ale_nogueira

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n. 0000-00-00, São Caetano

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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Poemas

62

Todos los días

TODOS LOS DÍAS (PARTE I)
Todos los días encuentro fuerzas
¡En ti, Ó Dios amado, que eres lleno de amor!
Todos los días encuentro un dulce aliento
¡En ti, mi mestre Jesús, hacia superar todo mi dolor!

Todos los días una nueva esperanza
Surge en mi corazón pesado y lloroso.
A veces una respuesta para mis preguntas
Alegra mi alma en un momento lluvioso.

Todos los días quiero en paz alabarte
Y demonstrarte una profunda gratitud
Por salvarme del abismo de la desesperación
Cuando aún yo no sentía la luz de tu plenitud.

Todos los días me levanto en preces...
Al despertar en sueños hermosos
Sé que puedo vivir más que triunfante
Y un día pasar por camiños gloriosos.

Todos los días yo soy testigo
De tu misericordia por mi vida animada
En la contemplación de tu formidable creación
Llena de colores para toda alma enamorada.

TODOS LOS DÍAS (PARTE II)
¡Tu eres, Ó padre que estás en los cielos,
El radioso sol de las maravillosas bendiciones
A calientarme todos los días del frío
De las más terribles desilusiones!

¡Tu eres, Ó creador de todas las cosas,
La dulce sombra que me refresca del calor!
¡Y todos los días eres una estrella
Alumbrando mi oscuridad con su resplandor!

¡Tu eres, Ó Dios todopoderoso e sublime,
Mi camiño seguro para vivir un sueño de libertad!
¡Tu eres, además, mi fuente inagotable de amor
A brillar todos los días y para toda la eternidad!
143

Os perigos de existir

Existir é sofrermos nesse mundo dia após dia
Com as agônicas dúvidas que nunca se findam
Enquanto nos entregamos com amor e paixão
Aos conhecimentos mais dolorosos e implacáveis.

Existir é nos mantermos incompletos
E insatisfeitos pelo resto de nossas vidas miseráveis...
Mesmo assim, sonhamos como poetas
Um dia voar nos céus do inescrutável.

Existir é enfrentarmos aquelas lutas permanentes
Na esperança de alcançarmos um norte,
Ainda que não saibamos ao certo
Se um dia iremos poder encontrá-lo.

Existir é sentirmos, na alma, passarem depressa
Os melhores momentos da vida,
E encarar face a face a morte que nos assola
Com as perdas e a velhice de nossos frágeis corpos.

Existir é vivermos em busca perene
De consolo no amor que promana
De uma outra alma que esteja disposta
Na partilha de afetos, beijos e abraços.

Existir é enfrentarmos os perigos
De uma doença incurável,
Bem como de uma morte eminente
Enquanto planejamos o nosso futuro.

Existir é navegarmos nos oceanos
Dos sonhos, ideias, vontades e planos;
Ao mesmo tempo, é um desafio que nos joga
Para perto dos escolhos dos medos e angústias.

Existir é vivermos sob lágrimas e suspiros
Enquanto vemos os nossos projetos
Desabarem como castelos de areia
E enquanto buscamos com bravura nos reerguer.

Existir é nos aventurarmos pelos abismos do mundo;
É, pois, sentirmos a todo o momento um risco inevitável.
Existir é uma dor de parto constante e sem trégua
Durante o curso de nossas crises e renovações.

Existir significa, em silêncio resignado,
Percebermos que somos todos passageiros
E almejarmos de maneira inquietante
Aquilo que se mantém na esfera do inacessível.
142

A minha vida hoje

Eu perdi para saber ganhar,
Eu já fui incauto para ser mais sábio,
Eu já duvidei para aceitar o desafio de crer,
Eu cai para então me erguer,
Eu chorei para depois rir,
Eu desisti para chegar ao fim.

Eu me frustei para desfrutar,
Eu fracassei para conquistar,
Eu me fiz pequeno para ser grande,
Eu já fui desajeitado para ser elegante,
Eu me envergonhei nas trevas
Para resplandecer a verdade do meu ser
E o valor que brota da minh'alma.

