8 de Outubro
Quantas mentiras você se conta?
Quantas verdade você esconde?
Quantas rimas você rima?
Quantos amores você perdeu?
Em quanta falsidade você se meteu?
Você respira e suspira, pensando no que aconteceu
Você não sente, mente para si
A nudez da verdade lhe machuca
Se cobre em tua coberta
Fuja de seu sorriso amargo que lhe machuca
Me abrace e beije
Sinto o desejo e a calma que eu trago
Eu sou a verdade que você tanto ama
16 de Outubro
Sua alma tóxica é refugiu
Envenena meus olhos
Toque fervente, abrasivo
Me derrete como o sol nos domingos
Deixo-me ser corrompido
Destrua minha pele, meus sentidos
Deixe-se ser o que cobiço
Pura toxina viciante
De toque arrepiante
Ser de outro mundo inumano
Me leve ao espaço
Deite-me em teu colo
Seja a morte de minha carne
Floresça minha alma
Eleve meus sentidos ao seu extraordinário
Acaricie meus cabelos
Absolva tudo em mim
Abandone com clareza
Seja parte de minha tristeza
Angustia amarga que me corroi
Eu preciso deixar de ser
Me leve com você
Meus sentidos precisam ter
Você ao meu lado
E não ser
Esse ser
"Corrompido"
"Desgastado"
"Amargo"
Me encha de alegria
Seja a colheita que me guia
Inverno pós inverno
Me faça morrer e viver a cada nuance de tua voz
Me interpreta e seja você a cada instante
Seja a árvore do qual desejo o fruto
Seja livre em sua floresta de ideias
Que nossa prole seja bela
12 de Outubro
Se esconde ao meu lado
Transforma meus passos
Me contra com suas cordas
Atrapalha-me com seus estrepes
Espalha seus perfumes
Me enxerca com suas substâncias
As águas são o caminho ao horizonte
Pleno o toque que sente
Não finge ser dormente
Sensibilidade empática ao meu ser
Me deixe viver
Sorriso atraente
Alma do doente
Abraça e beija sua mãe
Subjugada será sua ação
Não ceda ao sermão
Lute com facas, lanças, óleo e fogo
Em seu caminho solitário
Ao templo tão esperado
Refrescante será as águas que lhe aguardam
14 de Outubro
Observando um lixão,
Procurando bom material,
Imaginando belas formas,
As quais você quer dar forma.
No lixão você encontra,
Uma semente a brotar,
Tem a certeza,
Uma grande árvore frutífera será!
Vai embora,
Deixa a semente se desenvolver,
Um dia sua fruta,
Doce irá ser.
Todos vão provar,
De seu sabor gozar,
Levarão suas sementes,
Todas irão brotar,
E encontrar seu doce lar.
19 de Outubro
Tudo é branco
Estou cercado por essas paredes pálidas
Elas são tão claras
Eu não me vejo nelas
Em meus contornos vejo apenas o branco
Ele me sufoca
Esse cubo me aperta
Eu não vejo saída
Me aperta, me sufoca muito
Estou ficando sem fôlego
Eu vejo esse preto
Sem fundo, sem fim
Ele me atrai
Eu posso me espremer até ele
Sentir e não sentir
O nada que ele contém
A irrealidade que é
Me entrego a todo o negro?
Me sufoco em todo esse branco?
