ale_nogueira

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n. 0000-00-00, São Caetano

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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Poemas

62

Mi restauración

Mis llantos cayeron como los pétalos de una flor,
Pero mi corazón se quedó limpio para sonreír.
De mi rostro un día borró su resplandor,
Pero hoy ya tengo muchas ganas de vivir.

Ahora dejo volar las alas de mis sueños
Como pájaros alrededor de los hermosos paisajes.
Ellos son libres para haceren, como dueños
De su propio destino, los más largos viajes.

En mi alma restaurada, la esperanza prevaleció
Como una luz de rayos inextinguibles.
¡Es, pues, un maravilloso milagro que sucedió!

A pesar de las noches de recuerdos incompresibles,
A pesar de la oscura agonía que en mi brotó,
Hoy puedo mirar el amanecer de glorias indescriptibles.
207

Mio salvatore

Ogni giorno ti ringrazio e per sempre ti loderò,
Mio Dio altissimo e maestoso!
Tu sei il mio rifugio sicuro
Delle desolazioni dell'anima
E il mio riposo dall'amarezza della vita!
Sei il mio salvatore e creatore perfetto
Che me mette sempre più vicino alla primavera
Della tua meravigliosa e infallibile verità!
Fammi una persona migliore
E meglio preparata a seminare
La tua parola ai cuori
Più bisognosi di rinnovi!
Fammi allora una profonda
Trasformazione interiore e spirituale
In modo che io possa volare
Nei cieli del tuo amore!
E che io possa essere una persona più giusta
Per vivere spirato come un giovane innamorato
Dalla tua parola piena de esortazioni,
Poesia, verità, dolcezza ed eternità!
205

Na torrente do devir

Outrora eu era de tal forma, e hoje já não sou mais...
E o que sou hoje, amanhã enfim deixarei de ser...
Embalde eu vivo para amanhã evanescer
Na torrente do devir sob seus instantes finais.

Às vezes, bebo um fel de insatisfações quase fatais
E todos os dias me consumo em desejos de viver
Eternamente sob a verdade que me ajuda a fortalecer
Como uma nau ancorado num seguro cais.

Vivo em mm sensações de despedidas frequentes
Dos que me cativam com as suas auras envolventes
E também dos momentos prodigando doces emoções.

Meu existir nesse mundo é uma estranha passagem
Como a de um peregrino em sua inaudita viagem,
Ávido de descobertas, respostas e transmutações.
138

Melancolia

Uma névoa de ilusões paira no ar
E me faz perceber
Que e felicidade e a plenitude
São fragrâncias muito raras de se encontrar...

Sinto plenamente a dor e a angustia de viver,
Embora minha sensibilidade aguçada
Seja o melhor que posso emanar de mim:
Com ela enriqueço de inspiração os meus versos
Imbuídos de ternura e compaixão
Com a dor inegável de tantas vidas inocentes.

Uma doce melancolia sussurra em meu íntimo,
Deixando aflorar tantos sentimentos
Conflituosos e inevitavelmente paradoxais...

A melancolia é uma água parada
De lembranças insípidas
E de expectativas malogradas;
Ainda que seja motivado
A sentir as ilusões da vaidade humana,
Não deixo de fazer florescer
Com certo entusiasmo
Os aromas amargosos e tristes
De meus versos inspirados
Nas penumbras de dias desoladores.

As ruas dessa metrópole ficaram vazias de repente,
Subsistindo apenas indigentes desemparados
No chão de uma fria cidade
Permeada de uma atmosfera densa e lúgubre...

Sinto um vazio que cresce a cada instante,
Pois os anos simplesmente se passaram
E nada de sólido e permanente nesse mundo se cristaliza,
Prevalescendo apenas as múltiplas recordações
E uma ânsia desesperada pela eternidade.

A juventude da vida
Escorre como blocos de gelo,
As suas espessas camadas
Vagarosamente se dissolvem,
Anunciando o escurecer desse longo dia
Que inesperadamente é envolvido
Pelo crepúsculo de uma doce nostalgia,
Desse dia que, mesmo fadado ao fim,
Ainda permanece embriagado
Pelas sonhos e euforias da mocidade.

Só o que resta é relembrar
Dos fragmentos do que foi vivido,
Dos fragmentos de uma era remota
Cheia de sorrisos, de alegrias e de entusiasmos...

Nesse rio impetuoso do devir,
O que posso guardar no meu coração
Senão todas as lembranças
Daqueles que estimei
E que já partiram no decorrer de suas vidas?

Só o que resta é clamar com voz rouca
Ao criador de todas as coisas
Que o amor volte a se fazer presente
No coração dos miseráveis e dos desamparados!
Revoltar-se: qual é o sentido de toda essa veemência?

