ale_nogueira

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n. 0000-00-00, São Caetano

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A gênese de uma grande vitória

Quando tudo parecia para sempre perdido;
Quando todos os sonhos haviam naufragado
No poço da desesperança de um dia odioso e sofrido,
Uma nova história surgiu para um homem injustiçado.

Quando a covardia mais feroz
Vinha para devorar a liberdade de amar;
Quando qualquer alegria já se tornava sem voz,
Um caminho surgiu para uma vida tirada do seu lar.

Deus já havia preparado um destino glorioso,
E fez de José em terra pagã um ser tão vitorioso
Para salvar até mesmo quem quis impedi-lo de viver!

O perdão então brotou das profundezas da dor,
Trazendo uma alvorada de esperança e amor
Para um povo destinado como seara a florescer.
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Poemas

62

Encontro de dois sonhos (poesia sobre amor e paixão)

O meu coração um dia se aproximou
Do teu coração ainda ferido
Quando tudo parecia esquecido
Em nossas vidas prontas para as batalhas.

Os meus sonhos encontraram
Os teus sonhos que antes jaziam adormecidos.
E ambos, já revividos, erigiram as fortalezas
De um amor multifacetado, imenso e profundo.

Em uma inaudita noite branca,
Nossas almas enfim se beijaram
E os nossos corpos ao se tocarem,
Sentiram a verdade das mais doces ternuras.

Quando tudo parecia esquecido,
Quando conhecíamos muito bem a dor da tristeza,
Uma fresta reluzente de felicidade fez jorrar
Em nós uma primavera de sonhos nupciais.

Então, o sabor de nossas fragrâncias
Se mesclou na intimidade
De nossos corpos ávidos
Por um amor sem igual.

Então, o sabor de nossas carícias
Incendiou mais e mais
A nossa paixão que marcou
Para sempre as nossas vidas.

Nada mais maravilhoso
Do que viver da combinação
Dessa fusão alquímica de amor e paixão,
O qual selou para sempre o nosso elo.

Nada mais maravilhoso para a vida
Do que viver da inspiração
Por conta dessa chama de amor e paixão
Que só faz florescer a alegria de viver.

A vida quando conhece o amor
Aprende a sonhar como o mar de águas calmas
E também como a ave planando no céu
A cantar entre o raiar da aurora e o poente.

Quando o amor pulsa no coração,
A vida se torna uma primorosa poesia
Que aprende a cantar a beleza de sua canção
Sob um ritmo de palavras inesquecíveis.
253

La poésie d´un rêveur

Une belle chanson
Touche les cordes de mon âme
Presque tous les matins.
C'est à ces moments que je peux rêver
En regardant un ciel bleur clair.
 
Je suis une vie qui cherche
La libération pour le chemin de la contemplation
Des manifestations artistiques,
De la nature, d'amour et de tout ce qui peut
Sensibiliser mon être lyrique. 
 
Tous les jours j'aime vivre
Comme un homme que sait contempler
La beauté de la vie et les tons de la joie perdue.
Aujourd'hui, j'ai apprecié les delicieux parfums
Et j'ai composé la poésie d'une âme passionée.
 
Chansons, parfums, livres et rivières de poésie
Dans un jour qui invite à la tranquillité d'esprit:
C'est l'environnement parfait
Où je peux trouver, avec ma sensibilité,
Une lumière d'inspiration pour ma vie.
 
Je suis une âme rêveur que aussi sait
Vivre de prières pour ne laisser pas mourir
Mon amour pour la lumière de la verité.
Ainsi je vis: d'espoir dans espoirs
Et de gratitude jusqu'à la fin de mes jours.
261

Recomeços

I
O meu destino é viver de recomeços,
Indo em busca do que vale a pena lutar e viver,
Ainda que tenha que muitas vezes sofrer
Para superar os grandes empeços
E para me erguer entre tantos tropeços.
O meu ponto de partida
É sempre a esperança na vitória da vida
Que me faz sonhar com a liberdade
E com o raiar da suprema felicidade
Na minh'alma que hoje soluça tão abatida!

II
O meu destino é viver de recomeços,
Levando comigo as angustiantes incertezas
E na minha existência as marés das tristezas
Que surgiram com os altos preços
Que paguei com os ilusórios apreços
Por tudo aquilo que nunca me enobreceu,
Pois apenas no vazio me enlanguesceu
Quando eu acreditava que poderia voar
Com asas cortadas o meu sonho de amar,
Vivendo numa ilusão que nunca me fortaleceu!