Tudo o que eu fiz,
Tudo o que eu desejei,
Foram essenciais para ser o que sou hoje.
Muito do que já fui, apenas me ensinou
A ser o que eu não quero ser
Como nos invernos de outrora;
E tudo o que eu serei amanhã
É o meu de desejo de hoje
Que levar-me-á a ser o ser
Que ainda não se configurou agora.

Mas tudo o que eu sou hoje
É um sinal na minha vida
De que eu sou responsável
Por ser quem eu sou.
Hoje eu dou valor na minha própria liberdade,
Pois já ansiei voar nos seus cumes
Para então ser como hoje:
Mais livre na tomada de boas decisões
E no vivenciar de sonhos altaneiros
Que me motivam incansavelmente
A caminhar na perseverança.
268

Oração de uma alma exultante

Digno és tu, Ó Deus Altíssimo,
Dos meus melhores louvores
E das minhas sinceras orações,
As quais são entoadas com um fervor
Que provém de minha alma exulltante
E ao mesmo tempo fascinada
Pelos teus grandes mistérios
Apenas reveláveis e acessíveis
Aos mais humildes de coração!

Só tu, Ó Deus bendito e eterno;
Só tu, Ó Deus Soberano e majestoso,
Podes, perfeita e incrivelmente,
Mudar a minha história de dores,
Fazendo da minha vida
Um milagre de grandes renovações internas
E também uma aurora de alegrias
Alcançadas mediante a tua misericórdia
Que é sempre infinita e sublime!

Hoje, nesse novo dia que se inicia,
Quero louvar-te de todo o meu coração,
Pois só tu és merecedor
Dos meus elogios e agradecimentos;
Das minhas melhores preces
E ofertas de amor!
Só tu, Ó Pai Eternal e Criador do universo,
Mereces ser exaltado
Por toda a tua rica criação!

Amar-te-ei dia após dia, Ó principe da paz,
Que nunca esquece de fazer justiça
A todos os oprimidos e orfãos da terra!
Amar-te-ei nas dificuldades, Ó amado redentor!
Tu estás sempre alerta ao espargir
O orvalho de tua graça maravilhosa
Para exaltar aqueles que o ama
Enquanto dobram os seus joelhos
Em sinal de incessante reverência!
158

O verbo amar

I
Amar integralmente é um ato desisteressado
Que, de forma milagrosa, está presente no coração
Dos homens que se santificam em oração.
Amar é um ato que está sempre arraigado
Nas profundezas de um ser inspirado
Pela sabedoria dos gestos de amizade
E pela beleza de uma vida em liberdade.
Amar é a ação mais lúcida e perfeita
De alguém que soube semear uma colheita
Inesgotável de ternura e de solidariedade.

II
Eu não amo somente porque sou amado,
Mas porque essa arte me regozijo em partilhar.
O meu amor só é capaz de edificar
Quando ele sinaliza o caminho do elevado
Para um ser socialmente desprezado.
Eu amo porque sei pelo perdão me erguer
Após uma decepção ter tentado me esmorecer.
Ainda que me fira com tantas palavras lacerantes,
Não deixarei findar as brisas refrescantes
Desse amor etéreo que ainda ressoa no meu ser.
172

La poésie d´un rêveur

Une belle chanson
Touche les cordes de mon âme
Presque tous les matins.
C'est à ces moments que je peux rêver
En regardant un ciel bleur clair.
 
Je suis une vie qui cherche
La libération pour le chemin de la contemplation
Des manifestations artistiques,
De la nature, d'amour et de tout ce qui peut
Sensibiliser mon être lyrique. 
 
Tous les jours j'aime vivre
Comme un homme que sait contempler
La beauté de la vie et les tons de la joie perdue.
Aujourd'hui, j'ai apprecié les delicieux parfums
Et j'ai composé la poésie d'une âme passionée.
 
