Das larguras do tempo
como alegoria
dos futuros que intrometo
pelos dias
o tempo
é só detalhe
dos favores do espaço
em que se cabe
o presente é só uma nesga
entre o futuro e o passado
que a gente enche de tudo
nas larguras em que se cabe.
na minha morte
estarei presente
mesmo que não a tenha
compreendido
habitarei o fogo
em carne e ossos
e desabitarei a vida
o melhor que possa.
minha morte
não existe
os homens é que teimam
em dize-la triste
na minha morte
a vida estará presente.
a minha e toda outra
que leve de mim
a compreensão do tarde
e a não compreensão do que se sente.
na minha morte
desarquiteto o limite
deixo de ser só homem
adredemente restrito
e caibo na rebelião
de todos os meus sentidos
aqueles que trouxeram à mão
e todos os outros que nem tive
na minha morte
me definitivo
passo a ser um ego coletivo.
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.