III
Só pude recomeçar porque tive humildade
Para reconhecer que precisava mudar
Os meus caminhos que só podiam me levar
Para uma infrutífera impessoalidade
Capaz de esconder qualquer luz de verdade.
Só pude recomeçar porque tive bravura
Para sair das sombras da desventura
E das armadilhas de toda forma de engano
Que pudesse me tornar insano
Em pensamentos que me levariam à amargura.

IV
Só pude recomeçar porque sou um sonhador
Que ama escrever novas histórias
Tão indispensáveis para uma vida de glórias!
Só pude recomeçar porque sou um desbravador
De esperanças contra qualquer desamor
E de discernimentos que me ajudam a pensar
Na verdade que nunca há de me desamparar.
Só pude recomeçar porque sou perseverante
Como uma estrela que, mesmo titubeante,
Nunca desiste na sua fragilidade de fulgurar.
93

Paradoxos

O meu coração é um túmulo aberto de segredos...
As saudades, as memórias e as antigos sonhos
São revisitados enquanto bebo na nascente
Das mais perfeitos devaneios e inspirações.

Num turbilhão de sentimentos contrastantes,
Aprendo a cada dia conviver com tantos paradoxos...
Em meio a esse caos, navego sem pestanejar
Pelos mares ignotos do meu ser...

Como permanecer com as antigas certezas
Quando descubro profundamente quem eu sou?
Como ainda posso me manter indevassável
Quando me deparo com os abismos da minh'alma?

Eu sou como o mar sereno que, mesmo na sua calmaria,
Repentinamente se transforma em colossal tormenta.
Percebo que em mim a paz e a guerra se mescam,
Formando uma totalidade estranha e complexa.

Eu sou como o azul do céu que, mesmo azulado,
Pode se revelar estranho, soturno e acinzentado.
Em mim, há exultação, onirismo e paixão pela vida;
Mas também melancolia, lutos e angústias no coração.

Eu sinto despertar em mim um ímpeto de lucidez
Que me faz ter uma desconcertante percepção
Dos tesouros enterrados no meu coração
E das minhas aspirações em incansáveis renovações...

Eu vivo com a certeza das minhas incertezas
E em tranquilidade com as minhas terríveis inquietudes.
Eu sou uma profusão de paradoxos apenas admissíveis
Para quem sabe degustar o vinho inspirador da poesia.
131

A verdade que eu quero

1-
Eu não quero a meia-verdade
Que só almeja agradar a todos
E massageia os egos feridos em sua vaidade.
Eu quero a verdade integral
Que precisa às vezes ferir
Para poder curar as enfermidades
Até nas profundezas da alma;
E a verdade que nos torna contritos e sóbrios
Para nos abençoar com seus sábios ensinos.

Eu quero a verdade que me ajuda
A reconhecer a minha fraqueza,
Pois ela há de me guiar no discernimento
Que tornar-me-à forte e valente para vencer
Os véus do engano mais sorrateiro.
É preferível viver na verdade que me agride
Do que na meia-verdade que me bajula;
Na verdade que dolorosamente me aperfeiçoa,
Do que na insuficiente verdade que só me protege.

2-
Eu não quero a verdade com remendo,
A verdade acessível àqueles que querem
Ver o que apenas lhes convém
Para aflorar os prazeres dos sentidos.
Eu quero a verdade que angustia o coração;
A verdade que faz a minha fé se elevar;
A verdade que faz a minh'alma temer e tremer;
A verdade quebrantadora que me aflige com amor.

Eu não quero a verdade que faz uma aliança
Com a mentira para me propiciar
Uma zona de conforto ilusória e perigosa
E uma realidade adulterada e prostituída
Que faz a minha vida ser aparentemente apreciável.
Eu quero unicamente a refulgente verdade
No seu poder para derrubar os muros de alienação
E que é invencível para iluminar a escuridão do meu ser.

Eu não quero a verdade rala e empobrecida,
A verdade sem aquele conteúdo nutritivo
Que pode tão bem me transformar.
Eu quero a verdade que não irá desamparar
As minhas expectativas a longo prazo;
Eu quero a verdade que me redime das minhas mazelas;
Eu quero, pois, tão somente aquela singela verdade
Que mesmo na dor, sempre há de me libertar!
257

A paz que eu busco

Eu busco a paz de quem semeia
A verdade maravilhosa do amor;
Eu busco a paz de espírito
Que me torna uma pessoa mais livre.
A paz é a canção que eu entoo no meu íntimo;
A paz é a poesia mais preciosa
Que tenho prazer de compor com esmero.
A paz, ainda que o mundo não a dê,
É a terra fértil de um outro reino onde busco me refugiar
Para viver além das aparências do mundo visível.