Chorar um dia inteiro
É possível quando as lágrimas
Já secaram de meus olhos cansados?
Uma esperança mínima, a esperança da vida eterna,
É a única semente que germinou em meu ser!

O vento é frio, murmurando melancolicamente
O seu cântico repleto de lirismo...
Do inverno gemem almas adormecidas
Que só buscam amparo e consolo perenes,
Tamanha é a resignação a qual estão submetidos!

A atmosfera dessa metrópole
Está carregada de neblina...
E como as luzes são tênues!
Mas o que pode nos consolar
Nesse mundo degradado e flagelado
Por tantas doenças, fatalidades,
E, também, pelas iniquidades
Que rasgaram o véu da inocência e da pureza?

Nenhum farol ou lanterna criado por homens engenhosos
Foi trazido nesse cenário sem vida,
Só o que resta, então, é a candeia da misericórdia divinal,
Pois não é ela capaz de resplandecer a vida
Dos que já não se consideram
Vivos nesse mundo obscuro e letárgico?
190

O supremo consolo

Tu trazes, Ó Pai amado, a chuva seródia
Que fecunda de uma curativa misericórdia
A vida de um homem sincero que chora
E os solos de toda alma que louva e ora!

És tu a suprema consolação de todos os dias!
E designas um alvorecer de paz e alegrias,
Fazendo nascer as sementes do amor
No coração dos justos que vivem de fervor.

O teu povo, Santo Remidor, prevalece
Como uma rosa de Saron que se fortalece
Graças ao teu alento no deserto da existência.

Só tu podes, Ó Pai Sempiterno, tão bem regar
O teu povo com um consolo que o faz raiar
Como um novo dia em clima de resiliência!
210

A paz que eu busco

Eu busco a paz de quem semeia
A verdade maravilhosa do amor;
Eu busco a paz de espírito
Que me torna uma pessoa mais livre.
A paz é a canção que eu entoo no meu íntimo;
A paz é a poesia mais preciosa
Que tenho prazer de compor com esmero.
A paz, ainda que o mundo não a dê,
É a terra fértil de um outro reino onde busco me refugiar
Para viver além das aparências do mundo visível.

Eu encontro definitivamente a paz
Ao deixar a palavra de Deus lavar
Com o seu orvalho as amarguras do meu coração.
Eu a encontro quando, nas guerras da vida,
Recobro forças para não desistir
E extraordinária alegria para não esmorecer.
É a paz o meu estado de espírito
Quando consigo, mediante a fé,
Alçar as minhas asas de inspiração
Na compreensão dos sentidos da arte sublime de viver.
229

Meus sentimentos

São os meus sentimentos impulsionados
Pelas chamas de uma explosão interior.
Mas eles não se esgotam na mera superficialidade.
Ao contrário, os teores de suas inclinações
Buscam sempre devassar
As profundezas de cada vivência. 
 
Numa situacao de intensa carga emocional,
Numa situação onde sou livre
Para expressaar o que sinto,
As cordas do meu coração
São tocadas como belos solos de guitarra
Dedilhada por uma alma apaixonada
Versada na melodia mais aprazível.
 
São os meus sentimentos
A motivação do meu bem obrar
E a verdade mais cristalina da minh'alma
Interessada na partilha de seu desejo.
 São os meus sentimentos
Sinceros como as águas fulgurantes de um rio.
 
Na sua pureza, na sua clareza,
Os meus sentimentos
Às vezes se tornam turbulentos
Para soletrarem o seu teor de indignação
E às vezes se mantêm plácidos
Como um dia claro de primavera
Para entoarem a candura de sua ternura.
189

Recomeços

I
O meu destino é viver de recomeços,
Indo em busca do que vale a pena lutar e viver,
Ainda que tenha que muitas vezes sofrer
Para superar os grandes empeços
E para me erguer entre tantos tropeços.
O meu ponto de partida
É sempre a esperança na vitória da vida
Que me faz sonhar com a liberdade
E com o raiar da suprema felicidade
Na minh'alma que hoje soluça tão abatida!

II
O meu destino é viver de recomeços,
Levando comigo as angustiantes incertezas
E na minha existência as marés das tristezas
Que surgiram com os altos preços
Que paguei com os ilusórios apreços
Por tudo aquilo que nunca me enobreceu,
Pois apenas no vazio me enlanguesceu
Quando eu acreditava que poderia voar
Com asas cortadas o meu sonho de amar,
Vivendo numa ilusão que nunca me fortaleceu!

