11 de Outubro Nº2
No meu mundo de plástico
Observo os passos
Buscam felicidade
A seu reflexo admirar
Nesse mundo de espelhos
Procuram seu igual
Enxergam a si nos terceiros
Protagonista irritante
Ideias perfeitas
Cobiça sem fim
Apenas sua alma será salva
No julgamento de sua própria justiça
"Egoísta..."
11 de Outubro Nº1
Esperança, um poço cheio dela
Ela admirava seus sonhos
Se apaixonava por cada detalhe
Por cada paixão que viria em sua vida
Suas despedidas em razões confusas
Cada olhar que cruzou e lhe fez suspirar
Os toques ocasionais que lhe coravam
Abraços que nunca recebeu
Aconchegasse em sua cama
Entrelaça seus dedos
Observa-os, as curvas que formam
Marcas de toda sua vida que lhe acompanharam
Toca seus lábios
Prova seu sabor
Observa o teto e agarra seu seio
Chora em desespero
Ninguém está lá para abraça-lá
Não a vêem chorar
Suas lágrimas salgadas a confortam
Enquanto descansava seu rosto em seus punhos
Até seus olhos se fecharem
E seu novo sorriso renascer
Brilhante e amável
"E além..."
19 de Outubro
Tudo é branco
Estou cercado por essas paredes pálidas
Elas são tão claras
Eu não me vejo nelas
Em meus contornos vejo apenas o branco
Ele me sufoca
Esse cubo me aperta
Eu não vejo saída
Me aperta, me sufoca muito
Estou ficando sem fôlego
Eu vejo esse preto
Sem fundo, sem fim
Ele me atrai
Eu posso me espremer até ele
Sentir e não sentir
O nada que ele contém
A irrealidade que é
Me entrego a todo o negro?
Me sufoco em todo esse branco?
Eu não sei, me ajudem a sair
Deixa eu ser
De todo preto e branco que me faz
Me encontro morto e sem cores
Vou ir ao além
Nascer sem o sentimento de ser esse refém
De todo esse preto e branco
Que um dia me fez
8 de Novembro Nº1
Eu sinto o vento em meu rosto
Quero essa calma simples em meu coração
Simplicidade é meu único desejo agora
Eu não queria estar conversando com você agora
Eu queria apenas encostar meu rosto junto a seu ombro
Fechar meus olhos e sentir a calma que seu calor transmite
Não iria dormir pensando em como estou feliz
Apenas te abraçar e saber que poderia fazer isso novamente
Já me deixaria feliz por toda minha vida
Saber que somos livres e felizes
Não precisamos saber como
Apenas somos, sonhamos e rimos
Meu lugar pode não ser aqui
Mas esse lugar é onde quero estar
Esse lugar eu posso chamar de lar
15 de Novembro Nº1
Estou cercado das figuras imaginárias
Esperanças e expectativas solitárias, egoístas
Todos os fantasmas que me assombram
Cada arrepio que sinto subir minha espinhas
Todo o medo que tenho de perder você
Todas as luzes lilás que vejo
Cada farol que me faz parar
Observar o mundo com mais medo
Não quero admitir tudo que sinto
Esconder minha fraqueza, essa fraqueza
Como posso ser quem eu quero? Eu quero?
Mentiras que não canso de me contar
Verdades que grito sem admitir
Todas a minha alma está suja
Corrompida pelo meu próprio desejo
Seja quem for, eu estou aqui
Por favor, vá embora
20 de Novembro Nº2
Inexistente coerência passional
Brincadeira luxuosa subliminar
Controle impreciso de seus dedos
Abutres a cercar outra carniça
Um verde que gera ânsia
O cheiro que se espalha com o calor
Cães ignoram sua carne cinzenta passional
Afeto? Orgulho? Prazer?
Carniçal incoerente irracional, degrau
Grite! Mostre que não está morta!
