Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
agora
de animal a mineral
passas na lembrança
de quem levou a vida
na mudança
agora
não hora, apenas pó
e na face gravado
o último suor
agora
não tuas e não suas
as conceituações
das ruas
agora
apenas óbito
és a não circulação
de teus leucócitos
e habitas
tua morte
como usucapião
de tua sorte
e reclamas
agora estrume
um gesto das plantas
um quê de verdume
de caminhante
a estrada
contas apenas os passos
da massa
tua mão
é anti-arma
um osso plástico
e sem plasma
enfim
és poesia
irmão, agora, do vento
a liberdade tardia.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.