anthlace

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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

55

22 de Novembro

O sol queimava minha pele
O calor que cobria meu corpo
Me deixava com sono, me espreguiço
Nas escadas da porta de minha casa
Tomo um copo de café
O gosto era melhor do que ontem

Céu azul que me cobre
Me jogo, estico as costas
O calor se espalha de outra forma
Fecho meus olhos e vejo
O céu ainda está lá me esperando

Me levanto, espreguiço
Tomo outro gole de café
O chão me parece mais firme
Entro para minha casa
Hoje será outro dia
122

23 de Novembro

é tão complicado entender
Qual o do porque dos meus por quês?
Eu julgo o espelho com ódio
Minhas mãos estão vermelhas de mim
Tudo que deixei sair escorre pelo ralo
Não é nada demais
Você e todos os vocês que vi hoje pela rua
Tão iguais tão diferentes
Mas todos eram você

Esse meu sentir que você sente
é frio e confuso pra mim, pra você
Cada olhar que cruzo me traz algo
Estou sendo levado por todas as coisas
Sou incapaz de ser o que é ser
Por que eu não vejo você por completo?

Todas as noites eu procuro
Mas sempre me perco no caminho
Cada curva errada que tomo
Todas são tristes e ruína
Quando vou chegar aquela casa
Simples e fuga
Quando?
156

26 de Novembro

Não tenho certeza dos caminhos
Desconfio dos rostos sorridentes
Sorrisos? Armadilhas para minha carne
Criaturas mentirosas que amam e odeiam
Você devora sua carne
Mas o cheiro da carniça
É como veneno
Fraco enganado

Passos pelo asfalto dos desavisados
Cada sinal de dor e angústia
Uma risada profunda
Meio no começo de seu fim
Socá pela nuca
Me deixa nua
Senti o cheiro do tolo

Vazio desespero do perdido encontrado
A solução para todas as facas
Meu braços então trancados
Me deixei ir, me deixe ir
Cada passo para o abismo

Seja mentiroso comigo
Sorria e menta para mim
Com esse seu sorriso
Enganada posso estar
Mas todo esse sentimento
Não quero deixar

Hoje não sou eu
Talvez seja você que procura
Cada dia, todo dia
Passo a passo meu fim
Sentir o passado pesado
O futuro branco voraz
Que esse som me traz
Felicidade cortês
130

25 de Novembro Nº1

Traga a paz
Me deixe ver sem a luz
Sentir sem o toque

Traga o futuro que prevejo
Com os pedaços que me presenteia

Ver a sombra, invocar
Quando eu me encontrar a sua luz

Me ajude a preservar o homem e a mulher
Ante de todos meus conceitos

Deixe-me sentir o fluxo
Sal e água purificai minhas mãos
E então, construir minha vontade a verdade
107

30 de Outubro

Hoje eu minto pra mim mesmo
Eu conto mentiras como se fossem verdade
Engano meus pensamentos
Pensamentos cheios de vaidade
O desejo cega meus olhos
Eu conto números mais importantes que vidas
Não tenho a a mesma paixão

Hoje meu filho é adulto, não ama
Eu sinto que tudo foi culpa minha
Eu não o ensinei a amar
Ele deixou de ser quem eu queria

Eu conto mentiras
Deixei de ser quem eu era
Para ser quem todos esperam
Você consegue me entender?

Estou mostrando para que todos vejam
Sou egoísta, uma farsa
Você não sente que deixei de ser
Ser o que sempre quis, eu sou a máquina
Eu giro e por isso faço isso

Hoje minha família me contou estar grávida
Não sabia como responder
Por onde eu poderia começar?
Tristeza? Orgulho?
Você é minha filha
Sempre irei te amar
Não sei mais quem eu sou

Você consegue ver que deixei de ser?
Não sou mais aquele que sentia, sou apenas máquina que gira

Hoje foi um dia especial
Tudo que eu tinha foi levado pelo fogo
Tudo que construi, foi levado em instantes
Você se foi, fogo, onde você está?