Corre do fim ao começo da ponte
Escala seus pais, sobe em seus irmãos
Gera a tormenta de mãos nuas
Voz sangrenta terrível
Maculada seja sua alma
20 de Novembro Nº1
O céu pareciam os mesmos de ontem
Porém um pouco mais escuros
A rua estava igual, mas não era a mesma
Meus vizinhos me olhavam da mesma forma
Mas não me sentia eu mesmo
Todos os motivos que me geram
Cada segundo que respiro, suspiro
Estou cercado de dramas
Você consegue chorar por mim hoje?
Cada gota que corre provavelmente de seu rosto
Seriam elas minhas ou suas?
Todos os sentidos e instintos que me cercam
Confusos pela pequena mente entorpecente
Cada movimento incerto que faço
Não quero olhar para trás
O que me espera?
Estou ferido e deixado de lado
Reis e rainhas de seus mundos
Cada olhar individual que cria minha estrada
Pedras e degraus que um dia pisei, arremessei
Que se foram e ficaram
Eu pareço o mesmo de ontem
Meus pés caminham da mesma forma
Meus olhos encaram da mesma forma
Apenas eu percebia
E era o único que precisava
3 de Novembro Nº2
Meus pés estão leves, me lembram as nuvens
As mesmas que observarmos juntos aquele dia
Tudo é doce em forma de leões, dragões
Princesas em perigo e suspiros nunca atendidos
Todo meu mundo está leve hoje
Como seu toque sob minha pele
Cada centímetro que seus dedos percorriam
Cada fio que se arrepiava
Toda essa lembraça, como se fosse ontem
Me derrama lágrimas a cada flashback que recordava
Todo esse mundo vazio, não existe, incompleto
Falta a parte que me completa
O ar que irá preencher meu vazio
Quando olho em seus olhos eu sinto
Tudo que eu desejo, tudo que odeio
Todo o incompleto que me cerca
Dissolve em pensamentos
Você condensa meu problemas
Me torna uma pluma, leve e contente
Voando em seu ar
15 de Outubro [Pensamento]
O que você busca? Os sentimentos são simples, enfeites da ideologia os complicam, todos tem um objetivo claro como a mais pura água em suas mentes, nós poluímos essa água de muitas formas, irei falar sobre a palavra "amor", primeiro com seu significado no dicionario, podemos resumir em apenas "Sentimento afetivo", a palavra "afeição" é ter "estima", ter "estima" é ter "apreço", que significa "admiração" e "consideração", você, em suas buscas afetivas procura admiração e consideração?
Nos modelos ocidentais o "ter" é maior que o "ser", "ter" é "ser", "ser" é "ter", não misturando as ideologias, mas, não importa qual dos dois você busque, "ter" ou "ser", você está em uma "busca", a busca por "si", o ser o qual você deve "amar", "estimar", "apreciar", "admirar" e "considerar" em sua "busca" para "ter" o seu "ser", "único".
Quando considero meus sentimentos, me equivoco constantemente, não sei qual caminho devo seguir, o que meu "ser" deve "ter" para conseguir o meu "amor"?
Minha "busca" é confusa, os caminhos que "admiro" e "considero" são "opostos", qual dele devo "seguir" ou "abandonar"?
Eu "quero ser" muito mais , mas acabo em "nada".
31 de Outubro
Fraqueza disfarçada em palavras
Inercia, reina o mundo sem ordem
Ações míopes, empobrecem meu reino
Céu nublado, sem resistência
Passos solúveis consumidos pela areia
Toque gelado como os olhos de um lobo
Fraco e imperdoável, cada olhar
Suas roupas mostram o conteúdo de cada lágrima que derrama
Você culpa Cipriano pelo seu destino
Mas seus passos foram estático em seu ritmo tedioso
O céu é belo, seu sonho
Você não deseja tocar o intangível
Sonhar é prazer, apenas sonhar
Sonhos vindos dos contos, lorotas e lorotas
Sua marca é fraca
Não causa cicatrizes
Montanha truncada
Veneno benigno