anthlace

anthlace

Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

Perfil
7 435 Visualizações

30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
Ler poema completo

Poemas

55

12 de Novembro Nº2

Não, eu quero dizer não
Quantas vezes eu quiser dizer
Não, eu não posso
Não, eu não devo
Eu quero dizer não
Quantos nãos eu preciso dizer para você?

Você não vê?
Eu quero dizer não, a você
A ele, a ela, a todos
Você me cobra a cada olhar
Eu sinto sempre esse pesar
Ele me cerca a cada segundo
Fixo em meu rosto
Não vejo saída para não ser assim
Hoje eu não vou ser isso, não
Hoje eu sou não e não
Hoje e hoje

Você não entendem todo o não
O não é minha paixão
Cada segundo, minha obsseção
Eu vejo todo o sol cercando
Cada minuto que respiro
Não sentindo algo
Meu peito vazio sofre a cada segundo
Eu quero emoção, cada não
Eu não vou deixar tudo ser não e não

Como posso ser de todo não
Se tudo que sou é feito do não? Não?
O que não posso, não devo, não vou, não!
Chega, de me dizerem não
Hoje eu não aceito esse não como resposta
Vou arrancar de você o sim que espero
93

12 de Outubro

Se esconde ao meu lado
Transforma meus passos
Me contra com suas cordas
Atrapalha-me com seus estrepes
Espalha seus perfumes
Me enxerca com suas substâncias
As águas são o caminho ao horizonte
Pleno o toque que sente
Não finge ser dormente
Sensibilidade empática ao meu ser
Me deixe viver
Sorriso atraente
Alma do doente

Abraça e beija sua mãe
Subjugada será sua ação
Não ceda ao sermão
Lute com facas, lanças, óleo e fogo
Em seu caminho solitário
Ao templo tão esperado
Refrescante será as águas que lhe aguardam
146

1 de Novembro

Haja luz em meus passos e sombras em meu rosto
Deixado só nesse mundo
A luz que criava minha sombra se foi
Meu rosto sente seu toque, vento confortante
Não sinto mais sede, não sinto mais fome
Estou entediado, meu mundo está calmo
Manche meu terno de pó, jogue poeira em meus olhos
Suje meus sapatos com lama

Eu vejo as nuvens, ajeito minha gravata
Ela me sufoca, a afrouxo
Meus sapatos pesam, eu os tiro
Meu terno, está quente, todo meu corpo ferve
Minhas mãos formigam, estou tremendo
A camiseta, um em um abro seus botões, devagar
O vento em meu rosto é pesado
Minha barriga está leve, eu nunca me senti dessa forma
Esse momento foi único na minha vida
Apenas o que eu via
Era o que importava
O vento era pesado, forte
Me trazia um toque de liberdade
Cada brisa que tocava meu rosto

O toque, o choque
Nada mais importa, todo o vento que bagunça meu cabelo
Meu grande ato foi hoje, estou tão orgulhoso
Tudo que era, não é mais
"Ser ou não ser", está fora de questão
Tudo se foi, assim como você
74

18 de Novembro Nº1

Na morte do meu eu esquecível
Reflexo de quem você me fez ser
Vejo cada rastro que marcou meus passos
Todo ser de luz cria sombra
Vibração que gera reação
Não há ação, apenas reação
Conjunto infinito dos meus eus que inventei
Ao lado de cada clone perdoável
Futuro despedaçado que abraço
Em cada uma de minhas prováveis mortes
Vidas e vidas que se vão e constroem seus palácios
Cada fruta que nasce do mar que sou
Doce amargo espesso intragável
União das folhas e memórias tangíveis
Parto em descaso a quem deixei
Muros fortes que um dia amei
Folclore dos contos que jamais se ouviu
Partida para o além tão próximo
Sempre próximo
117