Chansons, parfums, livres et rivières de poésie
Dans un jour qui invite à la tranquillité d'esprit:
C'est l'environnement parfait
Où je peux trouver, avec ma sensibilité,
Une lumière d'inspiration pour ma vie.
 
Je suis une âme rêveur que aussi sait
Vivre de prières pour ne laisser pas mourir
Mon amour pour la lumière de la verité.
Ainsi je vis: d'espoir dans espoirs
Et de gratitude jusqu'à la fin de mes jours.
263

A perseverança de um sonhador

Nesses dias escuros,
Nesse tempo adoecido pelo descaso,
Busco me saciar no divinal resplendor
Da santidade e da verdade,
Do discernimento e do entendimento,
E assim não adormecer na fria letargia
Dessa maré de ilusões infindáveis.

Quão importante é, para mim, me aprazer
Na luz de um sempiterno amor
Para não perecer na desolação
Desse absurdo quase generalizado!
Como eu almejo nesse rio me banhar
A fim de me curar de tantas dores!

Quero no entardecer da minha vida
Sempre manterem abertas
As pesadas janelas do meu quarto;
Permitir que a luz do sol
Irradie um aroma de doce esperança!

Busco enxergar nessas trevas
Uma fresta de luz que possa me salvar
Desse sono que enfraqueceu os meus sentidos.
Quero que a luz da solidariedade aqueça
O meu coração amargurado
Em meio a essa onda de indiferença brutal
E em meio a essa lógica que,
Ao nos apartar da fonte da verdade,
Só nos divide ainda mais e mais.

Às vezes, num lampejo de abrupta lucidez,
Penso que o meu destino
Não é o deserto da cegueira
E, muito menos, o do nada.
Sinto nesses momentos
Que no meu ser subsiste a nostalgia
De um paraíso distante e inacessível...

Raia em mim, em certas horas,
Uma louca ânsia pela eternidade,
Uma ânsia que, no meu íntimo, é germinada
De forma um tanto inesperada
Tal como uma flor noturna cujo perfume
É doce, sereno e cheio de inocência.

Às vezes, esqueço de me inquietar
Para voltar a me esconder na letargia,
Caminhando perdido sem esperar nada
Sob uma rotina aparentemente intransponível...

Mas dentro de mim, no mais profundo de mim,
Persiste um pequeno incomodo
Que não me deixa adormecido por muito tempo:
É quando passo a imaginar o inescrutável,
E a sonhar tal como uma criança
Ao contemplar o brilho
Das estrelas sem fim no firmamento.

Ao entoar clamores aos céus,
Num sincero derramamento de lágrimas,
Sinto um contentamento estranho
A tomar conta do meu ser...
Uma luz de discernimento me liberta
De uma desoladora petrificação
E me conduz para um paraíso de inspirações
Que ofuscam as trevas
De uma terrível morte afetiva e espiritual.

Enquanto sonhar num tempo de escuridão
Não deixarei se esvair a esperança
E nem permitirei que evanesça
Um mínimo resquício de amor para viver.

Enquanto sonhar num tempo de escuridão
Irei reluzir como uma estrela,
Cujo fulgor é perseverar
Numa vida de impávida benignidade.

Enquanto viver de sonhos e clamores aos céus,
Não deixarei morrer a força espiritual do meu ser,
Cujo mérito é me manter firme
Numa vida de grande fé no Eterno
E numa vida de calorosa compaixão.

Sonhar é a minha maior liberdade
E o único meio pelo qual posso imaginar
O que ainda não posso vislumbrar na sua plenitude;
Sonhar é um dos meus maiores consolos
Para não perecer por causa dessa humanidade
Afligida pelos espinhos de sua própria desumanidade.
263

Mundança

Eu mudei porque foi necessário
Dar para mim uma nova chance,
Uma nova chance para os sonhos de uma vida,
Uma nova chance para a verdade do amor,
Uma nova chance para a felicidade autêntica
Vir de encontro comigo
Como o sol que vem de encontro a terra
Ao incidir os seus raios luminosos
Sobre a sua superfície repleta de vida
Numa manhã onde reina tão somente a paz.

