ale_nogueira

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n. 0000-00-00, São Caetano

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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Poemas

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Um dia glorioso

De um coração generoso e benevolente
Emana uma fragrância rara e dileta
Capaz de subir aos céus
Como sinal de louvor ao nosso Criador.
De um coração grato só pode promanar
Gestos inimagináveis e singelos
Que nunca devem ser esquecidos.

Maria, irmã de Marta, como fostes criticada!
Mas hoje és lembrada como uma mulher bendita
Por teres derramado sem medo de represálias
Um unguento precíosíssimo de nardo puro
Vindo de um delicado vaso de alabastro
Sobre os pés e a cabeça de nosso ungido
Em sinal de reverência, amor e sinceridade.

Demonstraste um coração irrepreensível
E com o teu próprio cabelo
Enxugaste os excessos desse excelso perfume
Preparado para um dia tão glorioso!
Apesar de ninguém compreender
A cerimônia sacrificial e o seu gesto verdadeiro,
Recebestes elogios do Rei dos Reis!

Um cheiro surpreendente invadiu o ambiente,
Num claro sinal de adoração sincera
Perante aquele que sonda os corações
Com os seus segredos mais incognoscíveis.
Assim também devemos fazer
Em nossos modos de ser e de viver
Na ânsia de somente agradar ao nosso redentor!

Enquanto o vil usurpador só via a oportunidade
Para obter lucro com a venda
De algo tão nobre e valioso,
Tu compraste o frasco mais caro
Do perfume mais raro e deleitoso
Para dizer o quanto amavas
O teu Deus te todo o coração!

Todos a julgaram como se fosse
Uma desvairada sem saber o que fazia.
Judas resmungava e a cobria talvez de impropérios
No mais visível e no mais recôndito do seu ser...
Mas tu não se intimidava:
O teu amor foste o mais corajoso
Entre tantos amores de fachada!

Quantos buscam aplausos
Tão somente de pessoas indiferentes a verdade!
Todavia, quão poucos são aqueles
Que dasagradam o mundo ao seu redor
Para agradar ao nosso majestoso Pai da criação!
Bem-aventurados aqueles que não vendem
A verdade santa em prol das migalhas desse mundo!

Tenhamos, pois, um coração nobre
Como essa mulher na sua simplicidade!
Que sejamos como uma fragrância preciosa
Aos olhos de nosso Salvador!
Que possamos exalar o bom perfume
Do amor e da verdade que provém
Tão somente dos bons frutos do espírito!
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Todos los días

TODOS LOS DÍAS (PARTE I)
Todos los días encuentro fuerzas
¡En ti, Ó Dios amado, que eres lleno de amor!
Todos los días encuentro un dulce aliento
¡En ti, mi mestre Jesús, hacia superar todo mi dolor!

Todos los días una nueva esperanza
Surge en mi corazón pesado y lloroso.
A veces una respuesta para mis preguntas
Alegra mi alma en un momento lluvioso.

Todos los días quiero en paz alabarte
Y demonstrarte una profunda gratitud
Por salvarme del abismo de la desesperación
Cuando aún yo no sentía la luz de tu plenitud.

Todos los días me levanto en preces...
Al despertar en sueños hermosos
Sé que puedo vivir más que triunfante
Y un día pasar por camiños gloriosos.

Todos los días yo soy testigo
De tu misericordia por mi vida animada
En la contemplación de tu formidable creación
Llena de colores para toda alma enamorada.

TODOS LOS DÍAS (PARTE II)
¡Tu eres, Ó padre que estás en los cielos,
El radioso sol de las maravillosas bendiciones
A calientarme todos los días del frío
De las más terribles desilusiones!

¡Tu eres, Ó creador de todas las cosas,
La dulce sombra que me refresca del calor!
¡Y todos los días eres una estrella
Alumbrando mi oscuridad con su resplandor!

¡Tu eres, Ó Dios todopoderoso e sublime,
Mi camiño seguro para vivir un sueño de libertad!
¡Tu eres, además, mi fuente inagotable de amor
A brillar todos los días y para toda la eternidad!
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Recantos secretos

No interior das almas, há um mundo de segredos,
Um mundo inflamado por sonhos,
Memórias e sentimentos, ora aceitáveis,
Ora intensamente conflitantes...
Como num mar soturno e misterioso,
Em cada ser humano reina um mundo secreto:
Inacessível a uma concepção superficial e antecipada.
Como então saber quem é o nosso semelhante
Se apenas o julgamos de maneira precipitada,
Como se já o conhecêssemos ''perfeitamente''?

Em cada alma há abismos escondidos,
Mas apenas acessíveis
Aos verdadeiramente íntimos.
Subjaz em cada ser uma constelação de enigmas,
Cuja tonalidade das experiências mais secretas
São impróprias e perigosas para serem partilhadas
Nas entediantes rodas de convivência social.
Como então podemos dizer que,
De antemão e sem qualquer intimidade,
Conhecemos o que se passa no interior de outrem?

