Reminiscência CXXIX
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
brincando no tempo
na chuva, no riso
o menino via assim
intimidade com o infinito
molhando a vida
diligente descobria
apesar de triste
a natureza sorria
tuda da infância
ainda hoje pulsa
na liquidez inata
dos gestos da luta
o poema
nunca é exato
tudo que lhe mede
é a palavra
as que se grafam
as que vigem na alma
ao poeta
cabe a senzala
de quem liberta de si
o jugo da fala
rompantes humanos
de quem não cala
costure-se o fato
nos ombros da história
todos os cerzidos
dos homens e das horas
do que fora a linha
na coletiva agulha
aviem-se os pontos
do viés da luta
e de-se a conjuntura
do bordado tempestivo
dos que cozem o tempo
com a trança dos sentidos
que o poema
reste grávido
de todos os verbos
que apalavre
os que sejam liras
os que sejam arma
lúdico e lírico
de-se a compostura
de forjar-se comício
quando a luta
o poema
prescinde de normas
o verbo gestante
tem-se de parto e porta
o clangor de seus recados
iíntimo conluio
autua o poeta e o verbo
no ventre do discurso
É caro poeta...AurelioAquino...toda palavra que é dita , se transforma em alguma coisa... trabalho, alegria, tristeza , pois toda palavra é bendita... acho eu que antes de abrirmos a boca devemos pensar na sua reação... parabéns. boa tarde ademir domingos zanotelli. teu seguidor.
Boa noite meu caro poeta;;; AurelioAquino - muito lindo quando falaste sobre as memórias e as trazem sempre na alma.
Aurelio Aquino, "viver é ser todos os outros..." e quantos mais somos, mais vivemos. Nada óbvio e muito verdadeiro.
Abração !
Honrado
Belos versos... em poemas e suas poesias,parabéns.
obrigado, honrado.
Simplesmente perfeitos, seus poemas são uma perfeição inexplicável, realmente, eu amo seus poemas. Continue criando lindos poemas.