anthlace

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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

55

20 de Outubro

Você nasceu do aço
A muralha a qual quero escalar
O refúgio onde todo meu povo pode morar
Onde meu rebanho pode se criar
Ao seu lado meu reinado será próspero
Você, muralha imponente
Que afasta meus inimigos
E que protege apenas a mim
Lhe sirvo e prometo te manter
Sempre imponente
A mais alta barreira que reina nesse mundo

Dama de aço
Que esconde e protege meus tesouros
Minhas colinas e grutas
Cercada pelas águas e a fúria
Das planícies e as florestas
Cresce imponente
Meus inimigos tremam a sua presença
Me curvo a sua realeza e onisciência

Meus castelos e colheitas
Sob seus cuidados
Estou livre das preocupações mundanas
Meus planos serão perfeitos
Se você estiver a me guardar
Rogo a ti em pensamento
Seja imponente
Onisciente do meu ser
Não há segredos entre nós
Vossa realeza
Minha Dama de Aço
134

24 de Outubro

Mãos cansadas
Ego passivo, cresço ao observar
Ossos rangem a dor, desalinhados
Mãos sujas, manchadas de dor e desejo
Feitas para tocar o ser
Onipotente e desmascarado pensamento
Guia ao ceifeiro, deserto
Bela e ruiva é sua alma
Vazio são seus desejos
Me leve ao seu lado, brilhante

Seja por dor ou prazer, farei sua vontade
De sua vida escura em seus passo claros
Sua íris está morta, foi ao mar
Minhas veias estão saltadas, pulsam
Se movem ao ver, você

Curiosidade minha guia
Me pregou está peça
Sua luz que se esvai
Vejo você nua e sem adereços
Seus lábios fascistas me enojam
Você não é luz nem a sombra
Encanto homogêneo, seu abismo
118

11 de Outubro Nº2

No meu mundo de plástico
Observo os passos
Buscam felicidade
A seu reflexo admirar
Nesse mundo de espelhos
Procuram seu igual
Enxergam a si nos terceiros
Protagonista irritante
Ideias perfeitas
Cobiça sem fim
Apenas sua alma será salva
No julgamento de sua própria justiça
"Egoísta..."
109

1 de Novembro

Haja luz em meus passos e sombras em meu rosto
Deixado só nesse mundo
A luz que criava minha sombra se foi
Meu rosto sente seu toque, vento confortante
Não sinto mais sede, não sinto mais fome
Estou entediado, meu mundo está calmo
Manche meu terno de pó, jogue poeira em meus olhos
Suje meus sapatos com lama

Eu vejo as nuvens, ajeito minha gravata
Ela me sufoca, a afrouxo
Meus sapatos pesam, eu os tiro
Meu terno, está quente, todo meu corpo ferve
Minhas mãos formigam, estou tremendo
A camiseta, um em um abro seus botões, devagar
O vento em meu rosto é pesado
Minha barriga está leve, eu nunca me senti dessa forma
Esse momento foi único na minha vida
Apenas o que eu via
Era o que importava
O vento era pesado, forte
Me trazia um toque de liberdade
Cada brisa que tocava meu rosto

O toque, o choque
Nada mais importa, todo o vento que bagunça meu cabelo
Meu grande ato foi hoje, estou tão orgulhoso
Tudo que era, não é mais
"Ser ou não ser", está fora de questão
Tudo se foi, assim como você
74

21 de Outubro

Perdido nos meus sonhos
Nuvens negras cobrem todo meu céu
Nuvens cercam meu horizonte
Sinto o ar úmido
A tempestade se aproxima
Toda a construção da natureza que me cerca
Será modificada
O vento soprara forte em folhas
Moverá terras e espalhará a vida
A lama será a puberdade dessa terra
Crescerá para ser outra

Céu azul, seu sol é forte
Me queima a pele
Fortalece essa terra
Sinto falta de suas nuvens
Me traz sede
Céu escuro, céu sem nuvens
Vejo suas estrelas
Toda a paixão de suas águas me varreu
Me fez pensar que não sou mais seu

Céu nublado, não é o mesmo
Suas nuvens voltaram, mas não voltaram
São pálidas como eu
Eu quero sua beleza singular
Suas águas de novo a me banhar
Seu suor a me afogar
Fortaleça o solo em que piso
Torne o instável, faça seu artifício
Eu quero seu desafio
Me faça sofrer, me faça querer
Eu desejo lutar contra sua tempestade
Para meu rosto brilhar
Ao sua palidez mostrar

Ser o sobrevivente
De toda sua fúria e constituição
Me alimente de seus sobreviventes
Deixe a vida brotar de seu humor
Vou devorar seus sobreviventes
E ser o único ao final de seus desafios
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