Por que agir como se já estivéssemos ciência
Sobre a vida de cada ser humano
Se não temos paciência para descer com ele
Nos recintos mais escuros
De sua precária e limitada condição?
Como podemos compreender
O nosso próximo (que é sempre tão distante!),
Se já formamos as nossas próprias ideias
Impermeáveis a qualquer teor de flexibilidade
E inférteis até para o cultivo da sabedoria?

Nos recantos de cada ser há portas, chaves,
Escadarias, aposentos para confortar esperanças,
Cadeados, retratos e um paraíso de anseios e memórias
Esperando para serem desvelados apenas
Para uma verdadeira e sincera entrega
Que sempre requer a cumplicidade de duas almas.
O coração é um tesouro
Onde estão guardadas as grandes
Verdades de cada ser humano,
As suas verdades mais inescrutáveis e recônditas.
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Viagem para o distante

No mundo paira sempre um grande mistério...
Andamos como cegos, buscando a luz nas trevas,
E sem sabermos perfeiramente
Sobre o que está para além
De toda imensidão fantástica dos céus,
Das profundezas surreais dos oceanos,
Dos abismos vertiginosos, dos desertos inóspitos
E dos subterrâneos mais recónditos da terra.
E o que dizermos de nossa ignorância a respeito
Dos segredos dos corações solitários
De nossos mais próximos e achegados
Às vezes tão impenetráveis e inacessíveis?

A vida é viagem para o distante
E um sonho cheio de realidades insólitas...
Há uma batalha que travamos todos os dias
E pouco sabemos a respeito
De como será nossas vidas
Num futuro que nos promete surpresas
Enquanto vivemos de sonhos e esperanças
E com a candeia da fé em nossos corações.
Somos sedentos por um viver pleno e perene,
Mas hoje a única coisa que podemos saber
É que desse mundo certamente partiremos
Para cruzarmos as fronteiras do desconhecido.

Somos como um navio mercante
Que, em meio as águas turbulentas da existência,
Ruma para um belo destino
Que ainda é inacessível e longínquo;
Misterioso, fantástico e inescrutável.
De forma perseverante, sonhamos atracar
Ao cais da boa nova e da redenção,
E assim sentirmos o abraço da verdade
Tão ocultada pelos véus do engano!
E também aspiramos descobrir um porto seguro
Onde possamos descansar das turbulências
Que intentam diariamente iimpedir a nossa chegada.
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Alento na vida

Nem a indiferença de tantas almas vazias,
Nem os flagelos da morte de todos os dias,
Nem a má conversação das pessoas iníquas,
Podem apagar as sublimes alegrias
De quem ora com um coração singelo
Em noites onde emana um fervor sincero.

Nem a decepções de quem não esperamos,
Nem as amargosas descobertas,
Nem as corrupções de milhares de vidas humanas,
Podem fechar as portas abertas
De nossa plena e inequívoca confiança
Na verdade do amor a soprar o vento da esperança.

Nem as guerras pelo mundo afora,
Nem as divisões que só criam desafetos,
Nem os muros étnicos, culturais ou raciais,
Podem atrofiar a integridade dos corações mais repletos
Da paz celestial indestrutível como uma fortaleza
Irradiante de uma aura de grande beleza.
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Uma palavra extasiante

Deixei ecoar uma palavra de redenção
Que vibrou até nas minhas entranhas
Para dar, como chuva temporã, a minha consolação
E para me livrar de ideias infundadas e estranhas.

Senti no meu íntimo o êxtase dessa palavra gloriosa,
A qual encheu de alegria o meu coração.
Nela, há uma sabedoria imperiosa
Contra os sutis perigos que só levam à destruição.

Foi daí que surgiu em mim uma necessidade
De descansar os meus sonhos
No seu aconchego procedente da eternidade,
Cuja paz me fez triunfar sobre os dias enfadonhos.

Hoje eu reconstruo o meu viver
Com a redenção vinda dessa palavra inesquecível.
Ela é um presente dos céus para renascer
Na minha existência uma luz invencível.
74

Sonhar novamente

Nos momentos de uma inesquecível solitude,
Faço florescer a rosa dos meus sonhos
Enquanto clamo por uma luz de plenitude
Na escuridão dos meus dias mais tristonhos.

No curso de uma vida de angustias lancinantes,
Luto para que os sonhos possam reviver
Esperanças de alvoradas marcantes
Por onde a minh' alma consiga se fortalecer.

As saudades são revividas no reencontro sincero
De duas almas que se amam profundamente;
Assim também são os sonhos em que persevero
Para concretizá-los enquanto bebo na sua nascente.

Como um triste vale de ossos ressequidos
Passíveis de reviverem pelo amor de Deus,
Os mais belos sonhos um dia perdidos
Renascerão como a fé excelsa dos profetas judeus.
96

Lágrimas

Os meus versos revelam melancolicamente
As angústias de alma que sempre vivenciei
E todas as lágrimas que um dia já derramei
Aos voos de minha sensibilidade ardente.

