentarás a vida!
Bem ali, em frente aos seus olhos, Dorme iluminado, teu objetivo. A dor da batalha é inevitável, Mas a vitória será teu lenitivo!
Não desanimes, não enfraqueças! Não esmoreças na busca da glória! Porque ao covarde pertence a derrota, Àquele que vence, o nome na história!
442
Mortal humano.
Qual aventura será essa vida? Em que momento eu encontro a sorte? Por qual caminho sigo meu destino? Em que lugar estarei após morte?
Perdido no nada, largado e só, Será esta minha realidade? Mal posso crer, vendo o imenso vazio, Que seja esta a triste verdade,
Criados por Deus, feitos à sua imagem! Porque, vís mortais, assim nos sentimos? Se nada somos no todo do mundo, Talvez ninguém mais, saiba que existimos.
Somos soberbos, mesquinhos, arrogantes! Mas nos achamos com mil qualidades. Seres únicos e inteligentes? Ou seres pobres e sem humildade?
Falamos de amor e fazemos as guerras, Se evoluímos, por que tantas crenças? Somos iguais? Mortais humanos? Então, onde vemos tantas diferenças?
Olho pro céu e me faço perguntas, Quero buscar da vida, as razões. Sou tão pequeno, perante o universo, Sou pouco ou nada, além de ilusões.
Meu caro Poeta JRUnder... muito esclarecedor o texto ... fica até dramático com esta tua visão. ( que a poesia nunca mais me fale ,coisas de sonhos que não quero mais ouvir... ) Boa Noite , foi um prazer em ler tal texto. Ademir.
Meu caro Senhor Poeta... me estranho até agora - não recebo nenhuma visita com opiniões. sobre meus escritos... na parte de enviar comentários. desde 07.24 até a presente data . somente o Senhor com vossa sabedoria me deixou mais aliviado sobre o contexto de ser um verdadeiro poeta. e isto me deixa muito feliz. no mais agradeço suas opiniãos a mim enviadaas. boa noite.
Meu Caro Poeta JRUnder - teus versos ( Sorria ) é de um significado deslumbrante : são como um renascer de um belo anoitecer e um de esplendoroso amanhecer . Nos dá mais alegria para sempre seguir em frente e viver.
Meu Caro Poeta... teus versejares são divinos... Ela... Ela .... são como lírios plantados aos campos , que estão para um novo nascer. pois teu amor por ela , jamais vais esqueceres.
Meu caro poeta... JRunder - teus versos são muitos reais , como você escreveu - o amor é doado - aceita-o quem o quiser. parabéns. Ademir.
Solidão, liberdade e companhia propria.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabéns. ademir.
Bem meu caro poeta.... estas a navegar em escuros do saber alegre da poesias. parabens.
Lindos poemas. Com muito sentimento.
De oásis em oásis, sobrevive a poesia. Um achado!
Um tesouro.
Tem algum livro editado com estes poemas?
Bonitos poemas.
Dificil saber qual o mais bonito.
Excelente! Parabéns por tanto sentimento exposto em forma de poesias.
Poemas incríveis, de uma melancolia dosada, amei, parabéns!
Grande amigo, com certeza . Aprende muito com o poeta!
Obrigado Gildo. Estou lendo suas postagens também.
Agradeço. Mesmo!
Parceiro, Seu comentário foi uma injeção de animo, me fez sentir importante. Muito obrigado e volte sempre. Jaime