III
Só pude recomeçar porque tive humildade
Para reconhecer que precisava mudar
Os meus caminhos que só podiam me levar
Para uma infrutífera impessoalidade
Capaz de esconder qualquer luz de verdade.
Só pude recomeçar porque tive bravura
Para sair das sombras da desventura
E das armadilhas de toda forma de engano
Que pudesse me tornar insano
Em pensamentos que me levariam à amargura.

IV
Só pude recomeçar porque sou um sonhador
Que ama escrever novas histórias
Tão indispensáveis para uma vida de glórias!
Só pude recomeçar porque sou um desbravador
De esperanças contra qualquer desamor
E de discernimentos que me ajudam a pensar
Na verdade que nunca há de me desamparar.
Só pude recomeçar porque sou perseverante
Como uma estrela que, mesmo titubeante,
Nunca desiste na sua fragilidade de fulgurar.
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En una tierra estraña

Vivo en una tierra extraña,
Una tierra llena de tanta gente
Inalcanzable y incomunicable
Que ya intenté con más fuerza acercarme.

¿Es posible romper las líneas divisorias
Que separan a los hombres
Cuando casi todos duermen
En una agitación desenfrenada?

Vivo un sueño a más para no morir
En las tenieblas de las desilusiones
En eses días tan oscuros
Poblados de miradas vacias.

Vivo una peregrinación casi interminable
En ese desierto cuyas olas extremas
De frío y calor son indiferentes
A un corazón sensible y oceánico.

Vivo mis mejores alegrias y divagaciones
En los cielos cenizas de una ciudad grande
Para sentir el gusto de nuevas emociones
Y el sabor de las dulces passiones.

Hay días floridos que encuentro ganas para luchar...
Al despertar en sueños hermosos, empiezo
A perseverar con más fuerzas y sin temores
Para alcanzar un nuevo aliento de vida.

Soy un estranjero que, en ese exilio,
Ya no habla la lengua
De la mayoría de los hombres
En sus preocupaciones más frívolas.

Mis bellas alegrías y mis profundos amores
¡Son tan intensos en mi corazón!
En un último sorbo de vino, siento
La soledad en mis largos entusiasmos.

Así es como tengo levantado
Mis cimientos de esperanza
En esta tierra extraña que está llena
De tanta gente inaccesible y incomunicable.
222

Um dia glorioso

De um coração generoso e benevolente
Emana uma fragrância rara e dileta
Capaz de subir aos céus
Como sinal de louvor ao nosso Criador.
De um coração grato só pode promanar
Gestos inimagináveis e singelos
Que nunca devem ser esquecidos.

Maria, irmã de Marta, como fostes criticada!
Mas hoje és lembrada como uma mulher bendita
Por teres derramado sem medo de represálias
Um unguento precíosíssimo de nardo puro
Vindo de um delicado vaso de alabastro
Sobre os pés e a cabeça de nosso ungido
Em sinal de reverência, amor e sinceridade.

Demonstraste um coração irrepreensível
E com o teu próprio cabelo
Enxugaste os excessos desse excelso perfume
Preparado para um dia tão glorioso!
Apesar de ninguém compreender
A cerimônia sacrificial e o seu gesto verdadeiro,
Recebestes elogios do Rei dos Reis!

Um cheiro surpreendente invadiu o ambiente,
Num claro sinal de adoração sincera
Perante aquele que sonda os corações
Com os seus segredos mais incognoscíveis.
Assim também devemos fazer
Em nossos modos de ser e de viver
Na ânsia de somente agradar ao nosso redentor!

Enquanto o vil usurpador só via a oportunidade
Para obter lucro com a venda
De algo tão nobre e valioso,
Tu compraste o frasco mais caro
Do perfume mais raro e deleitoso
Para dizer o quanto amavas
O teu Deus te todo o coração!

Todos a julgaram como se fosse
Uma desvairada sem saber o que fazia.
Judas resmungava e a cobria talvez de impropérios
No mais visível e no mais recôndito do seu ser...
Mas tu não se intimidava:
O teu amor foste o mais corajoso
Entre tantos amores de fachada!

Quantos buscam aplausos
Tão somente de pessoas indiferentes a verdade!
Todavia, quão poucos são aqueles
Que dasagradam o mundo ao seu redor
Para agradar ao nosso majestoso Pai da criação!
Bem-aventurados aqueles que não vendem
A verdade santa em prol das migalhas desse mundo!

Tenhamos, pois, um coração nobre
Como essa mulher na sua simplicidade!
Que sejamos como uma fragrância preciosa
Aos olhos de nosso Salvador!
Que possamos exalar o bom perfume
Do amor e da verdade que provém
Tão somente dos bons frutos do espírito!
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