A minha poesia nasce dos prantos inesperados
De desespero, de luto, de saudades e de tristezas;
Mas também dá frutos com as lágrimas das certezas
De que os belos sonhos nunca serão arruinados.

Guardo em mim o ímpeto de tantas perseveranças
Em meio a uma torrente densa de adversidades.
E de emoção choro com o raiar de um sol de esperanças.

Revisto o meu coração de contrastantes tonalidades.
Ao mesmo tempo em que aspiro por futuras mudanças,
Persigo lacrimoso memórias de inocentes verdades.
207

A perseverança de um sonhador

Nesses dias escuros,
Nesse tempo adoecido pelo descaso,
Busco me saciar no divinal resplendor
Da santidade e da verdade,
Do discernimento e do entendimento,
E assim não adormecer na fria letargia
Dessa maré de ilusões infindáveis.

Quão importante é, para mim, me aprazer
Na luz de um sempiterno amor
Para não perecer na desolação
Desse absurdo quase generalizado!
Como eu almejo nesse rio me banhar
A fim de me curar de tantas dores!

Quero no entardecer da minha vida
Sempre manterem abertas
As pesadas janelas do meu quarto;
Permitir que a luz do sol
Irradie um aroma de doce esperança!

Busco enxergar nessas trevas
Uma fresta de luz que possa me salvar
Desse sono que enfraqueceu os meus sentidos.
Quero que a luz da solidariedade aqueça
O meu coração amargurado
Em meio a essa onda de indiferença brutal
E em meio a essa lógica que,
Ao nos apartar da fonte da verdade,
Só nos divide ainda mais e mais.

Às vezes, num lampejo de abrupta lucidez,
Penso que o meu destino
Não é o deserto da cegueira
E, muito menos, o do nada.
Sinto nesses momentos
Que no meu ser subsiste a nostalgia
De um paraíso distante e inacessível...

Raia em mim, em certas horas,
Uma louca ânsia pela eternidade,
Uma ânsia que, no meu íntimo, é germinada
De forma um tanto inesperada
Tal como uma flor noturna cujo perfume
É doce, sereno e cheio de inocência.

Às vezes, esqueço de me inquietar
Para voltar a me esconder na letargia,
Caminhando perdido sem esperar nada
Sob uma rotina aparentemente intransponível...

Mas dentro de mim, no mais profundo de mim,
Persiste um pequeno incomodo
Que não me deixa adormecido por muito tempo:
É quando passo a imaginar o inescrutável,
E a sonhar tal como uma criança
Ao contemplar o brilho
Das estrelas sem fim no firmamento.

Ao entoar clamores aos céus,
Num sincero derramamento de lágrimas,
Sinto um contentamento estranho
A tomar conta do meu ser...
Uma luz de discernimento me liberta
De uma desoladora petrificação
E me conduz para um paraíso de inspirações
Que ofuscam as trevas
De uma terrível morte afetiva e espiritual.

Enquanto sonhar num tempo de escuridão
Não deixarei se esvair a esperança
E nem permitirei que evanesça
Um mínimo resquício de amor para viver.

Enquanto sonhar num tempo de escuridão
Irei reluzir como uma estrela,
Cujo fulgor é perseverar
Numa vida de impávida benignidade.

Enquanto viver de sonhos e clamores aos céus,
Não deixarei morrer a força espiritual do meu ser,
Cujo mérito é me manter firme
Numa vida de grande fé no Eterno
E numa vida de calorosa compaixão.

Sonhar é a minha maior liberdade
E o único meio pelo qual posso imaginar
O que ainda não posso vislumbrar na sua plenitude;
Sonhar é um dos meus maiores consolos
Para não perecer por causa dessa humanidade
Afligida pelos espinhos de sua própria desumanidade.
258

La contemplation de la nature

Dans les moments de solitude et de sérénité spirituelle,
Je contemple la nature avec tous mes sens.
Dans les moments profundément silencieux,
Dans les moments de rêveries remarquables,
Je contemple la richesse des paysages
Les plus espetaculaires.

J'écoute avec joie la musique
Des oisseaux dans leur vols les plus sublimes.
En même temps,
Je sens le bruissement du vent
Et la douceur des eaux claires
D'un océan de tonalité torquoise.

Les parfums de la vie qui puplent les forêts
Conserve mon âme plus légère.
L'émergence de l´aube, d' autre coté,
Donne de l`espoir et le bonheur aux êtres vivants;
Enfin, la lumière de l'étoile du jour
Éclaire aussi les ténèbres de mon existence.

En ces jours de contemplation absolue,
En ces jours propices
Au silence, à la meditation et à l'extase des sens,
J'apprends à vivre comme un rêveur
Qui n'abandonne jamais la simplicité de la nature
Et de la beauté de chaque forme de vie.

En ces jours de contemplation absolue,
En ces jours de intuitions poetiques passionnantes,
Je trouve le sens de la vie;
Dans les moments où je peux
Interagir avec la nature,
Je revê avec mes vols de liberté.
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