Eu encontro definitivamente a paz
Ao deixar a palavra de Deus lavar
Com o seu orvalho as amarguras do meu coração.
Eu a encontro quando, nas guerras da vida,
Recobro forças para não desistir
E extraordinária alegria para não esmorecer.
É a paz o meu estado de espírito
Quando consigo, mediante a fé,
Alçar as minhas asas de inspiração
Na compreensão dos sentidos da arte sublime de viver.
226

Em espírito e em verdade

Há uma urgência em meu coração
Que me leva a viver no abraço do teu amor
E na espera da promessa de tua redenção
Através da candeia de um glorioso fervor.

Eu quero tão somente adorar ao meu Pai Eterno
Em espírito e em verdade.
Hoje eu persevero para viver do superno
E da graça daquele que reina em toda majestade.

Tempos difíceis como sombras se aproximam
Para extinguir a luz da fé dos que sem reservas confiam.
Mas é agora onde surgirão os sinceros adoradores...

Nesses dias eu desperto simplesmente para louvar
Ao meu Deus soberano que logo vem para governar
Na nova Jerusalém de infinitas glórias e esplendores.
261

En una tierra estraña

Vivo en una tierra extraña,
Una tierra llena de tanta gente
Inalcanzable y incomunicable
Que ya intenté con más fuerza acercarme.

¿Es posible romper las líneas divisorias
Que separan a los hombres
Cuando casi todos duermen
En una agitación desenfrenada?

Vivo un sueño a más para no morir
En las tenieblas de las desilusiones
En eses días tan oscuros
Poblados de miradas vacias.

Vivo una peregrinación casi interminable
En ese desierto cuyas olas extremas
De frío y calor son indiferentes
A un corazón sensible y oceánico.

Vivo mis mejores alegrias y divagaciones
En los cielos cenizas de una ciudad grande
Para sentir el gusto de nuevas emociones
Y el sabor de las dulces passiones.

Hay días floridos que encuentro ganas para luchar...
Al despertar en sueños hermosos, empiezo
A perseverar con más fuerzas y sin temores
Para alcanzar un nuevo aliento de vida.

Soy un estranjero que, en ese exilio,
Ya no habla la lengua
De la mayoría de los hombres
En sus preocupaciones más frívolas.

Mis bellas alegrías y mis profundos amores
¡Son tan intensos en mi corazón!
En un último sorbo de vino, siento
La soledad en mis largos entusiasmos.

Así es como tengo levantado
Mis cimientos de esperanza
En esta tierra extraña que está llena
De tanta gente inaccesible y incomunicable.
218

Na torrente do devir

Outrora eu era de tal forma, e hoje já não sou mais...
E o que sou hoje, amanhã enfim deixarei de ser...
Embalde eu vivo para amanhã evanescer
Na torrente do devir sob seus instantes finais.

Às vezes, bebo um fel de insatisfações quase fatais
E todos os dias me consumo em desejos de viver
Eternamente sob a verdade que me ajuda a fortalecer
Como uma nau ancorado num seguro cais.

Vivo em mm sensações de despedidas frequentes
Dos que me cativam com as suas auras envolventes
E também dos momentos prodigando doces emoções.

Meu existir nesse mundo é uma estranha passagem
Como a de um peregrino em sua inaudita viagem,
Ávido de descobertas, respostas e transmutações.
133

Nostalgia

Há lembranças marcantes e remotas
Que produzem ecos no mais abissal do ser,
Ecos que fazem uma alma nostálgica reviver
Enquanto expressa as mais inusitadas anedotas.

Há experiências intensas que não esperamos
Mais dar cores e vida às suas fragrâncias inebriantes;
A não ser que em devaneios melancólicos e sussurrantes
Redescobrimos os arcaícos valores do que silenciamos.

Reacendo pela fantasia tudo o que foi por mim semeado,
Assim reencontro o tênue cintilar daqueles tempos idos,
Ressoando boas lembranças para o meu ser apaixonado.

Todos os momentos foram por mim colhidos,
Tal como uma colheita de flores do que jaz guardado
Pela memória a fazer despertar dias adormecidos.
100

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