Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
hás de ser alvo
de minha retina ingovernável
na compostura engenhosa e incauta
com que desenhas o teu nado
e hás de remoer a paisagem
e inventá-la em ti mesmo
com a desfaçatez e a lassidão
com que alisas meu cérebro
hás de ter a monotonia
de uma revolução inerte
na contração de tua paz
nesse quê de paquiderme
pois é, Camarada Pelsche
a morte teve o desplante
de desunir a soviética união de tua carne
no centro da página
na sua sílaba mais funda
eu vi o teu semblante rosa
na solidez gráfica do mundo
mas por essas razões
que ligam a sílaba à alma
meu coração desconheceu-se
com ganas de astronauta
e nessa desavença
entre a notícia e a vontade
eu te saúdo, ainda vivo
nas sílabas da vida que montastes.
nasço
porque acho
que a vida me morre
aos pedaços
e junto suas partes
nas rugas que mereço
e meço minha carne
com metros do meu medo
e nem me digo morto
quando inválido
meu abraço jovem
já desmaia
e nem sei se vivo
quando sempre morro
e nem sei a morte
quando sempre ajo
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.