14 de Outubro

Observando um lixão,
Procurando bom material,
Imaginando belas formas,
As quais você quer dar forma.
No lixão você encontra,
Uma semente a brotar,
Tem a certeza,
Uma grande árvore frutífera será!
Vai embora,
Deixa a semente se desenvolver,
Um dia sua fruta,
Doce irá ser.
Todos vão provar,
De seu sabor gozar,
Levarão suas sementes,
Todas irão brotar,
E encontrar seu doce lar.
162

10 de Novembro

A moldura que molda
Se banha em meu esparramar de sonhos
Todas as minhas cores transbordam
De toda minha obra já confeccionada
Eu vejo que derramo gostas lilás através das palmas
O chão transborda de sentimentos
Completamente encharcado de amarelo
Desenho flores com os dedos
Faço marcas em meu rosto
Corro livre pelos campos
Sinto crescer esse sentimento rosa
Todo o vermelho que já vi
Verde que abracei e beijei todas as noites
Azul que me confortou com seus cafunés
Negro que descança e acalma a alma
Figuras que criei
Pássaros, flores e pessoas
Coberto por todo esse prisma
Eu me vejo em paz
76

18 de Outubro

Estava escuro
Paredes púrpuras iluminadas pela lua
Testemunhavam a presença
Parecia dançar ao vento
Tua ceda suave hipnotiza
Sob a mesa
A taça escarlate me aguardava
Dirigia suas mãos pálidas a este pecado
O erguia e estendia em minha direção
Olhar que me empala
A lança a qual me ajoelhava
Erguia meus lábios em sua direção
Sentia a dor em meus joelhos
Meus pés descalços e sujos
Provava de seu líbido
Me tornava imperecível
Me sangra e prova
O sabor de nosso suor
Se ajoelha e abraça
Se despi, me agarra
Me arranha e fere
Eu tremo e gozo cada momento
Provo teu seio
Me entrego a todo meu desejo
O líbido é nosso regente
Banhados no vinho de nossas veias
Sentimentos um ao outro
Sem o medo de ir ao além
157

15 de Novembro Nº2

Comigo nesse aguaceiro
Suor se esvaie sem vaidade
O medo espalha-se como fogo
Por nossa flora abandonada
Vermelha solidão esgueira
Me pega pelos ombros
Me beija no rosto

Tudo que se foi em água e por terra
Volta em forma serena
Brilhante luz
Nasceu em nossos corações
Se foi pelo fogo em forma de cinzas

Fria e solitária
Sozinha dentro de meu coração
Desabrochou toda essa solidão
Juras repletas com sermão
Lembram a mais bela oração

Você recebe meu canto
Encapsula-se em sentimentos
Você pode ir
Você pode ser
Você é quem eu quero
129

20 de Outubro

Você nasceu do aço
A muralha a qual quero escalar
O refúgio onde todo meu povo pode morar
Onde meu rebanho pode se criar
Ao seu lado meu reinado será próspero
Você, muralha imponente
Que afasta meus inimigos
E que protege apenas a mim
Lhe sirvo e prometo te manter
Sempre imponente
A mais alta barreira que reina nesse mundo

Dama de aço
Que esconde e protege meus tesouros
Minhas colinas e grutas
Cercada pelas águas e a fúria
Das planícies e as florestas
Cresce imponente
Meus inimigos tremam a sua presença
Me curvo a sua realeza e onisciência

Meus castelos e colheitas
Sob seus cuidados
Estou livre das preocupações mundanas
Meus planos serão perfeitos
Se você estiver a me guardar
Rogo a ti em pensamento
Seja imponente
Onisciente do meu ser
Não há segredos entre nós
Vossa realeza
Minha Dama de Aço
134

8 de Outubro

Quantas mentiras você se conta?
Quantas verdade você esconde?
Quantas rimas você rima?
Quantos amores você perdeu?
Em quanta falsidade você se meteu?

Você respira e suspira, pensando no que aconteceu
Você não sente, mente para si
A nudez da verdade lhe machuca
Se cobre em tua coberta
Fuja de seu sorriso amargo que lhe machuca
Me abrace e beije
Sinto o desejo e a calma que eu trago
Eu sou a verdade que você tanto ama
126

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.