Lista de Poemas
Diga adeus que fico
Encontre-me agora no
juízo dos seus fardos.
Nos intravivenciamos,
o pecado amou o anjo,
teu céu loiro e violento
me esconde da tua paz.
Desvesti meu plenilúnio
pra achar que não me viu
e abracei-me ao despedir.
Caso me peça pra ficar,
eu irei lhe ouvir.
Diga a deus,
que fico.
juízo dos seus fardos.
Nos intravivenciamos,
o pecado amou o anjo,
teu céu loiro e violento
me esconde da tua paz.
Desvesti meu plenilúnio
pra achar que não me viu
e abracei-me ao despedir.
Caso me peça pra ficar,
eu irei lhe ouvir.
Diga a deus,
que fico.
432
Cantiga do amor doente
oh, amor
sou carne profana
que queima no templo
onde oras ao dobrar
seus joelhos
oh amor, parta
sem que me olhe
desse jeito
isso não é justo
e justiça eu mereço
sou carne profana
que queima no templo
onde oras ao dobrar
seus joelhos
oh amor, parta
sem que me olhe
desse jeito
isso não é justo
e justiça eu mereço
321
Nosso dia acaba assim
Abraços frouxos descolam os corpos
que nunca haviam em vida, se tocado.
Perto para vê-lo e longe para sentí-lo.
Ví-me nos olhos da tua esperança,
que antes de tua, era minha também.
Igualmente temeroso, bravamente nu,
rasgando de mim, os tecidos do corpo.
Desvestido me exponho para que vejas.
Perto para ver-me, longe para sentir-me.
Nosso dia acaba assim.
que nunca haviam em vida, se tocado.
Perto para vê-lo e longe para sentí-lo.
Ví-me nos olhos da tua esperança,
que antes de tua, era minha também.
Igualmente temeroso, bravamente nu,
rasgando de mim, os tecidos do corpo.
Desvestido me exponho para que vejas.
Perto para ver-me, longe para sentir-me.
Nosso dia acaba assim.
394
Reconforto do consolo
Ao turbilhão de invazios caóticos
recitei um monólogo teu,
e logo o silêncio florido gritou e teceu
uma teia entre meu mundo e o seu.
Pensando em você, matei o invazio,
apesar do rejeito, me tirou do fraquejo,
ainda sensível, na ponta dos dedos.
Mãos de fada aveludando o meu peito,
lumiar anil dos olhos em renascimento.
Lhe quis trazer comigo nesse multiverso
virado do avesso, então de você
eu guardei um lampejo,
o desejo do teu doce beijo
e um falso "eu te amo"
como adeus.
recitei um monólogo teu,
e logo o silêncio florido gritou e teceu
uma teia entre meu mundo e o seu.
Pensando em você, matei o invazio,
apesar do rejeito, me tirou do fraquejo,
ainda sensível, na ponta dos dedos.
Mãos de fada aveludando o meu peito,
lumiar anil dos olhos em renascimento.
Lhe quis trazer comigo nesse multiverso
virado do avesso, então de você
eu guardei um lampejo,
o desejo do teu doce beijo
e um falso "eu te amo"
como adeus.
200
Paradoxo do legado
Vivência regrada à funérea existência,
onde minha nascença inda não assolou a terra.
Célere data cujo rasga-se a linha,
o fio vermelho corta e retorno
antes mesmo da minha ida.
Perecendo ao putrefato,
perpetuei como oxigênio constantemente aspirado.
Bagagem dessa mentira absurda,
vivo sem sobreviver, planando no relevo
do ciclo infindo, afirmando com afinco
que nunca irei morrer,
pois minha eternidade
será o meu legado.
onde minha nascença inda não assolou a terra.
Célere data cujo rasga-se a linha,
o fio vermelho corta e retorno
antes mesmo da minha ida.
Perecendo ao putrefato,
perpetuei como oxigênio constantemente aspirado.
Bagagem dessa mentira absurda,
vivo sem sobreviver, planando no relevo
do ciclo infindo, afirmando com afinco
que nunca irei morrer,
pois minha eternidade
será o meu legado.
185
Paradoxo da mentira
Arde goela e flama boca,
rasga lábio e logo exclama:
Minha língua sempre mente.
rasga lábio e logo exclama:
Minha língua sempre mente.
198
Desabafo do escritor fadado à mudança
Todos os dias, uma rotina invisível permeia minha cabeça e me faz mudar, em toda essa inconstância. Quando saio, é como se eu me deixasse em casa e alguém parecido comigo fizesse a festa lá fora.
Uma pele amortecida na queda dos sentimentos, os mesmos que desabam todas as noites quando chego em casa e me reencontro da mesma forma que saí, diferente. O caminho pra casa é solitário, preciso fazer isso sozinhe, até porque, eu conheço bem o meu caminho.
Uma pele amortecida na queda dos sentimentos, os mesmos que desabam todas as noites quando chego em casa e me reencontro da mesma forma que saí, diferente. O caminho pra casa é solitário, preciso fazer isso sozinhe, até porque, eu conheço bem o meu caminho.
321
Cena do crime
Líquido em corpo morto,
carne em torno do osso,
crânio por trás do corvo,
silhueta esboça o corpo
do jovem casulo velho
gestante da borboleta.
Pele que a chuva beija,
água que olho despeja,
sangue ilhando a bela
estrela da boulevard.
carne em torno do osso,
crânio por trás do corvo,
silhueta esboça o corpo
do jovem casulo velho
gestante da borboleta.
Pele que a chuva beija,
água que olho despeja,
sangue ilhando a bela
estrela da boulevard.
428
Caduceus
Corpo amálgamo em aliteração,
do ultraemotivo e a precognição,
o alcaeste é solvente universal,
salve meu decantado coração.
Chordata arterial e caduceus.
Fundidos no crisol,
da teurgia à dissolução,
do vinho, transforma amor,
transvia mônada em grãos.
Estou vivo e sou, respiro e vou,
para além desse Aeon.
do ultraemotivo e a precognição,
o alcaeste é solvente universal,
salve meu decantado coração.
Chordata arterial e caduceus.
Fundidos no crisol,
da teurgia à dissolução,
do vinho, transforma amor,
transvia mônada em grãos.
Estou vivo e sou, respiro e vou,
para além desse Aeon.
311
Castidade e amargura
Verto valor a troco do ouro,
pois de nada serviu o amor,
que distante do teu apalpe,
ao celibato me apregoou.
És antônimo de saudade,
meu reverso da verdade
e no berço do teu escuro,
solto a mão da claridade.
Esfaqueio o teu espectro
na babilônia da realidade,
falou-me o que não queria,
isento da minha maldade
por aqueles que dado dia
me afogaram à iniquidade.
Puro sangue desgraçado
das plêiades sorgiñak,
respeite meu peito sofrido,
respeite a minha coragem,
cada passo é dolorido,
cada erro é a castidade,
casto rente ao teu sorriso:
motriz da minha calamidade.
pois de nada serviu o amor,
que distante do teu apalpe,
ao celibato me apregoou.
És antônimo de saudade,
meu reverso da verdade
e no berço do teu escuro,
solto a mão da claridade.
Esfaqueio o teu espectro
na babilônia da realidade,
falou-me o que não queria,
isento da minha maldade
por aqueles que dado dia
me afogaram à iniquidade.
Puro sangue desgraçado
das plêiades sorgiñak,
respeite meu peito sofrido,
respeite a minha coragem,
cada passo é dolorido,
cada erro é a castidade,
casto rente ao teu sorriso:
motriz da minha calamidade.
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Comentários (1)
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Belíssimas poesias, parabéns pelas obras!