Marítima alusão da vida
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
no convés de mim
singro minhas águas
as que fluem do riso
as que nadam as lágrimas
quase todas resumidas
nas correntezas que lavro
atravessar-me,
nos mares que componho,
é navegar em mim
os barcos que sonho
agora
de animal a mineral
passas na lembrança
de quem levou a vida
na mudança
agora
não hora, apenas pó
e na face gravado
o último suor
agora
não tuas e não suas
as conceituações
das ruas
agora
apenas óbito
és a não circulação
de teus leucócitos
e habitas
tua morte
como usucapião
de tua sorte
e reclamas
agora estrume
um gesto das plantas
um quê de verdume
de caminhante
a estrada
contas apenas os passos
da massa
tua mão
é anti-arma
um osso plástico
e sem plasma
enfim
és poesia
irmão, agora, do vento
a liberdade tardia.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.