Eu não sei, me ajudem a sair
Deixa eu ser
De todo preto e branco que me faz
Me encontro morto e sem cores
Vou ir ao além
Nascer sem o sentimento de ser esse refém
De todo esse preto e branco
Que um dia me fez
17 de Outubro
Estou em sua busca
Etérea e suave santidade
Me beija e derreta
Exalamos calor
Odor exaltado
Onde eu moro
Você descansa
Sentada em minha cama
Conjura malícia
Evoca minha vida
Me sacrifica
Me deixe viver
A cada segundo com você
Me provoca fadiga
Me reerga para outra partida
Irei te sufocar
Seguir em teu encalço
Drenar suas fantasias
Fazer viver
O que você quer ser
Ressuscitar de nosso sepulcro
Viver a luz do nosso dia
Seremos sagrados e amados
Em nossos toques de ternura
Nos reconheceremos
"Você é única", "o ser que me completa"
Felizes até o cair da noite
Onde nosso carinho fraterno
Se transforma em carnal
20 de Outubro
Você nasceu do aço
A muralha a qual quero escalar
O refúgio onde todo meu povo pode morar
Onde meu rebanho pode se criar
Ao seu lado meu reinado será próspero
Você, muralha imponente
Que afasta meus inimigos
E que protege apenas a mim
Lhe sirvo e prometo te manter
Sempre imponente
A mais alta barreira que reina nesse mundo
Dama de aço
Que esconde e protege meus tesouros
Minhas colinas e grutas
Cercada pelas águas e a fúria
Das planícies e as florestas
Cresce imponente
Meus inimigos tremam a sua presença
Me curvo a sua realeza e onisciência
Meus castelos e colheitas
Sob seus cuidados
Estou livre das preocupações mundanas
Meus planos serão perfeitos
Se você estiver a me guardar
Rogo a ti em pensamento
Seja imponente
Onisciente do meu ser
Não há segredos entre nós
Vossa realeza
Minha Dama de Aço
11 de Outubro Nº2
No meu mundo de plástico
Observo os passos
Buscam felicidade
A seu reflexo admirar
Nesse mundo de espelhos
Procuram seu igual
Enxergam a si nos terceiros
Protagonista irritante
Ideias perfeitas
Cobiça sem fim
Apenas sua alma será salva
No julgamento de sua própria justiça
"Egoísta..."
24 de Outubro
Mãos cansadas
Ego passivo, cresço ao observar
Ossos rangem a dor, desalinhados
Mãos sujas, manchadas de dor e desejo
Feitas para tocar o ser
Onipotente e desmascarado pensamento
Guia ao ceifeiro, deserto
Bela e ruiva é sua alma
Vazio são seus desejos
Me leve ao seu lado, brilhante
Seja por dor ou prazer, farei sua vontade
De sua vida escura em seus passo claros
Sua íris está morta, foi ao mar
Minhas veias estão saltadas, pulsam
Se movem ao ver, você
Curiosidade minha guia
Me pregou está peça
Sua luz que se esvai
Vejo você nua e sem adereços
Seus lábios fascistas me enojam
Você não é luz nem a sombra
Encanto homogêneo, seu abismo
15 de Outubro [Pensamento]
O que você busca? Os sentimentos são simples, enfeites da ideologia os complicam, todos tem um objetivo claro como a mais pura água em suas mentes, nós poluímos essa água de muitas formas, irei falar sobre a palavra "amor", primeiro com seu significado no dicionario, podemos resumir em apenas "Sentimento afetivo", a palavra "afeição" é ter "estima", ter "estima" é ter "apreço", que significa "admiração" e "consideração", você, em suas buscas afetivas procura admiração e consideração?
Nos modelos ocidentais o "ter" é maior que o "ser", "ter" é "ser", "ser" é "ter", não misturando as ideologias, mas, não importa qual dos dois você busque, "ter" ou "ser", você está em uma "busca", a busca por "si", o ser o qual você deve "amar", "estimar", "apreciar", "admirar" e "considerar" em sua "busca" para "ter" o seu "ser", "único".
Quando considero meus sentimentos, me equivoco constantemente, não sei qual caminho devo seguir, o que meu "ser" deve "ter" para conseguir o meu "amor"?
Minha "busca" é confusa, os caminhos que "admiro" e "considero" são "opostos", qual dele devo "seguir" ou "abandonar"?
Eu "quero ser" muito mais , mas acabo em "nada".