No meu toque não sou mais quem sou
Meu calor é gelo, meu toque é sem medo
Não sinto medo? Quem sou?
Me sinto como o gado preso
Criado para servir minha carne a meu dono
Você me aprisionou?
Não, não sou, não sou herbívore dosmésticado

Eu vou devorar sua carne
Sentir seu sangue correr pela minha boca
Você, meu dono, queime minha casa
Estrupe minha filha, mate meu filho
Estripe toda minha família
Mas hoje eu não sou o caçado

Hoje quem vai te caçar sou eu
97

8 de Novembro Nº2

Hoje, aqui, reunido a você
Dedico minha ações
Hoje, aqui, junto a mim
Prometo seguir seu conselho

Sob a luz desse círculo prometemos
Irei lhe servir, assim como me serve
Deusa da casualidade
Mestre do vigor e da inércia
Me mostrem os passos
No caminho das chamas congeladas
Me traga boa sorte, me traga tragédias
Me faça agarrar, me faça soltar
Me faça viver, me faça morrer

Hoje, aqui, reunido em corpo
Hoje, aqui, reunido em alma
72

22 de Outubro

Listrado enferrujado que me cerca
Fezes sujam meus pés
Todo o lugar fede
Meu carcereiro é animal
Minha vida deixou de ser importante
Vejo pilhas e pilhas de merda
Me cerca
Onde piso me sujo
Meus "puleiros" estão sujos
Meus pés estão tortos
Minhas asas pesam
Meu estômago vazio

Voar pelos céus não vou
Morrer em minha cela breve irei
Passo fome e frio
Me deixe sozinho em meio as minhas fezes
Não sinto mais seu fedor
E morrer em meu canto solitário
130

6 de Novembro

Impuras e desarmoniosas emoções
Impulso ao meu desejo masoquista de ser controlado
Suas cordas me prendem, meus pulsos sangram
Eu sou tudo no mundo dos olhos fechados
Eu quero ser, sentir você, ser o mais amado
Sente sua pele impura, desejo sádico de submissão

A cada toque das gotas dessa vela
Me fazem ser ele, não sou ele
Vontade incontrolável pela dor
Não sente vontade de vida, dor da vida
Cercada por correntes você sente o arranhar
Entre sua pele, o toque suave das unhas

Descontrolada ambição
Nosso topo cheio em contradição
Todas essas sensações, a chuva
O que você procura?

Você sente o que eu sinto?
Você vê todas as marcas?
Cicatrizes e todas essas palavras cruzadas
Jogo de faz de conta, nossa grande piada
Obsseção por minha ação
Não existe objeção, sou ele, sempre ele
Hoje não sou ele, ele sou eu, hoje sou ele
Deixe a dor ser a regente de nosso espetáculo
Sinta a pele queimar por dentro, bem do meio
Sentir, explodir, comandar o comandante
Controlar pelo pescoço e ir até os pés
Sente esse calor em seu seio?
73

17 de Novembro

Nesse dia, onde a noite era balbúrdia
Se ouvia o som dos felinos
Todos alegres de acordo com a natureza
Se ouvia os passos do Sr. Frord
Descendo as escadas
Devagar, Devagar, Devagar
Passo a passo
Devagar

Pela janela observa-a uma moça que aguarda o namorado
Talvez seu pai, talvez seu irmão
O olhar de preocupação
De um lado a outro
Cada esquina um encosto
Cada canto escuro se esperava um alvoroço

Sr. Frord descendo as escadas, devagar
A bela moça que se guardava
O cachorro que apenas urinava na calçada
O observador de sua janela
Entediado
133

17 de Outubro

Estou em sua busca
Etérea e suave santidade
Me beija e derreta
Exalamos calor
Odor exaltado
Onde eu moro
Você descansa
Sentada em minha cama
Conjura malícia
Evoca minha vida
Me sacrifica
Me deixe viver
A cada segundo com você

Me provoca fadiga
Me reerga para outra partida
Irei te sufocar
Seguir em teu encalço
Drenar suas fantasias
Fazer viver
O que você quer ser

Ressuscitar de nosso sepulcro
Viver a luz do nosso dia
Seremos sagrados e amados
Em nossos toques de ternura
Nos reconheceremos
"Você é única", "o ser que me completa"
Felizes até o cair da noite
Onde nosso carinho fraterno
Se transforma em carnal
145

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