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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

55

24 de Outubro

Mãos cansadas
Ego passivo, cresço ao observar
Ossos rangem a dor, desalinhados
Mãos sujas, manchadas de dor e desejo
Feitas para tocar o ser
Onipotente e desmascarado pensamento
Guia ao ceifeiro, deserto
Bela e ruiva é sua alma
Vazio são seus desejos
Me leve ao seu lado, brilhante

Seja por dor ou prazer, farei sua vontade
De sua vida escura em seus passo claros
Sua íris está morta, foi ao mar
Minhas veias estão saltadas, pulsam
Se movem ao ver, você

Curiosidade minha guia
Me pregou está peça
Sua luz que se esvai
Vejo você nua e sem adereços
Seus lábios fascistas me enojam
Você não é luz nem a sombra
Encanto homogêneo, seu abismo
118

28 de Outubro

Sagrada seja a mãe
Que sente a dor por seu filho
A cada passo ao desconhecido
Sua dor transipira e inspira os demais
Além dos muros e lanças
Seja envolvida em paixão
Abraça seu marido e sorria a perca
Você deixou tudo para trás
Prole amada

Se alimenta do seu sangue de teu filho
Seja eterma em meu coração
Cresça e procria
O salvador que deixa a vila
Descende para crer, ele se foi
Tua palavra morta
Já não mais
Você é o que sempre foi
Impotente

Abraça teu marido
Crie nova vida, seja amada
Você é a nova vida
Seja o deus de teus filhos
Crie a vida, tire a vida
Faça crescer a sua vida
Presença mortal que me ama
Eu também te amo
Dios
83

9 de Novembro

Minha doce pele cinza
Doce mundo cheio de tristeza
Vejo suas cores com carinho
Me entregue meus pulsos
Cicatrizes que sangram outra vez
Todo o vermelho que vejo
Escrevo seu nome
Com a ponta de meus dedos

Aperto meu peito, me observo no espelho
Todo o preto que cerca meus olhos
Todo o azul que se aproxima ao chão
Não há razão

Desse chão frio observo o teto
Sinto em minha mãos o mar vermelho que se forma
Me vejo próximo a você
No encontro de meu azul e vermelho
Lamento cada momento sem o toque

Não vejo as estrelas no céu cheio de nuvens
Está sol, mas tudo se escure com rapidez
De vermelho ao escarlate
Do azul ao celeste
De encontro ao vazio que me preenche
Do toque ao preto
Do preto para cada toque que me recordo
Todos como se fossem ontem
Ontem e ontem
Ontem
113

21 de Outubro

Perdido nos meus sonhos
Nuvens negras cobrem todo meu céu
Nuvens cercam meu horizonte
Sinto o ar úmido
A tempestade se aproxima
Toda a construção da natureza que me cerca
Será modificada
O vento soprara forte em folhas
Moverá terras e espalhará a vida
A lama será a puberdade dessa terra
Crescerá para ser outra

Céu azul, seu sol é forte
Me queima a pele
Fortalece essa terra
Sinto falta de suas nuvens
Me traz sede
Céu escuro, céu sem nuvens
Vejo suas estrelas
Toda a paixão de suas águas me varreu
Me fez pensar que não sou mais seu

Céu nublado, não é o mesmo
Suas nuvens voltaram, mas não voltaram
São pálidas como eu
Eu quero sua beleza singular
Suas águas de novo a me banhar
Seu suor a me afogar
Fortaleça o solo em que piso
Torne o instável, faça seu artifício
Eu quero seu desafio
Me faça sofrer, me faça querer
Eu desejo lutar contra sua tempestade
Para meu rosto brilhar
Ao sua palidez mostrar

Ser o sobrevivente
De toda sua fúria e constituição
Me alimente de seus sobreviventes
Deixe a vida brotar de seu humor
Vou devorar seus sobreviventes
E ser o único ao final de seus desafios
163

18 de Novembro Nº2

Degraus onde o fim não tem começo
Ações medrosas guiam o preceito
Dúvida perfurante impiedosa
Rostos belos e melódicos cheios de sorrisos
Passos trêmulos incrédulos
Juizado moralístico inconsciência
Corrida contra o amor de sua mãe, o respeito de seu pai
Crítica ao prazer caótico de sua imaginação
Esquina silenciosa convidativa
Poder ao ser que controla meu dever
Vida que se vai e vai
Subida íngreme do que é viver
Mentiras sobre você
109

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