Eu mudei porque foi necessário
Escrever uma nova história,
Uma história não mais trágica, mas sim épica
E com um sentido profundo de missão;
Uma nova história de marcantes superações;
Uma nova história ainda mais inspiradora;
Uma nova história enfim marcada por vitórias
Entre tantas jornadas de enfrentamentos
Tal como um navegante primitivo em meio as tormentas
Na esperança de atracar no cais de seu descanso.

Eu mudei porque foi necessário
Dar maior fluidez à minha vida,
A qual precisou passar por uma metamorfose;
Dar uma maior fluidez para ir sempre adiante;
Dar uma maior fluidez com uma destemida perseverança
Que nunca me faz parar nas primeiras dificuldades;
Dar uma maior fluidez para poder desaguar
No oceano da redenção como as águas abundantes
De um rio que flui por longos trajetos até alcançar
O seu glorioso destino na imensidão do mar.
218

Encontro de dois sonhos (poesia sobre amor e paixão)

O meu coração um dia se aproximou
Do teu coração ainda ferido
Quando tudo parecia esquecido
Em nossas vidas prontas para as batalhas.

Os meus sonhos encontraram
Os teus sonhos que antes jaziam adormecidos.
E ambos, já revividos, erigiram as fortalezas
De um amor multifacetado, imenso e profundo.

Em uma inaudita noite branca,
Nossas almas enfim se beijaram
E os nossos corpos ao se tocarem,
Sentiram a verdade das mais doces ternuras.

Quando tudo parecia esquecido,
Quando conhecíamos muito bem a dor da tristeza,
Uma fresta reluzente de felicidade fez jorrar
Em nós uma primavera de sonhos nupciais.

Então, o sabor de nossas fragrâncias
Se mesclou na intimidade
De nossos corpos ávidos
Por um amor sem igual.

Então, o sabor de nossas carícias
Incendiou mais e mais
A nossa paixão que marcou
Para sempre as nossas vidas.

Nada mais maravilhoso
Do que viver da combinação
Dessa fusão alquímica de amor e paixão,
O qual selou para sempre o nosso elo.

Nada mais maravilhoso para a vida
Do que viver da inspiração
Por conta dessa chama de amor e paixão
Que só faz florescer a alegria de viver.

A vida quando conhece o amor
Aprende a sonhar como o mar de águas calmas
E também como a ave planando no céu
A cantar entre o raiar da aurora e o poente.

Quando o amor pulsa no coração,
A vida se torna uma primorosa poesia
Que aprende a cantar a beleza de sua canção
Sob um ritmo de palavras inesquecíveis.
256

Paradoxos

O meu coração é um túmulo aberto de segredos...
As saudades, as memórias e as antigos sonhos
São revisitados enquanto bebo na nascente
Das mais perfeitos devaneios e inspirações.

Num turbilhão de sentimentos contrastantes,
Aprendo a cada dia conviver com tantos paradoxos...
Em meio a esse caos, navego sem pestanejar
Pelos mares ignotos do meu ser...

Como permanecer com as antigas certezas
Quando descubro profundamente quem eu sou?
Como ainda posso me manter indevassável
Quando me deparo com os abismos da minh'alma?

Eu sou como o mar sereno que, mesmo na sua calmaria,
Repentinamente se transforma em colossal tormenta.
Percebo que em mim a paz e a guerra se mescam,
Formando uma totalidade estranha e complexa.

Eu sou como o azul do céu que, mesmo azulado,
Pode se revelar estranho, soturno e acinzentado.
Em mim, há exultação, onirismo e paixão pela vida;
Mas também melancolia, lutos e angústias no coração.

Eu sinto despertar em mim um ímpeto de lucidez
Que me faz ter uma desconcertante percepção
Dos tesouros enterrados no meu coração
E das minhas aspirações em incansáveis renovações...

Eu vivo com a certeza das minhas incertezas
E em tranquilidade com as minhas terríveis inquietudes.
Eu sou uma profusão de paradoxos apenas admissíveis
Para quem sabe degustar o vinho inspirador da poesia.
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